Deu na Folha Online:Comissão do Senado cria 7.554 novas vagas de vereadores nas Câmaras Municipais

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira a PEC (proposta de emenda constitucional) que aumenta em 7.554 o número de vereadores no país. Os senadores, no entanto, retiraram do texto o artigo que reduzia os percentuais de repasse das receitas dos municípios para as Câmaras.

Com a mudança, as Câmaras de Vereadores vão continuar a receber o montante previsto pela Constituição Federal, sem redução nos gastos. O senador César Borges (DEM-BA), relator da proposta na comissão, havia sugerido a redução dos repasses uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reduziu em 2004 o número dos vereadores no país, mas manteve o mesmo percentual de repasses.

De 2004 para cá, as Câmaras tiveram os números de vereadores reduzidos, mas mantiveram a mesma arrecadação. “Os repasses continuaram os mesmos. Reduziu-se a representação, mas não se reduziu os recursos para o erário. Por isso hoje temos Câmaras com uma verdadeira galinha gorda de arrecadação”, disse Borges.

Como os senadores decidiram novamente aumentar o número de vereadores, na prática o relator afirmou que a redução não se faz mais necessária.

PEC paralela

A CCJ decidiu separar o artigo que trata dos gastos para tramitar separadamente na Casa. Com a retirada do artigo, a PEC continua a tramitar no Senado e segue para votação no plenário –mas sem o item referente aos gastos das Câmaras de Vereadores.

A PEC foi aprovada em maio pela Câmara e, desde então, esperava pela análise dos senadores. Os vereadores fizeram pressões para o aumento no número de cadeiras ao longo do ano para que pudesse valer nas eleições de outubro deste ano, mas o Congresso acabou deixando a decisão para o último mês dos trabalhos legislativos.

Os vereadores sofreram um corte de 8.481 vagas em 2004 devido a resolução do TSE que redefiniu o tamanho das Câmaras em relação aos habitantes. A beneficia principalmente cidades pequenas e médias, com populações entre 15 mil e 1 milhão de habitantes.

Com as mudanças, cidades que têm até 15 mil habitantes terão nove cadeiras na Câmara de Vereadores. O número vai crescendo de acordo com o tamanho dos municípios, chegando ao máximo de 55 cadeiras para as cidades que têm mais de 8 milhões de habitantes.

“As grandes cidades já estavam beneficiadas pela Constituição, essas não terão redução nenhuma no número de vereadores. Mas tínhamos municípios pequenos com maior número de vereadores do que outros com um número superior de habitantes”, disse Borges.

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Adiado julgamento sobre cassação de Jackson Lago

Brasília – Cássio Euller
Correspondente do Blog do Luis Cardoso

Com a participação de apenas cinco deputados da bancada maranhense, além de três parlamentares do PDT de outros estados, a reunião “pro-jackson” batizada e organizada pelo deputado Domingos Dutra (PT), encerrou com uma certeza: o governador Jackson Lago ainda sobreviverá esta semana, mas da próxima terça-feira não passa. A noticia do adiamento da sessão do TSE onde o governador e vice-governador são acusados de captação ilícita de votos na campanha ao governo do Maranhão, chegou aos ouvidos do governador quando discursava para a seleta platéia. Coube ao advogado José Eduardo Alckmin, que defende simultaneamente o governador Cássio Cunha Lima, da Paraíba e o governador Luiz Henrique de Santa Catarina também processados pelo TSE, a dar as boas novas ao governador maranhense. A mudança no calendário cujo veredicto seria esperado amanhã chegou como um alivio.

Pelo menos para o deputado Ribamar Alves (PSB), que ao pedir a palavra ,revelou a todos que já não dorme direito e que está acabrunhado com o parecer do Ministério Publico Federal e com a decisão do ministro Eros Grau membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral. “A esse ministro foi prometido por Sarney uma vaga na Academia Brasileira de Letras”, disse Alves. Ao acusar o ministro e o MPF de estar ajudando Sarney a derrubar Jackson no “tapetão”o deputado do PSB pouco se lixou do seu envolvimento na chamada máfia das ambulâncias superfaturadas. Ele consta da lista dos 57 parlamentares investigados pela Procuradoria Geral da República os quais caíram na rede da PF durante a Operação Sanguessugas.

