Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa segunda-feira

Agência Brasil

Em parceria com os governos estaduais, distrital e municipais, o Ministério da Saúde inicia, na próxima segunda-feira (7), a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Na primeira fase, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa do lançamento da campanha “Vacinação contra o Sarampo”

A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, terá foco na população com idade entre 20 e 29 anos. Em entrevista coletiva, o ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a prioridade para este grupo justifica-se porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença. Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa do lançamento da campanha “Vacinação contra o Sarampo”

Levantamento do governo federal mostra que, até o dia 28 de agosto, 5.404 casos de sarampo foram confirmados em todo o país. Além disso, houve o registro de seis óbitos, sendo quatro deles de pacientes menores de 1 ano.

A unidade federativa com maior incidência é São Paulo (15,11 a cada 100 mil habitantes), que concentra 97% dos casos e é seguida por Bahia (6,64) e Sergipe (5,86). Embora apresente índice de 0,21, o Pará preocupa, devido à sua cobertura vacinal, que é, atualmente, de 76%, disse Mandetta. O Amapá apresenta a segunda cobertura mais baixa, de 77%, perdendo para a Bahia, com 80%, e o Maranhão e o Piauí, ambos com 83%.

De acordo com informações da pasta, foram adquiridos, para este ano, 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para o ano que vem, a encomenda foi de 65,4 milhões de doses.

Em 2020, o ministério dará continuidade à campanha. A imunização será dividida em três etapas e incluirá pessoas com idade de 50 a 59 anos. Ao todo, espera-se que a vacinação atinja 39 milhões de brasileiros, que equivalem a 20% da população.

“Nós sabemos que as crianças de 6 meses a 1 ano de idade são as que respondem clinicamente pior ao sarampo. Acabam desenvolvendo um quadro de pneumonia muito grave, e os óbitos acabam tendo uma prevalência maior nessa faixa etária. Então, o clássico é vacinar aos 12 meses e aos 15 meses. Quem fez isso com seus filhos abaixo de 5 anos fez o correto, a criança está coberta e não há necessidade de aplicar mais uma dose. Aqueles que só deram uma dose aos 12 meses e não deram a segunda devem ir agora para fazer a segunda dose, porque uma dose só não dá sistema imunológico competente para enfrentar um surto de sarampo”, afirmou o ministro.

“O que é a novidade à qual as pessoas devem estar atentas? De 6 meses a 1 ano, quando não era recomendada a primeira dose, estamos fazendo a chamada dose 0. Vacinar os bebês e depois, aos 12 meses, fazer a dose regulamentar, como se fosse a primeira, e a segunda. Essas crianças a gente vai blindar mais, porque elas são as principais vítimas fatais do sarampo”, acrescentou, ressaltando que o governo está cogitando voltar a aplicar a vacina oral contra sarampo, que ficou vulgarmente conhecida como a “vacina de gotinha”.

Verbas para municípios

Na entrevista, dirigentes do ministério destacaram que os municípios que fortalecerem suas ações de imunização ganharão um bônus de recursos, que totaliza R$ 206 milhões. Para receber o incremento, as prefeituras deverão cumprir duas metas.

“Àqueles que atingirem entre 90% e 95% [de cobertura vacinal] – nossa meta é de 95% – daremos mais um incentivo, um plus, porque ele fez mais esforço para chegar àquilo. Se atingir de 95% para cima, tirar nota 10, recebe 100% desse incentivo, para que possamos ajudar as cidades a cumprir um dever básico, que é de atenção primária de prevenção. O custo de uma vacina é tão baixo, e o custo de uma internação de uma criança na UTI [unidade de terapia intensiva], de uma vida, não tem preço. É um ato de amor e de respeito à criança. Já está pacificado. Não é uma questão de direito de pai e mãe, é um direito da criança “, esclareceu o ministro.

Para serem contemplados, os municípios terão ainda de monitorar e informar o governo do estado e o Ministério da Saúde sobre seus estoques da vacina tríplice viral, pentavalente e poliomielite ao estado e ao ministério. O total do recurso vai variar conforme a unidade federativa. As maiores parcelas estão reservadas para São Paulo (R$ 44,7 milhões), Minas Gerais (R$ 20,9 milhões), Rio de Janeiro (16,6 milhões) e Bahia (R$ 15,2 milhões).

Caroline Martins, que representou no evento a Secretaria de Atenção Primária à Saúde, disse que os postos de saúde devem aproveitar cada oportunidade que tiverem para perguntar aos usuários do serviço se a sua vacina contra o sarampo e a dos familiares estão em dia.

Ela recomenda também que as unidades de saúde mantenham as salas de vacinação abertas durante todo seu horário de funcionamento, inclusive as que já estão com expediente estendido. “Horário de almoço, à noite. É importante manter funcionando. Evitar complicações e barreiras na vacinação, ou seja, evitar que o usuário que procura a vacinação tenha que voltar inúmeras vezes por estar sem o comprovante de residência ou sem algum documento de identificação. Fazer isso de maneira responsável, mas de maneira a evitar criar uma complicação a cada vez que vai procurar a vacinação”, afirmou.

No total, a campanha dispõe de um investimento de R$ 19 milhões para as ações de comunicação, que constituem o Movimento Vacina Brasil. Entre os objetivos, está o combate às fake news (notícias falsas), que disseminam inverdades sobre os efeitos das vacinas e que são, segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, um fenômeno “global”, não ficando restrito ao Brasil.

Sobre a doença

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não vai a óbito, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas do paciente.

A prevenção ao sarampo, feita por meio da vacinação, é fundamental, já que não há tratamento para a doença. O tipo da vacina varia conforme a idade da pessoa que irá tomá-la, e a situação epidemiológica da região onde vive, ou seja, é necessário levar em conta a incidência da doença no local. Quando há um surto, por exemplo, a dose aplicada pode ser do tipo dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola.

