Entendendo a matemática por trás dos jogos e esportes

    A matemática está presente na sociedade há milênios. Pilar da engenharia e do entendimento sobre como o universo funciona, é praticamente impossível pensar em um mundo sem essa ciência exata.

    Só que o seu uso em grande escala como uma ferramenta em prol do jogador demorou para ser difundido e até os dias atuais enfrenta resistência dos saudosistas que ainda refutam as estatísticas mais avançadas em esportes tradicionais como futebol e basquete.

    No entanto, como diz aquele bom e velho ditado: contra os números não há argumentos. Eles são uma verdade nua e crua, principalmente quando analisados sob ótica de larga escala.

    Como são as suas chances no cassino?

    Agressivo ou conservador? O jogador de cassino pode escolher como quer se divertir e o grau de risco é gradativamente maior quando a chance de sucesso cai. Vamos a alguns exemplos.

    A roleta se diferencia pelo fato de que o jogador pode tomar uma posição mais cautelosa do que em outras modalidades. Podendo ser praticada pela internet, como no site da Betway, a roleta online traz a possibilidade de o entusiasta escolher entre duas cores (preto ou vermelho), por exemplo, e isso traz 50% de probabilidade de vitória.

    Em outros jogos de cassino, o usuário não chega a ter essa alta probabilidade de vencer uma rodada. Também na roleta, porém, o jogador pode tomar apostas um pouco mais arriscadas, como prever se a bolinha vai parar em um número exato, em qual das três colunas e muito mais. Como acontece com a lógica de todas as casas de jogos, quanto menor a chance de acertar, maior é o possível retorno.

    Entenda a Lei dos Grandes Números: tem estratégia por trás do cara ou coroa?

    Você já ouviu falar sobre a Lei dos Grandes Números (LGN)? O nome pode até parecer estranho, mas o seu propósito é extremamente interessante. A LGN é uma teoria da probabilidade que diz a chance da realização da mesma ação em repetidas vezes.

    Há vários exemplos de como ela pode ser aplicada, seja nos esportes, nos jogos ou na vida em si. Nada mais claro do que o tradicionalíssimo jogo de cara ou coroa para exemplificar.

    A dinâmica do cara ou coroa é simples e sua mecânica é feita para não haver elementos estratégicos envolvidos. Afinal, a pessoa lança a moedinha para o alto e a ação de suas voltas no ar é algo totalmente aleatório.

    No entanto, a LGN nos traz um panorama que pode ser interpretado de maneira diferente. Como as chances de vitória são de 50% para cada lado, se você lançar a mesma moedinha 100 vezes o resultado será totalmente pela metade ou algo próximo disso, certo?

    Vamos aos números, e eles vão abrir a sua mente. Você sabia que a chance de sair coroa por cinco vezes consecutivas é de apenas 3%? Não é preciso nem ir tão longe: a probabilidade de sair um mesmo resultado três vezes seguidas nesse jogo é de só 12,5%.

    Esse tipo de entendimento pode trazer muitas estratégias. Se você está jogando e perde duas vezes escolhendo o mesmo lado da face, a chance de você ganhar na terceira tentativa usando a mesma moeda em vezes consecutivas é de incríveis 87,5%.

    Dessa maneira, ao compreender a LGN, você entende que todas as sequências positivas ou negativas em um jogo de sorte podem ser interpretadas até mesmo em uma amostragem pequena.

    Porém, a LGN precisa ser contextualizada. A probabilidade de você ganhar na Mega Sena mesmo jogando centenas de vezes em sequência ainda é muito pequena, por isso que na maioria das vezes não há vencedor, e as vitórias são esporádicas. Sendo assim, tudo relacionado a Lei dos Grandes Números precisa estar correlacionada com uma boa possibilidade de vencer para ser útil para você.

    A matemática que mudou a história do beisebol

    Agora vamos a um exemplo prático nos esportes. Você já deve ter assistido ou pelo menos ouvido falar do filme “O Homem Que Mudou O Jogo”, estrelado por Brad Pitt e que recebeu várias indicações ao Oscar. Lançado em 2011, o longa, que tem título original de “Moneyball”, é baseado em fatos reais e conta uma história fantástica de como a matemática ajudou um time a inverter todas as suas probabilidades.

    Moneyball traz a trajetória do Oakland Athletics de 2002, equipe de menor orçamento na maior liga de beisebol do mundo (MLB), que enfrentava a saída de seus três principais jogadores: Johnny Damon, Jason Giambi e Jason Isringhausen. Sem os atletas, Billy Beane, diretor do clube, teve uma ideia brilhante de pensar totalmente fora da caixa e investir no esporte de uma maneira surpreendente.

    Para compensar a falta de orçamento e o elenco depenado, Beane recorreu aos números e contratou profissionais da área de matemática e economia para o seu staff, algo até então impensável e inédito nos esportes americanos.

    Guiado apenas pelo o que os números lhe diziam, ele fez uma reformulação completa na equipe. Ao desenvolver um método puramente estatístico, o Oakland Athletics atingiu uma marca histórica em 2002 — mesmo tendo o menor orçamento de todos os times. Um feito incrível que provou como os números são muito úteis também no universo esportivo.

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    Breve raio x do fracasso

    Por Abdon Marinho*

    Em algum texto já devo ter contado o curioso episódio que testemunhei há, aproximadamente, uma década, ocorrido em um dos municípios que prestava assessoria. Repetirei por ter tudo a ver com o sucede no presente, no nosso estado.

    Certa vez fui convidado a participar de uma reunião de início de exercício naquele município que tanto gostei de trabalhar, sobretudo, pela amizades que fiz.

    A reunião ocorria em um salão paroquial ou clube e já se encontrava totalmente tomado quando cheguei.

    O prefeito que presidia a reunião chamou-me para tomar assento ao seu lado na mesa e começamos por ouvir os relatórios das realizações de cada secretaria no ano que passara.

    Os secretários iam relatando os seus feitos e recebendo os aplausos da assistência.

    Até que chegou a vez da secretária de assistência social – e esse o relato que até hoje me chama a atenção –, que comunicou o grande feito de uma gestão no ano anterior: graças ao esforço dela e da sua equipe, haviam mais que dobrado, praticamente, triplicado, o número de beneficiários do programa “Bolsa-Família”, no município.

    Quando terminou a explanação, de longe, foi a mais aplaudida, quase um minuto de aplausos vibrantes.

    Com meus botões, refletia: estariam aplaudindo o fato de tanta gente precisar de um auxílio social para sobreviver? Não mereceriam mais aplausos se tivesse desenvolvido programas de geração de renda que retirassem as pessoas da humilhante fila da miséria?

    Passados tantos anos, principalmente agora, aquele momento, com toda sua vivacidade, ainda permanece vivo na minha memória.

    Não tem como fazermos uma cruel analogia com a catarse daquele momento com o que assistimos diariamente, achamos normal e até aplaudimos.

