Bradesco devolve valores para correntistas. Consumidor precisa solicitar devolução ao banco

    A cobrança de “cesta básica de serviços”, feita dos correntistas (principalmente aposentados) e de outras tarifas tidas como ilícitas pelo Banco Bradesco, por não ter informado adequadamente o que estaria sendo cobrado (uma instituição bancária não pode cobrar tarifas sem prévia autorização ou conhecimento do cliente), está levando a ressarcimentos/devoluções de valores aos seus clientes.

    Dr. Alex Ferreira Borralho

    Esse tipo de conduta já tinha gerado a mencionada instituição financeira, o ressarcimento aos clientes pelos danos materiais sofridos e até uma condenação em danos morais coletivos de R$ 5 milhões por “infringência a ordem pública e interesse social”, tendo sido feita comunicação ao Departamento Nacional de Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional de Direito Econômico.

    Se você foi ou é correntista do Banco Bradesco e quer saber se tem direito a alguma devolução de valores das tarifas ou cestas de serviços (vale a pena verificar), acesse o Instagram idealizado pelo advogado Alex Ferreira Borralho (Direito em Ordem), onde é ensinado o passo a passo.

    @alexferreiraborralho

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    OI, Equatorial e Caema lideram ranking das empresas mais reclamadas no Maranhão

    O PROCON/MA divulgou nesta terça-feira (15), Dia Mundial do Consumidor, o ranking das empresas mais reclamadas em 2021 no Maranhão. Estão no topo da lista as fornecedoras Oi Móvel, Equatorial e Caema.

    Foto Divulgação

    Além de registrar a totalidade das reclamações formalizadas e fundamentadas ao órgão, a lista também aponta a quantidade de demandas atendidas e resolvidas pelas empresas.

    Esse ranking é uma previsão do Código de Defesa do Consumidor, e nos permite acompanhar o desempenho dos fornecedores no atendimento aos seus clientes”, explicou a presidente do PROCON/MA, Karen Barros.

    O ranking é também mais uma ferramenta de escolha ao consumidor, que fica sabendo como é o tratamento daquela empresa às demandas e reclamações recebidas”, acrescentou Karen.

    No topo da lista, a Oi Móvel figura com 136 reclamações registradas. Em seguida, a Equatorial com 122 reclamações recebidas, e, em terceiro, a Caema, que tem um total de 113 reclamações registradas.

    Além dessas, também constam na lista a Oi Fixo (4°), Cartões Bradescard (5°), BRK Ambiental (6°); Banco Bradesco (7°), Faculdade Pitágoras (8°), Magazine Luiza (9°) e TIM (10°).  O ranking detalhado está disponível no site do PROCON.

    A divulgação do ranking é prevista no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor, o qual determina que os órgãos públicos de defesa do consumidor devem manter cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Projeto do deputado Hildo estabelece regras para qualidade da tensão fornecida aos usuários de energia elétrica

    O Projeto de Lei 3193/21, do deputado federal Hildo Rocha prevê medidas para compensar os consumidores atendidos em níveis de tensão de energia elétrica inadequada fornecida pelas distribuidoras aos consumidores de média e baixa tensão (medida em volts).

    De acordo com o parlamentar, atualmente a questão da eficiência energética se reveste de grande relevância, em razão da grave crise hídrica, que coloca em risco o suprimento do mercado nacional.

    “Muitas vezes, algumas distribuidoras, principalmente naqueles locais chamados de ponta de linha, permitem a ocorrência de elevadas quedas de tensão em relação à tensão nominal da área, o que causa inúmeros transtornos aos consumidores. As grandes quedas de tensão que hoje ainda ocorrem, afetam os usuários ocasionando consumo desnecessário de energia elétrica, o que eleva sua fatura mensal e acaba contribuindo, contra sua vontade, para a redução da segurança energética de todo o sistema elétrico nacional”, argumentou Hildo Rocha.

