A UFMA, seu passado recente e o desprezo à ética na campanha eleitoral

*Natalino Salgado

Estamos encerrando uma campanha eleitoral para consulta à comunidade universitária que indicará os nomes para reitor e vice da UFMA. Quando decidi aceitar o desafio de disputar mais uma vez a reitoria da Universidade Federal do Maranhão, instado por um grupo que, como eu, devota por esta instituição enlevados sentimentos de dedicação ao serviço público, jamais imaginei que enfrentaria a sanha daqueles que se engalfinham pelo poder com desmesurada avidez, a ponto de violar, indiscriminadamente, espaços sagrados, como a própria estrutura familiar.

Os ataques às gestões que protagonizei se apegam a peças infundadas, com mero propósito de colocar-me na vala comum da enlameada política tradicional. Desconsideram até mesmo pareceres idôneos de instâncias máximas da instituição, como os Conselhos Superiores, colegiados que aprovaram todos os procedimentos das minhas administrações irrestritamente.

Imaginei disputar na planície das ideias, enfrentando os percalços inerentes às contendas, desembainhando as propostas mais relevantes no sentido da construção, evidenciando nosso propósito de colocar a instituição no patamar da excelência, ensejado por todos aqueles que a constituem. Jamais me preparei para enfrentar as posturas medonhas, as leviandades carreadas pelos que nada propõem além da demolição moral. Sempre considerei estas posturas em qualquer pleito como meras filigranas que colaboram para anuviar o processo.

Em 2007, iniciamos um processo de transformação da Universidade Federal do Maranhão jamais visto em toda sua história. Trabalhamos para ampliar a instituição em todos os sentidos, expandindo suas instalações física, seu alcance acadêmico, ampliando o campus para o continente e abrindo um leque de cursos de graduação, pós-graduação e amparo às atividades administrativas.

São inúmeros os avanços que podemos elencar neste período que a história com mão justa deve registrar independente dos desejos mesquinhos. Para fugir à acusação de cabotinismo barato, desviando das investidas adversárias, melhor não descrever em detalhes este irrefutável legado ou colocá-lo na merecida berlinda, embora seja esta uma postura paradoxalmente ao recomendado no período eleitoral.

Este legado lastreou nossa candidatura pelo grupo para o qual convergem os melhores propósitos para esta instituição. Entretanto, neste último quadriênio, desenhou-se uma curva decrescente em quase todos seus indicadores. Há, necessidade, da retomada da trilha vincada no passado recente que não me arvoro ser autor solitário. Sempre cri no trabalho coletivo e me mantenho fiel à ideia.

Nesta campanha, trilhamos caminhos que no passado construímos com esmero e dedicação. Na cruzada, não sucumbi à ética em nome da disputa pelo poder.  Estejam certos que, passada a contenda, seguirei defendo a ética com a mesma intensidade com que venho me postando na vida pública e privada.

Natalino Salgado é professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal do Maranhão, membro da Academia Maranhense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, e candidato a reitor na consulta prévia da UFMA.

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Neymar, bundas e hematomas

Autor: João Melo e Sousa Bentivi

Não, não vou elogiar o Neymar. Nesse  momento conturbado do pensamento nacional, qualquer tomada de posição pode gerar problemas, principalmente nesses assuntos atinentes com a sexualidade.

A minha análise se prenderá a um “tal laudo” de um “tal médico”, que determinou a existência de hematomas, na região glútea, de uma “tal garota”. De início, não era uma garota, mas uma cidadã, bem crescida e bem alimentada, se aproximando dos 30 anos.

Em qualquer livro de Medicina Legal tem uma explicação sobre perícias e documentos médico-legais. O “tal médico” não é um perito, o “tal laudo” nunca foi laudo, para ser uma perícia, portanto um auto ou um laudo, deveria ser feito por um perito e, não o sendo, teria que haver uma designação de uma autoridade competente, para algum com qualidade técnica fazê-lo.

A autoridade que pediu a “tal perícia” foi a “tal garota”, portanto a incompetência já está explícita; o “tal laudo” não passou de um simples atestado médico, que posso afirmar ser um atestado merda ou uma merda de atestado.

Ater-me-ei somente em um ponto: presença de hematomas e, pelo que pude entender, na região glútea da “tal garota”.

Uma descrição de uma lesão deve ter localização definida, limites e dimensões, pelo menos. Não teve nada disso.

Entender o que é hematoma é simples, qualquer pessoa pode entender: uma coleção de sangue, decorrente do extravasamento de um vaso calibroso, que não se difundiu pelas malhas teciduais, podendo ser superficial ou profundo.

As nádegas, região glútea, tem uma pele, um subcutâneo rico, uma aponeurose consistente com três folhetos e uma densa musculatura, destacando-se o glúteo máximo, médio, mínimo  e piramidal. As principais artérias são a artéria glútea superior, ramo da artéria ilíaca interna, que se anastomosa com a artéria femural lateral e ainda podem ser citadas as artérias isquiática e pudenda interna.

Essas artérias são protegidas por uma volumosa massa muscular, antes já descrita. No caso das nádegas da “tal garota”, pelas fotos circulantes, o que não lhe falta é fartura de glúteos e quanto mais fartos, mais difícil a lesão de um vaso grosso, calibroso.

Em verdade, nunca houve hematoma nenhum e o Neymar foi mesmo sacaneado, duramente sacaneado.