Há, ainda, as variedades tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela, mais conhecida como catapora). As vacinas estão disponíveis em unidades públicas e privadas de vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece doses gratuitamente, em mais de 36 mil salas de vacinação, localizadas em postos de saúde de todo o Brasil.

O governo brasileiro recomenda que pessoas na faixa entre 12 meses e 29 anos de idade recebam duas doses da vacina. Para a população com idade entre 30 a 49 anos, a indicação é de uma dose.

Recentemente, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença. Na semana passada, passaram a apresentar semelhante condição quatro países da Europa: Reino Unido, Grécia, República Tcheca e Albânia. De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre deste ano, Cazaquistão, Geórgia, Rússia e Ucrânia concentraram 78% dos casos registrados na Europa.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Planos de saúde oferecem programas de prevenção de suicídios

Agência Brasil

Um mês de mobilização preventiva contra o suicídio. A campanha Setembro Amarelo foi criada para informar sobre depressão e outros transtornos mentais, uma vez que pensamentos que podem levar ao suicídio têm relação com diversos quadros clínicos. O esforço para combater essas doenças não está restrito ao Sistema Único de Saúde (SUS). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) usou a data para incentivar planos de saúde a oferecerem programas preventivos. Atualmente, o cadastro da autarquia já totaliza 42 iniciativas, que abrangem várias áreas de atenção, incluindo a de saúde mental.

A Agência Brasil contatou duas operadoras de saúde, para conhecer seus respectivos programas. O Única Mente, da SulAmérica, e o Reinventar, da Caixa de Assistência à Saúde da Universidade/UFMG (Casu), que tratam especificamente de saúde mental.

O programa Reinventar foi lançado este ano e contou a adesão de cerca de 30 pessoas, demanda que, segundo a gerente de Promoção da Saúde da Casu, Janaína Baronto, superou as expectativas. Na avaliação da profissional, um foco maior na Atenção Primária tem impulsionado a expansão do que chama de “metodologia de autocuidado aplicado”.

Janaína afirma que essa tendência reforça a noção de que a saúde do indivíduo deve tratada como um todo. Alguém com diagnóstico de depressão grave, exemplifica ela, não pode ser instruído apenas sobre diabetes, mas também sobre a importância de se alimentar corretamente, porque, com tal estado mental, poderia até mesmo estar pulando refeições. “Se um [aspecto da saúde] não estiver bem, [o tratamento] não vai dar certo “, diz.

A coordenadora do setor de Práticas de Saúde Integradas da Casu, Larissa Garbocci, comenta que não é a primeira vez que o plano desenvolve um programa na área de saúde mental, tendo implantado outro há alguns anos. O projeto foi descontinuado por volta de 2011, devido a mudanças na diretoria da associação.

Foi por notar um aumento nos atendimentos de psiquiatria e psicologia que a Casu decidiu implantar novamente a ação. O balanço anual da ANS confirma a alta procura por profissionais de saúde mental. Tanto em 2017 quanto em 2018, a consulta com psicólogos foi o segundo procedimento ambulatorial mais frequente, perdendo apenas para as sessões com fisioterapeutas. Nessa lista, entram também consultas e sessões com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionistas.

No segundo semestre de 2017, foram realizadas 8,2 milhões de consultas ou sessões com psicólogos. No mesmo período de 2018, o número de atendimentos superou os 9 milhões. As consultas psiquiátricas também apresentaram aumento. No segundo semestre de 2017 foram 2.312.341. No mesmo perído do ano seguinte foram 2.515.989 consultas ou sessões.

“O objetivo do programa é visar o autoconhecimento, a inteligência emocional, estando pautado na história de cada um, no reconhecimento de habilidades individuais. Não foca em associado que já esteja adoecido, porque, no trabalho em grupo, a gente tem que tomar cuidado com isso. Por isso, é pensado de uma forma mais preventiva, porque tem questões que a gente não consegue trabalhar em grupo”, esclarece Larissa.

Para a assistente social, trabalhar de forma coletiva faz com que os participantes do programa percebam seus problemas sob outro ângulo. “Às vezes, sozinho, ele acha que é uma coisa só dele”, diz.

Acolhimento

O Única Mente, da SulAmérica, conta com 70 psiquiatras e 40 psicólogos. Um dos principais objetivos é agilizar e priorizar pacientes com transtorno mental no agendamento de procedimentos médicos.

A diretora técnica médica da SulAmérica, Tereza Veloso, ressalta que, de 2017 para 2018, houve um crescimento de 180% em consultas psiquiátricas e 79% em sessões de psicoterapia, entre os usuários do plano. Segundo ela, muitas demandas de saúde mental também têm aparecido nos demais programas que a operadora mantém.

O programa tem duas linhas: a disponível para os beneficiários do plano em geral e a empresarial, que leva o serviço a companhias interessadas. “O programa tem um braço que cuida do individuo, alguém que procurou a gente, seja através de uma consulta ou através de um programa de gestão em saúde ou porque ligou pra nossa central de orientação e pediu uma ajuda, ele é acolhido e passa a ser atendido por uma equipe multiprofissional, de psicólogos, psiquiatras e enfermeiros especializados em doenças psiquiátricas. Nesse período, ele passa a não ter mais limite na quantidade de acesso a consultas, psicoterapia. O programa é desenhado com base nas necessidades do indivíduo”, detalha.

“No país, ainda existe um receio muito grande de se expor, quando você tem alguma doença psiquiátrica. Mais do que qualquer coisa, esses pacientes precisam ser acolhidos de alguma forma e entender que precisam ser cuidados e reabilitados. Em paralelo, existia um pedido forte das empresas para que a gente pudesse ter um braço de atuação dentro delas, pra ajudar na prevenção”, acrescenta.

Rol de procedimentos

Para garantir que pacientes com transtornos dessa natureza tenham um atendimento adequado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também exige das operadoras de planos de saúde que cumpram uma série de regras. Os procedimentos estão previstos na Resolução Normativa nº 428/2017 e visam resguardar os direitos dos pacientes quanto a consultas médicas, internação hospitalar, consultas com psicólogo e terapeuta ocupacional e atendimento em hospital-dia psiquiátrico.