    Conforme a proposta, a tensão será classificada em três categorias (adequada, precária ou intolerável), conforme a variação em relação à tensão nominal de fornecimento (por exemplo, 220 volts). Será considerada adequada apenas a tensão entre 95% e 105% da tensão de referência.

    “Com as grandes quedas de tensão que hoje ainda ocorrem, o usuário afetado acaba consumindo mais energia elétrica para obtenção da mesma utilidade, o que eleva sua fatura mensal e acaba contribuindo, contra sua vontade, para a redução da segurança energética de todo o sistema elétrico nacional”, disse Rocha.

    A qualidade mensal dos níveis de tensão em cada unidade consumidora será medida por dois indicadores: a Duração Relativa da Transgressão para Tensão Precária (DRP) e a Duração Relativa da Transgressão para Tensão Intolerável (DRI), que terão um limite mensal. Sempre que este for ultrapassado, o consumidor será compensado pela distribuidora.

    O valor máximo da DRP será de 3% no mês. O número representa o percentual das leituras em que o nível de tensão está na faixa classificada como precária. Para a DRI, qualquer variação positiva implicará no ressarcimento do usuário.

    Redução
    O projeto visa estreitar as faixas de tensão consideradas adequadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), hoje previstas em um regulamento. Segundo o parlamentar, as variações de tensão estão entre os problemas que mais prejudicam os consumidores.

    A proposta do deputado Hildo Rocha prevê que a compensação será acrescida de 20% em caso de reincidência. O projeto estipula prazo de 180 dias, para que as distribuidoras tenham tempo possam se adaptar à nova regra, caso a proposta seja transformada em lei.

    Tramitação
    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; Minas e Energia; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Feirão Serasa Limpa Nome é prorrogado e renegociação de dívidas vai até dia 20 de dezembro

    O Feirão Limpa Nome do Serasa foi prorrogado até 20 de dezembro devido à alta demanda do consumidor. O evento é a chance de quem tem o nome sujo renegociar suas dívidas e obter descontos de até 99%.

    Mais de 3 milhões de brasileiros já foram beneficiados pela iniciativa, que este ano ofereceu atendimento físico em cinco capitais do país. Segundo a própria Serasa, no ano passado foram 35 milhões de acessos online e 33,9 milhões de acordos presenciais.

    No feirão, é possível renegociar dívidas com mais de 100 empresas parceiras, como bancos, universidades, lojas, operadoras de telefonia e outras. A consulta às dívidas existentes é gratuita e os contratos disponíveis podem ser verificados em um dos canais digitais da empresa.

    Como renegociar suas dívidas

    Os interessados em limpar o nome e ficar livres de dívidas podem verificar as condições de renegociação através de um dos seguintes canais:

    • Aplicativo serasa;
    • Site do Feirão Limpa Nome;

    De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil, 63,4 milhões de brasileiros ficaram inadimplentes em outubro. Esta é a sua oportunidade de sair dessa estatística e ter acesso a melhores opções de crédito com o nome limpo.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    O Tribunal de Justiça confirma decisão que impede aumento abusivo do plano Bradesco Saúde S.A

    Advogado Alex Ferreira Borralho, representando os interesses de usuário de plano de saúde, obteve significante vitória em julgamento ocorrido na Corte de Justiça Maranhense, que confirmou decisão que evitava aumento de mais de 141 % por cento em mensalidade.

    A 3a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, em julgamento ocorrido ontem (16.12.2021), confirmou decisão que impedia o aumento da mensalidade do plano de saúde Bradesco Saúde S.A., que estaria imputando em janeiro deste ano o acréscimo para o importe de R$ 10.240,45 (dez mil, duzentos e quarenta reais e quarenta e cinco centavos), de uma parcela que em dezembro do ano de 2020 era de R$ 4.244,10 (quatro mil, duzentos e quarenta e quatro reais e dez centavos). O consumidor acionou o Poder Judiciário e requereu a suspensão do acréscimo, a revisão dos pagamentos já realizados e a restituição do pagamento feito fora dos limites legais.