Para um desses vasos do bumbum da “tal garota” ser lesionado, nunca seria a base de palmadas ou unhadas, aliás, ouso dizer que palmada alguma causará hematoma nas nádegas, principalmente nádegas do quilate das nádegas da “tal garota”.

Pior ou melhor, ainda, se o agressor for um sujeito como o Neymar, com a compleição física do Neymar, poderia passar três dias batucando aquela bunda e nunca causaria um hematoma sequer.

Não posso dizer o que houve, naquela memorável noite de amor, tudo parece apontar que não faltou malandragem, mas posso dizer, sim, nunca existiu o tal hematoma.

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A felicidade da casa própria

Edivaldo Holanda Jr
Prefeito de São Luís

Um sonho se realiza para milhares de famílias em São Luís: a casa própria. A gestão Edivaldo Holanda Junior, em parceria com o programa “Minha Casa, Minha Vida”, celebra a entrega de mais de 16,5 mil unidades, que até hoje beneficiaram mais de 60 mil pessoas. Ainda há muito previsto para ser feito nesta área.

Cerca de 6 mil imóveis, entre os que estão prontos e em construção, ainda serão entregues. Nesta semana, 1.014 famílias contempladas com imóvel no conjunto habitacional Morada do Sol I estão visitando o residencial em mais uma etapa do processo de entrega. Outras 224 famílias assinaram contrato que assegura o recebimento dos apartamentos no Residencial Piancó VI.

A política habitacional de São Luís avança a passos firmes. Pensando nas fatias menos assistidas da população, Edivaldo lançou, ano passado, o Cadastro Habitacional de Interesse Social, uma nova base de dados para seleção de candidatos para aquisição de imóveis dos programas de habitação social.

São públicos prioritários do programa pessoas idosas, mulheres chefes de família, deficientes e pessoas em situação de vulnerabilidade social e moradores de áreas de risco. É o prefeito Edivaldo promovendo avanços na área da habitação, fazendo o que precisa ser feito para garantir mais qualidade de vida e cidadania para aqueles que mais precisam.

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Um Watergate maranhense?

Por Abdon Marinho*

O IDEÓLOGO do Comunismo, Karl Marx, disse – dentro, claro de um contexto maior –, que a história só se repete como farsa.

No início dos anos 70 do século passado, o presidente americano Richard Nixon foi envolvido em um escândalo de espionagem à sede do partido adversário, o Democrata. A partir de uma denúncia anônima dois jornalistas do The Washington Post, investigaram o assunto que passou à história como o “Caso Watergate”, em referência ao edifício onde se localizava a sede do partido espionado, o Democrata.

O escândalo culminou com a renúncia de Nixon. Antes, porém, na efervescência daqueles dias, o então presidente cunhou uma frase lapidar: “o inimigo é a imprensa”.

Pois é, quem diria que tanto tempo depois Marx, Nixon e a farsa fossem se encontrar no Maranhão? Parece uma piada de mau gosto.

Desde a “implantação” do governo comunista no nosso estado que se notícias de investigações (bisbilhotagem) contra os adversários políticos dos “donos do poder”.

Eram insinuações, sussurros que foram se amplificando e ganhando as ruas a ponto de às vésperas das eleições de 2018 um documento oficial da polícia estadual circular com um pedido para que os militares lotados no interior fizessem “levantamentos” sobre os posicionamentos políticos de lideranças.

Ainda para aquela eleição ouvi de alguém, aliado do governo comunista, que uma liderança que já tinha hipotecado apoio à sua candidatura fora “convencida” a mudar de posição após “conversa” com pessoas ligadas à Secretaria de Segurança ocorrida dentro do próprio palácio do governo.

Não dei crédito e até pensei que fosse um exagero político de estava vendo os votos minguarem à véspera da eleição. Onde já se viu autoridades republicanas chamarem lideranças políticas “em palácio” para ameaça-las para mudar de lado?

Custava-me ( e ainda custa) acreditar em tamanha degradação, isso apesar de tudo que assistimos – e das notícias que nos chegou –, dando conta de toda sorte abusos praticados por agentes do governo nas eleições de 2016.

Muitas delas, segundo dizem, “tomadas”, pelo governo estadual para os seus aliados.

Tudo que se imaginava sobre a espionagem que, supostamente, estaria ocorrendo no nosso estado – só registrando que uma das principais medidas do governo comunista foi melhor equipar os laboratórios de investigações criminais e de inteligência –, restou amplificado (ou confirmado) a partir do depoimento em juízo do ex-delegado Thiago Bardal e de um depoimento em carta e em áudio do delegado Ney Anderson.

Ainda que os acusem de criminosos ou “malucos”, suas palavras apenas reforçam (ou confirmam) aquilo que sempre foi a voz corrente das ruas.

Como dito noutras oportunidades, eram mais que reais uma possível bisbilhotagem da parte dos detentores do poder, mais de uma vez ouvi de amigos sinceros uma indagação: –– tu duvidas, Abdon, que não estejamos sendo sendo “escutados”?

Em um texto escrito no ano passado – ou em 2017 –, dizia ter curiosidade sobre que tipo de levantamento o serviço de “espionagem” teria feito a meu respeito. Talvez nenhum.

Pois bem, o que os delegados (ou ex-delegados, não sei a situação funcional de ambos) fizeram foi revelar um grave esquema de espionagem a figuras públicas do estado.

Segundo já dito pelos mesmos, diversos desembargadores – e seus familiares –, um senador da República, deputados estaduais e federais, todos espionados – e uma curiosidade, como se fazia noutros nefastos regimes totalitários, a espionagem, conforme denunciada, também teria recaído sobre “aliados”.

