Cidade empreendedora

Edivaldo Holanda Júnior

Prefeito de São Luís

No domingo anterior escrevi aqui neste espaço sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estratégia que alia o incentivo ao empreendedorismo no campo à promoção do acesso da população vulnerável socialmente a uma alimentação saudável. O estímulo à cultura empreendedora promovido pela minha gestão vai muito além, constituindo um leque de boas práticas com efeito muito positivo no que diz respeito às oportunidades para trabalhadores e trabalhadoras de São Luís afetados pela crise e o desemprego que assolam o país. Por meio dessas nossas iniciativas, esses homens e mulheres estão descobrindo novos rumos e transformando suas vidas e das suas famílias.

Além do PAA, programa pelo qual recebi em 2017 o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, a Prefeitura de São Luís também desenvolve outras ações de incentivo ao empreendedorismo, como a Feirinha São Luís, iniciativa criada na minha gestão que reúne aos domingos na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico, barracas com vendas de comida típica, artesanato, produtos agroecológicos produzidos na zona rural da nossa cidade, foodtrucks e muito outros, aquecendo todo o comércio da região. Pelo seu sucesso, também conquistei, em 2018, em âmbito estadual, o prêmio Prefeito Empreendedor, e no próximo mês concorro na etapa nacional da premiação, cuja solenidade será em Brasília.

As nossas ações, contudo, não se restringem a atividade fim de empreendedorismo. Trabalhamos também para desburocratizar, simplificar e agilizar os processos de abertura, formalização e baixa de empresas, o que muitas vezes antes era um entrave para quem sonhava em abrir ou impulsionar o próprio negócio. Por meio da Sala do Empreendedor, que funciona nas instalações do Centro de Trabalho e Cidadania – Casa Brasil, no Anjo da Guarda, o cidadão encontra todo o suporte, com orientação e capacitação, para se tornar um microempreendedor. Nessa semana, as atividades nesse espaço foram intensificadas com a Semana do Microempreendedor Individual (MEI), que ofereceu uma vasta programação de incentivo da área, com oficinas, palestras e orientações técnicas.

O estímulo do setor ocorre também por meio de atividades executadas diretamente nos bairros da nossa cidade, como por exemplo o Todos Por São Luís. O programa oferece, entre outros serviços, capacitações em diversas áreas e oficinas como de comida típica, bombons, origami, produção de pães, doces e salgados, informática básica, confecção de bonecas de pano, customização, etc. Esse aprendizado se transforma em uma atividade que proporciona fonte de renda, também fomentando o empreendedorismo.

Esses esforços e todo o conjunto de ações da Prefeitura de São Luís para encorajar o desenvolvimento da cultura empreendedora na capital maranhense tem contribuído para a redução da escassez de renda e do desemprego – queda média de 2,7% em 2018 em comparação com 2017 -, o crescimento quantitativo de trabalhadores formais de micro, pequenas e médias empresas – expansão de 1,%; 0,3% e 7,6%, respectivamente, de 2016 para 2017 -, a promoção do desenvolvimento econômico sustentável local, entre outros ganhos. O que antes parecia apenas um sonho distante para o trabalhador informal ou mesmo quem não possuía um negócio, agora está virando realidade.

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Do campo para a mesa

Edivaldo Holanda Junior
Prefeito de São Luís
De um lado estão os agricultores familiares, que precisam escoar a sua produção do campo, e de outro as pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social, que precisam do apoio do poder público para ter a garantia, entre outros, do acesso a alimentos. Para conseguir atender essas duas necessidades, a minha gestão tem fortalecido o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), implantado em São Luís desde 2015 e que já soma mais de 600 toneladas de alimentos distribuídos, alcançando cerca de 74 mil famílias ludovinceses. A ação tem impulsionado uma cadeia de boas práticas na cidade, das alimentares e nutricionais até as de cultivo, cooperativismo e de geração de emprego e renda.
O programa, criado pelo Governo Federal e executado pela Prefeitura de São Luís, é atualmente uma das principais ações de estímulo à agricultura familiar na capital maranhense, setor que, em 2013, quando assumi o mandato pela primeira vez, encontrava-se desestimulado pela falta de apoio. Resultado dessa negligência, muitos dos pequenos produtores da nossa Ilha migraram para outras atividades econômicas, quando muito produziam era apenas para a subsistência. Com a implantação e expansão do Programa de Aquisição de Alimentos, além das nossas outras inúmeras ações voltadas para a zona rural, sem dúvida a região vive um novo momento.
A dinâmica do PAA assegura que os produtores de 24 polos agrícolas da Ilha cadastrados tenham garantida a compra da sua produção, tais como frutas das mais diversas, variedades de legumes, hortaliças e os produtos do extrativismo, tais como mel, polpa de frutas, farinha, coco, entre outros. Para que essa produção se mantenha e continue sendo ampliada, temos investido, em articulação com governos Estadual e Federal, em maquinários, doação de sementes, capacitação dos agricultores e dado o apoio necessário ao transporte e comercialização. Com isso, feiras, mercados e até supermercados de São Luís já são abastecidos também com a produção de hortifruti local, passando a população a consumir o que é produzido na nossa própria cidade.
Os produtos de alto teor nutritivo também são distribuídos aos beneficiários inscritos em instituições sociosassistenciais – que trabalham com populações em situação de vulnerabilidade social, em especial o segmentado em risco de insegurança alimentar e nutricional -, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras). O PAA é, portanto, uma importante ação de combate à fome, problema enfrentado no país que exige um olhar sempre muito atento e sensível dos gestores. Aqui, estamos empenhados para que cada mãe e pai tenha a tranquilidade de ter a refeição para os seus filhos e toda a família. Além disso, toda a produção adquirida dos agricultores é também destinada à equipamentos municipais como o Hospital da Criança e o Hospital da Mulher, reforçando assim o cardápio nutricional dessas unidades municipais de saúde.
As histórias de desenvolvimento social, econômico e humano mostram por si só o êxito do programa em São Luís, o que me garantiu, em 2017, Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. A iniciativa se junta a outras ações executadas pela minha gestão de revitalização da zona rural, como a Escola Familiar Rural, que estimula a política de fixação da população no campo, aliada com a inclusão social; e a Feirinha São Luís e as feiras livres, que comercializam produtos advindos da região. A nossa meta é de continuar ampliando o PAA e toda a rede de iniciativas de impacto positivo na vida de quem trabalha no campo e na vida das pessoas carentes, construindo um futuro melhor para todos da nossa cidade.