    Procurado pelo blog, o advogado Alex Ferreira Borralho, que representou os interesses do consumidor, registrou que “a decisão tomada pelos Desembargadores Cleones Carvalho Cunha (Relator), Jamil de Miranda Gedeon Neto e Marcelino Chaves Everton, acabou por ratificar o entendimento relacionado ao fato de que os reajustes nos planos de saúde são aplicados para recompor custos que as operadoras tiveram e não para buscarem lucros desproporcionais, mormente em meio a situação crítica que todos vivemos a nível econômico e social, além de que a ANS (Agência Nacional de Saúde) é a entidade responsável pela regulação dos reajustes aplicados pelas operadoras de planos de saúde, devendo ser observado que o reajuste por mudança de faixa etária deverá ocorrer de acordo com a variação da idade do beneficiário e somente pode ser aplicado nas faixas autorizadas.”

    Borralho também ressaltou que para esse tipo de ação que moveu, acabou fazendo uma parceria técnica inédita com o conceituado contador Jocimar Pereira Espinola, da Focus Assessoria & Consultoria, que fez o estudo detalhado de cada parcela paga pelo consumidor e dos aumentos praticados pelo plano de saúde. Para o causídico, “o consumidor que possui plano de saúde deve ficar atento aos reajustes praticados para identificar aumentos abusivos.

    O que temos verificado é que as operadoras não conseguem justificar legalmente os aumentos realizados, acabando por estabelecer unilateralmente os percentuais, prejudicando os consumidores (principalmente os idosos) e causando um desequilíbrio econômico- financeiro do contrato, o que se caracteriza em abusividade, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

    O ser discriminatório contra a pessoa idosa e nem contra o consumidor, a ponto de causar a própria inutilização do plano de saúde com a saída do segurado. O Poder Judiciário, se acionado, vem coibindo esse tipo de abuso e impedindo significante ilegalidade, que pode levar milhões de brasileiros reajuste na mensalidade não pode
    a ficarem sem planos de saúde.”

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Em meio a CPI dos combustíveis, Maranhão aumenta novamente o preço de referência da gasolina e diesel para cobrar o ICMS

    Folha do Maranhão

    O governo do Maranhão parece ignorar os trabalhos CPI dos combustíveis instalada na Assembleia Legislativa e mais uma vez aumenta o preço de referência para cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). É o que aponta o novo Ato Cotepe de número 17 do dia 7 de maio e publicado Diário Oficial da União de 10 de maio, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), para valer a partir deste domingo (16).

    Foto Ilustrativa

    De acordo com a nova mudança, o Maranhão passar a contar como preço referencia o valor de R$ 5,14 para cobrar o ICMS no litro da gasolina comum. Anteriormente, o valor que empregado pelo governo do Maranhão era de R$ 4,86.

    Na prática, o valor do combustível não aumentar, e sim, a referência de cobrança do ICMS. Com isso, o governo passar arrecadar mais com o combatível mais vendido no estado. Atualmente o Maranhão cobra 30,5% de ICMS de combustível, com esse novo preço de referência adota, a cada litro abastecido, cerca de R$ 1,56 vai direto para os cofres do estado.

    O preço de referência em cima da gasolina aditivada permaneceu em R$ 6,6696. Já o preço do óleo diesel aumentou de R$ 3,86 para R$ 4,03. Com isso, o governo passa arrecadar cerca de R$ 2,03 em cima de cada litro de gasolina aditiva e R$ 0,72 por litro de diesel abastecido no Maranhão.

    Recentemente, um levantamento da Folha do Maranhão em cima de dados do Ministério da Economia através Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), mostra que nos dois primeiros meses do ano, o Estado do Maranhão arrecadou R$ 488.227.293,00 só com o ICMS em cima dos combustíveis e lubrificantes.