    As emissoras de rádio e televisão, redes sociais e a mídia em geral, sobretudo nos horários nobres, divulgam, como propaganda oficial, que o governo estadual determinou que nos restaurantes populares o prato da refeição seja vendido a um real; divulgam, também, a distribuição de milhares de cestas básicas às famílias em situação de miséria e vulnerabilidade.

    Quando vejo a pujante propaganda oficial falando no número de cestas básicas distribuídas ou o prato de comida a um real, a primeira coisa que me ocorre é a lembrança da secretária que dobrou o número de pessoas inscritas no “Bolsa-Família”.

    Fracassado no propósito de retirar as famílias da miséria – que aumentou em relação aos governos anteriores –, governo gasta uma fortuna em propaganda da miséria, exaltando o prato de comida a um real e a distribuição de milhares de cestas básicas.

    E não pensem que eu me oponho a esse tipo de ação governamental de baratear o preço da comida no restaurante popular e muito menos a distribuição de milhares de cestas básicas, apenas constato, com pesar, com muito pesar, que o governo estadual fracassou em diminuir a desigualdade ou a pobreza no estado – ao invés disso a aumentou.

    Segundo o IBGE mais de 74% (setenta e quatro por cento) da população maranhense sobrevive com menos de um salário mínimo nacional. Pelos dados do mesmo instituto estamos falando de um número superior a 5 milhões de cidadãos vivendo nesta situação de indigência. Se já é difícil viver ganhando mais de um salário mínimo cujo poder de compra é insuficiente para comprar duas cestas básicas, imaginem a vida de setenta e quatro por cento da população vivendo com menos de um salário mínimo por mês.

    Um agravante é que os dados terríveis sobre o Maranhão são anteriores à pandemia. Ainda saindo da situação pandêmica, é visível que a pobreza no país e, principalmente, no estado aumentou mais ainda.

    A miséria é tamanha que até o grupo Sarney, que dominou o estado por quase meio século, e são “doutores” no assunto se dizem incomodados com os números do atual governo e o fustiga por isso.

    Assim, parece fazer sentido – ao menos para eles –, que tal qual a secretária de assistência social de quem falei no início, festejem a distribuição de cestas ou barateamento do prato feito no restaurante popular.

    Muito embora sejam os números da miséria o mais nefasto legado do atual governo, temos diversos outros motivos para atestar a sua inapetência na gestão pública.

    Vejamos as obras – ou a ausência delas.

    Temos dificuldades em encontrar obras de vultos do atual governo. Não temos notícia de nenhuma obra estruturante para o desenvolvimento do estado.

    Com muito boa vontade – muito boa vontade, mesmo –, poderíamos citar a ponte sobre o Rio Pericumã, ligando os municípios de Bequimão e Central do Maranhão, que vai diminuir a distância em quase cem quilômetros para diversos municípios da Baixada.

    Essa obra, entretanto, se arrasta desde 2015, é até capaz do atual governador não inaugurá-la, e é marcada por polêmicas, a principal delas, o fato do consórcio em conluio com o governo, tentarem por todas as formas esquivar de pagar os tributos aos dois municípios ou tentarem mascarar tais pagamentos, motivando inúmeras ações de execuções fiscais.

    Não duvido se, ao término da obra, deixarem os municípios sem os pagamentos devidos. Tudo isso por culpa do governo, que desafiando a legislação, não fez os descontos dos tributos diretamente na fonte.

    Lembro que quando candidato o atual governador prometeu fazer da MA 006, a rodovia de integração do Maranhão. Essa estrada tem mais de 2 mil quilômetros, vai de Apicum-Açu, no extremo norte a Alto Parnaíba, no extremo sul do estado.

    Uma promessa vã. Já findando o sétimo ano de governo, não temos notícia de um quilômetro feito visando dotar a tal MA dos requisitos para integrar o estado. Parece-me que a única coisa útil que fizeram foi permitir a federalização de uma parte da pista na região sul.

    Outra obra de vulto, por assim dizer, mas desta vez na saúde é o urgente e necessário Hospital da Ilha. Da obra, financiada com recursos dos bancos de fomento, as noticias que chegam – e que precisam ser checadas pelas autoridades de controle –, é que o físico não “casa” com o financeiro nem a pau, noutras palavras o que já enterraram na obra é muito superior ao que foi feito até aqui.

    Dizem que enquanto ensaiam inaugurar pelo menos um pedacinho do hospital para o atual governador não ficar tão mal na fita, vão causando prejuízos a diversos pequenos empresários que locaram equipamentos ou prestaram serviços na obra. Ameaçando “quebrar” os coitados.

    Infelizmente, o Maranhão se ressente de uma oposição atuante que procure investigar e apurar os destinos dos recursos da obra, que, pelos boatos, não resistem a 15 minutos de investigação séria.

    À míngua de obras próprias, vemos o governo estadual, também em rica propaganda apresentar – ou dar a entender –, como suas, ou inteiramente suas, obras como a urbanização da ponta do São Francisco, o prolongamento da Litorânea ou a reforma e ampliação da MA 203, a Estrada da Raposa, entre outras.

    Obras bancadas com recursos da União, úteis e importantes, mas muito mal executadas pelo governo estadual.

    Não satisfeito apenas em ocultar ou mascarar a realidade, muitas das vezes partem para a mentira ou para a realidade paralela.

    Outro dia, numa rede social do governador, o próprio escreveu uma notinha espantosa ou de quem desconhece o sentido das palavras.

    Sobre a rodovia ligando o Povoado Triângulo, em D. Pedro ao Povoado Dezessete, em Codó, sua excelência assentou tratar-se de uma rodovia “nova” que iriam “inaugurar”, no mesmo post ainda disse que as rodovias que “fazemos” integrariam diversas regiões etc.

    Ora, a MA 026, já existia desde muito tempo, em 1994 foi implantada como MA, totalmente construída, com pontes, bueiros, tendo sido integralmente asfaltada. Não se trata, absolutamente, como divulgou a autoridade, de uma rodovia “nova” ou mesmo a ser inaugurada, tão pouco é cabível dizer que fez, a menos que não conheça o sentido das palavras.

    Esse, amigos, é apenas um breve raio x do fracasso que tem sido o atual governo.

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    A imortalidade contestada

    Por Abdon Marinho*

    CINÉFILO, trago na memória os filmes que mais me emocionaram ao longo dos anos. Entre estes destaco a trilogia “O Poderoso Chefão”, magistral obra Francis Ford Coppola. Logo no início do primeiro filme, lançado no Brasil em 1972, aparece o chefão Vito Corleone, na interpretação estupenda de Marlon Brando, recebendo o agradecimento e um “beija-mão” por um “favor” prestado a um agente funerário, que humildemente e com claro temor pergunta como poderá pagar pelo que foi feito.

    Na minha lembrança é mais ou menos assim. Respondendo-lhe D. Corleone que no momento certo saberá como pagar pelo obséquio.

    Guardem essa cena.

