O melhor carnaval do Brasil

Não tem pra ninguém! Temos o melhor carnaval do país!Isso mesmo, saímos da baixa posição para ser a melhor atração turística nacional no período momesmo.
Não sinto mais a menor saudade dos pierrôs, da colombinas, dos corsos, das bandas de latas, das jardineiras, da casinha da roça, do tambor de crioula, das fantasias, dos bailes de máscaras e do velho carnaval de rua.
Graças ao Dionísio (não ao Renato), alcancei o Carnaval da Maranhensidade! Não poderia passar para o outro lado da vida (se é que devo chamar a morte de vida) sem participar dessa maravilhosa festa.
Fui a dois bailes. Que legal! O Carnaval da Maranhensidade foi uma grande sacada. Não teve essa de marchinhas, das eternas e imortais músicas carnavalescas e muito menos do samba.
Não entendemos nada de frevos. Isso é coisa pernanbucana. Somos o líder em axé. Ninguém nos tira, no carnaval, o primeiro lugar na categoria forró. Nem o Pará. Muito menos o Ceará.
Na Passarela do Samba, tem axé pra todo gosto. Forró no balde. Se desejar, até reggae. Somos carnavalescos diversificados. Plurais.
Essa é nossa marca: o Carnaval da Diversidade, ou melhor, da Maranhensidade. Aqui tem de tudo. Até ópera carnavalesca. Sem contar que somos os primeiros a introduzir o bolero momesco.
Aprovo, total e irrestritamente, a decisão do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís de bancarem bandas para nos fazer rebolar ao som de axé e forró.
Decisão sábia e inovadora. Quem quer brincar o carnaval de rua, dos corsos, colombinas, das jardineiras, máscaras, fantasias e outros adereços, que volte ao tempo dos anos 80 para São Luís do Maranhão.
Nossa praia carnavalesca agora é outra. Renovamos. Nos libertamos do velho e oligárquico carnaval das origens. Obrigado Joaozinho Ribeiro, pela criatividade! Se não fosse João, mas Eugênio, diria que você é um gênio libertário.
Não tem prá ninguém! Somos carnavalescos atualizados. A cópia, ainda que meio esculhambada, da bahia. Ou ao menos a tentativa xerocopiada do Rio de Janeiro. Que se dane a originalidade!
Discordo apenas da triste invenção ou rotulação de “Carnaval da Maranhensidade”. Somos, sim, o Carnaval da Bahianensidade ou Paraensidade. E, ao que vejo, com muito orgulho.
E não aceito contestações. Até porque não tenho observado nenhuma indignação, principalmente dos foliões ou dos intelectuais carnavalescos.
Exceto do meu filho, Luis Felipe, três anos (engolidor de moedinhas), que, em um baile infantil, só levantou para pular quando tocaram Bicho Terra, Jegue Folia, Banda do Descascaralho e enredos das escolas de samba.

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As fugas do cadeião

Há algo de errado no Cadeião -Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas. A Força Nacional esteve por lá o ano passado e o resultado foi o que todos sabem: fugas, fugas e fugas.
A secretária de Segurança Cidadã, Euridice Vidigal, sempre no ar condicionado do gabinete, implorou mais uma vez a presença da Força Nacional. Positivo.
Os guardas da Naciona estão por lá há mais de três meses. Resultado: negativo. Hoje, pela madrugada, mais cinco detentos escaparam.
Do início de janeiro até agora mais de 10 fugas. Cerca de 60 elementos de alta periculosidade estão soltos. Saíram maneiramente para brincar o carnaval. O pior: ao nosso lado, nas rodondezas de nossos lares, ao alcançe de nossos filhos.
Os bandidos, ao que parece, quando não conseguem nada, voltam para se alimentar no Cadeião. Bancamos a comida, os lençóis, a merenda e o café. Saem a hora que bem lhes convir.