    O valor arrecadado pelo governo do Maranhão com o ICMS em cima dos combustíveis, representa 28,93% da arrecadação total do Estado. Com isso, o Maranhão fica em 4º lugar no ranking da Região Nordeste, como o estado que mais arrecadou com ICMS nos combustíveis, perdendo apenas para Bahia, Ceará e Pernambuco.

    Apesar desses números elevados na arrecadação, a CPI dos combustíveis implantada pela Assembleia Legislativa através do deputado Duarte Júnior (Republicanos), parece ignorar esse fator do preço dos combustíveis. Mesmo que isso não influencie no aumento do preço, uma simples redução do imposto, que é estadual, teria um resultado importante na diminuição do preço de combustível no estado. Se a CPI tivesse o foco voltado para o governo, quem saber teria mais resultados.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Procon mente ao informar que corte de energia e água por falta de pagamento continua suspenso no Maranhão

    O pior de tudo é que o Procon nunca esteve em uma residência no momento do corte. A suspensão do fornecimento de energia elétrica e água sempre aconteceu depois que o consumidor, no prazo de 15 dias após o vencimento e do recebimento de uma notificação, apesar da  Lei Estadual n° 11.280, de 15 de junho de 2020. 

    Por onde anda o Procon? A lei, realmente, existe e não permite que, enquanto durar o plano de contingência da Covid-19 no Maranhão, não podem ser realizados cortes nesses serviços essenciais. Porém, é só o que tem acontecido diariamente.

    Um funcionário de uma empresa terceirizada bate à sua porta para informar o corte, caso esteja passando do prazo de 15 dias do aviso. Se o consumidor não estiver com o dinheiro em conta para pagar a dívida pelo aplicativo, o corte é inevitável e a religação só no dia seguinte ou 48 horas depois. E com acréscimos.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Procon multa Apple em R$ 10 milhões por celulares sem carregador

    Gigante do mercado de celulares é alvo de queixas e abusos de mercado

    Agência Brasil

    A Fundação Procon de São Paulo multou a Apple Computer Brasil em R$ 10.546.442,48 pela venda do smartphone iPhone 12 sem o adaptador do carregador de energia – acessório fundamental para o funcionamento do aparelho – e por diversas práticas que desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor (CDC). A empresa pode recorrer.

    Segundo o Procon, consumidores reclamaram também que smartphones do modelo iPhone 11 Pro – cuja publicidade afirma ser resistente à água – apresentam problemas relacionados à umidade que não são reparados pela empresa. As propagandas do modelo, segundo o órgão de defesa, fazem afirmações como  “resistente à água a até quatro metros por até 30 segundos”, “feito para tomar respingos e até um banho.”

    Além disso, o Procon encontrou, na análise do termo de garantia dos produtos, cláusulas abusivas – em uma delas a empresa se isenta de todas as garantias legais e implícitas e contra defeitos ocultos ou não aparentes; em outra, informa que “a Apple não garante que o funcionamento do produto Apple será ininterrupto ou sem erros.”

    “A Apple precisa entender que no Brasil existem leis e instituições sólidas de defesa do consumidor. Ela precisa respeitar essas leis e essas instituições”, destacou o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

    Em nota, a Apple afirmou que não se manifestará sobre o caso.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    PROCON/MA investiga denúncias de reajustes abusivos de planos de saúde

    Sete operadoras de planos de saúde estão sendo investigadas pelo PROCON/MA. O órgão apura as denúncias de consumidores de que os convênios teriam reajustado as mensalidades com valores abusivos.

    As administradoras dos convênios Amil, Sul América, Unihosp, Unimed, Unimed Imperatriz, Cassi e Hapvida foram notificadas e deverão apresentar ao PROCON/MA os percentuais de reajustes aplicados e as formas de ressarcimento aos consumidores, caso sejam comprovadas as abusividades.

    Reajustes

    Em setembro de 2020, a Agência Nacional de Saúde suplementar suspendeu a alteração anual nos valores de contratos de todos os tipos de planos de saúde – individual/familiar e coletivos (por adesão e empresariais), por conta da pandemia da Covid-19. Esses valores voltariam a ser cobrados a partir de janeiro de 2021 e distribuídos durante todo o ano.