    À ilha do Maranhão cheguei, de forma definitiva, em 1985, para iniciar o ensino médio no Liceu Maranhense, portanto, há quase quarenta anos. Não lembro, em todos estes anos de ter testemunhado, nem mesmo de “ouvir falar” de questionamentos sobre as escolhas dos imortais da Academia Maranhense de Letras – AML.

    De tão discretos, os imortais, pouco se sabe deles ou o que fazem e muito menos das eleições que realizam para a escolha do sucessor do “morto-rotativo”. Talvez, aqui e ali, algum buchicho ou decepção com esta ou aquela escolha. Nada que ultrapassassem os umbrais da Casa, na Rua da Paz, quando muito, chegando ao Senadinho da Praça João Lisboa, logo à frente, assim mesmo, “correndo” apenas entre uma seletíssima plateia.

    Nada que despertasse o interesse dos cidadãos que precisam acordar cedo para “ganharem” o sustento das suas famílias.

    Era assim. Não é mais.

    Depois do suposto episódio de cunho sexual homoerótico que teria tido como ator principal um parlamentar da Casa de Manoel Beckman foi a vez da atenção da patuleia ser tomada pela eleição na Casa de Antônio Lobo.

    Tal celeuma, desta vez, deu-se porque ninguém menos que o governador do Estado, senhor Flávio Dino, “botou na cabeça” que era o nome ideal para sentar-se na cadeira que fora do seu pai, Sálvio Dino, ocupante da cadeira 32 na AML, falecido no ano de 2020, vítima da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

    A polêmica teve lugar porque sendo o Maranhão uma pequena aldeia e São Luís o seu núcleo, não há quem não saiba da vida de todo mundo.

    Por estas paragens, ninguém duvida da inteligência de sua excelência, tido por muitos, como muito inteligente, um dos melhores de sua geração.

    Menino precoce que concluiu os estudos fundamental e médio no Colégio dos Irmãos Maristas, na Rua Grande, “de primeira” ingressou no concorrido curso de direito da Universidade Federal do Maranhão e, em seguida, foi aprovado, quase que simultaneamente, em dois concursos públicos especialíssimos: de professor da própria universidade federal em que estudara e de juiz federal da Primeira Região – este último, em primeiro lugar, como fazem sempre questão de enfatizar –, não passaria despercebido do escrutínio público.

    Como professor universitário sempre teve suas aulas concorridas, como jurista, notadamente no Tribunal Regional Eleitoral – TRE/MA, onde os debates fervilhavam naquelas tardes às vésperas e logo depois das eleições, travava debates jurídicos substanciosos, ainda mais quando encontrava um bom procurador regional eleitoral – e tivemos muitos, e com eles aprendemos.

    Assim, tal qual uma celebridade (ou sub), tendo a vida acompanhada – por seus méritos, diga-se –, causou “estranheza” e polêmica a postulação e escolha de sua excelência para a casa literária.

    Muito embora o novo imortal tenha apresentado um acervo de livros e artigos escritos ao longo dos anos, não se tem conhecimento que nenhum deles tenha qualquer apelo literário.

    São escritos técnicos, geralmente voltados para a área do direito, e alguns para a política.

    Permanecem ocultos dos muitos fãs, que acompanham a vida do novo imortal, qualquer soneto, qualquer romance, qualquer crônica com apelo literário ou mesmo uma resenha escrita ou publicada dos clássicos que declarou ter lido por imposição do pai-acadêmico.

    Faz sentido a inquietação dos críticos, pois sendo uma “academia de letras”, que teve na sua origem a inspiração de Gonçalves Dias, nosso poeta maior, e possuiu no seu quadro de fundadores intelectuais como Antônio Lobo, Alfredo de Assis Castro, Astolfo Marques, Barbosa de Godois, Corrêa de Araújo, Clodoaldo de Freitas, Domingos Quadro, Fran Paxeco, Godofredo Mendes Viana, Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Vieira da Silva e depois tantos outros reconhecidos por inúmeras obras literárias, o ingresso de alguém que a despeito da reconhecida inteligência, não possua – publicamente –, uma única obra com estofo literário.

    Resta aos críticos imaginarem que os romances, sonetos, crônicas literárias ou versos tortos, ao estilo “batatinha quando cresce ‘esparrama’ pelo chão” … ainda venham.

    Estes críticos guardam o mesmo otimismo que tiveram os integrantes da academia do Nobel quando concederam o prêmio Nobel da Paz ao recém-eleito presidente americano Barack Obama. Na época os críticos disseram que o prêmio seria pelo que ele supostamente faria como presidente.

    A vida, às vezes, nos coloca diante de sutis ironias. Querem uma? Na mesma semana, praticamente no mesmo dia, em que fez-se morto o jornalista e escritor Jonaval Medeiros Cunha Santos, o J.M. Cunha Santos, autos de “Meu Calendário em Pedaços” – seu primeiro livro; “O Esparadrapo de Março”, “A Madrugada dos Alcoólatras”, “Paquito, o Anjo Doido” e “Odisséia dos Pivetes”, Cunha Santos estava escrevendo mais um livro: “Terceiro Testamento” e de infinitos e memoráveis artigos literários, que nunca foi lembrado para qualquer cadeira na Casa de Antônio Lobo, Flávio Dino, com “escasso” acervo literário, tornou-se imortal.

    O engraçado, após a imortalidade de sua excelência, foi a “chuva” de comentários que recebi.

    Um amigo me ligou para dizer que o novo imortal era como os faróis da educação, que em boa hora um antigo governo semeou pelo estado, indaguei o motivo é ele sem conter o riso completou: — ora, Abdon, é alto, “redondo” e possui uma biblioteca bem “pequenina”. O “bem pequenina” foi para reforçar.

    Um outro amigo escreveu, com fina ironia, na sua rede social que o próximo passo seria o senhor Bolsonaro candidatar-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras – ABL.

    E choveram comentários, críticas, insinuações, quase nenhuma elogiosa.

    Um amigo em flagrante pilhéria (mas com incomum generosidade) disse: — Ah, Abdon, o próximo imortal da AML será você, tenho certeza que os seus textos têm mais apelos literários do que os textos do novo imortal.

    Já espantando qualquer sugestão neste sentido, deixo claro não sou candidato a nada. Talvez, a tomar um tigela de juçara com camarão seco, se receber um convite. Rsrsrs.

    Voltando ao assunto sério, serviu para açular a polêmica e fomentar a “contestação” a imortalidade de sua excelência na AML, o “apadrinhamento” que ele buscou junto ao imortal – em todos os sentidos e digo isso apenas para não perder a piada –, José Sarney, o Dom José.

    Tal qual na película de Coppola, o que mais teve foi quem se perguntasse, o que estaria por trás daquele “beija-mão”.

    Até o Jornal Folha de São Paulo fez matéria sobre o “acordo” Dino-Sarney.