Alguém lembra da machadinha que alcançou Trotski?

Desde a primeira vez que tratei deste assunto que alerto para a gravidade destas denúncias – não apenas as recentes, mas aquelas que são ditas, insinuadas, inferidas, desde o começo do atual governo –, não sendo aceitável que em pleno século vinte um ainda vivamos sob o escrutínio de um “estado policial”.

Infelizmente, apenas agora as autoridades parecem “acordar” para a gravidade da situação e – como o TJMA e o senador Roberto Rocha –, passaram a cobrar providências junto as autoridades federais.

Antes, apesar do zunzunzum em todas as rodas, parecia – ou não davam crédito que suas esposas, filhos, pais, parentes ou aderentes e mesmo os próprios –, que nada estava acontecendo.

Outra curiosidade é que as autoridades maranhenses, a quem se imputavam tão graves acusações, fingiam que não deviam quaisquer satisfações à patuleia.

Apenas agora, após os supostos “bisbilhotados” cobrarem a apuração dos fatos ao Ministério da Justiça, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, tanto o secretário de segurança pública – e o governador, indiretamente –, aparecem de forma enviesada, para prestar esclarecimentos.

E, como dissemos anteriormente, apareceram ao velho estilo Nixon.

Junto com uma representação contra os delegados que denunciaram os supostos “malfeitos”, representaram contra os jornalistas que divulgaram as informações que lhes chegaram.

Quem disse que a imprensa não é a inimiga?

Em sendo verdade o que vem sendo posto – não apenas pelos delegados/denunciantes ou pelos jornalistas/blogueiros que cobriram o assunto, mas também pelo murmúrio das ruas, que são muitos e intensos desde muito tempo –, estaremos diante do mais grave atentado à democracia em nosso país, crimes que nem o ditadura militar ousou colocar em prática.

Diante de indícios é certo que o papel da polícia investigar.

Mas não estamos falando disso, até porque ao indício de qualquer crime, o papel da autoridade policial seria remeter os mesmos às instâncias judiciais competentes para que elas determinassem e/ou prosseguissem com as investigações em face das prerrogativas dos implicados.

Até onde se sabe, não foi o que aconteceu, pelo menos não se tem notícias de nada desta natureza.

Então, estamos falando de crime, de bisbilhotagem criminosa, escutas clandestinas, desvirtuamento da função estatal.

Qual o objetivo disso? Chantagear os desembargadores e seus familiares? Chantagear os políticos? Quem tinha (ou tem) interesse neste tipo de procedimento criminoso? Tais fatos, se ocorreram, foi à revelia do governador ou foi uma missão transmitida aos criminosos por quem estava acima na cadeia de comando?

Como disse, são fatos de gravidade ímpar a reclamar uma investigação célere e completa, capaz de aferir as responsabilidades de cada um (se existentes), com punições, igualmente, exemplares.

O Supremo Tribunal Federal ou o Conselho Nacional de Justiça ou mesmo a Procuradoria-Geral da República ou todos, pela gravidade dos fatos relatados, precisam colocar ao encargo da Polícia Federal a responsabilidade de tal investigação.

Faz-se necessário, anda, que se garanta aos delegados – e a quantos mais souberem dos fatos e puderem provar –, os benefícios da colaboração premiada.

É medida urgente que se impõe.

Noutra quadra, é de soar estranho que o governador do estado, que tanto fala em democracia para o público externo, diante de fatos tão graves e que não estão na pauta apenas agora – , mas que vêm de longe –, se não tem nada com os mesmos, até o momento não tenha tomado quaisquer providências no sentido de apurar – e fazer cessar a nuvem de suspeitas –, e punir os responsáveis. Muito pelo contrário, o que sabe é que devota toda confiança naqueles que, segundo as denúncias, estariam implicados nas práticas delituosas.

O que dizer? A história recente comprova que Stálin sentou-se e participou dos esforços de guerra com os aliados para livrar o mundo do pesadelo nazista, enquanto ele mesmo mantinha uma máquina de destruição similar ou mais eficiente que a de Hittler.

Quem disse que a história não se repete como farsa?

*Abdon Marinho é advogado.

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Cidade empreendedora

Edivaldo Holanda Júnior

Prefeito de São Luís

No domingo anterior escrevi aqui neste espaço sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estratégia que alia o incentivo ao empreendedorismo no campo à promoção do acesso da população vulnerável socialmente a uma alimentação saudável. O estímulo à cultura empreendedora promovido pela minha gestão vai muito além, constituindo um leque de boas práticas com efeito muito positivo no que diz respeito às oportunidades para trabalhadores e trabalhadoras de São Luís afetados pela crise e o desemprego que assolam o país. Por meio dessas nossas iniciativas, esses homens e mulheres estão descobrindo novos rumos e transformando suas vidas e das suas famílias.

Além do PAA, programa pelo qual recebi em 2017 o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, a Prefeitura de São Luís também desenvolve outras ações de incentivo ao empreendedorismo, como a Feirinha São Luís, iniciativa criada na minha gestão que reúne aos domingos na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico, barracas com vendas de comida típica, artesanato, produtos agroecológicos produzidos na zona rural da nossa cidade, foodtrucks e muito outros, aquecendo todo o comércio da região. Pelo seu sucesso, também conquistei, em 2018, em âmbito estadual, o prêmio Prefeito Empreendedor, e no próximo mês concorro na etapa nacional da premiação, cuja solenidade será em Brasília.