    “Ainda que exista a autorização para a cobrança dos reajustes, considerando a essencialidade desse serviço e também que continuamos em uma pandemia, é dever dos fornecedores deixar muito claro aos consumidores como se dá a cobrança desses valores retroativos e, principalmente, que eles não onerem de forma excessiva nesses contratos, prejudicando inclusive a subsistência dos usuários”, destacou a presidente do PROCON/MA, Karen Barros.

    As notificações foram iniciadas na última segunda-feira (22), e as operadoras têm prazo de cinco dias, a contar do recebimento da notificação, para responder ao órgão estadual.

    Consumidores que se depararem com aumentos não justificados e explicados nas faturas devem solicitar esclarecimento às operadoras, e formalizarem denúncias, as quais podem ser feitas por meio do site  www.procon.ma/gov.br, aplicativo PROCON MA ou presencialmente em uma das unidades do instituto.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Judiciário impede aumento abusivo de plano de saúde e advogado Alex Ferreira Borralho aciona o MP

    Causídico Alex Ferreira Borralho (foto abaixo), representando os interesses de usuário de plano de saúde, obtém do Poder Judiciário, decisão favorável barrando aumento de mais de 141 % por cento em mensalidade. Ministério Público foi acionado para fiscalizar a existência de práticas abusivas nos planos privados de assistência a saúde.

    Visando impedir o aumento da mensalidade do seu plano de saúde, que alcançou em janeiro deste ano o acréscimo para o importe de R$ 10.240,45 (dez mil, duzentos e quarenta reais e quarenta e cinco centavos), de uma parcela que em dezembro do ano de 2020 era de R$ 4.244,10 (quatro mil, duzentos e quarenta e quatro reais e dez centavos), um consumidor acionou o Poder Judiciário e requereu a suspensão do acréscimo, a revisão dos pagamentos já realizados e a restituição do pagamento feito fora dos limites legais.

    Procurado pelo blog, o advogado Alex Ferreira Borralho, que representou os interesses do consumidor, registrou que “os reajustes nos planos de saúde são aplicados para recompor custos que as operadoras tiveram e não para buscarem lucros desproporcionais”.  O advogado diz que “sendo destacado que o reajuste por mudança de faixa etária ocorre de acordo com a variação da idade do beneficiário e somente pode ser aplicado nas faixas autorizadas.”

    Referido causídico, que na ação movida contou com o auxílio do competente contador Jocimar Pereira Espinola, foi anexada análise detalhada de cada parcela paga pelo consumidor e dos aumentos praticados pelo plano de saúde. Para Borralho, “o Código de Defesa do Consumidor protege os beneficiários, contra exigência de vantagem manifestamente excessiva e elevações, sem justa causa, no valor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, sendo que, o reajuste na mensalidade não pode ser discriminatório contra a pessoa idosa e nem contra o consumidor, a ponto de causar a própria inutilização do plano de saúde com a saída do segurado.”

    Alex Borralho também acionou o Ministério Público Estadual, materializando pedidos aos Promotores de Justiça que possuem atribuição de defesas do idoso e do consumidor, para que exerçam fiscalização dos planos de saúde visando coibir a prática da variação das mensalidades exacerbadas dos planos privados de assistência à saúde, fora dos padrões estabelecidos pela legislação específica e pela ANS (Agência Nacional de Saúde), em prejuízo dos idosos e dos consumidores.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Reclamações contra planos de saúde aumentam mais de 10.000%

    O Procon-SP enviou petição à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) manifestando sua preocupação com os reajustes praticados pelas operadoras de saúde e pedindo que o órgão regulador determine a imediata redução dos reajustes anuais aplicados a partir de janeiro aos planos coletivos para 8,46% (índice dos planos individuais).