Pessoas com diagnóstico de transtornos de personalidade, por exemplo, têm assegurado um mínimo de 18 sessões de psicoterapia por ano. A quantidade também é garantida a pacientes com transtornos do humor, como depressão e transtorno afetivo bipolar.

Na resolução, a ANS também destaca que os planos de saúde devem colaborar para desestigmatização de pessoas com transtornos mentais. As operadoras têm, ainda, o compromisso de contribuir para disseminar uma cultura contra a institucionalização desses pacientes. A posição da autarquia é de que a internação psiquiátrica seja empregada apenas em último caso e mediante indicação de um médico assistente. O entendimento é de que se priorize o atendimento ambulatorial e em consultórios.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Projeto “Saúde na Comunidade” chega em Humberto de Campos

Sempre pensando no melhor para o povo de Humberto de Campos a líder política Gardênia Sabóia, em parceria com o vereador Genival Alves, levam neste sábado para a cidade de Humberto de Campos a famosa “Carreta da Saúde”, um verdadeiro hospital móvel, com os mais variados tipos de atendimentos médicos.

O Projeto Saúde na Comunidade / Carreta da Saúde estará presente no sábado 28.09, na sede do município, na praça da Bíblia, das 7 às 12h.

“Será uma ação social visando atender toda a população da sede e dos povoados, iniciativa nossa, com o apoio de vários amigos da área da saúde”, relata a Dra. Gardênia Sabóia, ela que também é profissional da saúde e tem uma larga experiência em saúde pública. Esta ação levará atendimentos da saúde à toda a comunidade humbertuense.

“Precisamos cuidar das pessoas, e cuidar das pessoas é ter amor ao próximo.” Gardênia que é odontóloga, leva a questão da saúde a sério, sendo a sua principal bandeira de luta.

O vereador Genival Alves, que mantem seu mandato atuante em São Luís, declarou que “a Carreta da Saúde está quebrando barreiras, não estando apenas na capital, mas chegando no interior do Estado, levando qualidade de vida para a população maranhense”.

Ele que é natural da cidade de Humberto de Campos, de forma especial declarou apoio total a esta ação.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Assembleia Legislativa inicia campanha de prevenção à depressão com vasta programação de atividades

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), presidiu, na manhã desta terça-feira (24), a abertura da campanha “Alema em movimento no combate ao suicídio”. No evento, realizado no Plenário Gervásio Santos (Plenarinho), Othelino destacou a importância da campanha, frisando a iniciativa da Assembleia Legislativa de buscar o apoio de outras entidades e instituições.

“A nossa Assembleia encampa objetivamente, a partir deste momento, esta luta que visa, sobretudo, a prevenção de doenças emocionais. É importante dizer que estamos focados para dentro de casa, com um olhar atento inclusive para nossos próprios servidores, mas também buscamos chamar a atenção de toda a sociedade para estes graves problemas: a depressão e o suicídio”, disse Othelino.

O parlamentar acrescentou que a campanha “Alema em Movimento” será desenvolvida de forma institucional, envolvendo todos as diretorias e demais órgãos da Assembleia, com ações que deverão ser implementadas permanentemente.

“E vamos ampliar nosso raio de ação, buscando outras parcerias com esta nossa ação solidária e conjunta para o enfrentamento de mais este desafio que se coloca diante de nós”, acrescentou Othelino, que também fez questão de destacar o trabalho do deputado Fábio Macedo (PDT), autor da Lei 11.079, que instituiu o dia 13 de setembro como o Dia Estadual de Combate à Depressão.

Mal do século

Em seu discurso, Fábio Macedo enalteceu a iniciativa da Assembleia Legislativa de deflagrar a campanha de prevenção à depressão e ao suicídio, que, além da participação dos demais parlamentares, envolverá diretores e servidores da Casa.

“Não há como negar a importância desta campanha de combate ao suicídio e à depressão, que é silenciosa e considerada como o mal do século. Devemos ter um olhar para estes problemas, como forma de quebrar o silêncio e o preconceitos, para que as pessoas afetadas possam ter ajuda médica e tratamento adequado”, afirmou Fábio Macedo.

O diretor de Saúde e Medicina Ocupacional da Alema, Dionílio Costa Júnior, por sua vez, manifestou agradecimentos às instituições parceiras como o Hospital São Luís e o Hospital Nina Rodrigues, que se engajaram na campanha. O gestor explicou que a campanha será realizada com a participação de uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais.

Também participaram da cerimônia de abertura da campanha os deputados Antônio Pereira (DEM), Helena Duailibe (Solidariedade) e Daniella Tema (DEM), e representantes da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério Público, do Hospital Nina Rodrigues, do Hospital São Luís e voluntários do Movimento em Defesa da Vida.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Hospital Regional de Balsas (MA) celebra dois anos com mais de 630 mil atendimentos

Unidade atende 13 municípios da região; atenção materno-infantil praticada pelo hospital é referência para a Organização Pan-Americana da Saúde

Colaboradores, direção, equipes de enfermagem, médicos, pacientes e acompanhantes comemoraram, nesta sexta-feira (20/09), os dois anos de funcionamento do Hospital Regional de Balsas (MA), além de mais de 630 mil atendimentos realizados. A unidade é referência na oferta de serviços de saúde para 13 municípios da região sul do estado. Uma programação especial com corte de bolo e presença de autoridades estaduais e municipais, além de depoimentos de acompanhantes de pacientes atendidos pela unidade, marcou a data.

A diretora-executiva do Instituto Acqua, Paula Assis, destacou a relevância da data e o empenho dos colaboradores nos dois anos de prestação de serviços de saúde. “Quando entramos no Hospital Regional de Balsas notamos o brilho nos olhos de cada colaborador em atender e prestar este serviço à população. O Instituto Acqua  agradece a todos pela oportunidade de concretizarmos essa parceria que tem salvado vidas. O sorriso e o depoimento de cada paciente motivam e nos fortalece nessa defesa pelo SUS. Vamos sempre ofertar serviço com qualidade”, pontuou.