As nossas ações, contudo, não se restringem a atividade fim de empreendedorismo. Trabalhamos também para desburocratizar, simplificar e agilizar os processos de abertura, formalização e baixa de empresas, o que muitas vezes antes era um entrave para quem sonhava em abrir ou impulsionar o próprio negócio. Por meio da Sala do Empreendedor, que funciona nas instalações do Centro de Trabalho e Cidadania – Casa Brasil, no Anjo da Guarda, o cidadão encontra todo o suporte, com orientação e capacitação, para se tornar um microempreendedor. Nessa semana, as atividades nesse espaço foram intensificadas com a Semana do Microempreendedor Individual (MEI), que ofereceu uma vasta programação de incentivo da área, com oficinas, palestras e orientações técnicas.

O estímulo do setor ocorre também por meio de atividades executadas diretamente nos bairros da nossa cidade, como por exemplo o Todos Por São Luís. O programa oferece, entre outros serviços, capacitações em diversas áreas e oficinas como de comida típica, bombons, origami, produção de pães, doces e salgados, informática básica, confecção de bonecas de pano, customização, etc. Esse aprendizado se transforma em uma atividade que proporciona fonte de renda, também fomentando o empreendedorismo.

Esses esforços e todo o conjunto de ações da Prefeitura de São Luís para encorajar o desenvolvimento da cultura empreendedora na capital maranhense tem contribuído para a redução da escassez de renda e do desemprego – queda média de 2,7% em 2018 em comparação com 2017 -, o crescimento quantitativo de trabalhadores formais de micro, pequenas e médias empresas – expansão de 1,%; 0,3% e 7,6%, respectivamente, de 2016 para 2017 -, a promoção do desenvolvimento econômico sustentável local, entre outros ganhos. O que antes parecia apenas um sonho distante para o trabalhador informal ou mesmo quem não possuía um negócio, agora está virando realidade.

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Do campo para a mesa

Edivaldo Holanda Junior
Prefeito de São Luís
De um lado estão os agricultores familiares, que precisam escoar a sua produção do campo, e de outro as pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social, que precisam do apoio do poder público para ter a garantia, entre outros, do acesso a alimentos. Para conseguir atender essas duas necessidades, a minha gestão tem fortalecido o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), implantado em São Luís desde 2015 e que já soma mais de 600 toneladas de alimentos distribuídos, alcançando cerca de 74 mil famílias ludovinceses. A ação tem impulsionado uma cadeia de boas práticas na cidade, das alimentares e nutricionais até as de cultivo, cooperativismo e de geração de emprego e renda.
O programa, criado pelo Governo Federal e executado pela Prefeitura de São Luís, é atualmente uma das principais ações de estímulo à agricultura familiar na capital maranhense, setor que, em 2013, quando assumi o mandato pela primeira vez, encontrava-se desestimulado pela falta de apoio. Resultado dessa negligência, muitos dos pequenos produtores da nossa Ilha migraram para outras atividades econômicas, quando muito produziam era apenas para a subsistência. Com a implantação e expansão do Programa de Aquisição de Alimentos, além das nossas outras inúmeras ações voltadas para a zona rural, sem dúvida a região vive um novo momento.
A dinâmica do PAA assegura que os produtores de 24 polos agrícolas da Ilha cadastrados tenham garantida a compra da sua produção, tais como frutas das mais diversas, variedades de legumes, hortaliças e os produtos do extrativismo, tais como mel, polpa de frutas, farinha, coco, entre outros. Para que essa produção se mantenha e continue sendo ampliada, temos investido, em articulação com governos Estadual e Federal, em maquinários, doação de sementes, capacitação dos agricultores e dado o apoio necessário ao transporte e comercialização. Com isso, feiras, mercados e até supermercados de São Luís já são abastecidos também com a produção de hortifruti local, passando a população a consumir o que é produzido na nossa própria cidade.
Os produtos de alto teor nutritivo também são distribuídos aos beneficiários inscritos em instituições sociosassistenciais – que trabalham com populações em situação de vulnerabilidade social, em especial o segmentado em risco de insegurança alimentar e nutricional -, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). O PAA é, portanto, uma importante ação de combate à fome, problema enfrentado no país que exige um olhar sempre muito atento e sensível dos gestores. Aqui, estamos empenhados para que cada mãe e pai tenha a tranquilidade de ter a refeição para os seus filhos e toda a família. Além disso, toda a produção adquirida dos agricultores é também destinada à equipamentos municipais como o Hospital da Criança e o Hospital da Mulher, reforçando assim o cardápio nutricional dessas unidades municipais de saúde.
As histórias de desenvolvimento social, econômico e humano mostram por si só o êxito do programa em São Luís, o que me garantiu, em 2017, Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. A iniciativa se junta a outras ações executadas pela minha gestão de revitalização da zona rural, como a Escola Familiar Rural, que estimula a política de fixação da população no campo, aliada com a inclusão social; e a Feirinha São Luís e as feiras livres, que comercializam produtos advindos da região. A nossa meta é de continuar ampliando o PAA e toda a rede de iniciativas de impacto positivo na vida de quem trabalha no campo e na vida das pessoas carentes, construindo um futuro melhor para todos da nossa cidade.

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O avanço da moradia em São Luís

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Ter um local digno para morar é a segurança de mais estabilidade social para as famílias. Em todo o país, o déficit habitacional – histórico, diga-se – mantém-se elevado na medida em que se agravam problemas como o desemprego e a perda de renda da população, só para citar algumas causas. E a fatia da população mais atingida pela falta de moradia é a de menor poder aquisitivo, apesar dos avanços com os programas de habitação de interesse social.

