MEC lança caderno da Política Nacional de Alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta quinta-feira, 15 de agosto, o caderno da Política Nacional de Alfabetização (PNA). Trata-se de um guia explicativo que detalha a política. É destinado a estados e municípios, professores e alunos do ensino fundamental, pais e responsáveis, bem como estudantes da educação de jovens e adultos.

São 54 páginas que abordam desde o cenário atual, marcos históricos e normativos no Brasil. O caderno apresenta importantes relatórios científicos internacionais e aborda conceitos sobre alfabetização, literacia e muito mais.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, reforçou que a Política Nacional de Alfabetização tem suas bases em evidências que deram certo. “Estamos pedindo para que a alfabetização tenha critérios científicos”, disse.

O leitor ficará por dentro do papel da família para o sucesso das crianças na aprendizagem da leitura e da escrita. Como desde antes da alfabetização a criança deve aprender certas habilidades de maneira lúdica e adequada à idade dela. A adesão às diretrizes da PNA é voluntária. O caderno trata ainda do aprendizado de jovens e adultos.

O trabalho se inspira no que é realizado em países que aumentaram seus indicadores educacionais. São exemplos: Austrália, Canadá, Chile, Estados Unidos, França e Portugal. E o que há de comum em todos eles? Seguiram evidências científicas e priorizaram a educação básica.

“O lançamento da Conabe, a Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências, no dia de hoje, tem como objetivo alinhar a estratégia do Ministério da Educação do Brasil àquelas de autoridades educacionais de países como o Reino Unido, com a Estratégia Nacional de Leitura, de 1998; os EUA, com o Painel Nacional da Leitura, de 2000; a França, com o Observatório Nacional da Leitura, de 1998”, disse o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim.

Painel – O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou uma portaria para oficializar a formação de um painel com 12 especialistas. Eles terão que elaborar, de forma imparcial, um relatório que ajudará a formular políticas públicas daqui para frente. O material reunirá:

  • dados científicos a respeito de alfabetização, de literacia e de numeracia, que é a compreensão de raciocínio e aplicação de conceitos numéricos simples;
  • análise de práticas pedagógicas, materiais didáticos, orientações curriculares e avaliações relativos à alfabetização nos contextos brasileiro e mundial;
  • recomendações com base nas evidências de pesquisas para melhorar a formação inicial e continuada de professores e de suas práticas.

A criação de um painel de especialistas foi utilizada em diversos países como uma forma não de confirmar pontos de vistas previamente adotados, mas sim para se obter uma revisão sistemática de literatura seguindo critérios científicos e oferecendo, portanto, sínteses de evidências robustas e imparciais.

Ex-ministro da Educação de Portugal, Nuno Crato apresenta aos participantes as experiências que obteve com uma política de alfabetização semelhante no país. Entre os resultados:

  • introduziu o Inglês como disciplina obrigatória ao longo de sete anos escolares consecutivos;
  • estabeleceu maior exigência curricular e o aumento da avaliação de alunos;
  • registrou queda de 25% para 13,7% no abandono escolar;
  • pela primeira vez, ultrapassou a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas três áreas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Conabe – A cerimônia desta quinta-feira marcou o lançamento da Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), também via portaria assinada pelo ministro. Trata-se de um evento científico para consolidar o foco do governo federal na alfabetização como prioritário na educação.

A conferência ocorrerá de 22 a 25 de outubro, em Brasília. É a oportunidade de promover um encontro entre os integrantes do painel com outros especialistas e integrantes da sociedade civil.

A Conabe concretiza parte da PNA. O artigo 8º do decreto estabelece, entre outros pontos, que a “produção e disseminação de sínteses de evidências científicas e de boas práticas de alfabetização, de literacia e de numeracia”.

O passo final será a formulação de um relatório dos especialistas. Tudo seguindo a PNA, que prevê que os futuros programas e ações estejam subsidiados por evidências científicas cognitivas.

