Hospital Aldenora Bello precisa mostrar transparência e dizer quanto recebe e gasta

Desde a existência da Fundação Antônio Jorge Dino como mantenedora do Hospital Aldenora Bello que o Maranhão ouve lamentos, choradeira, para evitar o único hospital como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) no Maranhão feche as portas. Também, são observadas campanhas, doações voluntárias, emendas de deputados estaduais e federais, além da ajuda dos governos federal (SUS), estadual e municipal.

Soube que milhares de pessoas fazem doações voluntárias todos os meses, assim como existem as doações de empresas, como a do Maracap, que realiza sorteios semanais e distribui dinheiro para o Hospital Aldenora Bello. Então, não custa nada a Fundação Antônio Jorge Dino mostrar publicamente os custos do hospital e os valores arrecadados. Por exemplo: quanto o Maracap repassa semanal ou mensalmente?

Vários deputados batem no peito informando que ajudam com emendas parlamentares o Aldenora Bello. Quais são os valores recebidos? E olha que alguns apontam individualmente algo em torno de R$ 300 mil. Quem são eles?

A prefeitura da capital diz que também ajuda. Com quanto? O governador Flávio Dino fez a Fundação se desmentir para afirmar que receba ajuda desde 2015. Quanto? Dino prometeu ainda ajudar com a verba da Fundação de Combate ao Câncer.

Além disso, tem o dinheiro do SUS. Quanto recebe? Aqui não vai nenhuma desconfiança ao trabalho sério que a Fundação Antônio Jorge Dino desempenha, mas não custa nada fazer um balancete mensal, bimestral ou trimestral e levá-lo ao conhecimento público. Fica a dica.

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Samu e Bombeiros levam doente para o Hospital Nina Rodrigues

Depois dos apelos forte de uma família que reside no bairro São Bernardo, em São Luís, e publicado aqui no Blog, não demorou muito tempo para que equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros fossem até ao local onde mora a pessoa que precisou ser deslocada para o Hospital Nina Rodrigues devido ao estado de crise.

Familiares da pessoa que necessitou da remoção imediata já informou ao blog que as duas equipes fizeram o atendimento de forma satisfatória. O Blog do Luis Cardoso agradece ao trabalho célere das duas equipes e manifesta aos familiares a recuperação da pessoa atendida.

Desesperada, família apela para remoção de paciente para manicômio e não consegue

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Desesperada, família apela para remoção de paciente para manicômio e não consegue

Uma família que reside no bairro São Bernardo, em São Luís, já fez de tudo para remover um doente com problemas mentais que encontra-se em crise aguda, violento, para um manicômio, mas não consegue. O Samu alega que as ambulâncias estão quebradas e o Corpo de Bombeiros informa que não é de sua competência.

Sem saber a quem apelar, a família solicitou ao Blog do Luis Cardoso que denunciasse a situação de descaso. Eles querem a remoção do paciente para o Hospital Nina Rodrigues.

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Presidente do STF suspende resolução da ANS que mudou regras de coparticipação e franquias dos planos de saúde

“Saúde não é mercadoria. Vida não é negócio. Dignidade não é lucro. Direitos conquistados não podem ser retrocedidos sequer instabilizados”, escreveu a ministra na decisão

Decisão cautelar da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, suspendeu a Resolução Normativa 433/2018 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que altera regras de coparticipação e franquias dos planos de saúde. A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 532, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na ADPF, a OAB pediu a urgente suspensão da resolução por ofensa a diversos preceitos constitucionais, como o preceito fundamental da separação dos Poderes e os princípios da legalidade e do devido processo legal. A resolução questionada, dentre outras atribuições, prevê que os beneficiários dos planos de assistência à saúde poderão pagar até 40% do valor de procedimentos como consultas e exames no modelo de coparticipação, além de introduzir a modalidade de franquia para firmar novos contratos de assistência à saúde.

Ao analisar o pedido, a presidente do STF determinou a suspensão da norma, enfatizando que “saúde não é mercadoria”, “vida não é negócio, “dignidade não é lucro”, e destacando a necessidade de discussão de matérias que envolvam direitos fundamentais, como é o caso da saúde, em esfera legislativa própria, com os devidos debates e transparência, e não por uma norma criada “em espaço administrativo restrito, com parca discussão e clareza”.

A ministra Cármen Lúcia observou a instabilidade jurídica gerada pela resolução, passível de diversos questionamentos na Justiça, e salientou a inquietude de milhões de usuários de planos de saúde surpreendidos pelas novas regras, que não foram devidamente debatidas. “A confiança em todo o sistema não pode ser diminuída ou eliminada por normas cuja correção formal é passível de questionamento judicial”, salientou a presidente do STF, observando que a tutela do direito fundamental à saúde do cidadão brasileiro é urgente, assim como a segurança e a previsão dos usuários dos planos de saúde quanto a seus direitos.