    Por óbvio que D. José, no episódio do “beija-mão” não deve ter pedido nada ao governador, não é do seu feitio tratar de assuntos materiais de chofre, mas, certamente, como se deu com D. Corleone, anotou o favor prestado na conta dos “haveres”, que um dia, certamente, chegará. Talvez um apoio para alguém “seu” chegar a um dos tribunais ou virá presidente, talvez um acordo político que aumente o quinhão dos “seus” na partilha do poder a partir do ano que vem, tanto na esfera local quanto nacional, quem sabe uma ajuda do novo imortal na “escrituração” de uma nova biografia.

    Seja o que for, um dia a conta chegará. E será paga por todos os maranhenses.

    *Abdon Marinho é advogado.

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    Se nada for feito haverá desabastecimento em 2022

    Inacio Melo

    Empreendedor

    Meus amigos, minhas amigas não vou fazer coro com os que por meio de gritos e confusão usam toda e qualquer crise como pano de fundo para suas próprias disputas políticas eleitorais, a eleição eu deixo nas mãos da sabedoria do nosso povo, tentarei nessa humilde coluna dar uma opinião sobre uma possível crise de desabastecimento que infelizmente pode ocorrer ano que vem.

    Bem, estamos vivendo uma crise histórica, estamos passando por uma odiosa pandemia, nossa geração está atravessando um momento de grande provação de um vírus que ceifou a vida de tantos de nossos familiares e amigos, isso fez com que o mundo inteiro tivesse uma parada brusca no desenvolvimento econômico. Gigantes pararam e tiveram meses em que a produção de um sem fim de insumos e produtos fosse interrompida, com o olhar no horizonte e avanços da vacinação a pandemia parece que está ficando para trás, no entanto, está deixando um rastro de problemas que por sua vez deixa um rastro de desafios. As maiores economias do mundo apresentam ousados planos econômicos para fazer as suas economias voltarem aos patamares anteriores à crise e o caminho apresentado pelas grande potências mundiais parece ser o incentivo estatal e isso independe de questões ideológicas, nações com governos de esquerda e de direita estão anunciando o mesmo remédio para que suas economias voltem a crescer e o remédio será a fortíssima intervenção estatal, aportes na casa de trilhões de dólares ou euros já foram anunciados. Bem, e o que isso tem haver com a falta de comida ? O que isso tem haver com a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados em 2022 ? Tentarei humildemente jogar luz sobre esse problema que esperamos em Deus seja só uma infeliz possibilidade.

    Com o mundo crescendo aceleradamente no pós pandemia e com as grandes potências traçando planos de desenvolvimento econômico com base em intervenção estatal e aportes trilhonarios haverá uma pressão enorme nos preços internacionais das commodities e para quem não sabe commodities correspondem a produtos básicos globais não industrializados, ou seja, matérias-primas que não se diferem independente de quem as produziu ou de sua origem, sendo seu preço uniformemente determinado pela oferta e procura internacional. E sendo assim o Brasil como grande produtor de: trigo, soja, milho ( só como exemplo ) sofrerá a pressão do mercado internacional, haverá uma alta de preços globais devido à procura por produtos e com a o dólar valorizado e o real desvalorizado nós vamos assistir a aumentos sucessivos no preço de produtos do nosso dia a dia trazendo de volta um inimigo que não víamos a muitos anos. A inflação! Os preços altíssimos no mercado externo, pressão inflacionária pelo aumento dos combustíveis e nos preços internacionais das commodities e para piorar, como se já não fosse ruim esse cenário ainda temos uma crise energética elevando o custo da energia que consumimos no Brasil.

    Um professor meu na graduação dizia que para se resolver um problema administrativo e econômico a primeira etapa é reconhecer que o problema existe, já sabemos que o problema existe, já sabemos quais as causas e inclusive quais os efeitos destes problemas ( a fome e miséria ) o que precisamos fazer é nós preparar, buscar meios, condições para de forma estratégica mitigar ou até evitar alguns destes problemas do contrário faltará produtos nos super mercados e para quem se acha “elite” é bom que se prepare pois ainda não existe super mercado prime ou VIP para todo mundo que se acha privilegiado no Brasil.

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    Influenciador Digital, você conhece um contrato de parceria de cooperação comercial?

    Entenda como formalizar a parceria com patrocinadores, e não execute mais contratos “de boca”!

    Foto Reprodução

    Com a ampla popularização das redes sociais, a vida cotidiana foi impactada diretamente em diversas áreas. Reflexo disso é o surgimento de novas carreiras no mercado de trabalho, dentre elas o influenciador digital ou “digital influencer”. Tais profissionais se apresentam para um certo grupo de pessoas e as influenciam diretamente, seja na medida em que compartilham sua rotina, hábitos, opiniões ou até mesmo seu estilo de vida. Em outros termos, o digital influencer é o profissional que, produzindo conteúdo e fazendo uso das mídias digitais, consegue conquistar um determinado grupo de pessoas, produzindo grande impacto no poder de compra de seus seguidores.

    Atualmente, é sabido que um dos termômetros de aprovação ou rejeição social de determinado produto é o engajamento nas redes sociais, e neste aspecto, os influenciadores digitais desempenham um forte e decisivo papel. Com a possibilidade de direcionar o interesse de centenas ou até milhares de pessoas para determinado produto, o influenciador digital se torna um alvo lucrativo do mercado publicitário para realizar divulgações na internet e assim participar ativamente do dia a dia do consumidor final.

    ENTRETANTO, HÁ DE SE LEVANTAR UM QUESTIONAMENTO: ESTES PROFISSIONAIS CONHECEM PLENAMENTE OS SEUS DIREITOS?

    O que se observa atualmente em grande parte das vezes é que estes influenciadores digitais ou “blogueiros”, como são comumente chamados, acabam for fechar parcerias com empresas de maneira informal, isto é, seja bocaaboca ou até mesmo por e-mail ou WhatsApp. Nesse aspecto, é imprescindível refletir sobre a necessidade de existir um contrato de parceria de cooperação comercial, de maneira a garantir segurança e exigibilidade jurídica às partes envolvidas.

    Por se tratar de uma nova modalidade de profissional, ainda é escassa a quantidade de empresários e profissionais do ramo de marketing que se atentaram para a importância de formalizar contratos de parceria e cooperação comercial com influenciadores digitais. Além disso, a presença do advogado se torna um elemento essencial na condução de todo o processo, desde a elaboração contratual até mesmo à representação judicial em decorrência do mesmo.

    A presença de um contrato de parceria e cooperação comercial com digital influencer garante maior segurança jurídica, haja vista que, por ser um instrumento formalizado e assinado por ambas as partes, conterá todos os direitos e obrigações, bem como as particularidades contratuais inerentes ao negócio jurídico em questão, como por exemplo a forma em que se dará a prestação de serviço pelo influenciador digital (permutas, postagens, reels, etc.).

    A minuciosidade e precisão em descrever as atividades a serem exercidas pelo profissional são indispensáveis, devendo o contrato conter desde a determinação de prazos, forma de pagamento, cláusula de confidencialidade e direitos de imagem até a maneira como o trabalho deve ser realizado, como por exemplo a frequência e quantidade de postagens, o comparecimento em determinados eventos virtuais ou presenciais, dentre outras particularidades, inclusive a determinação de multas ou penalidades em caso de quebra contratual.