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“Há indícios de sabotagem no MEC”, afirma ministro

R7

Segundo Abraham Weintraub, a Polícia Federal investigará o problema que causou a indisponibilidade de serviços como ProUni, Fies e o Sistema Presença

Weintraub afirma “ter indícios de sabotagem” no MEC
Gabriel Jabur/MEC – 04.07.2019

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na manhã desta quinta-feira (8) que serviços oferecidos pelo o MEC (Ministério da Educação) foram afetados nos últimos dias devido a sabotagem no sistema.

Segundo o ministro, os “fortes indícios” foram encaminhados à Polícia Federal que conduzirá as investigações.

De acordo com o MEC, foram afetados o ProUni (Programa Universidade para Todos), o Fies (Financiamento Estudantil) e o Sistema Presença, responsável pelo pagamento do Bolsa Família. “Vamos prorrogar os prazos e o número de dias que for necessário para que haja atualização do sistema e para que ninguém saia prejudicado”, afirmou Antonio Paulo Vogel, Secretário Executivo do MEC.

Vogel também afirmou que “há fortes indícios de sabotagem” que “causaram a indisponibilidade dos serviços nos últimos dias”. No entanto, o Secretário não informou quais seriam os problemas, nem um prazo para resolvê-los.

Questionado sobre o contingenciamento de R$ 349 milhões no orçamaneto e o bloqueio dessa verba que seria destinada à produção, compra e distribuição de livros e material didático, o ministro responsabilizou o governo passado pela crise e afirmou que o cronograma de 2020 não será afetado.

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Ano letivo em Godofredo Viana será reiniciado nesta terça-feira

Os estudantes da rede municipal de ensino de Godofredo Viana já se preparam para o retorno das atividades letivas de 2019. Este ano, de acordo com o calendário escolar, as aulas do segundo semestre terão início nesta terça-feira, dia 06.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que todas as Escolas Municipais já estão devidamente preparadas para receber os mais de 2,5 mil alunos matriculados na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Segundo a secretaria Jociléia Pereira, é muito importante que os pais ou responsáveis se comprometam em levar os filhos para a escola logo na terça-feira. “Cada dia de aula é muito importante para o desenvolvimento do aluno, por isso, os pais devem levar os filhos logo no primeiro dia de aula”, ressalta Jociléia, falando da relevância dos pais acompanharem de perto a vida escolar dos filhos.

Preparativos – Além das reformas as quais as 16 unidades educacionais da zona urbana e rural do município foram submetidas no primeiro semestre de 2019 e nas férias – que incluiu desde pintura até reparos nas redes elétricas e hidráulicas das instituições – algumas estão passando por manutenção e serviço de capina para receberem com mais qualidade os estudantes.
Este trabalho só foi possível graças ao empenho do prefeito Sissi Viana, que continua não medindo esforços com o objetivo de melhorar, cada vez mais, a educação pública godofredense.

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Sesi oferecerá aulas de reforço para 800 mil estudantes

Agência Brasil

O Ministério da Cidadania firmou, ontem (30), acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que prevê a oferta de aulas de reforço de língua portuguesa e matemática. As atividades visam facilitar a inserção no mercado de trabalho e contemplarão 800 mil jovens de 18 a 29 anos de idade. As vagas serão distribuídas ao longo dos próximos quatro anos.

Estima-se que a iniciativa beneficie 44.318 jovens da Região Norte; 99.342, do Nordeste; 147.551, do Sul, 461.072, do Sudeste, e 47.717, no Centro-Oeste.

O atendimento será feito de forma progressiva. Ainda este ano, a expectativa é de que o projeto chegue a 100 mil jovens.

Como critério de participação, será exigida a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais. No preenchimento das vagas, terão prioridade os jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como “nem-nem”.

O plano de aulas será composto por módulos de 100 horas. Além da carga horária da disciplina, serão ministrados conteúdos relacionados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que totalizarão 200 horas.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o projeto “cria oportunidades para jovens que vivem nas famílias mais pobres do Brasil”.