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O avanço da moradia em São Luís

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Ter um local digno para morar é a segurança de mais estabilidade social para as famílias. Em todo o país, o déficit habitacional – histórico, diga-se – mantém-se elevado na medida em que se agravam problemas como o desemprego e a perda de renda da população, só para citar algumas causas. E a fatia da população mais atingida pela falta de moradia é a de menor poder aquisitivo, apesar dos avanços com os programas de habitação de interesse social.

Em São Luís, desde 2013, quando assumi o primeiro mandato como prefeito da nossa cidade, venho trabalhando incansavelmente para reduzir o déficit habitacional por meio do fortalecimento de duas ações: construção de habitação de interesse social por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e a regularização imobiliária de famílias que há décadas moram em imóveis ocupados. Nessa semana demos mais uns passos para seguir avançando nesse compromisso com a população.

Na sexta-feira (10) realizamos mais um sorteio de endereços para 1.414 famílias sorteadas com casas do Residencial Morada do Sol I, localizado no bairro Maracanã. As unidades têm sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, além de área de lazer, guarita e quadra esportiva. A nossa gestão chega a um número de mais de 16 mil imóveis entregues, beneficiando cerca de 60 mil pessoas. Com a entrega de mais esse lote de imóveis, o que deve ocorrer em breve, continuamos realizando o sonho da casa própria e transformando a vida de milhares de famílias que antes não tinham um lar, pagavam aluguel, moravam de favor em casa de parentes ou viviam em locais que não ofereciam condições dignas de moradia.

Em minha gestão, São Luís está presenciando o desenvolvimento do maior programa habitacional da cidade, e os avanços vão continuar. Desde o ano passado, quando lancei o novo Cadastro Habitacional de Interesse Social, modernizamos o sistema, atualizamos o banco de dados e facilitamos o acesso das pessoas ao benefício. Ao todo, a expectativa é de ainda na minha gestão entregar as chaves de cerca de 6 mil moradias, sendo estas de residenciais que estão em fase de construção ou já aguardando para serem entregues.

Durante a semana também assinamos com o Governo do Estado termo de cooperação para a regularização fundiária em áreas urbanas de São Luís. É uma ação que atende outra demanda de moradia na capital, a de pessoas que residem em áreas que ainda não têm o direito legal sob a propriedade. Somente nessa etapa, mais 3 mil famílias do Santa Cruz serão contempladas com o título de posse, documento que lhes garantirá o direito social e reduzirá as desigualdades em diversos âmbitos.

Somente com o nosso programa municipal Minha Casa Legal, mais de 8 mil títulos de terra foram entregues no meu primeiro mandato para famílias de áreas como Coroadinho, Vila Mauro Fecury I e II, Vila Nova, entre outros bairros. Títulos de propriedade também deverão ser entregues para milhares de famílias da área de sesmaria – trecho que compreende do Centro até o Anil, alcançado cerca de 50 bairros de São Luís, em uma ação conjunta da Prefeitura de São Luís e o poder Judiciário, por meio da Corregedoria Geral de Justiça.

A entrega de imóveis para famílias de baixa renda, a regularização imobiliária e fundiária e todas as demais ações da Prefeitura de São Luís que contribuem para a redução do déficit de moradias são importantes instrumentos para garantir a cidadania e os direitos dos habitantes da cidade. Eu e minha equipe seguiremos empenhados para que mais e mais ludovicenses possam ter a tranquilidade de viverem com as suas famílias em uma moradia com as condições adequadas ao desenvolvimento de todos.