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Deputados gastam nas férias R$ 4,8 milhões

Embora de recesso (férias parlamentares) no mês de janeiro, os deputados federais utilizaram dinheiro da Verba Indenizatória. Cada um embolsa R$ 15 mil mensais, a título de “ajuda” para reembolso dos gastos em atividades parlamentares.
A Indenizatória é usada principalmente para gastos com combustíveis, hospedagem e alimentação. Há no Congresso Nacional movimento para tornar o uso da verba mais transparente.
A banda ética defende que sejam colocados no site das duas casa (Senado e Câmara Federal) CNPJ e nomes das empresas em que os deputados gastaram a grana. A maioria não aceitou.
O presidente do Senado Federal, José Sarney, passou a defender uma saída um tanto quanto esquisita. Quer que a Verba Indenizatória seja incorporada aos salários dos parlamentares.
Se prevalecer a proposta de Sarney, a transparência desejada pela minoria vai para o beleléu. Eles não terão mais como prestar contas do que gastam e muito menos o que consomem.
O deputado federal maranhense, Pedro Fernandes, por exemplo, gastou só em combustível, durante o recesso, mais de R$ 3 mil. Ou seja: um tanque cheio a cada dia.
Mesmo fazendo dieta por aconselhamento médico, Fernandes torrou em alimentação perto de R$ 11 mil em janeiro, dinheiro suficiente para matar a fome de uma legião de miseráveis dos municípios em que atua.

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Julgamento de Jackson fica para o dia 3

Os advogados da coligação “Maranhão – A Força do Povo”, começam a ficar preocupados com os sucessivos adiamentos do julgamento do pedido de cassação do mandato do governador Jackson Lago.
Agora, no período da tarde, foram tomados de surpresa com a decisão do TSE de transferir para o dia 3 de março a retomada do julgamento.
A bancada roseanista (advogados) esperava que a sessão plenária fosse realizada no dia 27, quinta-feira, conforme deu a entender o ministro presidente do TSE, Carlos Ayres.
Disse aqui no blogue que não haveria o julgamento na sessão de ontem (quinta-feira), com base em previsão feita a mim por assessor próximo ao governador.
“Aguarde, teremos uma surpresa”, disse-me. Imaginei tratar-se de julgamento favorável ao governador. Arrisco agora o palpite de que não haverá mais uma vez o julgamento no dia 3. Não sou vidente e muito menos tenho parentesco com a Mãe Dinhá. Vamos aguardar.
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Bita rompe com Roseana Sarney

O babalorixá Bita do Barão, soube hoje, rompeu com a senadora Roseana Sarney por motivos ainda não esclarecidos.
Amigo pessoal da família Sarney e guru espiritual da ex-governadora, Bita teria reclamado a amigos o distanciamento da senadora.
Teria alegado que Roseana Sarney, nos últimos tempos, tem dado mais atenção aos evangélicos. Soube ainda que o maior babalorixá do Maranhão tenta aproximação com o governador Jackson Lago.

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Deputado aplica espeto na Rosana

Um deputado estadual, com importante cargo na Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Maranhão, aprontou mais uma no cabaré de luxo da Rosana, no Turú.
O parlamentar chegou ao recinto por voltas das 17h de domingo e solicitou a presença das belas “donzelas”. As meninas, que têm direito a folga aos domingos, logo imaginaram faturar um extra.
Bem à votande, o deputado estava só de cueca no principal salão, entornando todos os uisques. Mais prá lá do que pra cá, o parlamentar prometeu que pagaria cachê para todas elas. A alegria foi geral.
Daí pra frente rolou strip tease, rolação, carícias, esfregas e tudo mais. Lá pela madruga, o deputado não conseguia traçar ninguém porque esquecera em casa o Viagra, embora seja jovem.
Quase defunto de tantas doses, o deputado se retirou do local sem pagar ninguém, nem mesmo a bebida. E ainda mandou a dona do estabelecimento mandar a conta para a viúva.
Desse jeito, nem despacho de Bita do Barão conseguirá encaminhar o deputado para o lado do bem.