“Mesmo na situação difícil em que o país está, podemos dar uma oportunidade nova e robusta de emprego e renda”, complementou.

Segundo o ministro, o governo federal também tem estudado a possibilidade de viabilizar, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a abertura de cotas de vagas para jovens com o perfil do projeto. “Vamos dar um futuro para eles, abrir as portas de um novo futuro para eles, que eles não estão tendo”, disse.

“É um momento de transição, a economia brasileira vai deslanchando aos poucos e vai, realmente, acho, dar um grande salto, em pouco tempo. Mas essa transição é ainda muito dolorosa, em função da recessão e do desemprego, e é muito importante que essas pessoas não fiquem para trás. Que os mais pobres, os jovens mais pobres, não fiquem para trás.”

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MEC quer implementar 108 escolas com gestão cívico-militar até 2023

Por Metrópoles

Objetivo é atender média de 1 mil alunos por unidade e aumentar o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Ministério da Educação (MEC) divulgou que pretende implantar 108 escolas cívico-militares até 2023 para atender uma média de 1 mil alunos por unidade. A medida faz parte do planejamento estratégico para a educação básica no Brasil, divulgado na manhã desta quinta-feira (11/07/2019), pelo ministro Abraham Weintraub junto ao secretário de Educação Básica, Jânio Macedo.

No cronograma previsto, haverá uma instalação por unidade federativa (UF) a cada ano. De acordo com o ministério, existem 203 escolas com esse tipo de gestão em 23 estados e no DF, somando 192 mil alunos matriculados. Outra proposta é fortalecer, anualmente, um colégio existente em cada UF, no mesmo prazo.

O investimento anual calculado para a execução da medida é de aproximadamente R$ 40 milhões. A captação da verba, no entanto, ainda é discutida.

O objetivo, segundo a pasta, é aumentar a média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sob a justificativa de que o indicador dos colégios militares chegou a 6,99, enquanto o dos civis ficou em 4,94.

“O pressuposto para a implementação dessa escola é que ela ocorra em locais carentes, como foi o ensino médio em tempo integral. Se não colocarmos em lugares assim, vai aumentar ainda mais a diferença de conhecimento dessa população”, explicou Macedo.

O MEC criou, no início do governo de Jair Bolsonaro (PSL), a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares para implementar o modelo conforme a demanda dos estados.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB) definiu, nesta semana, as seis escolas que devem passar a ter gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação, a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e a Secretaria de Segurança Pública. A lista contempla o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 19 (Taguatinga), o CEF 407 (Samambaia), o Centro Educacional Gisno, o CED Condomínio Estância III (Planaltina), o CEF 01 (Núcleo Bandeirante) e CEF 05 (Paranoá).

Plano estratégico
De acordo com o ministro Abraham Weintraub, as definições vão ao encontro do discurso do governo Bolsonaro, de “menos Brasília e mais Brasil” e foram validadas por secretários estaduais e municipais da Educação, com debates que duraram mais de dois meses.

Nesta semana, o ministro esteve duas vezes no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas o conteúdo dos encontros não foi detalhado. “O objetivo final é a criança, o jovem alcançar o potencial que ele tem, que hoje se perde no caminho nesse processo longo”, disse.

O planejamento foi elaborado pelo MEC em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Outras medidas divulgadas são o foco no término de obras de creches, o investimento no ensino médio integral e na conectividade das escolas, além do avanço na formação de docentes.

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Zito Rolim pede que seja retomada implantação do curso de Medicina em Codó e Bacabal

O deputado estadual Zito Rolim encaminhou ontem expediente aprovado pela Assembleia Legislativa no sentido de que o Ministério da Educação retome o processo de implantação do curso de Medicina nos municípios de Codó e Bacabal e justificou tecnicamente a viabilidade do seu pleito, conforme explicações abaixo: 

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Confira as cinco escolas melhores avaliadas pelo MEC no Maranhão

O INEP, que aplica para o MEC a avaliação do ENEM em todo o país, o nível das cinco melhores escolas do Maranhão traz em primeiro lugar o Crescimento (foto abaixo), seguido do Reino Infantil e em terceiro o Dom Bosco.