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Ministério mais difícil

João Melo e Sousa Bentivi

Nunca foi tão difícil governar como agora, no Brasil. O presidente Bolsonaro e seus ministros são analisados com lupa, pela esquerdalhada. Aliás, esses esquerdofrênicos que dominaram o Brasil, por quase duas décadas e quase o destruíram, sabem, como ninguém, criticar e, muito mais ainda, mentir. Não dão tréguas e o Brasil, no desejo deles, que se lasque!
O ensino brasileiro é uma lástima e não é culpa do Bolsonaro, tampouco falta de recursos. O Brasil gasta 6% do PIB em educação, mais que a maioria dos países desenvolvidos e com um resultado pífio.
Olhemos só para as universidades públicas e aí o buraco é maior. Uma pergunta é salutar: o desenvolvimento tecnológico, industrial e social do Brasil, nasceu nas universidades públicas? Um exemplo de sucesso aqui e acolá, o resto e necas de catibiriba.
Mas em um quesito ela é imbatível: na pregação e adoecimento ideológico da nossa juventude. Tenho exemplo perto de mim, junto a mim.
Sou de uma família numerosa e há muito ultrapassamos os três dígitos em “Bentivis”, mas fui o pioneiro em tudo, primeiro formado, primeiro doutor, primeiro automóvel, etc. (nada de orgulho tolo, porém realidade inapagável). Temos vários grupos de zap e, evidente, que sempre haverá postagens de cunho ideológico.
Tudo muito bem, desde que, por exemplo, não se diga que Lula é bandido. Depois de vários episódios desagradáveis, tomei a decisão de me posicionar ideologicamente somente em minhas páginas e no meu blog. A reação esquerdopata dentro da família foi mordaz, ferina e violenta. Confesso, tive medo e impus-me a um “silêncio obsequioso”.
A esquerdopatia é uma doença que desconhece relações, afetividade, hierarquia, respeito aos mais velhos, às crenças religiosas e outras coisitas mais, tão relevantes para a chamada direita e que construíram a sociedade. O modus operandi esquerdopata é a destruição de valores, de crenças e da família, sendo a nossa universidade é o maior celeiro dessa nocividade.
Durante muito tempo tive receio de dizer essas verdades, até mesmo por uma autocensura. Dei um basta no medo e resolvi adentrar, novamente, no ringue. E tenho história que a maior parte desses vagabundos de esquerda jamais terão.
Na adolescência líder estudantil, na universidade ativista, na Residência Médica, fundei e fui vice-presidente de uma das primeiras associações de médicos residentes, no Rio de janeiro e no Brasil. Como profissional, fui líder de classe, fundador do Sindicato dos Médicos do Maranhão, quando isso era quase um crime hediondo, fui preso durante a ditadura e nunca abdiquei dos meus valores.
Passei pelo parlamente e pelo executivo e desafio a qualquer um que encontre um senão na minha conduta. Sou o único jornalista, com quase 40 anos de militância que palmilhou no antisarneisismo com coragem e determinação, sem um minuto de transigência, também sem irresponsabilidade.
Há algum tempo não digo uma só palavra contra o Sarney e tenho razões para isso: uma boa parte dos atuais detratores do sarneisismo fez carreira, fortuna e fama lambendo as botas do velho cacique. Agora, esses pérfidos vagabundos jogam pedra, no seu antigo senhor e dono. Vagabundos, sim, e posso nominá-los um a um.
Voltando às universidades públicas e ao ministro Abraham Weintraub. O ministro está absolutamente correto em mexer nesse vespeiro ideológico chamado universidade pública e não vai resolver o problema. A pregação esquerdopata já existe há dezenas de anos, revigorou-se nos quatro governos quadrilheiros do PT. Precisamos de, pelo menos vinte anos, para uma relativa cura
O ministro necessita de nosso apoio, as pancadas serão descomunais e nós, brasileiros conscientes, não podemos deixá-lo só. Eu sou quase nada, mas no limite de minhas possibilidades, sou tudo. Não sei o tamanho desse limite, mas trabalharei no meu limite, para o bem de minha pátria.
Tenho dito.
Em tempo: os vagabundos deram uma trégua para a ministra Damares Alves. Acho que foi jejum e oração. Xô satanás!

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Dia D de vacinação

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

A manutenção da saúde pública é, sem dúvida, um dos principais desafios dos gestores de todo o país. Na contramão dos investimentos federais, que só reduzem repasses aos estados e municípios – motivado em grande parte pela crise que o Brasil enfrenta nos últimos anos -, as demandas nas unidades de saúde e hospitais não param de crescer. Para amenizar os problemas no atendimento que há décadas vêm sendo enfrentados na área, é imprescindível que cada cidade esteja empenhada em garantir a atenção básica ao cidadão, e nesse contexto a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção da ocorrência de doenças.

Ontem, em São Luís, um grande número de profissionais da nossa rede municipal de saúde passou o dia mobilizado para conseguir o maior número de adesão do público-alvo da campanha de vacinação contra gripe. Já havíamos realizado no dia 13 do mês passado o Dia D Municipal de Vacinação Contra a Gripe, e ontem, Dia D Nacional, estivemos novamente, em horário excepcional, em todas as unidades de saúde da cidade com salas de imunização, além de postos de vacinação em shoppings, facilitando o acesso da população.

O público-alvo da campanha são pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, populações indígenas, portadores de doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Para conseguir atingir a meta vacinal, a Prefeitura de São Luís tem adotado diversas estratégias, incluindo ampla divulgação para estimular o público-alvo, vacinação de alunos dentro da faixa-etária prevista na campanha em escolas públicas da rede municipal de ensino e implantação de unidades volantes em quatro dos principais shoppings da capital maranhense. A meta estabelecida para São Luís é de imunizar 254.958 pessoas até 31 de maio, quando encerra a campanha nacional. É importante que todos para quem a campanha é direcionada procurem o posto mais próximo de casa com a carteirinha de vacinação e um documento de identificação.