O secretario Wagner Lago, livrou Jackson de qualquer culpa na compra de votos durante a sua campanha. “o governador Jacson Lago não tem nada a ver com isso. Isso é culpa do governo passado que apoiava o candidato Edison Vidigal”, arrematando que o processo de cassação é inconformismo político de quem mandou no estado há mais de 40 anos. Coube a Sebastião Madeira lembrar que esse processo foi de iniciativa de “um aloprado suplente de senador”. Madeira se referiu ao ex-senador Francisco Scórcio.

Por outro lado o deputado Pompeu de Matos do PDT gaúcho até que tentou fazer uma comparação entre Jackson ao falecido caudilho criador do PDT nacional, Leonel Brizola. “Ele fez uma revolução política, uma revolução social no Rio Grande do Sul. Por causa disso enfrentou de peito aberto e determinação a ira de correntes ferrenhas. O senhor tem as mãos limpas”, discursou.

A reunião foi comanda por Dutra que ocupou a tribuna da Câmara por duas vezes para dizer que há por todo o Maranhão um clima de inquietação e que segundo ele o povo não deixará Sarney tomar o mandato de Jackson. “Neste momento é forte a presença do MST e da via campesina em frente ao palácio dos Leões. O povo não vai deixar barato”, avisou o deputado petista. Onte, desde o período da manhã até o fechamento da edição, por volta das 23h. pouco mais de 50 membros do MST se concentravam na porta do Palácio dos Leões.

Nos bastidores sabe-se que os partidários de Jackson estariam contando com a ajuda de alguns movimentos como o MST que chagariam em centenas de ônibus pagos, sendo que ninguém sabe quem vai pagar as contas, nem mesmo o MST.. O objetivo é reunir cerca de 5 mil sem-terras e quebradeiras de coco até segunda-feira, um dia antes da votação do processo de cassação de Jackson pelo TSE. Algumas centenas viriam até mesmo de outros estados. Para botar gasolina na turma caso o governador seja afastado do poder, entraria em ação o radical Bruno Maranhão.

No ano passado Bruno Maranhão que lidera o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), um grupo dissidente do MST, invadiu o prédio do Congresso. Depredaram partes da Câmara dos Deputados a pretexto de protestar contra a demora na desapropriação de terras. Armados de paus e pedras quebraram o que viram pela frente. Deixaram um rastro de vandalismo e um saldo de 41 feridos. Essa cena, agora pode se repetir na Ilha do amor. A estratégia é deixar que isso transpareça que é pura revolta popular contra os Sarney.

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São Luís na escuridão

Se o prefeito Tadeu Palácio ainda permanece em lua de mel na velha Europa, deve voltar com urgência, insisto mais uma vez, para sua cidade. As avenidas e ruas da capital estão, em boa parte, sem a iluminação pública. Passei pela avenida Euclides Figuereido , em frente ao início do Jaracaty e é uma escuridão plena. Ontem, tomei conhecimento de que três pessoas foram assaltadas. Os bandidos se aproveitaram do escuro e colocaram armas na cabeças de donos de veículos. Levaram tudo, menos o carro. Um assalto rápido.

Na noite de segunda-feira, feriado, por volta das 19h, levei meu filho Luis Felipe, de três anos, para brincar no parquinho da avenida Litorânea. Tudo escuro. Apenas as luzes de pequenas barracas e dos carrinhos de pipocas. Feito cego em ruas tortas, cheguei até ao local em que se alugam póneis para que as crianças possam passear. Tudo turvo. Insisti com o meu filho para não entrar na aventura.

Nada claro. Como Felipe venceu, fui eu e o cavaleiro para o tal passeio. Presenciei a um assalto a mão armada. Um bandido colocou uma faca na garganta de uma senhora e levou a bolsa. Correu, pelo escuro, e foi em direção ao mar. Sumiu. Ao retornar ao ponto de concentração dos cavalinhos, a senhora que vendia os bilhetes contou que na noite anterior lhe levaram toda a renda. Não conseguiu sequer enxergar direito o marginal. O que é pior: a polícia não se faz presente ao local.  Por favor, volta Tadeu Palácio e ilumina os caminhos do que insistem em andar pela escuridão!    

