Queixas de comunitários

Duas líderes comunitárias do Sol e Mar pedem que registre suas queixas contra o vereador Ivaldo Rodrigues. Reclamam que trabalharam duramente na campanha de Rodrigues com a promessa de colocação no gabinete do vereador.
Vagas já existiram. Cada vereador tem direito a 12 assessores, sem contar com as indicações para outros setores do Legislativo municipal, além dos serviços prestados.
Ivaldo Rodrigues -diga-se de passagem- tem seus compromissos. Um dos seus nomeados é o colunista social Nedilson Machado, do jornal O Estado do Maranhão, que não precisa bater ponto para receber o salário.

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Enterraram de vez nosso carnaval

Estive na Passarela do Samba, na segunda noite de carnaval. Estava repleta. Os foliões nem pareciam com os brincantes do carnaval de 2008. Tamanha era a felicidade.
Conversei com um empresário do ramo hoteleiro. Ele estava perplexo com o baixo rendimento do setor. “Tá um fracasso”, desabafou e culpou o governo por não fazer campanhas para atrair turistas.
Ao assisti o Jornal de Hoje, da TV Globo, o apresentador Evaristo Moaraes enterrou de vez o nosso carnaval. O jornalista abriu com a seguinte chamada: “No Maranhão, o carnaval ataca de São João”.
Minutos depois, veio a matéria completa, produzida pelo jornalismo da TV Mirante.
Exibiu o Bicho Terra, tambrores de crioula, casinha da roça e blocos tradicionais. Deu claramente a entender que todas essas manifestações são genuinamente maranhenses, mas para abrilhantar o nosso São João.
Ou caíram de tambor de crioula na cabeça do repórter que, diretamente ou indiretamente, quer acabar nosso carnaval, que, aliás, já agoniza, ou estamos mesmo vivendo um São João fora de época.
Um irmão que reside em de Mauá, São Paulo, avisou por telefone que vem passar o São João em São Luís, em junho.
Com essa matéria exibida no Jornal Hoje, vou ligar agora mesmo e aconselhar Gilmar, meu irmão, para que corra, antes que o São João do Maranhão termine na terça-feira.

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Distantes do nosso carnaval

A maioria das autoridades do Maranhão preferiu passar o carnaval em outros estados. Não são obrigados, é claro, a curtir o período momesco aqui na terrinha.
Boa parte preferiu gastar em Corrêa Lima (PI), Salvador, Fernando de Noronha, Rio, Portugal e Espanha. Os pacotes das agências de turismo da cidade foram todos fechados.
Os compradores dos pacotes são senadores, deputados estaduais, federais, prefeitos, secretários e o governador Jackson Lago.
Creio que essa turma não encontre mais nenhum atrativo em nosso carnaval. Exceto o prefeito da capital, João Castelo, que insiste em comparecer todos os dias à Passarela do Samba.
Roseana Sarney foi governadora por seis anos. Não se tem conhecimento de que tenha passado o carnaval em outro estado, durante seu reinado.
Nenhum governante tem a obrigação de passar o carnaval em sua cidade. Mas aos olhos dos foliões, a ausência beira ao desprestígio.
João Castelo, pude presenciar ontem na Passarela do Samba, não estava só. Além da esposa Gardênia Gonçalves, tinha o carinho e o apoio do povo. Todas as vezes que acena para a multidão, a recepção era estrondosa. Gestos que alimentam o ego de qualquer governante.

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Alexandra arrasa no carnaval

A ainda secretária Institucional de Assuntos Internacionais do governo de Jackson Lago, Alexandra Tavares, pode não ter tido êxito na crise entre os países árabes.
Mas acaba de ganhar um aliado libanês. Seu novo love estava hoje na Passarela do Samba. Alexandra, devidamente comportada em um short jeans minúsculo.
A relação explícita (beijos, afagos e jogo de línguas) demonstra um namoro ardente. O rapaz, de origem libanesa, não pronuncia uma palavra em português. Pouco importa.
Alexandra era a cara da própria felicidade. O Libanês, que deve ter algo em torno de 22 anos, ficou abismado com o assédio à nova namorada.
Chico Viana, numa dessas horas de jornalista, tentou conversar com o jovem. Descobriu que o rapaz fala influentemente francês.
Viana, com seu francês tupininquin, deve ter entendido tudo em Javanês. Um repórter de uma emissora de rádio local foi mais ousado.
Entrevistou o sortudo de Alexandra Tavares. A ex-primeira-dama estadual deu uma de intérprete. Após a entrevista, Alexandra disse a um amigo que, na primeira resposta, seu novo love mandou o repórter tomar naquele lugar.
Depois, a ex-primeira dama foi pular no desfile da Favela do Samba, escola que sempre patrocinou quando tinha as chaves dos cofres do Estado.
Alexandra, ao que parece, fez uma recauchutagem e ficou ainda mais bela. Com um detalhe: peca, assim como acho que cometo o mesmo pecado, de buscar no mais novo um novo amor.