Mais do que somente a prevenção individual, o cidadão ao se vacinar está contribuindo para a diminuição de casos de doenças em São Luís, sendo a influenza ou as demais patologias com imunizações disponíveis em nossos postos de saúde. A gripe, por exemplo, é responsável atualmente por um número significativo das internações nos hospitais, o que acaba contribuindo para aumentar a demanda por atendimento nas unidades básicas de saúde, acarretando uma série de problemas, como a demora

no atendimento e a sobrecarga dos profissionais da área. Além disso, também provoca o aumento nos gastos com medicamentos, em tempos em que os recursos financeiros são bem restritos. O ditado “é melhor prevenir do que remediar” é bastante assertivo no contexto de dificuldades em que o país se encontra atualmente.

O trabalho preventivo, de um modo geral, é, portanto, fator fundamental para transformar o sistema público de saúde. É necessário que cada gestor tenha o compromisso de oferecer essa rotina de serviços ao cidadão em suas cidades, até para também não sobrecarregar os grandes centros populacionais e os hospitais de alta e média complexidade com pacientes já com doenças em estágios evoluídos ou até irreversíveis. Aqui, em São Luís, temos um trabalho contínuo de atenção básica, de acompanhamento e orientação para os cuidados com a saúde. Tudo para levar mais bem-estar e qualidade de vida para a população.

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Cuidar das calçadas

Por Roberto Veloso

Em todo o planeta as calçadas são destinadas às pessoas. A recordação dos vizinhos sentados às portas conversando ao final da tarde, das crianças brincando e dos trabalhadores e estudantes voltando para casa é maravilhosa, mas parece que nos dias atuais essas práticas estão cada dia mais difícil, seja pela violência cotidiana seja pelo completo desnivelamento entre as calçadas das residências e dos prédios.

Quanto romantismo existe nas pequenas cidades espalhadas pelo Brasil afora, quando, ao final da tarde, as pessoas podiam conversar sentadas em cadeiras nas calçadas, esperando o chegar da noite para jantarem e se recolherem. Mais ainda nas serenatas, com as moças nas janelas e os rapazes a cantarolarem canções de amor.Agora, tudo se transformou. Não se vê mais ninguém conversando nas calçadas. Todos estão trancados e protegidos por grades. Trocar ideias nas portas é algo inimaginável, perigoso, risco de ser assaltado a qualquer momento. Serenata é sonho de um divagador solitário. Não existem janelas abertas para a rua e as casas são verdadeiras fortalezas. Nos edifícios de apartamentos, o apaixonado corre o risco de ser preso por importunar o sossego público ou ser assaltado.

Quando criança e adolescente, eu ia para o colégio a pé, conhecia cada pedaço do caminho e seus moradores. Chegava ainda a tempo de almoçar com meus pais. Hoje, não mais quem tenha tranquilidade de mandar o filho a pé para a escola, foi-se o tempo.

Onde se pode caminhar não há um padrão de calçada, alguém com deficiência não consegue se locomover diante dos altos e baixos. A cidade perde em beleza e mobilidade. As pessoas disputam o espaço com os veículos nas ruas porque as calçadas estão intrafegáveis para os pedestres as pessoas.

Quem vai a Brasília sente falta de calçadas. Os eixos rodoviário e monumental não as possuem. Os eixinhos também são pobres em calçadas. O pedestre sofre. Das superquadras para se chegar ao Conjunto Nacional, que é um centro de compras, somente andando por cima da grama. O concreto da cidade contrasta com os sapatos sujos de barro, em qualquer época do ano.

Mas, por incrível que pareça, o problema não é exclusivo de Brasília. Andar em São Luís também está cada vez mais difícil. Tanto pela insegurança quanto pela ausência de calçadas em padrão compatível com o deslocamento de pessoas a pé. Chegar a qualquer das praias andando é uma verdadeira aventura. Não há calçadas a partir das principais avenidas.

Assim, não se pode chegar à outra conclusão senão a de que as cidades estão cada vez mais preocupadas com a mobilidade dos automóveis. O trânsito está cada vez mais caótico, e a impaciência das pessoas gera brigas e mortes. Triste situação.

A falta de cuidado com as calçadas está criando problemas para a saúde, porque a caminhada previne inúmeras doenças, a exemplo da diabetes, pressão alta e obesidade. Além disso, a calçada é lugar de se fazer amizades e conhecer novas pessoas. Se todos estão trancados ou se deslocando em veículos, é impossível interagir.

Jair Alves, ex-morador de rua, escreveu uma bela poesia intitulada “Velha Calçada”: Na velha calçada/Da rua das flores/ A calçada velha/Dos velhos amores/Arrancaram as pedras/ Quebraram mosaicos/Na calçada velha/Hoje é só buraco.

Sendo a calçada um local destinado à mobilidade urbana e à convivência fraterna deve ser cuidada como um fator de saúde pública. Cuidar devidamente dela é dever de todos, para o bem de toda a coletividade.