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Invenções do Alessandro Martins

As broncas a que terão que responder o empresário Alessandro Martins e sócios, donos da Euromar e outros negócios, não ficam apenas na compra de veículos para locação e, na verdade, vendas de automóveis sem documentação combrobatória para uso particular.
A oficina da concessionária servia, também, para clonagem grosseiramente tipificada.
Um exemplo:veículos Fox eram transformados em Cross Fox dentro da oficina da Euromar. Automóveis 1.0 rapidamente eram elevados à categoria de 2.0. Pirataria de última geração.
Martins não tem a menor preocupação. Deu muitos “presentes” para membros importantes do Judiciário, Legislativo e Executivo.

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Fim da verba indenizatória

Depois de observar posturas contrárias à manutenção da Verba Indenizatória, o presidente do Senado Federal, José Sarney, passou a defender o fim da “ajuda” para custos adicionais.
E Verba Indenizatória, como afirmei em post anterior, é um mecanismo para aumentar a receita dos parlamentares.

Sarney tem razão. A Verba Indenizatória é imoral.
No Congresso Nacional, tal “ajuda” serve para bancar despesas com custos de combustíveis, hospedagem, alimentação, impressos e assessorias em geral.
No caso da Câmara Municipal de São Luís, não existem impressos, hospedagem e gastos com locomoção. Só com alimentação. A gula dos “nobres” vereadores é insaciável.
Na Assembléia Legislativa, que oferece o mesmo benefício, a Indenizatória beira ao rídiculo. Tem deputado que mora em São Luís e tem gastos com locomoção e hospedagem que vão além do aceitável.
É hora, portanto, de eliminar esse benefício que só engorda a renda dos parlamentares.

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Vereador pedófilo emprega mão de vítima para não ser denunciado

Tive a informação de que um vereador de São Luís seria denunciado por prática de pedofilia.

O vereador bancava roupas de grifes, celulares, jóias e outros mimos para um estudante de 15 anos.

Fui apresentado à mãe do garoto, na manhã de segunda-feira, em frente ao prédio da Câmara Municipal.

Ouvi atentamente suas lamentações com a descoberta. Ofereci o Jornal A Tarde e o blogue para denunciar o pedófilo, lamentavelmente representante do povo da capital.

Ela, ainda indignada, concordou em denunciar o caso.

Estranhamente, recebo sua ligação telefônica, na tarde de quarta-feira, pedindo para esquecer tudo.
Soube hoje que a senhora, mãe da vítima, foi nomeada em cargo de comissão da Câmara Municipal de São Luís.

E mais: ligou para não nominar o vereador, caso fosse falar alguma coisa a respeito. E que, ela e filho, desmentiriam tudo na polícia se divulgasse o caso.

Alegou ter mais dois filhos menores e estar desempregada. Fato por mim comprovado depois.
Dói ser conivente com tal situação. Ficar emparedado diante de cruel fato. Não sei até quando.

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Verba Indenizatória

O deputado Pedro Fernades torrou R$ 14.450,00 dos R$ 15.000,00 a que tem direito da Verba Indenizatória dada pela Câmara Federal a cada parlamentar, extra salário, a título de “ajuda” para despesas adicionais.

Fernandes gastou R$ 3.207,00 só com combustíveis. Ou seja: R$ 100,00 por dia para abastecer seu carro.
O restante, R$ 11.450,00, foi para hospedagem e alimentação.

O deputado, ao contrário do irmão Manoel Ribeiro, faz dieta e, portanto, come regrado.

A Verba Indenizatória, mecanismo instituído para engordar a receita de senadores, deputados federais, estaduais, e vereadores de capitais, não tem transparência porque não cita nomes e CNPJ de empresas em que os gastos foram realizados.

Na maioria da vezes, o político com mandato apresenta notas fiscais frias para justificar o recebimento da “ajuda”.

Não creio que seja o caso de Pedro Fernandes. Porém, com 25 anos na cobertura política, não sou ingênuo.
Alguns deputados federais, a exemplo de Miro Teixeira, do PDT carioca, não aceitar receber o “mimo adicional”.

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