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Pregando a violência

No Maranhão começa a ser armado o palco para uma guerra. A guerra, como toda guerra, pelo poder. Setores da sociedade civil, como MST, pequenas facções da igreja católica, um braço fanático do pretestantismo, partidos políticos pendurados nos cabides públicos estaduais e até mesmo segmentos administrativos do Governo do Estado montam estratégias para transformar em arena bélica as cidades de São Luís e Imperatriz. Até mesmo um jornal local defendeu ontem em editorial a reedição da Balaiada. A que ponto chegamos. Tudo por causa da provável cassação do mandato do governador Jackson Lago. Se as pendengas não forem resolvidas pela via judicial, então fechemos todos os tribunais, lacremos todas as delegaciais de policias e quem vençam os mais fortes.

O deputado petista Domingos Dutra ocupou hoje, por duas vezes, a tribuna da Câmara Federal para denunciar o que considera golpe a ainda não decidida cassação do mandado do governador. Convocou a população a se entrincheirar para a luta. Atribui como peripécias do grupo Sarney a tentativa de apear Jackson Lago do cargo. Ora, se é golpe, então os ministros da justiça eleitoral estão combinados com a armação. Se isto ocorre contra o nosso governador, na certeza dos que não seguem as leis, devem acontecer o mesmo com os demais governantes ameaçados. O país vai virar um caos. A nenhum político a lei poderá cassar seus mandatos, sob pena de entramos numa convulsão social sem precedentes na história repúblicana do Brasil.

Depois de descer da tribuna, soube, o deputado Domingos Dutra estava sendo aguardado em seu gabinete pelo “guerrilheiro” (ou arruaçeiro?) Bruno Maranhão. Aquele mesmo que levou um grupo do MST a invadir e quebrar a Câmara Federal. Homem de boas posses financeiras, Maranhão foi o primeiro s ser solto após o episódio e foi para a Bahia, onde mantém um campo de baltalhas bem treinadas. Bruno Maranhão, segundo fui informado, estará desembarcando em São Luís na sexta-feira para cerrar fileiras na guerra que se avizinha. Mais tarde conto mais detalhes.

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Novos tempos

Alegra-me estar vivo para presenciar as mudanças que estão correndo em todo o país. Estruturas carcomomidas dão entrada para novas práticas. Presidente da República do Brasil foi cassado nas ruas pelo mesmo povo que o elegeu. Donos de impérios, de fortunas fabulosas, porém, suspeitas, estão indo parar atrás das grades. Prefeitos, governadores, senadores e deputados estão tendo mandatos cassados e colocados na cadeia. São os novos tempos. Necessário saber se adequar à nova era. Abaixo, em matéria da Folha Online, mais um exemplo.  

PF prende presidente do TJ do Espírito Santo e mais sete

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o presidente do TJ (Tribunal de Justiça) do Espírito Santo, desembargador Frederico Pimentel, por suspeita de participação num suposto esquema de venda e manipulação de sentenças em troca de favores e vantagens pessoais. Foram presas mais sete pessoas: dois desembargadores, um juiz, dois advogados, a diretora de Distribuição do TJ-ES e um procurador. Esse último foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão por porte de arma de uso restrito. Todos eles foram presos pela PF durante a Operação Naufrágio, que tenta cumprir 24 mandados de busca e apreensão no Espírito Santo. Os presos serão transferidos para Brasília, entre eles o desembargador Elpídio José Duque. Os nomes dos demais presos não foi divulgado porque o caso tramita em segredo de Justiça. De acordo com a PGR (Procuradoria Geral da República), as prisões são resultado das investigações feitas no inquérito aberto pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) que apura o suposto envolvimento de desembargadores, juízes, advogados e servidores públicos em crimes contra a administração pública e a administração da Justiça no Espírito Santo. O delito consistia no patrocínio e intermediação de interesses particulares perante o TJ-ES para obtenção de decisões favoráveis e outras facilidades que pudessem ser conseguidas por meio da interferência dos agentes públicos em troca de favores e vantagens pessoais. Durante as investigações, surgiram ainda evidências de nepotismo no Tribunal de Justiça capixaba. A PGR informou ainda que diálogos autorizados pelo STJ sugeriram uma possível manipulação do concurso público para o cargo de juiz do TJ-ES com o objetivo de facilitar a admissão de familiares de desembargadores daquele Tribunal. A assessoria do TJ do Espírito Santo informou à Folha Online que vai se pronunciar mais tarde sobre as prisões.