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Prêmio Baobá de Literatura

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Seja qual for a área de atuação, ver uma pessoa dedicada ao seu dom é sempre muito inspirador. Quando esse talento é o de transformar a vida de milhares de crianças, despertando o amor pela leitura, essa admiração transcende. A nossa rede municipal de ensino está repleta de histórias assim, como das educadoras Sinara, Rosângela, Raíssa e Luciane, que se dedicam a mostrar o mundo para nossos meninos e meninas por meio dos livros. A entrega de cada uma delas a essa missão resultou em um reconhecimento nacional, com o recebimento do Prêmio Baobá de Literatura, neste fim de semana, em São Paulo, com o projeto de contação de histórias criado na nossa gestão.

A ação premiada tem a proposta de incentivar a leitura – com a atuação de professoras especializadas em literatura infantil -, de resgatar e valorizar os autores maranhenses e de promover a cultura local. Um dos diferenciais do trabalho é de apresentar esse universo dos livros por meio da contação de histórias, que estimula o lúdico das crianças. O projeto é ainda mais fascinante por ter uma integrante deficiente auditiva, que faz a contação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), mais uma das nossas ações de educação inclusiva. Toda a iniciativa percorre as escolas da nossa rede e, por onde passa, leva encantamento e mostra um novo horizonte para os estudantes.

Com o trabalho das contadoras e de tantos outros educadores comprometidos com o ensino de São Luís, estamos formando uma geração de crianças que apreciam a leitura. É um trabalho fundamental para o desenvolvimento infantil, tanto educacional como também emocional, social e cognitivo, contribuindo para a descoberta de novas habilidades, aumento do vocabulário, da imaginação e da criatividade. A leitura abre as portas do conhecimento e conduz a um futuro de oportunidades.  É como uma semente plantada agora que renderá como fruto, daqui alguns anos, adultos mais engajados, qualificados e com uma visão muito mais apurada e crítica do mundo. A mim, como gestor, aos professores e aos pais e responsáveis pelas crianças cabe influenciar de maneira positiva nesse processo de formação de cidadãos.

Sabemos da importância da leitura para os nossos pequeninos lidarem com esse mundo de descobertas e transformações, e é nesse contexto que destacamos algumas ações da nossa gestão para o fomento da atividade, como a implantação das minibibliotecas, dos cantinhos da leitura e do programa Biblioteca Móvel (Giroteca com acervos físico e on-line), além da Feira do Livro, maior evento literário do Maranhão, realizado anualmente pela Prefeitura de São Luís, e que mobiliza milhares de pessoas de todas as idades. Aqui, no lugar de tentar competir com o mundo de redes sociais de ferramentas digitais, usamos essas novas plataformas a nosso favor e ainda oferecemos todos os demais recursos necessários para que o hábito de ler seja ainda mais agradável e atraente.

Esse conhecimento que é adquirido também por meio da leitura é o maior legado que se pode deixar para a vida das nossas crianças, pois é o que vai acompanhá-las para o resto de suas vidas. Por isso, agradeço pela dedicação e sensibilidade da Sinara, Rosângela, Raíssa, Luciane e de todos os educadores da rede municipal de ensino de São Luís que nos ajudam a transformar os rumos da história de milhares de meninos e meninas todos os dias, abrindo portas para novas experiências, aventuras, imaginação, criatividade e, sem dúvida, um futuro melhor e menos desigual.

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A consciência necessária

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

Fazer a gestão dos resíduos sólidos não é uma tarefa fácil, sobretudo em um momento no qual, além da implantação de políticas públicas profissionais e eficientes, faz-se necessária a urgente mudança no padrão cultural do nosso relacionamento com o lixo que produzimos. Este tem sido um grande desafio no mundo inteiro, pois se de um lado temos o aumento do contingente populacional nas cidades, conjugado com o aumento do consumo de produtos, de outro lado temos a diminuição dos espaços para armazenar todo o lixo produzido. Diante deste problema urbano, desde minha primeira gestão assumi a responsabilidade de superar todos os desafios necessários para fazer de São Luís uma cidade que cumpre as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que não acontecia até então, bem como a preservação dos nossos recursos naturais.

Em São Luís, fizemos todos os estudos necessários, elaboramos um planejamento estratégico não somente operacional, mas também no sentido de otimização dos recursos financeiros investidos. Uma dessas ações foi a desativação do Aterro da Ribeira, ainda em 2015, que há muitos anos funcionava como um lixão a céu aberto, trazendo inúmeros problemas para a cidade e era um gargalo antigo para a administração municipal. Após, iniciamos a operação de um dos aterros sanitários mais modernos do país e estabelecemos programas de coleta seletiva e educação ambiental focado na promoção desta mudança cultural em relação ao lixo.

O marco para esta mudança cultural em curso foi a implantação da política dos Ecopontos. Já são 12 equipamentos em operação, e a nossa meta é atingir 30 até o fim da gestão. Com isso, passamos a figurar um grupo pequeno de cidades brasileiras onde a população tem acesso a uma política pública de incentivo à coleta seletiva.

Os Ecopontos foram pensados como um espaço onde cada cidadão pode descartar voluntariamente todos os resíduos recicláveis produzidos em sua residência e, a partir desta entrega, compreender sua responsabilidade na manutenção da limpeza da cidade e aprender a fazer o manejo ambientalmente adequado do resíduo que produz.