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Carnaval na Passarela do Samba

Disse aqui que o prefeito João Castelo abortou o fracasso da Passarela do Samba. Ao mandar liberar, previamente, as arquibancadas, o espaço lotou.
Conversei com Castelo sobre a medida. Com o avenida lotada, Castelo informou: “a arrecadação com os preços dos ingressos é mínima. Melhor oferecer a oportunidade para que todos possam acompanhar o carnaval em local confortável”.
O camarote principal estava repleto de artístas, políticos, empresários, jornalístas e carnavalescos. Castelo, evidentemente, era o mais assediado.
A Turma da Mangueira foi a segunda a desfilar. Não fez feio. Até agora, ainda faltam as escolas Turma do Quinto e Flor do Samba, que desfilam hoje, A Mangueira foii quem melhor apresentou a Comissão de Frente.
A Favela, que já foi municipal na gestão do então prefeito Jackson Lago, ganhou mais uma medalha. Reúne as preferências dos governantes municipal e estadual.
Fez uma bela apresentação, exceto ao desfile do presidente Renato Dionísio, que parecia o dono do pedaço, o próprio bicheiro Anísio Abrahão, comandando todas as alas.
Aposto como mais uma vez a Favela vai reinar. É a oligarquia carnavalesca. O bloco do PDT. Dou a mão à palmatória se a Favela ficar em segundo lugar.
De resto, foi melhor do que o acarnaval na passarela de 2008.

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Deputado no Bloco das Patifas

O blogue é bastante acessado na cidade de Pinheiro. Leitor pinheirense, por telefone, pede que comente sobre a ingerência de um deputado nos repasses de verbas para o bloco carnavalesco As Patifas.
O bloco, a que se refere o leitor, é coordenado pelo deputado estadual Victor Mendes, filho do ex-prefeito Filuca Mendes.
Victor, mais uma vez, responde pela Comissão Organizadora do Carnaval de Pinheiro, que teve orçamento de R$ 600 mil para o período momesco de 2009. Outra vez, repassou volume alto para seu bloco, em detrimento dos outros grupos carnavalescos.
As Patifas, além da verba volumosa, ganha destaque no carnaval de Pinheiro. A cada ano cresce em números de foliões, na maioria os ricos da cidade.
Seus integrantes (só homens) se vestem de mulher e desfilam de sábado a terça-feira de carnaval nas rua e praças de Pinheiro.
Caetano Veloso, excelente compositor, tem trecho de uma música que diz o seguinte:”No carnaval todo mundo quer/ Todo mundo quer/ ser o quer é”. Não creio seja o caso do deputado Victor Mendes.

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Para evitar o fracasso

O prefeito João Castelo liberou o acesso dos foliões nas arquibancadas da Passarela do Samba. As escolas do grupo A desfilam logo mais, a partir das 22h.
Em 2008, fui com presenciar o desfile. Confesso, fiquei decepcionado. Entre outras bagunças e desorganização, faltou luz no momento em que escolas estavam desfilando.
O locutor oficial da passarela logo tratou de responsabilizar a Cemar. Minutos depois se retratou e reconheceu que a culpa era de Citeluz, empresa contratada pela Prefeitura Municipal de São Luís para cuidar da iluminação pública da cidade.
Foi preciso liberar as arquibancadas, após às 23h, para passar a idéia de que, lotadas, a popualção tem interesse pelos desfiles de escolas de samba.
Político experiente, gestor antenado, João Castelo se antecipou. Estarei logo mais na Passarela do Samba. Tenho certeza de que as arquibancadas estarão lotadas.