Referência – Em dezembro de 2018, a unidade tornou-se referência no atendimento às gestantes ao conseguir atingir marca de 365 dias sem registrar morte materna. Desde o período, várias instituições como Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Instituto Acqua, Prefeitura, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e Conselho de Secretários de Saúde (Conass) têm trabalhado em conjunto e adotado de forma periódica estratégias para fortalecimento à mulher.

Os resultados desse trabalho que prioriza a qualidade de vida da mulher têm reflexo ainda nos dias de hoje. O parto da terceira filha de Glécia Rodrigues Alves, 21 anos, moradora de Balsas, realizado na madrugada do último dia (19/09), exemplifica o cuidado e acolhimento das equipes do Hospital Regional de Balsas. A paciente explica como foi o atendimento e que sentia dores ao dar entrada no hospital.

“Cheguei com 9 centímetros de dilatação e fui logo atendida. Aqui no Hospital Regional de Balsas os profissionais de saúde são ótimos e atendem super bem, com muito amor e carinho”, contou a mãe da pequena Rayssa Manuella, de apenas dois dias.

Números – Desde a inauguração, em setembro de 2017, a unidade realizou 633.642 atendimentos entre consultas médicas, de enfermagem, procedimentos ambulatoriais, partos, mutirões, cirurgias e internações. Os procedimentos ambulatoriais somam 151.669, enquanto consultas realizadas pela equipe multiprofissional foram 149.942. Os Serviços Auxiliar e Diagnóstico e Terapia (S.A.D.T) fecharam agosto em 273.647 e consultas médicas em 40.246.

No ano de 2018, os números também são positivos. Durante todo o ano passado foram 380.596 atendimentos dos mais diversos tipos, sendo 86.420 procedimentos  ambulatoriais, 101.894 consultas realizadas pela equipe multiprofissional, S.A.D.T com 159.649 e consultas médicas chegaram a 22.434.

“Temos nesses dois anos vários avanços, entre os quais podemos destacar. Ficamos mais de 400 dias sem óbitos maternos e 60 dias sem óbitos neonatais. Chegamos a realizar 23 partos em um único dia. O Regional de Balsas foi o primeiro da região a ser inaugurado com quartos PPPs (pré-parto, parto e pós-parto), tudo  para que possamos sempre avançar no cuidado e acolhimento de nossas gestantes e demais pacientes.  Nosso intuito é servir com acolhimento humano e avançando sempre”, destacou o diretor-geral Eliabe Wardeley da Silva Aguiar.

A recepcionista Lívia Kelly Castro Silva, 39 anos, expressou o sentimento dos funcionários em integrar  a equipe  do regional de Balsas. “A recepção é o coração do hospital. Pela recepção passa tudo, desde a gestante ao idoso que requer muito cuidado e atenção. Me sinto muito orgulhosa em fazer parte dessa equipe que formamos no hospital, do porteiro ao auxiliar de serviços gerais procuramos atender bem para que nossos clientes se sintam bem”, recordou a colaboradora que trabalha na unidade há 1 ano e 10 meses.

Prestigiaram o evento o vice-prefeito de Balsas Celso Henrique Soraya Limar, diretora do Hemonúcleo de Balsas, além de vereadores, representantes da sociedade civil,  fornecedores e colaboradores de vários setores.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Como encontrar as melhores clínicas de reabilitação em São Paulo e ao redor do Brasil?

A Bella Clínic aceita convênios médicos

Confira nesta matéria as melhores clínicas de reabilitação de São Paulo e ao redor do Brasil.

Hoje em dia somente no estado de São Paulo a Bella Clínic possui mais de 500 opções de clínicas de reabilitação. E como saber qual clínica de reabilitação é boa e qual não é? Confira este artigo que mostra as melhores clínicas de reabilitação para dependentes químicos e alcoólatras de São Paulo e ao redor do Brasil:

Bom, para isso temos diversos grupos que estão sempre de olho e por dentro do que vem acontecendo por dentro destas unidades.
Hoje estamos aqui para dizer um pouco a respeito do trabalho da da Bella Clinic – Clínicas de Reabilitação para Dependentes Químicos e Alcoólatras.

Trabalhamos com mais de 100 opções de clínicas de reabilitação e estamos há mais de 10 anos no ramo. Contamos com equipes especializadas de remoção / resgate 24 horas que atendem todo o Brasil! A Bella Clinic trabalha com clínicas de reabilitação para idosos, clinicas de reabilitação para menores de 18 anos, clinicas de reabilitação femininas, internações involuntárias e voluntárias para dependentes químicos e alcoólatras e clínicas para alcoólatras também.

A Bella Clinic conta com plano de tratamento para a internação voluntária Indicada para pessoas que estão fazendo um uso de drogas ou álcool ainda que considerado pelos especialistas como moderado e têm consciência da doença da dependência química e aceitam fazer o tratamento de reabilitação.

Tratamento voluntário em clínica de reabilitação para dependentes químicos

A Internação mediante o consentimento livre e esclarecido por parte do próprio paciente e preferencialmente de comum acordo de seus familiares ou amigos mais próximos. As vezes há uma situação limítrofe à involuntária também, quando o próprio motivo da internação em uma clínica de reabilitação, o consumo de substancias ilícitas (abuso ou dependência de álcool ou drogas), comorbidade (outro transtorno mental associado), medicação prescrita, ou a situação prévia a internação em clínica onde os sentimentos ou a capacidade racional dos pacientes ficaram prejudicados ao menos temporariamente (durante o ato de internação fechada ou compulsória). Para uma primeira internação é pouco provável que o paciente tenha um conhecimento suficiente sobre sua doença ou até mesmo sobre o tratamento para ela, para uma decisão soberana, esclarecida. O mais comum é que ele esteja indo para uma segunda internação, ou tenha passado por tratamento domiciliar ou ainda, conheça alguém que também esteve internado em uma clínica.