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Falência da imprensa

Da Agencia Estado: Grupo dono do ‘Los Angeles Times’ pede concordata

A empresa de mídia norte-americana Tribune, proprietária do Chicago Tribune e do Los Angeles Times, entrou hoje com pedido de concordata, no distrito de Delaware (EUA), listando ativos de US$ 7,6 bilhões e dívidas de US$ 12,9 bilhões. A companhia anunciou que está reestruturando voluntariamente suas obrigações de dívida sob proteção da lei de concordata e falências (Capítulo 11) e que vai continuar operando seus negócios durante a reestruturação

New York Times anuncia intenção de hipotecar sua sede.

Em meio a uma séria crise no setor editorial norte-americano, o jornal New York Times anunciou nesta segunda-feira a intenção de hipotecar a própria sede, para conseguir arrecadar US$ 225 milhões.

O jornal divulgou hoje em seu site a intenção de hipotecar o arranha-céu projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano em Manhattan para fazer frente a uma dívida de superior a US$ 1 bilhão, gerada em parte por causa da forte retração no mercado dos anúncios publicitários.

Mais um

O grupo McClatchy, por sua vez, estaria interessado em vender o Miami Herald.

Como se pode observar, os maiores grupos de comunicação internacionais estão à beira da falência. Etapas que levaram ao fracasso inúmeros empreendimentos da mídia mundial.
No Brasil não tem sido diferente. Alguns grupos teimam em maquiar seus faturamentos, mas na verdade atravessam sérias crises financeiras. O Jornal do Brasil já passou por diversas mãos, enquanto o Estadão caminha a passos lentos e desordenados. A Rede Globo é de todas as nacionais a maior devedora ao fisco federal. O seu patrimônio não paga os recursos que deve ao sistema previdenciário do país. O Sistema Mirante de Comunicação difere da Globo apenas nos números dos débitos, mas com monta assustadora de encargos não pagos.

No Maranhão, a crise atinge em cheio os veículos de comunicação. Não a crise global, mas a falta de compromissos assumidos por clientes como o Governo do Estado.

Lamentavelmente nos lugares em que o poder político se sobrepõe ao poder econômico, a imprensa vive e sobrevive de contratos publicitários públicos. É o nosso caso no Maranhão, quer na grande ou pequena empresa para nossos padrões.

Chegamos ao final de 2008 com o caixa zerado, inclusive para pagamentos de nossos fornecedores e funcionários. Uma lástima. Os veículos têm créditos junto ao Governo e seu conjunto de até cinco meses atrasados. Uma falta inestimável. Prejuízos incalculáveis.

Alguns jornais, os de pequeno porte, reduziram suas páginas e enxugaram a folha em detrimento do leitor ávido por boas e necessárias informações. Os grandes veículos adotaram as mesmas alternativas e procuram na iniciativa privada a engorda para a ceia de natal. Não é fácil por causa escassez de anúncios das empresas.

Se o fantasma assombra o mandato do governador Jackson Lago, a possibilidade da sua cassação assusta as redações e todos os demais setores da imprensa maranhense. Sabem todos que se os compromissos clientes e prestadores de serviços não estão sendo honrados agora, imaginem com um novo governo, que costuma sempre desconhecer os débitos de seu antecessor.

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Deu no blogue do Josias:TSE recebe 7 'recursos' ligados ao caso Cunha Lima

O TSE recebeu nada menos que sete recursos relacionados ao processo que levou à cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB).