Em São Luís, desde 2013, quando assumi o primeiro mandato como prefeito da nossa cidade, venho trabalhando incansavelmente para reduzir o déficit habitacional por meio do fortalecimento de duas ações: construção de habitação de interesse social por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e a regularização imobiliária de famílias que há décadas moram em imóveis ocupados. Nessa semana demos mais uns passos para seguir avançando nesse compromisso com a população.

Na sexta-feira (10) realizamos mais um sorteio de endereços para 1.414 famílias sorteadas com casas do Residencial Morada do Sol I, localizado no bairro Maracanã. As unidades têm sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, além de área de lazer, guarita e quadra esportiva. A nossa gestão chega a um número de mais de 16 mil imóveis entregues, beneficiando cerca de 60 mil pessoas. Com a entrega de mais esse lote de imóveis, o que deve ocorrer em breve, continuamos realizando o sonho da casa própria e transformando a vida de milhares de famílias que antes não tinham um lar, pagavam aluguel, moravam de favor em casa de parentes ou viviam em locais que não ofereciam condições dignas de moradia.

Em minha gestão, São Luís está presenciando o desenvolvimento do maior programa habitacional da cidade, e os avanços vão continuar. Desde o ano passado, quando lancei o novo Cadastro Habitacional de Interesse Social, modernizamos o sistema, atualizamos o banco de dados e facilitamos o acesso das pessoas ao benefício. Ao todo, a expectativa é de ainda na minha gestão entregar as chaves de cerca de 6 mil moradias, sendo estas de residenciais que estão em fase de construção ou já aguardando para serem entregues.

Durante a semana também assinamos com o Governo do Estado termo de cooperação para a regularização fundiária em áreas urbanas de São Luís. É uma ação que atende outra demanda de moradia na capital, a de pessoas que residem em áreas que ainda não têm o direito legal sob a propriedade. Somente nessa etapa, mais 3 mil famílias do Santa Cruz serão contempladas com o título de posse, documento que lhes garantirá o direito social e reduzirá as desigualdades em diversos âmbitos.

Somente com o nosso programa municipal Minha Casa Legal, mais de 8 mil títulos de terra foram entregues no meu primeiro mandato para famílias de áreas como Coroadinho, Vila Mauro Fecury I e II, Vila Nova, entre outros bairros. Títulos de propriedade também deverão ser entregues para milhares de famílias da área de sesmaria – trecho que compreende do Centro até o Anil, alcançado cerca de 50 bairros de São Luís, em uma ação conjunta da Prefeitura de São Luís e o poder Judiciário, por meio da Corregedoria Geral de Justiça.

A entrega de imóveis para famílias de baixa renda, a regularização imobiliária e fundiária e todas as demais ações da Prefeitura de São Luís que contribuem para a redução do déficit de moradias são importantes instrumentos para garantir a cidadania e os direitos dos habitantes da cidade. Eu e minha equipe seguiremos empenhados para que mais e mais ludovicenses possam ter a tranquilidade de viverem com as suas famílias em uma moradia com as condições adequadas ao desenvolvimento de todos.

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Ministério mais difícil

João Melo e Sousa Bentivi

Nunca foi tão difícil governar como agora, no Brasil. O presidente Bolsonaro e seus ministros são analisados com lupa, pela esquerdalhada. Aliás, esses esquerdofrênicos que dominaram o Brasil, por quase duas décadas e quase o destruíram, sabem, como ninguém, criticar e, muito mais ainda, mentir. Não dão tréguas e o Brasil, no desejo deles, que se lasque!
O ensino brasileiro é uma lástima e não é culpa do Bolsonaro, tampouco falta de recursos. O Brasil gasta 6% do PIB em educação, mais que a maioria dos países desenvolvidos e com um resultado pífio.
Olhemos só para as universidades públicas e aí o buraco é maior. Uma pergunta é salutar: o desenvolvimento tecnológico, industrial e social do Brasil, nasceu nas universidades públicas? Um exemplo de sucesso aqui e acolá, o resto e necas de catibiriba.
Mas em um quesito ela é imbatível: na pregação e adoecimento ideológico da nossa juventude. Tenho exemplo perto de mim, junto a mim.
Sou de uma família numerosa e há muito ultrapassamos os três dígitos em “Bentivis”, mas fui o pioneiro em tudo, primeiro formado, primeiro doutor, primeiro automóvel, etc. (nada de orgulho tolo, porém realidade inapagável). Temos vários grupos de zap e, evidente, que sempre haverá postagens de cunho ideológico.
Tudo muito bem, desde que, por exemplo, não se diga que Lula é bandido. Depois de vários episódios desagradáveis, tomei a decisão de me posicionar ideologicamente somente em minhas páginas e no meu blog. A reação esquerdopata dentro da família foi mordaz, ferina e violenta. Confesso, tive medo e impus-me a um “silêncio obsequioso”.
A esquerdopatia é uma doença que desconhece relações, afetividade, hierarquia, respeito aos mais velhos, às crenças religiosas e outras coisitas mais, tão relevantes para a chamada direita e que construíram a sociedade. O modus operandi esquerdopata é a destruição de valores, de crenças e da família, sendo a nossa universidade é o maior celeiro dessa nocividade.
Durante muito tempo tive receio de dizer essas verdades, até mesmo por uma autocensura. Dei um basta no medo e resolvi adentrar, novamente, no ringue. E tenho história que a maior parte desses vagabundos de esquerda jamais terão.
Na adolescência líder estudantil, na universidade ativista, na Residência Médica, fundei e fui vice-presidente de uma das primeiras associações de médicos residentes, no Rio de janeiro e no Brasil. Como profissional, fui líder de classe, fundador do Sindicato dos Médicos do Maranhão, quando isso era quase um crime hediondo, fui preso durante a ditadura e nunca abdiquei dos meus valores.
Passei pelo parlamente e pelo executivo e desafio a qualquer um que encontre um senão na minha conduta. Sou o único jornalista, com quase 40 anos de militância que palmilhou no antisarneisismo com coragem e determinação, sem um minuto de transigência, também sem irresponsabilidade.
Há algum tempo não digo uma só palavra contra o Sarney e tenho razões para isso: uma boa parte dos atuais detratores do sarneisismo fez carreira, fortuna e fama lambendo as botas do velho cacique. Agora, esses pérfidos vagabundos jogam pedra, no seu antigo senhor e dono. Vagabundos, sim, e posso nominá-los um a um.
Voltando às universidades públicas e ao ministro Abraham Weintraub. O ministro está absolutamente correto em mexer nesse vespeiro ideológico chamado universidade pública e não vai resolver o problema. A pregação esquerdopata já existe há dezenas de anos, revigorou-se nos quatro governos quadrilheiros do PT. Precisamos de, pelo menos vinte anos, para uma relativa cura
O ministro necessita de nosso apoio, as pancadas serão descomunais e nós, brasileiros conscientes, não podemos deixá-lo só. Eu sou quase nada, mas no limite de minhas possibilidades, sou tudo. Não sei o tamanho desse limite, mas trabalharei no meu limite, para o bem de minha pátria.
Tenho dito.
Em tempo: os vagabundos deram uma trégua para a ministra Damares Alves. Acho que foi jejum e oração. Xô satanás!