Todos os nossos planos de tratamento são individualizados e personalizados por perfil e necessidades do paciente. A Bella Clinic disponibiliza tratamentos para depressão em clínicas especializadas em:

Tratamento para o crack
tratamento da maconha
tratamento da cocaína
tratamento do alcoolismo

Disponibiliza também Clínicas de reabilitação no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Nordeste, Bahia em breve em Portugal e ao redor de todo o Brasil, são muitas opções mesmo!

Entre em contato com um dos especialistas ou terapeutas da Bella Clinic e obtenha maiores informações sobre os tratamentos para a dependência química ou tratamento para alcoolismo.

Lembre-se que alcoolismo e dependência química são coisas muito sérias e exigem uma atenção super especial e estruturas especializadas.
A Bella Clinic conta também com tratamentos com Ibogaína em São Paulo e ao redor do Brasil, tratamento domiciliar, diversas opções de acompanhantes terapêuticos dispostos a atender em todo o Brasil e no mundo, não perca tempo, a dependência química é uma doença progressiva, incurável e fatal que afeta todas as áreas da vida do dependente, se de uma oportunidade ou ajude quem você ama a sair deste labirinto que só leva a destruição.

Tratamento involuntário em clínica para dependentes químicos:

Esta é uma modalidade de tratamento que está indicada para pessoas que precisam deste tipo de internação / tratamento, mas não estão de acordo com a internação.

A Clínica oferece algumas possibilidades de tratamento, inclusive o tratamento involuntário (fechado), previsto em lei. A Internação Involuntária para dependentes químicos e alcoólatras é amparada pelo Decreto 891/38 e, pela Lei 10.216, desde 6 de abril de 2001, e é regulamentada pela portaria federal nº 2.391/2002 e de acordo com RDC N-101 da ANVISA.

A internação involuntária (sem o consentimento do usuário e a pedido de um terceiro), ele sendo responsável pelo paciente, é uma das soluções para quando o dependente químico ou o alcoólatra está colocando sua própria vida ou a vida de terceiros em risco e dificuldades e, mesmo assim, ele é incapaz de tomar e manter uma atitude coerente para sua recuperação / reabilitação.

Deve ser aplicada em casos em que o dependente perdeu a liberdade de escolha. Este é o ponto central de qualquer transtorno psíquico, a incapacidade do dependente químico não conseguir
escolher algo do que faz atualmente. O dependente químico ou alcoólatra não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência das drogas ou do álcool.

A vontade de usar a substância que altera a sua mente ou o seu humor é sempre maior e se sobrepõe a coisas que antes eram muito mais importantes como: estudo, serviço, convívio com familiares e parentes, respeito às normas etc… Desse modo, não é tão simples assim ouvir da pessoa “vou me tratar” e nada mais acontece, pode ser a hora de se refletir e buscar um auxílio profissional especializado, para reverter esta situação, antes que seja tarde demais.

A duração prevista para um tratamento completo é de de 180 dias geralmente em regime de internação continuada em unidades de tratamento, sujeitas à alta terapêutica estabelecidas pelas equipes, mais um programa de reinserção social com acompanhamento profissional.

Destinado àquelas pessoas que não aceitam se afastar do vício do álcool , das drogas ou até mesmo medicamentos controlados em excesso, o tratamento involuntário é uma iniciativa tomada por membros da família do dependente de drogas ou de álcool com intenção de conscientizá-lo da necessidade de desintoxicação física.

Os pais têm poderes legais para solicitar a internação de seus os filhos ou entes queridos enquanto que a determinação de submeter o pai ou a mãe ao tratamento de maneira não espontânea só pode ser adotada com o consentimento e autorização de todos os filhos.

Um dos mais renomados especialistas hoje em dia em dependência química e alcoolismo, DR. Ronaldo Laranjeira, afirma que o tratamento da dependência ou do alcoolismo não espontâneo “É uma decisão difícil, mas válida”.

Em uma entrevista que foi publicada na edição de número sete da Revista Anônimos o médico psiquiatra deixa claro seu posicionamento. “Um importante documento do NIDA – Nacional Institute on Drug Abuse – aborda os doze princípios do tratamento efetivo para a dependência química ou alcoolismo. Um desses critérios afirma exatamente que para o tratamento ser efetivo não precisa ser voluntário não”, disse o médico à revista. “Quando ocorre a internação involuntária em clínica de reabilitação, o primeiro beneficio é o fato da pessoa não estar se intoxicando e, com isso, seu estado mental começa a se modificar. Quando ele está usando, seu processo decisório está comprometido e uma parte da falta de motivação está relacionada ao fato da própria intoxicação turvar o processo de motivação”.

“Tem gente que fica anos usando, e com esse processo de motivação comprometida, nunca vai chegar ao momento de decidir parar”, lembrou o Doutor. “A vantagem inicial da internação voluntária é então o estado mental mais favorável para a reabilitação do paciente. Com o tempo, este paciente vai poder observar a parte positiva da internação em clínica de reabilitação”.

Clique aqui e entre em contato com a Bella Clinic

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Hospital Dr. Carlos Macieira (MA) realiza segunda etapa do mutirão de cirurgias urológicas

Somando as duas etapas realizadas, 90 pacientes que aguardavam por cirurgias foram atendidos; em outubro, um novo mutirão será realizado

O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), em São Luís (MA), acaba de promover a segunda etapa do mutirão de cirurgias urológicas, com encerramento marcado no último domingo (1/09). No início do mês, 45 pacientes já haviam sido atendidos na especialidade. O mutirão faz parte das ações para diminuir a fila de espera de pacientes que aguardam atendimento. Foram registrados 90 atendimentos nas duas fases da iniciativa.

A urologia é uma das especialidades que mais apresentam demanda no HCM, segundo explica o diretor-geral da unidade, Edilson Medeiros. “Essa demanda tem crescido exponencialmente e por isso houve esse redirecionamento da rede estadual de saúde para atender toda a demanda de casos urológicos. Em outubro, daremos continuidade ao mutirão atendendo casos de maior complexidade para evitar complicações que deixem sequelas definitivas”, explicou o médico.