A liminar foi concedida pela ministra durante o plantão judiciário, nos termos da Lei 9.882/1999 e do Regimento Interno do STF, para suspender a resolução da ANS. Nesse ponto, a ministra lembrou que o STF admite, em caráter excepcional, o controle abstrato de constitucionalidade da validade de atos de entidades públicas que importam em regulamentação de matéria cuja competência tenha sido exercida em exorbitância aos limites constitucionais.

A ministra observou que sua decisão foi tomada em caráter precário, sem prejuízo de análise posterior pelo ministro Celso de Mello, sorteado relator da matéria, mesmo quanto ao cabimento da ADPF para questionar a resolução da ANS. Isso porque, segundo a ministra Cármen Lúcia, embora o objeto imediato da ação seja uma resolução da Agência Nacional de Saúde, “demonstra-se que o seu conteúdo produz aparente inovação normativa primária, sem respaldo constitucional ou legal, do que decorreria ou autorizaria a alteração substancial de planos de saúde pela nova norma posta pela autarquia”, o que justifica a medida de urgência.

Acrescentou que a Lei 9.656/1998 não outorgou à ANS a competência legislativa para criar regras, direitos e deveres para os usuários dos planos de saúde e que o fato de que as medidas adotadas pela agência só entrarão em vigor após 180 dias de sua publicação “não infirma a urgência da medida de sobrestamento requerida”. A presidente do STF explicou que quanto aos contratos vigentes, as mudanças introduzidas pelas normas da ANS exigem uma negociação e uma previsão dos usuários, muito antes da data de vencimento e da renovação.

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Abandonada, pediatria da UPA Vila Luizão vira amontoado de crianças e mães

Referência no atendimento de crianças, notadamente os bebês, a Pediatria da UPA da Vila Luizão começa a sentir nas suas estruturas o abandono do poder público. Dos 10 leitos na enfermaria, agora só restam quatro e um amontoado de mães e seus filhos menores que ocupam o mesmo espaço: uma cadeira desconfortável, como mostram as fotos abaixo:

Responsável pelo atendimento de todas as comunidades no entorno da Vila Luizão, a UPA vai sofrer um novo baque a partir de agosto, quando os únicos dois pediatras noturnos serão dispensados. Então, o único jeito será procurar o Hospital da Criança ou o Socorrão I, com uma distância nada animadora.

Mães e filhos não conseguem dormir direito por causa do excesso de lotação na enfermaria e o stress em função dos choros quando estão sendo medicados.

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HTO muda cardápio aos pacientes e oferece comida mais nutritiva e saborosa

Finalmente a direção do Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão, uma das referências em nosso estado, mudou a péssima refeição oferecida aos pacientes por pratos mais saudáveis e saboroso. No lugar do ovo com um arroz duro, pedaços raros de macarrão, sem sobremesa, mostrados ontem aqui no Blog, agora tem carne, feijão, comida com novo aspecto. E até o lanche voltou.

No HTO, tido como hospital referência, comida é dispensada por pacientes

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Murad denuncia atraso salarial de três meses de médicos do SPA do Geral

Jorge Aragão

O ex-secretário de Saúde e pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo PRP, Ricardo Murad, utilizou as redes sociais para denunciar, mais uma vez, atrasos salariais de profissionais ligados à Saúde e que prestam serviços junto ao Governo Flávio Dino.

Desta vez o alvo do eterno atraso salarial seriam os médicos que trabalham no SPA (Serviço de Pronto Atendimento) do Hospital Geral. De acordo com a denúncia de Ricardo Murad, os médicos não recebem seus vencimentos desde o mês de abril, completando assim três meses de atraso neste mês de julho. Pior é que os médicos têm dito que se reclamarem publicamente dos atrasos, correm o sério risco de serem demitidos.

“Flávio Dino desvia dinheiro da saúde para a política, comentando um pecado grave”, afirmou Ricardo Murad. Veja abaixo a denúncia completa.

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Justiça garante parto em clínica particular após descredenciamento de plano de saúde

Não é o primeiro caso, mas aguarda-se que seja o último. Minha filha Maria Luiza, a Malu, nasceu quinta-feira, na clínica Natus Lumine, no Araçagy, por volta das 17h20, um serviço de parto excelente, rápido e, sobretudo, seguro. Mas só Deus sabe e nossa família dos momentos que passamos para garantir o parto quando o Plano de Saúde Unimed Norte/Nordeste foi descredenciado pela Clínica São Marcos, faltando poucos dias para o nascimento de mais uma filha amada.

A desorganização administrativa da Unimed tem levado muitos ao sofrimento. Imagine você pagar três anos do plano e quando precisa não tem a garantia de ser atendido. Com o descredenciamento, vários exames foram pagos por fora, aumentando os custos da gravidez. Aliás -diga-se de passagem- uma gravidez de risco. De noites pouco dormidas por causa de constantes problemas que apareciam.

Para garantir o parto, foi preciso ingressar na Justiça em razão da observação do obstetra que recomendou a urgência na preparação do nascimento da bebê, que já forçava sair do ventre da mãe. No plantão do juiz Lucas Neto foi expedida uma liminar justa e humanitária e a clínica prontamente atendeu para ser ressarcida pela Unimed.