Cinco petições tentam anular a cassação do governador e do vice dele, José Lacerda Neto (DEM).

As outras duas pedem ao tribunal a convocação de nova eleição. A sentença do TSE prevê a posse do segundo colocado no pleito de 2006: José Maranhão (PMDB).

O cipoal de recursos espreme a Justiça Eleitoral contra a parede. O caso Cunha Lima foi julgado em 20 de novembro.

O TSE confirmou, por unanimidade, decisão do TRE da Paraíba, que determinara o afastamento do governador por crime eleitoral.

Foram aceitas as evidências de que Cunha Lima, candidato à releição em 2006, distribuíra a eleitores R$ 3,5 milhões em cheques de um programa assistencial.

O tribunal decidira que Cunha Lima e o vice deveriam deixar o cargo imediatamente. Eventuais recursos seriam julgados com o governador fora do cargo.

Dias depois, o tribunal deu meia-volta. Manteve a cassação. Mas autorizou Cunha Lima a recorrer sentado na cadeira de governador.

O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, dera a entender que só caberiam recursos no STF. Não é, porém, o que se verifica.

As sete petições novinhas em folha aportaram no protocolo do TSE na noite da última sexta (5). Vai abaixo a lista:

1. Cássio Cunha Lima: Por meio de seus advogados, o governador cassado levou ao TSE um recurso que tem cara de coisa protelatória. Pede: a) que o tribunal reconheça contradições no julgamento; b) que sejam convocadas novas eleições; c) que o processo retorne ao TRE, que teria privado o vice-governador, também cassado, de exercer o seu direito de defesa; d) que sejam realizadas novas perícias em documentos e novo julgamento;

2. José Lacerda Neto: o vice-governador cassado pede a anulação do julgamento do TSE. Alega que há “vício insanável” no processo. Sustenta que não foi citado pela Justiça Eleitoral. E, por isso, não teve a oportunidade de se defender.

3. PSDB: o partido de Cunha Lima diz que, como parte interessada, deveria ter sido admitido no processo em sua fase inicial. Sustenta que o pedido foi negado. Trata-se de meia verdade. A legenda figura nos autos como “assistente”. O tucanato pede que o processo seja anulado desde a sua origem.

4. DEM: o recurso do partido do vice José Lacerda vai na mesma linha. Pede a anulação do julgamento sob a alegação de que, como dono do mandato exercido por Lacerda, deveria ter sido admitido como parte do processo desde o seu início. De resto, endossa o argumento esgrimido na petição do vice, que não teria sido citado para apresentar sua defesa.

5. Gilmar Aureliano: trata-se do ex-presidente da FAC (Fundação de Ação Comunitária). Trata-se do órgão que distribuiu os cheques que escoram a cassação de Cunha Lima. Ele também pede a anulação do julgamento. Alega que houve “erro metodológico” em perícias contábeis. Sustenta que a aferição da distribuição dos benefícios considerados irregulares não poderia ter sido feita por amostragem.

6. PCB: o Partido Comunista Brasileiro é autor da ação que resultou na cassação de Cunha Lima e seu vice. Na nova petição, pede a convocação de novas eleições. Tenta evitar a posse do segundo colocado, o senador José Maranhão (PMDB).

7. PSOL: a legenda presidida pela vereadora Heloisa Helena (AL) reivindica ser admitida no processo. Caso o TSE acate esse primeiro pedido, pede, a exemplo do PCB, que sejam convocadas novas eleições, para “prestigiar o princípio da soberania do voto popular”.

Confrontado com tantos recursos, o TSE está diante de um dilema: ou transforma as peças em recheio de arquivo, indeferindo-as em bloco, ou…

Ou se arrisca a esticar a pendenga até 2010, conservando no cargo, até o fim do mandato, uma dupla de gestores públicos que julgou infratora. Algo que, convenhamos, será sinônimo de desmoralização.

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Deu no blogue do Josias:TSE recebe 7 ‘recursos’ ligados ao caso Cunha Lima

O TSE recebeu nada menos que sete recursos relacionados ao processo que levou à cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB).