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Dia D de vacinação

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

A manutenção da saúde pública é, sem dúvida, um dos principais desafios dos gestores de todo o país. Na contramão dos investimentos federais, que só reduzem repasses aos estados e municípios – motivado em grande parte pela crise que o Brasil enfrenta nos últimos anos -, as demandas nas unidades de saúde e hospitais não param de crescer. Para amenizar os problemas no atendimento que há décadas vêm sendo enfrentados na área, é imprescindível que cada cidade esteja empenhada em garantir a atenção básica ao cidadão, e nesse contexto a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção da ocorrência de doenças.

Ontem, em São Luís, um grande número de profissionais da nossa rede municipal de saúde passou o dia mobilizado para conseguir o maior número de adesão do público-alvo da campanha de vacinação contra gripe. Já havíamos realizado no dia 13 do mês passado o Dia D Municipal de Vacinação Contra a Gripe, e ontem, Dia D Nacional, estivemos novamente, em horário excepcional, em todas as unidades de saúde da cidade com salas de imunização, além de postos de vacinação em shoppings, facilitando o acesso da população.

O público-alvo da campanha são pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, populações indígenas, portadores de doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Para conseguir atingir a meta vacinal, a Prefeitura de São Luís tem adotado diversas estratégias, incluindo ampla divulgação para estimular o público-alvo, vacinação de alunos dentro da faixa-etária prevista na campanha em escolas públicas da rede municipal de ensino e implantação de unidades volantes em quatro dos principais shoppings da capital maranhense. A meta estabelecida para São Luís é de imunizar 254.958 pessoas até 31 de maio, quando encerra a campanha nacional. É importante que todos para quem a campanha é direcionada procurem o posto mais próximo de casa com a carteirinha de vacinação e um documento de identificação.

Mais do que somente a prevenção individual, o cidadão ao se vacinar está contribuindo para a diminuição de casos de doenças em São Luís, sendo a influenza ou as demais patologias com imunizações disponíveis em nossos postos de saúde. A gripe, por exemplo, é responsável atualmente por um número significativo das internações nos hospitais, o que acaba contribuindo para aumentar a demanda por atendimento nas unidades básicas de saúde, acarretando uma série de problemas, como a demora

no atendimento e a sobrecarga dos profissionais da área. Além disso, também provoca o aumento nos gastos com medicamentos, em tempos em que os recursos financeiros são bem restritos. O ditado “é melhor prevenir do que remediar” é bastante assertivo no contexto de dificuldades em que o país se encontra atualmente.

O trabalho preventivo, de um modo geral, é, portanto, fator fundamental para transformar o sistema público de saúde. É necessário que cada gestor tenha o compromisso de oferecer essa rotina de serviços ao cidadão em suas cidades, até para também não sobrecarregar os grandes centros populacionais e os hospitais de alta e média complexidade com pacientes já com doenças em estágios evoluídos ou até irreversíveis. Aqui, em São Luís, temos um trabalho contínuo de atenção básica, de acompanhamento e orientação para os cuidados com a saúde. Tudo para levar mais bem-estar e qualidade de vida para a população.

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Cuidar das calçadas

Por Roberto Veloso

Em todo o planeta as calçadas são destinadas às pessoas. A recordação dos vizinhos sentados às portas conversando ao final da tarde, das crianças brincando e dos trabalhadores e estudantes voltando para casa é maravilhosa, mas parece que nos dias atuais essas práticas estão cada dia mais difícil, seja pela violência cotidiana seja pelo completo desnivelamento entre as calçadas das residências e dos prédios.