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Assaltos no São Luís Shopping

Uma amigo querido, que reside em Brasília, veio com a família reviver o velho e bom carnaval de São Luís. Esteve aqui há duas décadas, quando tínhamos o saudoso carnaval de rua. Deu coma cara nas armas.
No sábado, por volta das 20h, foi ao São Luís Shopping comprar fantasias para brincar o carnaval. Ao descer do carro, no pátio de estacionamento, ficou sob a mira de revólveres.
Os bandidos, sem, nenhuma máscara, levaram tudo. A família, assustada, nem entrou nas lojas. A esposa, amedrontada, pediu para voltar à capital federal. Foi o que aconteceu.
Meu amigo imaginou que o shopping tem seguranças em seu estacionamento. Ocorre que o milionário piauiense, João Claudino, só pensa em faturar. Pouco importa a segurança dos consumidores.
Sei que o shopping é de iniciativa privada, mas não custa nada garantir, na área comercial, a vida das pessoas.
Acho que um vereador poderia elaborar um projeto de lei ou até mesmo um deputado estadual, obrigando os proprietários dos shoppings a tomarem tal providência.
Aliás, nas páginas de polícia dos jornais têm sido constantes os registros de roubos e assaltos.

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O melhor carnaval do Brasil

Não tem pra ninguém! Temos o melhor carnaval do país!Isso mesmo, saímos da baixa posição para ser a melhor atração turística nacional no período momesmo.
Não sinto mais a menor saudade dos pierrôs, da colombinas, dos corsos, das bandas de latas, das jardineiras, da casinha da roça, do tambor de crioula, das fantasias, dos bailes de máscaras e do velho carnaval de rua.
Graças ao Dionísio (não ao Renato), alcancei o Carnaval da Maranhensidade! Não poderia passar para o outro lado da vida (se é que devo chamar a morte de vida) sem participar dessa maravilhosa festa.
Fui a dois bailes. Que legal! O Carnaval da Maranhensidade foi uma grande sacada. Não teve essa de marchinhas, das eternas e imortais músicas carnavalescas e muito menos do samba.
Não entendemos nada de frevos. Isso é coisa pernanbucana. Somos o líder em axé. Ninguém nos tira, no carnaval, o primeiro lugar na categoria forró. Nem o Pará. Muito menos o Ceará.
Na Passarela do Samba, tem axé pra todo gosto. Forró no balde. Se desejar, até reggae. Somos carnavalescos diversificados. Plurais.
Essa é nossa marca: o Carnaval da Diversidade, ou melhor, da Maranhensidade. Aqui tem de tudo. Até ópera carnavalesca. Sem contar que somos os primeiros a introduzir o bolero momesco.
Aprovo, total e irrestritamente, a decisão do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís de bancarem bandas para nos fazer rebolar ao som de axé e forró.
Decisão sábia e inovadora. Quem quer brincar o carnaval de rua, dos corsos, colombinas, das jardineiras, máscaras, fantasias e outros adereços, que volte ao tempo dos anos 80 para São Luís do Maranhão.
Nossa praia carnavalesca agora é outra. Renovamos. Nos libertamos do velho e oligárquico carnaval das origens. Obrigado Joaozinho Ribeiro, pela criatividade! Se não fosse João, mas Eugênio, diria que você é um gênio libertário.
Não tem prá ninguém! Somos carnavalescos atualizados. A cópia, ainda que meio esculhambada, da bahia. Ou ao menos a tentativa xerocopiada do Rio de Janeiro. Que se dane a originalidade!
Discordo apenas da triste invenção ou rotulação de “Carnaval da Maranhensidade”. Somos, sim, o Carnaval da Bahianensidade ou Paraensidade. E, ao que vejo, com muito orgulho.
E não aceito contestações. Até porque não tenho observado nenhuma indignação, principalmente dos foliões ou dos intelectuais carnavalescos.
Exceto do meu filho, Luis Felipe, três anos (engolidor de moedinhas), que, em um baile infantil, só levantou para pular quando tocaram Bicho Terra, Jegue Folia, Banda do Descascaralho e enredos das escolas de samba.

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As fugas do cadeião

Há algo de errado no Cadeião -Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas. A Força Nacional esteve por lá o ano passado e o resultado foi o que todos sabem: fugas, fugas e fugas.
A secretária de Segurança Cidadã, Euridice Vidigal, sempre no ar condicionado do gabinete, implorou mais uma vez a presença da Força Nacional. Positivo.
Os guardas da Naciona estão por lá há mais de três meses. Resultado: negativo. Hoje, pela madrugada, mais cinco detentos escaparam.
Do início de janeiro até agora mais de 10 fugas. Cerca de 60 elementos de alta periculosidade estão soltos. Saíram maneiramente para brincar o carnaval. O pior: ao nosso lado, nas rodondezas de nossos lares, ao alcançe de nossos filhos.
Os bandidos, ao que parece, quando não conseguem nada, voltam para se alimentar no Cadeião. Bancamos a comida, os lençóis, a merenda e o café. Saem a hora que bem lhes convir.

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