Cinco petições tentam anular a cassação do governador e do vice dele, José Lacerda Neto (DEM).

As outras duas pedem ao tribunal a convocação de nova eleição. A sentença do TSE prevê a posse do segundo colocado no pleito de 2006: José Maranhão (PMDB).

O cipoal de recursos espreme a Justiça Eleitoral contra a parede. O caso Cunha Lima foi julgado em 20 de novembro.

O TSE confirmou, por unanimidade, decisão do TRE da Paraíba, que determinara o afastamento do governador por crime eleitoral.

Foram aceitas as evidências de que Cunha Lima, candidato à releição em 2006, distribuíra a eleitores R$ 3,5 milhões em cheques de um programa assistencial.

O tribunal decidira que Cunha Lima e o vice deveriam deixar o cargo imediatamente. Eventuais recursos seriam julgados com o governador fora do cargo.

Dias depois, o tribunal deu meia-volta. Manteve a cassação. Mas autorizou Cunha Lima a recorrer sentado na cadeira de governador.

O presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, dera a entender que só caberiam recursos no STF. Não é, porém, o que se verifica.

As sete petições novinhas em folha aportaram no protocolo do TSE na noite da última sexta (5). Vai abaixo a lista:

1. Cássio Cunha Lima: Por meio de seus advogados, o governador cassado levou ao TSE um recurso que tem cara de coisa protelatória. Pede: a) que o tribunal reconheça contradições no julgamento; b) que sejam convocadas novas eleições; c) que o processo retorne ao TRE, que teria privado o vice-governador, também cassado, de exercer o seu direito de defesa; d) que sejam realizadas novas perícias em documentos e novo julgamento;

2. José Lacerda Neto: o vice-governador cassado pede a anulação do julgamento do TSE. Alega que há “vício insanável” no processo. Sustenta que não foi citado pela Justiça Eleitoral. E, por isso, não teve a oportunidade de se defender.

3. PSDB: o partido de Cunha Lima diz que, como parte interessada, deveria ter sido admitido no processo em sua fase inicial. Sustenta que o pedido foi negado. Trata-se de meia verdade. A legenda figura nos autos como “assistente”. O tucanato pede que o processo seja anulado desde a sua origem.

4. DEM: o recurso do partido do vice José Lacerda vai na mesma linha. Pede a anulação do julgamento sob a alegação de que, como dono do mandato exercido por Lacerda, deveria ter sido admitido como parte do processo desde o seu início. De resto, endossa o argumento esgrimido na petição do vice, que não teria sido citado para apresentar sua defesa.

5. Gilmar Aureliano: trata-se do ex-presidente da FAC (Fundação de Ação Comunitária). Trata-se do órgão que distribuiu os cheques que escoram a cassação de Cunha Lima. Ele também pede a anulação do julgamento. Alega que houve “erro metodológico” em perícias contábeis. Sustenta que a aferição da distribuição dos benefícios considerados irregulares não poderia ter sido feita por amostragem.

6. PCB: o Partido Comunista Brasileiro é autor da ação que resultou na cassação de Cunha Lima e seu vice. Na nova petição, pede a convocação de novas eleições. Tenta evitar a posse do segundo colocado, o senador José Maranhão (PMDB).

7. PSOL: a legenda presidida pela vereadora Heloisa Helena (AL) reivindica ser admitida no processo. Caso o TSE acate esse primeiro pedido, pede, a exemplo do PCB, que sejam convocadas novas eleições, para “prestigiar o princípio da soberania do voto popular”.

Confrontado com tantos recursos, o TSE está diante de um dilema: ou transforma as peças em recheio de arquivo, indeferindo-as em bloco, ou…

Ou se arrisca a esticar a pendenga até 2010, conservando no cargo, até o fim do mandato, uma dupla de gestores públicos que julgou infratora. Algo que, convenhamos, será sinônimo de desmoralização.