Foram consideradas na avaliação cinco áreas em 2018 sobre o desempenho da escolas públicas e privadas nos exames de Linguagem e Códigos, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Redação.

Confira abaixo o Top 5 das escolas maranhenses:

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IESF abre inscrições para vestibular

O Instituto de Ensino Superior Franciscano – IESF está com inscrições abertas para o vestibular do 2° semestre 2019. Os cursos oferecidos são de bacharelado em Administração, Enfermagem, Serviço Social, Ciências Contábeis e o mais novo curso, Direito. O IESF ainda dispõe de cursos tecnólogos, como Logística e Recursos Humanos. Na área de licenciatura, dispõe dos cursos de Educação Física e Pedagogia.

As provas de vestibular acontecem todos os sábados. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site http://iesfma.com.br, onde o vestibulando tem acesso ao Manual do Candidato com todas as informações necessárias.

Vale lembrar que os servidores municipais da Prefeitura de Paço do Lumiar, seus dependentes e parentes até terceiro grau adquirem 50% de desconto na mensalidade. O convênio vale para os nove cursos de graduação do IESF.

O IESF fica localizado na Avenida 14, nº 18, Quadra 02 – Maiobão,  em Paço do Lumiar.

Para maiores informações, os interessados podem entrar em contato pelos números (98) 3274-3204 / 98505-9673 ou acessar o site http://iesfma.com.br.

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Com políticas públicas inclusivas gestão do prefeito Edivaldo contabiliza avanços na educação de surdos

No Dia Nacional da Educação de Surdos, nesta terça-feira, 23 de abril, a gestão do prefeito Edivaldo contabiliza investimentos em políticas públicas que beneficiam e incluem estes estudantes com a deficiência

Alunos da U.E.B. Maria Alice Coutinho durante aula em Língua Brasileira de Sinais (Libra)

A Prefeitura de São Luís comemora avanços na data em que se celebra o Dia Nacional da Educação de Surdos, nesta terça-feira, 23 de abril. A Escola Municipal Integral Bilíngue Libras/Língua Portuguesa Escrita, o Coral de Surdos da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Maria Alice Coutinho (Turu) e a implantação de cursos e formações para os educadores da rede e também para as famílias dos estudantes surdos são algumas das conquistas da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Visando expandir o processo de aprendizagem da Língua Brasileiras de Sinais (Libras) e melhorar a comunicação e a interação dos alunos surdos da rede municipal de ensino têm sido implementadas importantes ações com essa finalidade. Um exemplo disso é a realização do II Colóquio da Escola Municipal Integral Bilíngue. Com o tema ‘Libras: rompendo barreiras, criando possibilidades’, o evento acontece nesta quarta-feira (24), das 8h às 12h, no auditório da Faculdade Estácio.

“Os investimentos e ações na área da Educação Inclusiva são parte da nossa política para a Educação Especial que, por meio do Programa Educar Mais, tem contabilizado avanços. Nosso trabalho visa fazer com que estas crianças possam dispor da estrutura necessária para que se desenvolvam da melhor forma possível e receba uma educação de qualidade”, diz o prefeito Edivaldo.

O secretário de Educação, Moacir Feitosa, corrobora a eficácia da política de Educação Inclusiva implantada pelo prefeito Edivaldo. “Estamos ultrapassando fronteiras e levando nossas experiências em Educação Especial para eventos nacionais. Fomos, inclusive, destaque no último Congresso Nacional de Educação (5º CONEDU), realizado no fim de 2018, em Olinda, Pernambuco”, afirma Moacir Feitosa. O secretário de Educação destaca ainda, dentro da política de inclusão, a aquisição recente de 50 tablets para professores das salas de recursos multifuncionais, com aplicativo que permite que estudantes com qualquer tipo de deficiência na fala tenham autonomia na comunicação.