Os pacientes são regulados e passaram por triagem, que avalia as condições de saúde para submissão à cirurgia. Os procedimentos cirúrgicos têm duração entre 45 minutos e 1 hora, com pós-operatório de, em média, 24 horas para observação.

Rapidez no atendimento – Os pacientes desta etapa destacaram a agilidade na realização da cirurgia como ponto importante do mutirão. Natural da cidade de Cajari, distante 215 Km da capital do estado, o agricultor Ronald Boes Frazão, 24 anos, pensou que passaria meses aguardando atendimento. “Consultei aqui mesmo no HCM e quase um mês depois já marcaram minha cirurgia. Foi bem rápido e o atendimento é ótimo. Esse mutirão pode ajudar muitas pessoas que precisam”, pontuou o agricultor.

O técnico de informática, David Anderson Correia, 34 anos, também expressou a satisfação pela rapidez em realizar a cirurgia. “Imaginei que fosse esperar uns meses e estou bem surpreso de ter tido logo esse atendimento. Entre a primeira consulta e o retorno para a cirurgia, que eu me lembre, não demorou um mês e meio”, contou o paciente que foi submetido ao procedimento de frenuloplastia.

O mutirão da unidade de saúde gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde realizou cirurgias de hidrocele, varicocele, vasectomia, retirada de duplo J, penectomia, cistoscópio, cistolitotomia, RTU, ureterorrinolitotipsia e outros procedimentos urológicos.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Prefeitura de São Luís mobiliza população na Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Tabagismo

Ações iniciaram domingo (25), na Feirinha São Luís e prosseguem durante a semana em Unidades Básicas de Saúde e outras instituições; programação está inclusa na política de saúde preventiva do prefeito Edivaldo

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), deu início no domingo (25), na Feirinha São Luís, Praça Benedito Leite, Centro Histórico, à Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Tabagismo. Dados do Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2018, indicam que São Luís continua entre as capitais brasileiras com menor frequência de fumantes. Quando se trata do sexo feminino, o índice de 2,8% é o menor do país; enquanto entre os homens, a capital maranhense ocupa a quinta menor freqüência, com 7,3%. Os dados são referentes aos atendimentos individuais e condição avaliada sobre o tabagismo recolhidos pelo Ministério da Saúde e refletem as políticas de saúde preventiva desenvolvidas pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

A Semana Municipal de Prevenção e Combate ao Tabagismo tem programação em 51 Unidades Básicas de Saúde do município de São Luís e objetiva conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do tabaco. As ações integram as atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo – 29 de agosto. “O cigarro tem um alto poder de causar dependência química; por isso, o combate ao tabagismo passa pela oferta de serviços para os dependentes que desejam parar de fumar e por ações de prevenção voltadas para todos os públicos. A Prefeitura, na gestão do prefeito Edivaldo, tem usado essas estratégias”, alerta o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

Este ano, a campanha nacional de luta contra o tabagismo tem como tema “Não deixe o tabaco levar o seu fôlego embora”, voltado para as doenças pulmonares. O trabalho terá como ponto culminante a programação desenvolvida na Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) na próxima quinta-feira (29), junto às adolescentes esclarecendo sobre os malefícios do uso do tabaco. Na quarta (28), a Semus organiza ações de busca ativa entre pessoas que desejam interromper o tabagismo de forma definitiva. O encerramento da semana acontece em todas as unidades de saúde na sexta-feira (30).

PÚBLICO-ALVO

O diferencial da semana municipal em 2019 está no trabalho que será desenvolvido nas escolas e instituições, com objetivo de alcançar os adolescentes. Estudos apontam que o grupo dos adolescentes está entre os mais vulneráveis ao hábito de fumar, pela associação que seu uso está com o espírito transgressor do jovem e outras formas de comportamentos que a imagem do fumante equivocadamente remete. A nicotina, assim como o álcool, é considerada pelos especialistas como porta de entrada para outros vícios ilícitos.

Segundo alerta a coordenadora de Saúde do Adulto da Semus, Kardele Rodrigues, a nicotina não atinge somente o fumante, mas toda a sociedade e o meio ambiente. “Nós mobilizamos as equipes das Unidades Básicas de Saúde que estão implementando um plano estratégico. São desenvolvidas ações não somente de busca ativa, aquela em que fumantes que desejam parar buscam ajuda médica, como atender às pessoas que verbalizam esta vontade”, ressalta Kardele Rodrigues.

Na fase preparatória da semana de combate e prevenção do uso do tabaco, a Semus realizou 262 atendimentos individuais a pessoas em relação ao tabagismo, segundo dados do E-SUS, sistema do Ministério da Saúde.

PROBLEMAS

A Organização Mundial de Saúde (OMS), aponta que chega a 63% o índice de letalidade entre os usuários do tabaco. O tabagismo é responsável por doenças crônicas pulmonares evitáveis. Dados revelam que o cigarro é responsável por 85% das mortes, sendo que 30% dos usuários desenvolvem diversos tipos de cânceres; 25% vão a óbito por doenças coronarianas e outros 25% por doenças cerebrovasculares. É também um fator negativo no controle da hipertensão arterial.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Prefeitura de São Luís avança no atendimento a pacientes que fazem hemodiálise na rede municipal de saúde

Além de novos equipamentos, gestão do prefeito Edivaldo ampliou o serviço eletivo na área, o que garante melhoria no atendimento a quem sofre com insuficiência renal aguda ou crônica

A ampliação do serviço de hemodiálise ofertado pela Prefeitura de São Luís na gestão do prefeito do prefeito Edivaldo Holanda Junior aos pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica resultou na melhoria do atendimento disponibilizado no setor de emergência dos hospitais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II). Para promover a expansão do atendimento, novas máquinas de hemodiálise foram adquiridas. Além disso, a gestão também ampliou o serviço eletivo na área, com a realização de convênios com outras clínicas especializadas para atender os pacientes crônicos que precisam continuar com o tratamento. A iniciativa integra as ações de atenção à saúde no setor de urgência e emergência, coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

“O procedimento é fundamental para muitas pessoas que apresentam quadros de insuficiência renal aguda ou crônica graves. Por isso, seguindo a orientação do prefeito Edivaldo, ampliamos o serviço para aumentar a capacidade de atendimento na área e prestar um serviço com mais qualidade aos pacientes que necessitam se submeter ao procedimento em nossas unidades de urgência e emergência”, observou o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho.