Quanto romantismo existe nas pequenas cidades espalhadas pelo Brasil afora, quando, ao final da tarde, as pessoas podiam conversar sentadas em cadeiras nas calçadas, esperando o chegar da noite para jantarem e se recolherem. Mais ainda nas serenatas, com as moças nas janelas e os rapazes a cantarolarem canções de amor.Agora, tudo se transformou. Não se vê mais ninguém conversando nas calçadas. Todos estão trancados e protegidos por grades. Trocar ideias nas portas é algo inimaginável, perigoso, risco de ser assaltado a qualquer momento. Serenata é sonho de um divagador solitário. Não existem janelas abertas para a rua e as casas são verdadeiras fortalezas. Nos edifícios de apartamentos, o apaixonado corre o risco de ser preso por importunar o sossego público ou ser assaltado.

Quando criança e adolescente, eu ia para o colégio a pé, conhecia cada pedaço do caminho e seus moradores. Chegava ainda a tempo de almoçar com meus pais. Hoje, não mais quem tenha tranquilidade de mandar o filho a pé para a escola, foi-se o tempo.

Onde se pode caminhar não há um padrão de calçada, alguém com deficiência não consegue se locomover diante dos altos e baixos. A cidade perde em beleza e mobilidade. As pessoas disputam o espaço com os veículos nas ruas porque as calçadas estão intrafegáveis para os pedestres as pessoas.

Quem vai a Brasília sente falta de calçadas. Os eixos rodoviário e monumental não as possuem. Os eixinhos também são pobres em calçadas. O pedestre sofre. Das superquadras para se chegar ao Conjunto Nacional, que é um centro de compras, somente andando por cima da grama. O concreto da cidade contrasta com os sapatos sujos de barro, em qualquer época do ano.

Mas, por incrível que pareça, o problema não é exclusivo de Brasília. Andar em São Luís também está cada vez mais difícil. Tanto pela insegurança quanto pela ausência de calçadas em padrão compatível com o deslocamento de pessoas a pé. Chegar a qualquer das praias andando é uma verdadeira aventura. Não há calçadas a partir das principais avenidas.

Assim, não se pode chegar à outra conclusão senão a de que as cidades estão cada vez mais preocupadas com a mobilidade dos automóveis. O trânsito está cada vez mais caótico, e a impaciência das pessoas gera brigas e mortes. Triste situação.

A falta de cuidado com as calçadas está criando problemas para a saúde, porque a caminhada previne inúmeras doenças, a exemplo da diabetes, pressão alta e obesidade. Além disso, a calçada é lugar de se fazer amizades e conhecer novas pessoas. Se todos estão trancados ou se deslocando em veículos, é impossível interagir.

Jair Alves, ex-morador de rua, escreveu uma bela poesia intitulada “Velha Calçada”: Na velha calçada/Da rua das flores/ A calçada velha/Dos velhos amores/Arrancaram as pedras/ Quebraram mosaicos/Na calçada velha/Hoje é só buraco.

Sendo a calçada um local destinado à mobilidade urbana e à convivência fraterna deve ser cuidada como um fator de saúde pública. Cuidar devidamente dela é dever de todos, para o bem de toda a coletividade.

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Prêmio Baobá de Literatura

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Seja qual for a área de atuação, ver uma pessoa dedicada ao seu dom é sempre muito inspirador. Quando esse talento é o de transformar a vida de milhares de crianças, despertando o amor pela leitura, essa admiração transcende. A nossa rede municipal de ensino está repleta de histórias assim, como das educadoras Sinara, Rosângela, Raíssa e Luciane, que se dedicam a mostrar o mundo para nossos meninos e meninas por meio dos livros. A entrega de cada uma delas a essa missão resultou em um reconhecimento nacional, com o recebimento do Prêmio Baobá de Literatura, neste fim de semana, em São Paulo, com o projeto de contação de histórias criado na nossa gestão.

A ação premiada tem a proposta de incentivar a leitura – com a atuação de professoras especializadas em literatura infantil -, de resgatar e valorizar os autores maranhenses e de promover a cultura local. Um dos diferenciais do trabalho é de apresentar esse universo dos livros por meio da contação de histórias, que estimula o lúdico das crianças. O projeto é ainda mais fascinante por ter uma integrante deficiente auditiva, que faz a contação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), mais uma das nossas ações de educação inclusiva. Toda a iniciativa percorre as escolas da nossa rede e, por onde passa, leva encantamento e mostra um novo horizonte para os estudantes.

Com o trabalho das contadoras e de tantos outros educadores comprometidos com o ensino de São Luís, estamos formando uma geração de crianças que apreciam a leitura. É um trabalho fundamental para o desenvolvimento infantil, tanto educacional como também emocional, social e cognitivo, contribuindo para a descoberta de novas habilidades, aumento do vocabulário, da imaginação e da criatividade. A leitura abre as portas do conhecimento e conduz a um futuro de oportunidades.  É como uma semente plantada agora que renderá como fruto, daqui alguns anos, adultos mais engajados, qualificados e com uma visão muito mais apurada e crítica do mundo. A mim, como gestor, aos professores e aos pais e responsáveis pelas crianças cabe influenciar de maneira positiva nesse processo de formação de cidadãos.