Esta política garante diversas melhorias para toda a cidade. A primeira delas é o fim dos pontos de descarte irregular nos bairros, já que o Ecoponto é prioritariamente construído em áreas com esta característica. Com menos lixo descartado irregularmente nas ruas temos menos transtornos como pontos de acúmulo de água causados pelo entupimento de bueiros e galerias pelo lixo. Com isso, reduzimos também problemas de saúde pública. O meio ambiente também sofre menos com os impactos do descarte irregular.

Para que nossa população entenda a importância social, econômica e ambiental do resíduo sólido urbano, estamos todos os dias nas escolas e nas comunidades informando a população sobre a importância do uso dos Ecopontos, sobre o manejo adequado do resíduo doméstico e sobre a importância da coleta seletiva e reciclagem, através do programa de Educação Ambiental da Limpeza Urbana “Cidadão Limpeza, Cidade Beleza”.

O nosso esforço na implantação destes equipamentos aliado à maior consciência da nossa população gera ainda a melhoria das condições de trabalho e de vida dos catadores de materiais recicláveis. Eles recebem direto em suas cooperativas tudo aquilo que antes ia para o lixo e agora é entregue nos Ecopontos. Dessa forma, conseguimos aumentar a renda destes profissionais e ainda gerar mais emprego, pois a cada novo Ecoponto entregue aumenta o volume de resíduos coletados e encaminhados às cooperativas, que precisam agregar novos profissionais. Assim fechamos também um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e fortalecimento da economia circular.

Anunciamos mais investimentos para o fortalecimento da gestão profissional dos resíduos sólidos urbanos em São Luís, como galpões de triagem de resíduos para as cooperativas de reciclagem, a construção de uma usina de beneficiamento dos resíduos da construção civil, Pátio da compostagem para os resíduos orgânicos e em breve mais duas novidades: disponibilizaremos um aplicativo digital para facilitar a comunicação dos munícipes com os serviços de Limpeza Urbana, além de auxiliar o processo de fiscalização daqueles que descumprem as legislações vigentes, e daremos início à coleta seletiva voluntária porta a porta.

Os desafios ainda são muitos, sabemos, mas seguimos enfrentando cada um deles e ampliando nossas políticas de limpeza urbana para a população, pois entendemos que investir em uma gestão profissional e ambientalmente adequada dos resíduos sólidos é, acima de tudo, uma forma de cuidar das pessoas.

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O Maranhão no Céu e no Mar

Por Roberto Rocha – Senador da República

Baixada a poeira ideológica, desde o anúncio da celebração do acordo de salvaguardas tecnológicas entre o Brasil e os EUA, têm ficado mais claro para os maranhenses a necessidade de nos unirmos em torno da Base de Alcântara, como uma oportunidade única para mudarmos o destino de nossa terra.

A leitura acurada do acordo afasta algumas preocupações válidas quanto ao uso militar da base, ou ainda quanto à cessão de território a uma potência estrangeira. Pelo acordo, simplesmente os Estados Unidos autorizam o Brasil a lançar foguetes e satélites que contenham partes tecnológicas americanas. Necessário dizer que 80% dos satélites do mundo utilizam tecnologia americana, seja um parafuso ou chip.
Importante dizer também que os EUA aplicam 0,21% do PIB na indústria aeroespacial, ou seja, 40 bilhões de dólares. A Rússia, 3 bilhões, China 3 bilhões, Índia 1,2 bilhão, Argentina 1,2 bilhão e Brasil 0,1 bilhão (0,006% do PIB)
É um acordo usual nesse empreendimento, uma vez que a defesa norte americana teme que sua tecnologia seja utilizada para fabricação de mísseis.

É preciso que se diga que o texto final do acordo foi fechado antes da eleição do presidente Bolsonaro. O maior mérito do atual governo foi ter dado prioridade máxima ao projeto e ainda tê-lo entregue às mãos da pessoa certa, o ministro Marcos Pontes, cuja biografia já é, por si só, uma garantia de equilíbrio e determinação na condução da operação. A maneira como o ministro vem tocando os preparativos, de modo límpido e em franco diálogo com todas as correntes políticas, tem sido fundamental e inspiradora.

No entanto, três pontos desafiam ainda aqueles que se opõem ao projeto: a restrição de circulação de brasileiros em áreas especiais, sob controle norte-americano; o veto ao uso dos recursos do centro de lançamento para o desenvolvimento do veículo lançador nacional; e a realocação de dezenas de famílias de quilombolas que vivem na região.
Sobre o primeiro, já ficou claro que essas áreas especiais são para uso temporário, enquanto a base abrigar tecnologia de ponta, com segredos industriais. Ainda assim, brasileiros, em comum acordo com americanos, terão acesso a essas áreas, que são não mais que uma sala para instalação, montagem, teste e finalização dos componentes de alta tecnologia que serão embarcados. Uma vez feito o lançamento, desfaz-se essa área especial. Nada mais natural aliás, nesses tempos de feroz competição espacial.

Quanto ao veto do uso dos recursos para o lançamento do veículo nacional, é apenas uma desvinculação direta, o que não impede que o Brasil use os recursos que quiser, do seu orçamento, para desenvolver seu lançador.