No Socorrão II, as máquinas são utilizadas para hemodiálise de pacientes já internados no hospital ou das pessoas que precisam realizar o procedimento de forma emergencial e que dão entrada pela urgência da unidade. Um dos equipamentos de hemodiálise adquiridos foi destinado ao atendimento exclusivo dos pacientes internados na UTI daquele hospital, proporcionando maior qualidade e conforto aos que estão em estado grave, que agora não precisam mais ser deslocados ao setor de hemodiálise da unidade para realizarem o procedimento. O hospital tem ainda outro aparelho, que foi destinado ao setor de hemodiálise. Outras duas máquinas atendem a pacientes do Socorrão I, onde é realizada uma média de 200 procedimentos de hemodiálise por mês.

PROCEDIMENTO

A hemodiálise substitui a função dos rins de quem tem doença renal crônica avançada. É um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos, e faz a filtragem e a depuração de substâncias indesejáveis do sangue como a creatinina e a uréia. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como o sódio e potássio, por exemplo. Na hemodiálise a máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular, que pode ser um cateter (tubo) ou uma fístula arteriovenosa.

O tratamento é indicado para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves. É possível começar o tratamento com remédios que podem controlar os sintomas e estabilizar a doença. Porém, em casos em que os remédios não são suficientes e a doença progride, torna-se necessário iniciar o procedimento de hemodiálise, sempre por indicação de um médico nefrologista.

AVANÇOS

Além de melhorar esse serviço, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior promoveu, no Socorrão II, outras intervenções visando à otimização e humanização do atendimento na unidade. Além de obras de reforma para reestruturação física dos ambientes e a compra de novos equipamentos, estão ainda entre as ações a implantação do projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde, executado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

O projeto, que soma esforços a outras iniciativas da gestão para promover melhorias na rede municipal de saúde, conseguiu reduzir a superlotação no primeiro semestre deste ano e, ainda, o tempo de atendimento a pacientes. A redução foi de 70% nos indicadores de superlotação no primeiro semestre deste ano e queda de 27% no tempo de atendimento a pacientes que não precisaram ser internados na unidade. Com isso, o Socorrão II foi a unidade de saúde que apresentou o melhor resultado na primeira etapa do projeto, ficando em primeiro lugar entre os 20 hospitais brasileiros participantes.

Com o desenvolvimento do projeto Lean nas Emergências, o layout do pronto-socorro foi modificado destacando a assistência de qualidade e segura ao paciente, melhorando a comunicação entre as equipes assistenciais e diminuindo o desperdício de insumos. Para isso, foram criados novos espaços como a Sala de Curta Permanência, a Sala de Decisão Médica, Sala Vermelha e Laranja, UTI A (com nove leitos) e um consultório específico para atendimento no fluxo de pacientes não graves.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Com programa Consultório na Rua, prefeito Edivaldo leva ações de saúde a pessoas em vulnerabilidade social

Equipe do programa presta atendimento itinerante em um veículo adaptado que percorre diversas áreas da cidade e tem como público-alvo pessoas em situação de rua; estratégia integra as ações de saúde da gestão do prefeito Edivaldo

Como mais uma estratégia na área da atenção básica à saúde, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior vem desenvolvendo as ações do programa Consultório na Rua, que leva atendimento médico a pessoas em situação de rua. O trabalho visa levar a esse público serviços de saúde, contribuindo para a prevenção de doenças, orientando-os e encaminhando-os ao tratamento necessário a fim de oferecer melhores condições de saúde. A ação é realizada em parceria com o Ministério da Saúde, tendo ainda como foco gestantes em vulnerabilidade social e situação de rua. De janeiro a abril deste ano, mais de 3,2 mil atendimentos foram realizados.

Com equipes em campo, o Consultório na Rua visa ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, ofertando, de maneira mais oportuna, atenção integral à saúde para esse grupo que se encontra em condições de vulnerabilidade e com os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados. O atendimento prioriza o cuidado no local, que busca atender não só nos problemas de saúde e sociais, bem como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS) como a vacinação. Dependendo da necessidade do usuário, essas equipes também atuam junto aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de atenção da rede de saúde e intersetorial.

De segunda a quinta, nos turnos vespertino e noturno, o Consultório na Rua presta atendimento itinerante por meio de um veículo adaptado que percorre diversas áreas da cidade. Na última semana equipes do programa estiveram na área do Mercado Central realizando os atendimentos. Entre outros locais que o Consultório na Rua presta atendimento na capital estão áreas como João Paulo, Coroadinho, São Francisco, Itaqui-Bacanga, Parque do Bom Menino, praças Deodoro, João Lisboa e Pedro II e outros locais do Centro Histórico.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, o Consultório na Rua é uma importante estratégia para levar os serviços básicos de saúde às pessoas que vivem em situação de rua e distanciadas da rede de serviços de saúde. “Além de levar a saúde pública para esta população, iniciativa que segue orientação do prefeito Edivaldo, o serviço também promove a inclusão social delas. Por isso, o trabalho é feito em conjunto com outras pastas. O nosso objetivo é garantir o acesso desse público aos serviços da rede institucionalizada, a assistência integral e a promover a dignidade humana das pessoas em situação de exclusão social”, afirmou o secretário.