Sabemos da importância da leitura para os nossos pequeninos lidarem com esse mundo de descobertas e transformações, e é nesse contexto que destacamos algumas ações da nossa gestão para o fomento da atividade, como a implantação das minibibliotecas, dos cantinhos da leitura e do programa Biblioteca Móvel (Giroteca com acervos físico e on-line), além da Feira do Livro, maior evento literário do Maranhão, realizado anualmente pela Prefeitura de São Luís, e que mobiliza milhares de pessoas de todas as idades. Aqui, no lugar de tentar competir com o mundo de redes sociais de ferramentas digitais, usamos essas novas plataformas a nosso favor e ainda oferecemos todos os demais recursos necessários para que o hábito de ler seja ainda mais agradável e atraente.

Esse conhecimento que é adquirido também por meio da leitura é o maior legado que se pode deixar para a vida das nossas crianças, pois é o que vai acompanhá-las para o resto de suas vidas. Por isso, agradeço pela dedicação e sensibilidade da Sinara, Rosângela, Raíssa, Luciane e de todos os educadores da rede municipal de ensino de São Luís que nos ajudam a transformar os rumos da história de milhares de meninos e meninas todos os dias, abrindo portas para novas experiências, aventuras, imaginação, criatividade e, sem dúvida, um futuro melhor e menos desigual.

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A consciência necessária

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Fazer a gestão dos resíduos sólidos não é uma tarefa fácil, sobretudo em um momento no qual, além da implantação de políticas públicas profissionais e eficientes, faz-se necessária a urgente mudança no padrão cultural do nosso relacionamento com o lixo que produzimos. Este tem sido um grande desafio no mundo inteiro, pois se de um lado temos o aumento do contingente populacional nas cidades, conjugado com o aumento do consumo de produtos, de outro lado temos a diminuição dos espaços para armazenar todo o lixo produzido. Diante deste problema urbano, desde minha primeira gestão assumi a responsabilidade de superar todos os desafios necessários para fazer de São Luís uma cidade que cumpre as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que não acontecia até então, bem como a preservação dos nossos recursos naturais.

Em São Luís, fizemos todos os estudos necessários, elaboramos um planejamento estratégico não somente operacional, mas também no sentido de otimização dos recursos financeiros investidos. Uma dessas ações foi a desativação do Aterro da Ribeira, ainda em 2015, que há muitos anos funcionava como um lixão a céu aberto, trazendo inúmeros problemas para a cidade e era um gargalo antigo para a administração municipal. Após, iniciamos a operação de um dos aterros sanitários mais modernos do país e estabelecemos programas de coleta seletiva e educação ambiental focado na promoção desta mudança cultural em relação ao lixo.

O marco para esta mudança cultural em curso foi a implantação da política dos Ecopontos. Já são 12 equipamentos em operação, e a nossa meta é atingir 30 até o fim da gestão. Com isso, passamos a figurar um grupo pequeno de cidades brasileiras onde a população tem acesso a uma política pública de incentivo à coleta seletiva.

Os Ecopontos foram pensados como um espaço onde cada cidadão pode descartar voluntariamente todos os resíduos recicláveis produzidos em sua residência e, a partir desta entrega, compreender sua responsabilidade na manutenção da limpeza da cidade e aprender a fazer o manejo ambientalmente adequado do resíduo que produz.

Esta política garante diversas melhorias para toda a cidade. A primeira delas é o fim dos pontos de descarte irregular nos bairros, já que o Ecoponto é prioritariamente construído em áreas com esta característica. Com menos lixo descartado irregularmente nas ruas temos menos transtornos como pontos de acúmulo de água causados pelo entupimento de bueiros e galerias pelo lixo. Com isso, reduzimos também problemas de saúde pública. O meio ambiente também sofre menos com os impactos do descarte irregular.

Para que nossa população entenda a importância social, econômica e ambiental do resíduo sólido urbano, estamos todos os dias nas escolas e nas comunidades informando a população sobre a importância do uso dos Ecopontos, sobre o manejo adequado do resíduo doméstico e sobre a importância da coleta seletiva e reciclagem, através do programa de Educação Ambiental da Limpeza Urbana “Cidadão Limpeza, Cidade Beleza”.

O nosso esforço na implantação destes equipamentos aliado à maior consciência da nossa população gera ainda a melhoria das condições de trabalho e de vida dos catadores de materiais recicláveis. Eles recebem direto em suas cooperativas tudo aquilo que antes ia para o lixo e agora é entregue nos Ecopontos. Dessa forma, conseguimos aumentar a renda destes profissionais e ainda gerar mais emprego, pois a cada novo Ecoponto entregue aumenta o volume de resíduos coletados e encaminhados às cooperativas, que precisam agregar novos profissionais. Assim fechamos também um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e fortalecimento da economia circular.

Anunciamos mais investimentos para o fortalecimento da gestão profissional dos resíduos sólidos urbanos em São Luís, como galpões de triagem de resíduos para as cooperativas de reciclagem, a construção de uma usina de beneficiamento dos resíduos da construção civil, Pátio da compostagem para os resíduos orgânicos e em breve mais duas novidades: disponibilizaremos um aplicativo digital para facilitar a comunicação dos munícipes com os serviços de Limpeza Urbana, além de auxiliar o processo de fiscalização daqueles que descumprem as legislações vigentes, e daremos início à coleta seletiva voluntária porta a porta.

Os desafios ainda são muitos, sabemos, mas seguimos enfrentando cada um deles e ampliando nossas políticas de limpeza urbana para a população, pois entendemos que investir em uma gestão profissional e ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é, acima de tudo, uma forma de cuidar das pessoas.

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