Atualmente, a rede municipal tem mais de 1.200 alunos matriculados na Educação Especial – nas salas de ensino comum, nas salas de recursos multifuncionais, ou em uma das sete salas de aula da Escola Municipal Bilíngue, que funciona na U.E.B. Luís Viana (Alemanha). A rede municipal conta, atualmente, com aproximadamente 120 estudantes surdos.

LIBRAS

A superintendente da área da Educação Especial (SAEE/Semed), Dalvina Amorim Ayres, conta que tanto o Coral de Surdos da U.E.B. Maria Alice Coutinho, ‘Melodia com as mãos’, quanto a Escola Municipal Integral Bilíngue são conquistas da gestão Edivaldo, implantados em meados de 2015.

Ela também destaca a ampliação do número de cursos e formações para os docentes da rede, em especial para os professores das salas multifuncionais, e a extensão desses cursos também para os pais e demais familiares dos estudantes. “Os pais dos estudantes surdos da U.E.B. Maria Alice Coutinho estão participando do nosso curso de Libras desde o ano passado. Também iniciamos oficinas para os estudantes ouvintes da escola, com o auxílio de um intérprete, para que a inclusão ocorra de forma ainda mais natural”, observa Dalvina Ayres.

A superintendente da SAEE explica que as oficinas para os estudantes ouvintes da escola Maria Alice Coutinho acontecem nas salas de aula, com programações mensais, de acordo com o calendário da unidade. Ela informa ainda que essa mesma dinâmica também está sendo implantada na U.E.B. Antônio Vieira, localizada no Ipem São Cristóvão. “Toda a comunidade escolar, professores, coordenadores e gestores escolares e também servidores administrativos e os familiares dos estudantes também estão participando das oficinas de Libras”, afirma a superintendente.

INCLUSÃO

O avançado processo de inclusão pode ser constatado com a grande participação dos alunos surdos e não surdos no processo de aprendizagem da linguagem em Libras. A diretora geral da U.E.B. Maria Alice Coutinho, Luzinélia Ribeiro dos Remédios, destaca que a interação entre os estudantes nas salas que têm alunos surdos ficou muito melhor. “O ensinamento de Libras é repassado para todos os alunos, seja por meio de oficinas ou durante as aulas regulares com auxílio de intérpretes. Eles se interessam bastante em aprender para interagir com a professora e os colegas surdos. Com isso, evitamos o isolamento dos alunos surdos, já que eles podem conversar e interagir com os demais colegas não surdos”, pontuou a diretora.

Esse foi o principal aspecto que levou a aluna surda Ramille Mendonça, 12 anos, a ter melhor desenvoltura nas aulas do ensino regular. Por meio da linguagem de sinais, a garota revela o quão importante foi para ela estudar em uma sala na qual os colegas também conhecem a linguagem dos surdos. “Hoje eu me sinto muito mais integrada e menos isolada que antes. A comunicação com todos os meus colegas e professores ficou muito mais fácil e participativa”, disse Ramille, que senta ao lado da colega Yamim Pinheiro, 8 anos, com quem tem total facilidade de comunicação porque, mesmo não sendo surda, Yamim tem fluência na linguagem de sinais e interage o tempo todo com Ramille durante as aulas.

“Eu percebia que ela ficava muito isolada na sala e não gostava de vê-la assim, por isso me esforcei para aprender o máximo possível a linguagem de sinais para poder me comunicar com ela e com o outros alunos surdos da minha escola”, relatou a aluna Yamim Pinheiro.

O aluno surdo Neidson Daniel Alves, 13 anos, também conseguiu evoluir significativamente nos estudos do ensino regular com o suporte adquirido na sala de recursos multifuncionais ofertados em sua escola. “Gosto muito do reforço que nos é dado na sala de recursos. Temos ótimos profissionais aqui, que se preocupam se estamos entendendo corretamente o conteúdo, o que nos permite aprofundarmos nos assuntos repassados pelo ensino regular”, observa o aluno.