    Apesar de notificadas pelo órgão de defesa do consumidor, as operadoras não apresentaram, segundo informações do Procon, justificativa do aumento das despesas médico-hospitalares, não informaram o índice de sinistralidade e nem comprovaram ter havido negociação bilateral, sendo que o Código de Defesa do Consumidor proíbe expressamente alterações unilaterais dos contratos e a Resolução 363 de 2014 da ANS exige negociação bilateral para modificação do contrato entre operadora e administradora, de forma transparente e fundamentada.

    De acordo com dados da Associação Nacional dos Hospitais Particulares, houve uma redução de 2% no total de internações entre janeiro e outubro de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019; a taxa de ocupação de leitos dos hospitais associados também reduziu (de 77,8%, de janeiro a outubro de 2019, para 66,5% no mesmo período de 2020) e a taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos caiu 4,2 pontos percentuais no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. 

    Não havendo comprovação pelas operadoras do aumento de sinistralidade nos planos coletivos, nem de que ocorreu negociação séria, transparente e fundamentada, o Procon-SP diz entender que também para os contratos coletivos deve ser aplicado o índice subsidiário dos planos individuais sugerido pela ANS, que é de 8,46%.

    Reclamações
    Só no mês de janeiro, foram registradas quase mil reclamações de consumidores contra os reajustes de planos de saúde. Há casos de reajustes de 91%, 104% e até 113%.

    Comparando-se com o mesmo mês do ano passado houve um crescimento de mais de 10.000% (962 no primeiro mês de 2021, contra apenas nove no mesmo período de 2020).

    As demandas referem-se à ausência de explicação para o motivo do reajuste — situação que motivou o envio da petição ao órgão regulador — e também à cobrança retroativa dos reajustes suspensos pela ANS (de setembro a dezembro de 2020) que será diluída em 12 parcelas em 2021.

    Ainda segundo o Procon, mais de 30 milhões de consumidores estão recebendo boletos com reajustes sem qualquer informação, e sem transparência, justamente numa época em que se enfrenta uma das maiores crises sanitárias e econômicas de todos os tempos.

    Com informações da assessoria do Procon-SP.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

    Zé Inácio pede ao governo suspensão da cobrança de serviços como água e luz durante quarentena

    Diante da situação epidemiológica de COVID-19 que o mundo vem enfrentando e com as recomendações dos órgãos de saúde para que a população não saia de casa, afim de evitar o contágio e propagação do vírus, o deputado estadual Zé Inácio protocolou uma indicação ao Governo do Estado solicitação a suspensão da cobrança de água, esgoto e energia elétrica, durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). O benefício deverá ser estendido a todas as famílias e empresas privadas, ganhando o benefício de não precisarem pagar pelas contas neste momento.
    A indicação do parlamentar diz ainda que, “Em se observando a impossibilidade de suspensão total, pelo menos seja suspensa ou seja decretada a isenção da cobrança dos impostos sobre esses serviços de fornecimento ou o adiamento da cobrança das contas, com a observação de impossibilidade de corte no fornecimento e sem incidência de juros pelo atraso”.
    “Sem dúvida, a pandemia do COVID-19 impactará diretamente na renda das famílias e das empresas do nosso Estado, e a manutenção das cobranças das taxas que incidem diretamente sobre o consumo destes produtos, o que sobrecarregará ainda mais a vida regular de todos”, afirma Zé Inácio.
    O deputado disse ainda que “cabe ao Estado a adoção de todas as providências administrativas para diminuir o impacto de medidas que agravam a situação de todos, especialmente as pessoas mais vulneráveis socialmente, como os moradores de zonas rurais, periferias, e os mais empobrecidos da população, neste momento de gravidade e extrema fragilidade”.
    Vale destacar que o Governo do Estado tem adotado medidas que visam retardar o avançado da COVID-19 no Maranhão, como o fechamento do comércio formal e informal. O que atinge diretamente a renda dos trabalhadores, que precisam ficar em casa, daí a necessidade de medidas como essa.

    Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.