    Além disso, a existência de um contrato formalizado entre as partes garante a exigibilidade da obrigação pactuada, pois se torna a própria prova dos termos acordados entre as partes. Nesse aspecto, ressalta-se a importância de elaborar um contrato escrito, haja vista que o próprio Código de Conduta para Agências Digitais na Contratação de influenciadores já disciplina que “(…) tratativas verbais, troca de e-mails e/ou de mensagens instantâneas podem não ser considerados caso ocorra um eventual conflito jurídico.”

    Importante mencionar ainda que o contrato de parceria e cooperação com digital influencer deve ser regido em respeito e seguimento às normas dispostas no Código de Defesa do Consumidor e do CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). Ademais, deve-se estar atento às disposições específicas das mídias digitais a serem utilizadas, isto é, os Termos de Uso e Política de Privacidade, para que, em caso de divulgação de marcas ou produtos, os anúncios estejam em conformidade com as diretrizes do aplicativo ou plataforma em questão.

    COMO ELABORAR UM CONTRATO DE PARCERIA E COOPERAÇÃO COM DIGITAL INFLUENCER?

    Primeiramente, é importante salientar alguns elementos básicos, são eles: informações e obrigações das partes, objeto da contratação, prazo da parceria e o valor do contrato. Ademais, se for do comum interesse das partes, o contrato também pode conter cláusulas de discrição e confidencialidade, bem como outras cláusulas que tratem dos direitos de imagem da parte contratada.

    Desta forma é necessário primeiramente procurar um advogado especialista em contratos desta natureza, para que possa ser esclarecidos todas as dúvidas e seu contrato de parceria comercial “Digital Influencer”, não vire um pesadelo.

    Dúvidas acesse https://mbdigital.adv.br/

    Falar com o autor: https://linktr.ee/davidteixeiraadv

    Por Dr. David Teixeira – Associado ao MB Digital Advogados Associados.

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    Como escolher o melhor tradutor para sua pesquisa acadêmica?

    Se você está procurando traduzir seu livro para atingir um novo público ou deseja publicar seu artigo em uma revista que não está em seu idioma nativo, é fundamental escolher o tradutor certo para o seu documento. Procurar um tradutor acadêmico para sua pesquisa acadêmica pode ser uma tarefa difícil. Mas aqui vão algumas dicas para você entender melhor como fechar o melhor negócio.

    O primeiro passo para escolher um bom tradutor é encontrar alguém que seja altamente proficiente nos idiomas de origem e de destino do seu documento/livro. Os tradutores se descrevem de várias maneiras diferentes, o que pode ser confuso, portanto, começaremos definindo os termos mais comumente usados. 

    Idioma nativo: seu idioma nativo é o idioma da cultura em que você cresceu, que geralmente é o idioma em que você mais usa.

    Língua materna: sua língua materna é a língua que você fala em casa quando cresce. Para muitas pessoas, é o mesmo que sua língua nativa, mas nem sempre é o caso, especialmente entre os filhos de imigrantes.

    Falante fluente e proficiente: Este nível pode ser adquirido em um segundo idioma por meio de estudo intensivo. Normalmente, esse nível é insuficiente em traduções acadêmicas.

    Se você deseja que o texto traduzido pareça natural, você precisa de um tradutor que seja um falante nativo, não apenas um “fluente” ou “proficiente”. Ao procurar um tradutor, muitas pessoas acreditam erroneamente que o que procuram é um falante nativo do idioma de origem, e sim, é verdade que os tradutores devem ser proficientes em ler e compreender as nuances dos idiomas dos quais estão traduzindo. Porém, além disso, a tradução acadêmica usa terminologias muito específicas e linguajares que muitas vezes não se consegue nem com um nativo, e sim com um especialista na mesma área que você. Com livros, isso pode até ser resolvido com uma conversa com você, mas é melhor evitar essas situações.

    Uma dica para quem não tem muito conhecimento e também não quer muitos problemas e burocracias é contratar empresas de serviços de traduções. Geralmente, essas empresas possuem bastante experiência e clientes dos mais diferentes tipos, bem como tradutores especialistas dos mais diversos locais do mundo. Um exemplo de  uma empresa que tem muita solidez e qualidade nesse ramo é a Protranslate.

    Acima de tudo, se você deseja evitar ter que submeter seu artigo traduzido a novas edições e correções que, quase certamente serão exigidas se o tradutor não for um falante nativo. Além do que isso provavelmente irá acarretar em atrasos para você conseguir publicar o livro, ou muitas vezes perder a data limite para envio das publicações em uma revista. Um artigo bem escrito deve retornar da revisão sem comentários e críticas importantes na linguagem. Em vez de confiar em edições posteriores, certifique-se desde o início de que seu tradutor é um falante nativo e um escritor experiente, familiarizado com sua área de pesquisa. 

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    O cansaço da solidão

    Por José Sarney

    O mundo começa a se recuperar, com alívio, de um dos maiores problemas da pandemia: o cansaço da solidão, o desgaste psicológico do isolamento. Infelizmente, aqui no Brasil, ainda vamos continuar nessa provação de ficar longe da família, dos amigos, dos companheiros de trabalho, de toda a sociedade.

    Há um ano, ainda no espanto com as dimensões da doença, eu lamentava o meio milhão de mortos no mundo. Hoje esse é o número no Brasil. Há mais de um milhão de pessoas em tratamento, as UTIs estão cheias, e os dezesseis milhões que já tiveram a doença ainda sofrem com ela.

    Logo no começo da pandemia se pensava na dificuldade de conseguir a vacina, imaginando que logo estaríamos livres da quarentena. A vacina veio mais rápido do que o previsto, mas, como não seguimos os cientistas, ainda temos que repetir: “A única solução é evitar o contágio, com o isolamento, e, fora dele, com o uso de máscaras por todas as pessoas.”

    Ao longo desse isolamento tenho escrito sobre solidão. Falei de como esse sentimento vinha misturado com medo, crescendo dentro de nós a falta dos amigos e de como não fomos feitos para isso.

    Quando surgimos como espécie distinta entre os hominídeos, já éramos há muitos milhões de anos animais sociais. Cada vez mais fomos contando uns com os outros, enriquecidos pelo sentimento de solidariedade e colaboração. Juntos ficamos fortes para caçar e competentes para cultivar. Assim pudemos começar a construir habitações e com elas fazer cidades. Mais ainda, foi por e para podermos colaborar que desenvolvemos linguagens, seja numa mutação, como crê Chomsky, seja aos poucos, como na hipótese do altruísmo recíproco, que aliás se baseia na necessidade de honestidade — isto é, nada de mentira ou fake news.

    Na sociedade em que nos juntamos para sobreviver, há os que se isolam, em um espiritualismo intenso. O cristianismo está povoado de eremitas e anacoretas, de São Jerônimo a Charles de Foucauld, mas Lao Zi, fundador do taoísmo, o fizera muito antes.