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As razões do fracasso

A reunião no Palácios dos Leões, no final da tarde de sábado, com prefeitos, deputados, secretários e outras lideranças políticas para prestar solidariedade ao governador Jackson Lago, que tem o mandato ameçado pela legislação eleitoral, foi um fracasso. Do encontro participaram apenas, segundo fui informado, 16 prefeitos, pouco mais de 50 por cento dos auxiliares do governador e quase nenhum deputado. Dos 42 parlamentares estaduais, apenas três. Dos 18 federais, somente dois.

E tem como explicar o fracasso. A reunião foi convocada de última hora, não houve mobilização o suficiente, e foi pessimamente coordenada. Para convidar os prefeitos, por exemplo, escalaram o presidente da Famem, Tema Cunha, aquele que foi preso e algemado pela Operação Rapina. Escalaram exatamente aquele que não tem reputação e não serve como exemplo para seus pares.

O convite aos deputados estaduais foi de maneira desordenada. O que deveria ser entregue ao atual presidente João Evangelista ou ao presidente eleito Marcelo Tavares ficou a cargo do secretário adjunto da Casa Civil, Rbens Pereira. deu no que deu. Tavares, convidado de última hora, esteve presente, e o colega Rubens Pereira Filho, deputado filho de Rubens Pereira.

Se o objetivo é organizar grandes manifestações para mostrar a revolta do povo com a ameaça de cassação do mandato do governador, Jackson Lago precisa urgentemente melhorar a equipe que vai preparar tais eventos. Sob pena de encontrar nas ruas, praças e avenidas meis dúzia de manifestantes. Ao menos uns gatos pingados do PDT.

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propaganda suja a cidade

As principais rotátórias da cidade estão empestadas de jovens distribuindo propagandas de empresas diversas, principalmente de construção civil (novas moradias) e de revendedoras de veículos. São folderes e outros impressos produzidos por mídia alternativa. Não fosse a insistência dos que entregam o material, ninguém estaria reclamando e nem as avenidas estariam sujas pelos papéis, aumentado o trabalho dos que operam a limpeza de São Luís.

A empresa BMK, que distribui os papéis, ao que parece, instrui seus operários a não levar nada de volta e muito menos jogar na lixeira os impressos. Por conta disso, os jovens, que ganham R$ 10 por dia,  menos do salário mínimo vigente, faça chuva ou sol, são obrigados a obrigar motoristas a aceitar as propagandas.

Na sexta-feira passada, ao parar em um sinal na rotatória próxima do Marcus Center, no Calhau, o motorista do nosso Jornal A Tarde teve que pegar um monte de papeis jogado por um dos entregadores. Ao meu lado, uma jovem usou o mesmo método. Fiquei furioso, confesso, mas tive que aceitar o camalhaço para não jogá-lo no meio da avenida. A mesma coisa não aconteceu com um veículo para ao nosso lado. O motorista jogou tudo pra fora, em gesto de reprovação e de indelicadeza com a cidade.

Na cidade de Curitiba, a Câmara Municipal aprovou lei que proíibe a distribuição de tais materiais em ruas e avenidas da cidade. É que nem sempre todos querem entulhar seus veículos com as propagandas. Para evitar o desemprego, a prefeitura daquela capital convocou os jovens entregadores de papéis para ajudar na conservação dos jardins públicos. Uma bela ação.

Em São Paulo, o prefeio Gilberto Kassab, antes de ser reeleito, enviou projeto idêntico para a Câmara Municipal paulista, que foi aprovado normalmente. Agora é lei: é proibido distribuir propagandas impressas nas rotárias da maior cidade da America Latina. Não sei qual solução foi dada por Kassab para evitar o desemprego em massa dos jovens distribuidores da propaganda.

Em São Luís, a coisa continua para atrapalhar o condutor de veículos e aumentar os serviços dos garis. Um amigo jornalista contou que, ao receber uma dessas propagandas ainda dirindo seu veículo, não percebeu que ultrapassou a um sinal fechado e teve o flagrante registrado pelo pardal. Resumo do prejuízo: multa de R4 125. O dono da BMK, soube, é amigo do prefeito Tadeu Palácio. Salvo engano, o jornalista Roberto Kenard escreveu algo parecido ou mais detalhado sobre a mesma questão, há dois anos.     

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