Tão logo a minha companheira Thamara esteja completamente restabelecida, coisa de mais uns dez dias, iremos providenciar a migração para outro plano. É o que aconselho para quem não quer sofrer no momento em que precisar de atendimento médico e não ser recebido.

Para que se tenha ideia, no dia anterior ao nascimento, o Plano Unimed informou que estavam disponibilizados o Hospital das Clínicas, aqui em São Luís, sem a menor referência em serviços de partos, e uma clínica em Caxias. É muita falta de vergonha na cara!

Não vejo, por outro lado, uma ação concreta do Procon quando o assunto é o desleixo de planos de saúde. O único jeito é bater às portas da Justiça e obrigar o plano a pagar aquilo que é devido e que o usuário tenha os danos morais ressarcidos.

Por último, agradeço a compreensão dos leitores que ficaram por quatro dias observando a queda na produção de notícias do blog. Foi o período que, em oito anos do site, tirei férias.

E já de volta ao batente, que é o o que interessa!

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Grávida em trabalho de parto é mandada pra casa e bebê morre na barriga da mãe

Um fato triste ocorrido na cidade de Porto Franco revoltou e deixou em estado de choque os moradores. Uma gestante foi até ao Hospital Maternidade Aderson Marinho Filho, no dia 5 deste, com fortes dores. Segundo o marido, ela passou três dias no local e foi mandada de volta pra casa tomando Paracetamol para aliviar as dores. Porém, o bebê morreu. Confira no depoimento do pai:

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Que tristeza! Paciente é carregada em rede por falta de ambulância no Maranhão

O quadro é triste, lamentável, e remete aos tempos em que pacientes era transportados de burros ou em redes até chegar a um hospital no interior do Maranhão.

O passado continua bem presente em nosso estado e mostra o estado de saúde em nosso estado. Uma realidade que parece não sensibilizar o prefeito de Penalva e muito menos o governador.

A senhora foi levada na madrugada em uma rede até o Hospital Menino Jesus de Nazaré, em Penalva, e não resistindo a tantas dores, faleceu. Confira no vídeo abaixo:

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Próximo do parto, Unimed aplica calote em clínica e deixa cliente em desespero

Cliente do plano de Saúde Unimed Norte Nordeste, uma gestante residente em São Luís, vinha se preparando para ter a sua bebê na Clínica São Marcos, pelo plano, onde o obstetra que vem cuidando dela também faz o procedimento cirúrgico pelo convênio. Mais aí veio o desespero: a São Marcos suspendeu o atendimento por descumprimentos contratuais com o hospital. O mais grave é que a gestante só soube da suspensão apenas quando precisou de atendimento emergencial durante uma madrugada.

Em contato com o plano no dia 09 deste mês, às 10h30, sob o protocolo 3242132018000283, a cliente foi informada que nada estava regularizado nos Hospitais UDI, São Domingos e São Marcos. Por esse motivo, nova reclamação foi feita para a ANS -Agência Nacional de Saúde.

Por se tratar de uma gravidez de risco, a paciente necessita de atendimento emergencial, podendo ter o bebê prematuramente. A cliente, se quiser ter a filha no mesmo local, terá que desembolsar por volta de R$ 12 mil, mesmo pagando em dias R$ 998,00 mensais. 

Esta não é a primeira vez que a Unimed Norte Nordeste aplica calotes em redes de saúde e nem a segunda vez que levará a gestante a ingressar na Justiça contra o plano. Praticamente todas as clínicas, laboratórios e hospitais de São Luís descredenciaram o atendimento aos clientes Unimed NNe, sem que estes fossem previamente comunicados.

Da primeira vez foi negado o atendimento emergencial ao filho dela de apenas 2 anos na UPC  na época, por parte da Operadora de saúde. Um crime cometido pela Unimed que acabou sendo levado à Justiça.

Na segunda vez, um ato de desrespeito, trocou o sexo da gestante por um masculino, o que a impedia de ser atendida como mulher. Uma loucura e irresponsabilidade, o que levou a cliente novamente a entrar com uma ação de danos, a qual já ganhou a ação.

Agora, quando precisou do atendimento por causa de sangramentos, a Clínica São Marcos informou o descredenciamento da Unimed, assim como para o procedimento do parto que estava marcado para o dia 24 do mês de junho próximo. No dia em que a gestante estava com suspeita de descolamento de placenta, não encontrou nenhum hospital credenciado ao plano que pudesse realizar uma ultrassom obstétrica de emergência, tendo atendimento apenas particular na manhã seguinte.

A Unimed Norte Nordeste, ao invés de reparar o erro, ainda teve a coragem de enviar para a cliente informação de que a mensalidade terá acréscimo de 25% por causa da data de aniversário  de adesão ao plano agora em maio, mesmo tendo a ciência de que só possui um hospital para atendimento emergencial em São Luís, pois o descredenciamento com a operadora ocorreu em massa. Só muito óleo de Peroba!

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