    Mas o comum dos mortais, como nós, não sabe viver em isolamento. Por mais que professemos, como faço e pratico, o nosso amor pelo livro — ou pela música, pelos jogos solitários ou o que seja —, há o momento em que precisamos de ter o contato direto com outras pessoas, com outras almas.

    Já lamentava o poeta: “Alma minha gentil, que te partiste … E viva eu cá na terra sempre triste.” Vivemos tristes o tempo todo, pois são tantos os amigos que partiram e mais ainda os amigos que não vemos, com quem não estamos, que corremos o risco de nos amofinar no desencanto do viver.

    Mas temos que sacudir esse sentimento. Vencer a doença tem que ser nossa prioridade, nem pensar em sermos por ela derrotados. Sem esquecer as que ficaram pelo caminho, em nome de cada uma e de todas as quinhentas mil vítimas, temos que lutar para sobreviver, e sobreviver formando uma sociedade mais justa, em que a língua sirva para dizer a verdade e para construir a justiça social.

    Estamos cansados, cansados de solidão, mas ainda temos fé. E fazendo o que sempre aconselho — vacina, máscara, isolamento —, vamos acabar com a solidão e o com o cansaço.

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    TOP 3

    *Renato Dionísio

    A prestigiosa coluna – Diário do Poder- de autoria do não menos prestigiado articulista, Cláudio Humberto, que circula nos mais afamados veículos de comunicação deste país, estampa neste dia 5/2 com o título que dá origem a este comentário, rasgados elogios a nossa “contraditória” petroleira e maior empresa em terras brasileiras, por ser de capital aberto, este comentarista deixa de nomeá-la como empresa brasileira.

    Bem no estilo ufanista dos anos de chumbo da ditadura, informa que batemos nosso próprio recorde na produção de petróleo com 2,94 milhões de barris por dia, fato que nos coloca a frente dos Emirados Árabes que produz tão somente 2,78 milhões. Este gigantesco feito nos coloca na terceira posição dentre os produtores do planeta. Restando-nos ultrapassar apenas a Arábia Saudita e o Iraque para chegarmos ao topo.

    Não desejo discutir a veracidade da informação, não tenho meios, menos ainda, método para tal checagem, quero entretanto, discorrer sobre os desdobramentos e sentimentos que afirmativa deste quilate pode produzir. Silencia intencionalmente ou não, se produzidos em terra ou em mar aberto, isto, é bom que saibamos, faz uma diferença enorme na composição do preço. Nada informa se a exploradora, entenda-se meios, é própria alugada ou de terceiros. Deixa de informar em que estado ou bloco exploratório se deu tamanha façanha.

    Ora, caros leitores, sejamos razoáveis, ao contrário de batermos palmas, como parece ser o objetivo desejado pelo autor, temos é que questionar alguns pontos: se já somos o terceiro produtor mundial, qual a nossa posição no refino deste insumo? Quanto desta produção se destina ao mercado interno e quanto vai para exportação? Quais e quantas refinarias estão funcionando em nosso País para atender tamanha demanda? Se exportadores pagam o mesmo valor que os nativos? Somos autossuficientes? Se somos por que anexar nossa política de preços nas bolsas?

    Feitos estes questionamentos, com certeza você os aumentará, não posso deixar de patentear meu mais profundo desalento ao ver que não posso sentar-me em qualquer roda de conversa que logo se apresenta o preço deste insumo. Que estou, mais que farto, de ouvir dizer que este produto é um vilão na composição dos preços para o consumidor final. Em conhecer a tentativa de greve nacional dos caminhoneiros, que reclamavam do preço do óleo diesel cobrado na bomba, fracassada pela domesticação dos dirigentes pelo Governo Federal.

    Para ficar por aqui. Desejo fazer umas perguntas que o momento de mim exige: a quem o articulista, mesmo não citando, considera ser o grande beneficiário desta trombeteada vitória? Seria o Governo Bolsonaro e todos os brasileiros ou apenas um dos lados da equação? Existiriam outros que sob outras bandeiras auferem lucros? E finalmente, em que e, a partir de quando, nós, os pagadores de impostos, começaremos sentir o gosto desta epopeia?

    Com carinho, peço para finalizar dizendo que sinto a diminuição do meu estômago, me acomete um misto de náusea e raiva, explico: como pode o governo divulgar este fato enquanto pagamos, entre todos os povos, produtores ou não de petróleo, os maiores valores para utilização de combustíveis, hoje vitais para o mundo. Não posso crer que a insensibilidade e a covardia, de quem tem poder de mando e, manipulando esta política covarde, esteja solapando o direito de tantos, a um pedaço de pão e um copo de leite na mesa, toda manhã; isto seria demais.

    Renato Dionísio 

    Poeta, compositor e produtor cultural

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    O projeto gigante de segurança cibernética do Pentágono está desacelerado

    Os Estados Unidos é um dos países mais visados quando o assunto é sofrer ataques cibernéticos contra o governo. Por isso, criam enormes projetos para tentar barrar qualquer tipo de hacker, principalmente aqueles que possuem finalidades terroristas, contra o governo e também contra a própria nação.

    Para contextualizar, o Pentágono pode ser definido como a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no condado de Arlington, Virgínia, através do rio Potomac, em Washington, DC. Por ser uma fortaleza, é frequentemente utilizado metonimicamente para se referir ao Departamento de Defesa.

    Uma das diversas maneiras de proteger computadores governamentais é por meio de ferramentas de segurança, como antivírus próprio e personalizado, plugins especiais que devem ser instalados nos navegadores para que a navegação não seja rastreada e também VPN.

    Se você ainda não sabe o que é VPN e suas funções, vamos explicar resumidamente. Uma VPN é a sigla que representa Virtual Private Network. Suas funções permitem que você navegue na internet sem ter que se preocupar se os olhos curiosos (ou seja, cibercriminosos) estão observando suas atividades e informações online. Comece a reivindicar o seu anonimato online utilizando essa ferramenta, especialmente em 2021.

    Como os ataques, mesmo quando mal sucedidos, eram constantes, foi preciso criar um projeto ambicioso para frear novas invasões cibernéticas. Assim foi criado, então, o Projeto Pentágono, liderado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Com um orçamento bilionário, seu início parecia progressor, mas logo foi desacelerado.

    O chefe de testes Robert Behler declarou que: é “incapaz de ajudar os defensores de rede a proteger as redes de componentes do DoD contra ataques cibernéticos operacionalmente realistas”. Seu relatório também afirma que diversos ataques foram realizados e impactaram na segurança de sistemas, oriundos de hackers russos.

    O Projeto cibernético, então, está desacelerando, pelo menos por enquanto. Alguns relatórios explicam o porquê – e nós mostraremos neste artigo. Na leitura, confira os reais motivos de tanta preocupação com a segurança virtual

    Por que os EUA criam projetos cibernéticos?