A terceira questão não diz respeito ao acordo. É questão de política interna e sensibilidade humanitária criar possibilidades para dar às comunidades quilombolas condições dignas de vida e trabalho. Nada mais fácil, aliás, dado o volume de recursos que estará sendo injetado na economia graças ao uso da base. Eu mesmo fui o primeiro a colocar emenda parlamentar para comunidades quilombolas de Alcântara e buscar garantir que uma parte dos recursos da exploração econômica seja destinado a um fundo social para uso exclusivo das comunidades vulneráveis do Maranhão: quilombolas, quebradeiras de coco, indígenas, assentados, etc.
E mais, a atual área do CLA já é suficiente para a operação, pelo menos nos primeiros anos. Ora, se e quando houver necessidade de ampliar será um bom problema. Significa que a Base estará a todo vapor e as pessoas receberão casas e equipamentos públicos muito melhores que os atuais.
É sempre bom lembrar que Alcântara tem 1.470 km2, maior que a Ilha de São Luís, que abriga quatro municípios.

Pacificados esses três pontos, o importante é que os maranhenses saibam o que ganharão com a ativação da base. Não é apenas uma renda a mais, ou uma economia de enclave em que o Maranhão sirva de hospedeiro para a riqueza alheia. O melhor exemplo do que pode acontecer pode ser visto com o desenvolvimento de São José dos Campos, a partir da inauguração da fábrica da Embraer. Em poucos anos a cidade tornou-se um pólo de tecnologias que hoje abriga centenas de indústrias inovadoras, startups, incubadora de empresas, universidades e muito mais. É esse o sonho que queremos para o Maranhão.
Em muito pouco tempo Alcântara terá a maior renda per capita do Brasil e da América Latina, a exemplo do que aconteceu em Kourou, na Guiana Francesa, que tem a mesma população de Alcântara, ou seja 15.857 euros.
À propósito, sabem quanto o Brasil pagou para a Guiana Francesa lançar seu único satélite, o SGDC? Foram 125 milhões de dólares.
Hoje no nosso planeta tem 2 mil satélites. Daqui a 10 anos serão 10 mil, a maioria lançado de Alcântara. Então, imaginem…

Claro que para que isso seja possível o primeiro passo é haver o entendimento da classe política, para que possamos atuar como uma frente unida e uníssona em defesa de Alcântara. Essa união assinalaria que todos os partidos que compõem o espectro político no Estado desejam e apoiam a Base. Desse modo mandamos o sinal para as representações partidárias na Câmara e no Senado que esse é um projeto que une todas as forças políticas, empresariais e acadêmicas do Maranhão.

Deus nos brindou com uma extensa costa cuja proximidade com a linha do Equador oferece a melhor capacidade orbital do planeta para o lançamento de satélites. Temos, um de frente para o outro, o lugar mais alto (Alcântara) e o mais fundo (Porto do Itaqui). Portanto, a melhor janela para os ares e a melhor porta para os mares. É um presente de Deus que nunca foi desembrulhado. É hora de mirar o céu e o mar, ajustando o destino de nossa gente.

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Obra subterrânea

Drenagem urbana é o tipo de obra que poucos governantes colocam como prioridade para investimento. A razão é simples: além do elevado custo, é uma obra pouco visível. Não é como uma praça, asfalto ou um monumento que é visto diariamente por quem passa no local e que, portanto, deixa o gestor em constante evidência. Porém, quando chega o período chuvoso, são essas obras imperceptíveis aos olhos do dia a dia do cidadão que evitam grandes transtornos para a cidade. Em São Luís, onde estamos enfrentando fortes chuvas, com volume de água que supera médias históricas, conseguimos graças aos investimentos na construção de sistema de escoamento de águas pluviais dar solução a pontos de inundações que antes eram críticos – e pareciam não ter solução.

É esta a gestão que mais tem investido em sistema de drenagem na cidade. Já são cerca de 40 quilômetros de rede construídos nos últimos anos, entre canais e galerias, o que possibilitou, por exemplo, que mesmo com os temporais das últimas semanas na capital maranhense não houvessem alagamentos em regiões da Vila Apaco, Cohab/Cohatrac, Santa Clara, Vila Riod, Parque dos Sabiás/Forquilha e Tirirical, por trás do Banco do Brasil, Rua das Mangueiras e Senador Pompeu, na Vila Isabel, entre muitos outros pontos. Antes, bastava uma chuva mediana para vias e residências dessas áreas serem invadidas pelas águas.

Ainda há muito para ser feito para que se consiga garantir o total bom funcionamento da cidade durante o período chuvoso, afinal, além do elevado índice pluviométrico, aqui enfrentamos nitidamente dois grandes problemas: a grande demanda por esse tipo de obra ocasionada pela falta de implantação de dutos para canalização correta das águas pluviais no processo de expansão da cidade; e a grande quantidade de lixo que é descartado irregularmente e que acabam entupindo os dispositivos por onde a água da chuva deveria escoar, causando assim os alagamentos. Para se ter uma ideia, a Prefeitura de São Luís recolhe todos os dias cerca de 300 toneladas de lixo que é jogado em local inadequado. Mesmo com as sequenciais campanhas de conscientização, ainda há quem cometa esse ato tão danoso.