O Consultório na Rua foi instituído pela Política Nacional de Atenção Básica e, em São Luís, o programa é desenvolvido por uma equipe multiprofissional formada por médico, enfermeiro, técnico em saúde bucal, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico em enfermagem, assistente social e agente social. Entre os serviços realizados estão consultas com clínico geral, acompanhamento pré-natal, atividades de orientação de saúde bucal, testes rápidos de sífilis, HIV, hepatite, coleta de exames laboratoriais, coleta de escarro para diagnóstico da tuberculose, testes de gravidez, emissão de Cartão do SUS, viabilização para emissão de Carteira de Identidade, entre outras ações.

Segundo a coordenadora do projeto, Nielma de Paula Carramilo Santos, o foco do atendimento se dá principalmente nas doenças ou situações que mais atingem os moradores em situação de rua, como tuberculose, alcoolismo, uso de drogas, hepatites, sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis. Também ainda orientando a população sobre as formas de prevenção e o tratamento dessas doenças.

“O Consultório na Rua é um modelo de inclusão social que enxerga o ser humano além da sua condição social. Com esta iniciativa, temos conseguido intervir na saúde de centenas de pessoas que vivem em situação de rua e conseguido concluir o tratamento de muitos que se submetem às terapias indicadas pelo serviço”, disse a coordenadora do projeto em São Luís, Nielma de Paula Carramilo.

Entre as doenças mais detectadas por meio do Consultório na Rua estão a tuberculose e a sífilis. Quando o diagnóstico é positivo, o tratamento é feito pelo próprio serviço. Já doenças como HIV, por exemplo, quando o teste rápido dá positivo, a pessoa é encaminhada ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), disponibilizado pela rede municipal de saúde. Também os exames de imagem diagnóstica necessários à conclusão do tratamento do paciente são feitos nas unidades do município. Alguns medicamentos da Farmácia Básica também são distribuídos quando necessário, durante as consultas do Consultório na Rua. Entre os remédios estão analgésicos, antipiréticos, anticoncepcionais, cremes vaginais e outros.

A estratégia do Consultório na Rua vem mostrando seus benefícios também no alcance de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas, situação comumente observada nestas populações. Para lidar com a situação, a estratégia intervém junto aos usuários de substâncias psicoativas que vivem na rua, baseada na perspectiva de redução de danos. Nesses casos, a pessoa é encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPSAD), para sua inserção na rede de atendimento especializado.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Substância produzida pelo organismo tem potencial para tratar diabetes

Agência Brasil

O pesquisador brasileiro Luiz Osório Leiria, durante pesquisa de pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose e pode ser uma alternativa para o combate a diabetes. Atualmente ele é pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em artigo publicado na revista Cell Metabolism, Leiria descreve pela primeira vez as funções de tal substância, o lipídio 12-HEPE, um tipo de gordura que é produzida e liberada pelo tecido adiposo marrom. O tecido adiposo marrom está principalmente relacionado à regulação térmica do organismo por meio da produção de calor. Já o tecido adiposo branco é aquele relacionado com a obesidade e tem a função é acumular gordura quando há excedente energético disponível.

Na pesquisa, Leiria descobriu que camundongos obesos tratados com o lipídio 12-HEPE apresentaram maior eficiência na redução dos níveis de glicose no sangue depois de receberem uma injeção com glicose concentrada, na comparação com os camundongos que não tinham recebido o tratamento com o lipídio.

“Mostramos que o 12-HEPE foi capaz de melhorar a tolerância à glicose em animais obesos, o que se deve à capacidade deste [lipídio] de promover a captação da glicose no tecido adiposo e no músculo. Aumentar a tolerância à glicose significa dizer a capacidade de transportar a glicose para os tecidos após uma ingestão alta de alimento (com glicose) reduzindo os níveis de glicose no sangue”, disse Luiz Osório Leiria.

O pesquisador demonstrou que o efeito benéfico do lipídio se deu pela capacidade do 12-HEPE promover a captação de glicose tanto no músculo quanto no próprio tecido adiposo marrom.

Diabetes

A importância da descoberta para um possível tratamento de pessoas com diabetes se dá porque os pacientes nessa condição têm seus níveis de glicose no sangue elevados e precisam de medicação para reduzir esses níveis. Leiria identificou, na pesquisa, que o lipídio 12-HEPE havia realizado a função de diminuir o nível de glicose no sangue entre os camundongos obesos.

“É cedo pra dizer, mas pode significar sim [um novo tipo de tratamento], pois no diabetes tipo 2 que ocorre intolerância à glicose, ou seja, ocorre um defeito da capacidade do organismo em captar a glicose após uma refeição e com isso a glicemia permanece elevada por muito tempo”, explicou.

Nos testes clínicos realizados com pacientes humanos, ao coletar amostras de sangue de pessoas magras e saudáveis, assim como de pacientes com sobrepeso e obesos, verificou-se que a quantidade de 12-HEPE do primeiro grupo foi maior do que no sangue dos pacientes com sobrepeso e obesos.

Ou seja, a pesquisa sugere a possibilidade de que a redução dos níveis desses lipídios na corrente sanguínea de pessoas obesas contribua, de alguma forma, para o aumento da glicose no sangue destes pacientes. A substância ainda não foi testada como tratamento em humanos, mas o pesquisador afirma que pretende fazer os testes no futuro.

Nos testes in vitro em células adiposas provenientes de humanos, os resultados mostraram que 12-HEPE aumentou a captação de glicose. “Em humanos, sabemos duas coisas: os níveis do lipídio são reduzidos em humanos obesos e, quando indivíduos tomam uma droga (Mirabegron) que ativa o tecido adiposo marrom, o lipídio é liberado no sangue”, contou Leiria.

Um remédio já comercializado no país chamado Mirabegron, indicado para o tratamento de uma disfunção urinária conhecida como bexiga hiperativa, tem também a capacidade de ativar o tecido adiposo marrom. A pesquisa de Leiria mostrou que pacientes tratados com esse medicamento têm níveis mais elevados de 12-HEPE no sangue.

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.