    Antes da popularização da internet, os ataques terroristas contra os Estados Unidos eram realizados de forma pública, em locais bastante frequentados. Um dos maiores exemplos é o Ataque às Torres Gémeas, realizado em 11 de setembro de 2021. Um marco não apenas para o país, mas também para o restante do mundo, que ficou em alerta.

    Com a web se tornando um lugar cada vez mais “habitado”, os ataques terroristas também passaram a ser virtuais. Agora, os alvos são dados sensíveis, que podem prejudicar tanto indivíduos americanos, como o governo. Quando os hackers conseguem o acesso, disponibilizam para todo o mundo, escancarando informações que são segredo de estado.

    O termo “Ciberguerra” foi criado para contextualizar todo o cenário. Em suma, diz respeito sobre uma modalidade de guerra em que a conflitualidade não ocorre com armas físicas, mas via meios eletrônicos e informáticos no chamado ciberespaço. A ciberguerra ocorre quando computadores são invadidos, colidindo com os interesses de dois países inimigos.

    Por que o Projeto Pentágono está desacelerando?

    Esse Projeto tem como principal finalidade fornecer recursos de segurança de rede contínua, incluindo detecção de intrusão, prevenção de ataques e uma redução do número de pontos de acesso à rede de informações militares. No entanto, diversas falhas foram encontradas durante o processo.

    Em um relatório divulgado em fevereiro de 2020, Behler afirmou que descobertas precárias de segurança cibernética foram descobertas, inviabilizando a expansão do projeto. A ideia não é parar a sua ação, mas desacelerar para atestar em quais pontos estão as falhas.

    Toda essa preocupação resultou em 1 ano de atraso do projeto. O porta-voz do Pentágono, Russel Goemaere, disse que esse tempo a mais foi necessário para refinar os requisitos operacionais, táticas conjuntas maduras, técnicas e procedimentos para segurança intermediária. Além de implementar mudanças de configuração para equipamento instalado e integrar os resultados de um sistema alternativo.

    O Projeto Pentágono é promissor, mas precisa estar perfeito para assegurar as transações do governo americano via web.

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    Turismo e insegurança jurídica: até quando?

    Deputado e médico Yglésio 

    As festas de fim de ano expuseram mais uma vez algo que discuti bastante no curso da campanha para a prefeitura de São Luís: a insegurança jurídica nos negócios e nas políticas públicas, inclusive de saúde e turismo. O que a gente espera de uma cidade que precisa gerar postos de trabalho e consolidar-se dentro de sua vocação maior, a turística? Que haja regras claras e um diálogo aberto com todos os poderes, órgãos responsáveis e com as instituições essenciais à justiça, em especial o Ministério Público.

    Não costumo frequentar festas de Revéillon, mas o fato é que o final de ano com suas festas, em especial a da virada, consegue canalizar uma significativa ocupação da rede hoteleira, das praias, etc. Produtores culturais geram empregos temporários, é verdade, mas quando há uma satisfação do turista com eventos como esses é natural a tendência de aumento no ano seguinte das visitações a São Luís, contribuindo para a maturação de empregos mais definitivos e que transformam de fato a vida das pessoas.

    Toda essa confusão criada no final de ano entre produtores de eventos, poder público estadual, somada à omissão municipal e à extrapolação dos poderes do Ministério Público e da própria Delegacia de Costumes trouxe um prejuízo grande não apenas aos produtores, mas também à rede hoteleira e à imagem da cidade de São Luís e do Maranhão como locais complicados para empreender.

    Restaurantes gigantescos em São Luís concentram em seus salões constantemente muito mais que as 150 pessoas que o decreto governamental autorizou para a festa da virada. Aglomerações gigantescas, brutais, foram vistas nas eleições, em caminhadas sem fim, em convenções que pareciam showmícios, mas eu nunca soube de um promotor que tenha aberto qualquer inquérito para apurar responsabilidade.

    Também não soube de nenhum político que tenha sido ameaçado de prisão por colocar 4.000 pessoas em eventos. Não que um erro justifique o outro, mas como médico, devo ressaltar que tenho acompanhado diariamente as curvas de covid19 aqui e não há motivo pra pânico no curto prazo. Se os eventos seriam feitos em áreas abertas, com 5.000m2, 10.000m2, guardando distanciamento, utilizando máscaras, organizados em mesas que respeitassem as normas, não há motivo pra restringir para 150 pessoas as reuniões, haveria a possibilidade de ampliar isso minimamente pra 500-1000 pessoas com total segurança. Não é uma opinião minha, é a ciência aplicada mesmo.
    A covid-19 passou em sua primeira onda de maneira tão avassaladora no estado que o momento é de estabilidade sustentada de casos aqui. O desespero sanitário seletivo de um certo promotor não guarda conexão com a ciência. Corre a notícia nas redes que ele tem ligado e visitado organizadores de eventos com ameaças de prisão, colocando-se como dono da cidade.

    O foco do Controle Externo da Atividade Policial não é e não será salvaguarda de interesses autoritários individuais e vaidades. No Maranhão, parece que alguns agentes públicos se consideram maiores que as leis, mas espero que o próximo prefeito não se omita no seu papel de gestor dos interesses locais e que a Câmara de São Luís seja mais altiva também coibindo excessos.

    Há leis para tudo nesta cidade, neste estado, falta apenas os gestores e demais aplicadores das leis assumirem suas posições e não delegarem para as promotorias a gestão da cidade de São Luís, do Estado do Maranhão.

    Que 2021 traga, acima de tudo, melhores instituições para salvaguardar nossa saúde, mas também a nossa liberdade!

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    TRUMP, BIDEN E SÃO LUÍS

     João Melo e Sousa Bentivi (*)

    Quando fui convidado para dirigir o setor ambiental de São Luís, obriguei-me a me qualificar e fiz um MBA em Gestão Ambiental, pela FGV. Nesse curso aprendi que o melhor ambientalista não é o que defende as grandes bandeiras mundiais, mas, exatamente, o que pensa e age ambientalmente na cozinha de sua casa.

    Essa introdução, a faço, por causa de uma pretensa discussão que tentou uma mistura indevida da campanha eleitoral de prefeito de São Luís, antes com a questão Bolsonaro e, agora, com a questão Trump x Biden.

    Em muitos casos, torcida política e de futebol se assemelham. Qual seria a explicação de minha paixão doentia pelo Flamengo? Não tendo eu nenhuma evidência científica, criei uma explicação supostamente genética: uma mutação gênica, há 33 gerações anteriores, criou um telômero rubro-negro, que será transmitido até que Jesus volte. Misturo nessa explicação a minha fé cristã, com a minha doença flamenguista e me dou por satisfeito.

    Todas as questões mundiais, principalmente no mundo globalizado, interessam a todos nós, dessa ilha. Aquecimento global, bolsas no mundo, vírus chinês. Massacre do povo venezuelano, vacina do covid, até Trump x Biden. Mas tudo isso se torna irrelevante, quando pensamos na multidão de problemas que assolam a ilha de São Luís e seu povo.