Para minimizar os transtornos acentuados pelas fortes chuvas, além do crucial trabalho de construção das tubulações de concreto da rede de drenagem, é feito ainda o serviço preventivo de limpeza e desobstrução de canais, bueiros e galerias durante o ano todo, sendo intensificado nesta época. Ação que requer a mobilização de um grande aparato, com máquinas retroescavadeiras e caminhões hidrojato – um sistema que suga dos locais mais difíceis o resíduo descartado em locais públicos e que são levados pela ação dos ventos e da chuva para dentro dos dispositivos da rede de escoamento das águas.

Mesmo com o elevado índice pluviométrico, estamos mostrando que o trabalho que se tem feito em macrodrenagem da capital tem surtido efeito. Ainda há dificuldades sim, mas há também uma gestão comprometida e que garante que mais obras, sejam elas subterrâneas ou não, chegarão em breve para continuar resolvendo o que antes parecia não ter saída. Afinal, o nosso interesse não é ganhar status diário com obra, é solucionar os problemas da vida das pessoas. É isso que faz a diferença.

Edivaldo Holanda Junior

Prefeito de São Luís

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Os filhos do quarto! Uma geração condenada ao isolamento virtual e ao vazio existencial perpétuo

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar…

Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor aceite !

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !”

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga

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Perguntar não ofende

Por JRCampos *

“Todo ser humano é um idiota pelo menos durante cinco minutos por dia. A sabedoria consiste em não ultrapassar esse limite”.

Não me recordo do autor desse pensamento mais do que lúcido e atual, tamanha a propriedade de síntese. Uma coisa é certa: ele é motivo para muita escrita e reflexão, pois encerra uma sabedoria sem limite.

Essa introdução é para fazer uma chamada aos jornalistas de todo o país para a importância da leitura do livro “Perguntar não Ofende”, de José Nello Marques, lançado há um bom tempo pela editora Disal.

Jornalista muito conceituado nos meios de comunicação, o texto de José Nello, límpido, despretensioso de erudição, mas cheio de coisas simples e práticas para orientar o jornalista, recruta ou veterano, é uma viagem ao conhecimento de técnicas simples, da aplicação do bom-senso, da preparação para as entrevistas e, especialmente, do cuidado na difícil arte de saber fazer perguntas inteligentes, fora do tão famoso “óbvio e ululante”, do Nelson Rodrigues.

“Perguntar Ofende!” deve se constituir em leitura obrigatória para o jornalista que deseja aprender mais sobre sua profissão, sobre como evitar gafes imperdoáveis, sobre como não fazer perguntar óbvias, que de tão óbvias são cretinas e acabam fazendo do jornalista um grande idiota, ou pagar um mico sem tamanho. É leitura para um só tapa, de tão saboroso é o texto e as situações enfocadas. O que dá raiva é que se espera o relato de mais situações… mas o livro tem só 119 páginas, que se devora em, no máximo, três horas, parando par rir e curtir as situações, analisá-las e, delas, tirar o melhor proveito para não repetir as mesmas asneiras que a falta de atenção e o despreparo podem causar.

Saber fazer perguntas inteligentes é, com certeza, uma tarefa muito difícil, pois o jornalista deve estar sempre muito bem preparado para questionar com propriedade o seu entrevistado. Deixar a pauta por conta da imaginação, sem estudar um pouco o assunto sobre o qual vai fazer questionamentos, ou desconhecer o papel do entrevistado, confiando na sua autossuficiência porque é um jornalista veterano, não o isenta de fazer papel de bobo diante dos demais colegas e, também, de pagar o maior mico por desconhecimento do assunto, com perguntas impróprias.

Como diz José Nello Marques, não há jornalista tão autossuficiente que não tenha pago seu mico, ou até mesmo amaldiçoado um dia onde nada deu certo. Ou seja, um daqueles dias quando o cara levanta com o pé esquerdo, mal-humorado, sem grana e com uma grande pauta a cumprir. O somatório desses ingredientes é fatal para os piores escorregões do jornalista – a desatenção se instala e o besteirol, no vácuo da lucidez, deita e rola, fazendo com que o profissional ao fim do dia, e se tiver um mínimo de autocrítica, classifique o dia como uma m… o sintético “ô derrota!”.

Que o discernimento, equilíbrio e maturidade na profissão vêm com o ralar da prática diária, não resta dúvida. Isso, contudo, não isenta o veterano de, despreparado para o assunto e desatento para as respostas do seu entrevistado, não escorregar nas armadilhas da obviedade. Todo cuidado é pouco porque o besteirol não perdoa, ainda mais quando se trata de coletiva, e ao vivo!

O livro de José Nello, e isto não é nenhuma apologia, é um grande pronto-socorro para todos os jornalistas ávidos por aprender coisas simples, mas de grande utilidade para melhorar sua performance na difícil arte de saber perguntar. Afinal, como ele diz com muita propriedade, perguntar ofende! E como ofende! Especialmente a inteligência do telespectador, do leitor, ou de um mero espectador de coletivas ao vivo. O livro, certamente, não vai evitar o besteirol por todo o país, mas que vai ajudar, e muito!, quem o ler, não há dúvida!

*JRCampos é jornalista.

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