    Não é segredo que a saída de São Luís para o progresso poderia ser ideológica, porém muito antes de ser ideológica ela passa por competência, trabalho, honestidade e princípios familiares e cristãos.

    Já tentaram ideologizar a campanha, primeiro tentando qualificar o candidato Braide de nomeado por Bolsonaro. Não é segredo o meu bolsonarismo, mas pegaria muito mal, para mim, se o Eduardo Braide tivesse saído de seu gabinete, para pedir anuência ao presidente.
    A candidatura Eduardo Braide existe com ou sem a vontade do presidente Bolsonaro, mas como eu creio que o presidente ama São Luís, seria excelente que esse amor fosse viabilizado na administração de um homem correto e trabalhador: Eduardo Braide.

    O mesmo se passa com a questão Biden. Todos podem gostar ou não gostar da ainda não concluída vitória do Biden. Eu, quero confessar, estou muito puto com isso (desculpem a emoção!), mas antes de pensar no Biden, no Trump, na ONU, penso em São Luís.

    Faço uma metáfora baseada em minhas vivência em meio ambiente, conforme expliquei, no primeiro parágrafo: para ser o melhor cidadão para São Luís, não é necessário pensar em Trump, em Biden, em Lula, ou em Bolsonaro. Deve pensar e focar em São Luís, nos seus problema e nas suas soluções e caminhos.

    Trazer Trump ou Biden para nossas preferências é um fato naturalíssimo, sorrir com Biden ou chorar com Trump, dar parabéns ou não, está tudo nos conformes, no jargão, direito e operante.

    Agora, votar ou não votar em alguém, nesse pleito, em São Luís, com essa história de Trump e Biden, seria uma interferência patológica no pleito municipal. Um voto, em São Luís, determinado por uma discussão Trum x Biden é um voto de uma imbecilidade estratosférica.
    Finalmente, uma palavra para alguns bolsonaristas. A turma contrária a candidatura Eduardo Braide tentar atrapalhar a sua caminhada é um fato absolutamente compreensível e legítimo. Faz parte da lide eleitoral. Agora, um bolsonarista fazer parte dessa trupe, se acoleando com eles, é burrice explícita, ignorância de mundo. É se tornar um vil emissário de qualquer sátrapa de plantão.

    Direitista ou bolsonarista de respeito não dá ouvidos a qualquer canto de sereia corrompida. O dia 15 se aproxima, vamos tentar concluir tudo no dia 15. Você que se diz bolsonarista, por favor, não atrapalhe e ficar calado, em vez de ruminar tolices, é uma grande ajuda.
    Tenho dito.

    (*) Médico otorrinolaringologista, legista, jornalista, advogado, professor universitário, músico, poeta, escritor e doutor em Administração, pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.
    (**) Pode ser reproduzido, sem a anuência do autor, em qualquer plataforma de comunicação.

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    Presentes para São Luís

    No dia 8 de setembro São Luís chega aos 408 anos. Este ano, por causa da pandemia da Covid-19 e, ainda, em atendimento à legislação eleitoral, não teremos a tradicional semana de shows culturais. Contudo, como já é costume em minha gestão, celebraremos a data com uma série de inaugurações para presentear a cidade e a população.


    Já no próximo sábado (22) irei reinaugurar o Parque do Bom Menino, que passa por obras desde o fim do ano passado e será devolvido aos frequentadores totalmente reestruturado, oferecendo melhores condições para a prática de esportes, atividades culturais, de lazer e convivência. Após anos, este que é um dos espaços mais tradicionais da nossa cidade finalmente foi recuperado.

    O Estádio Municipal Nhozinho Santos está com as obras praticamente concluídas e será uma celebração dupla, pois ele completa 70 anos em outubro deste ano. O equipamento passou por reforma estrutural e foi totalmente modernizado pela primeira vez desde sua fundação. Da arquibancada ao gramado, passando pela iluminação entre outras melhorias que vão garantir mais conforto, segurança e acessibilidade, entregaremos um estádio novinho para os amantes do futebol que poderão voltar a acompanhar grandes competições no “Gigante da Vila Passos”.

    O Mercado das Tulhas (Feira da Praia Grande), que é um dos mais famosos pontos históricos e turísticos de São Luís, passa por reforma estrutural e será reaberto ao público na primeira quinzena de setembro. A obra é mais uma parceria da Prefeitura de São Luís com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e une três aspectos importantes: preservação do patrimônio histórico, fortalecimento do turismo e da economia local.

    O conjunto formado pela Praça João Lisboa, Largo do Carmo, Rua de Nazaré e entorno também está sendo totalmente reformado para a retomada das suas características originais. Todos os monumentos que compõem o sítio arquitetônico – estátua João Lisboa, busto do frei Carlos Olearo e o tradicional relógio – também estão sendo restaurados. Esta é mais uma obra em parceria com o Iphan e mais um presente que entregaremos durante as comemorações do aniversário de São Luís.

    Todas estas obras estão sendo executadas por meio do programa São Luís em Obras com o qual temos realizado importantes investimentos em infraestrutura por toda a cidade, desde o Centro à zona rural. São obras de asfaltamento, drenagem profunda, construção de pontes, novos acessos viários, intervenções de trânsito, reforma de espaços públicos, reformas de escolas e unidades de saúde, reforma e construção de praças entre outros que estão dando fim a problemas históricos dos bairros de São Luís.

    Pela primeira vez bairros como Alto da Esperança, Residencial 2000, Parque das Palmeiras e outros estão sendo urbanizados. Para quem mora nessas localidades e em todas as outras onde estamos trabalhando este é também um grande presente que iremos entregar.

    Ao longo da minha gestão sempre me preocupei em resolver os problemas da população, pois ao resolver os problemas de infraestrutura estamos cuidando das pessoas, que passam a ter melhores condições de viver. Ainda no meu primeiro mandato bairros como Residencial Paraíso, Vila Isabel e Pontal da Ilha foram totalmente urbanizados. Agora com o São Luís em Obras tenho a oportunidade de fazer o mesmo trabalho em muitos outros bairros. A zona rural, área Itaqui-Bacanga, polo Cidade Operária, a região do Santa Bárbara entre outros nunca receberam tantos investimentos como agora.

    São Luís está mais organizada, mais bem estruturada, com capacidade para superar crises e atrair investimentos que gerem emprego e renda. Os serviços públicos estão mais modernos e preparados para atender melhor à população com a reestruturação da rede municipal de saúde, das unidades de ensino, a profissionalização do sistema de limpeza urbana. Nossa rede de assistência social está melhor equipada e pela primeira vez passa a ter um Abrigo de Longa Permanência para Pessoas Idosas. A Prefeitura está com o equilíbrio fiscal restabelecido e as contas em dia.

    Esta é a São Luís que chega aos seus 408 anos, pronta para avançar cada vez mais. E até o fim do meu mandato continuarei trabalhando para garantir o desenvolvimento da nossa cidade e a qualidade de vida da nossa população.

    Edivaldo Holanda Junior
    Prefeito de São Luís

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