ESCOLA

A Escola Municipal Integral Bilíngue Libras/Língua Portuguesa Escrita foi inaugurada em agosto de 2015. Sua proposta de implantação foi elaborada pela Superintendência da Educação Especial da Semed com o apoio da Associação dos Surdos do Maranhão (ASMA).
Inicialmente funcionava na escola municipalizada Unidade Integrada (U.I.) governador Matos Carvalho, no Monte Castelo, e hoje está na U.E.B. Luís Viana.

“Os estudantes surdos da rede da Educação Infantil e do Ensino Fundamental até o 5º ano são atendidos na Escola Bilíngue para serem alfabetizados na sua língua materna e em Libras e depois são encaminhados para uma sala de aula de ensino regular, onde terão o auxílio de um intérprete de Libras”, enfatiza Dalvina.

A professora de Salas de Recursos Multifuncionais da rede municipal de ensino, Criste Arly Castro, também ressalta a importância da educação inclusiva como meio fundamental para garantir a cidadania plena dos alunos surdos. “A comunicação dos alunos surdos é feita em Libras, mas eles têm que aprender a escrever em português. Por isso a importância das salas de recursos para dar o apoio necessário à aprendizagem e garantir acessibilidade mais fácil aos conteúdos abordados no ensino regular, e isso tem sido feito nas escolas que disponibilizam essa importante ferramenta tão importante em apoio ao processo ensino-aprendizagem de nossos alunos surdos”, disse a professora.

O professor de Libras, Noleto Júnior, que também é surdo, afirma que houve avanços significativos no apoio aos alunos surdos da rede municipal de ensino de São Luís. “Foi muito importante envolver também toda a comunidade escolar no ensino da linguagem de sinais, porque é importante a convivência entre alunos surdos e não surdos. Isso beneficia a todos enormemente, seja pela troca de vivências e de efetividade também”, concluiu o professor.

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Prefeito Edivaldo Holanda Junior eleva índices educacionais com investimentos na rede de ensino

Educação melhor avaliada e em evolução. Mais uma conquista do prefeito Edivaldo Holanda Junior, que refere ao desempenho dos alunos do 1º ao 9º ano da rede municipal de ensino, no nível de proficiência média em língua portuguesa-leitura. O resultado, apontado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), foi divulgado em artigo do prefeito Edivaldo, publicado no Jornal Pequeno, na edição deste domingo (31). O artigo destaca ainda investimentos realizados pela gestão na área.

A avaliação positiva é fruto de ações de impacto como o aumento de professores na rede, a partir de concurso público, a reforma e ampliação de escolas e a implantação de programa para capacitar continuamente os professores. “Sabemos que há muito por ser feito, mas os resultados positivos comprovam que a educação da rede pública municipal está no caminho certo. Traduz os esforços para que se possa manter uma educação de qualidade aos alunos da rede”, pontuou o prefeito Edivaldo Holanda Junior.

O estudo do Caed aponta, em uma escala de zero a mil pontos – escala própria de alfabetização formulada pelo Caed – que o 1º ano, por exemplo, teve um crescimento de 471.3, em 2017, para 511.2. Já o 2º ano passou de 524.4 para 582.8, e o 3º ano cresceu de 572.5 para 623.4. A evolução em língua portuguesa do 5º ao 9º anos também apresentou resultados positivos. Considerando uma escala de zero a 500 pontos, o 5º ano subiu de 168.0 para 186.0; a 7ª série passou de 195.6 para 206.1; e o 9º ano saiu de 224.7 para 235.5.

Conhecendo a importância para avaliação para alcance de resultados positivos, a gestão Edivaldo criou o Sistema Municipal de Avaliação Educacional de São Luís (Simae), que avalia, entre outras, as habilidades do aluno de ler informações em tabelas, resolver problemas, interpretar gráficos e localizar uma informação no texto. “Esse reforço no quadro de profissionais é muito importante e contribuir para a continuidade na melhoria do ensino, além de fortalecer a rede e oferecer novas oportunidades de trabalho”, destacou o prefeito.

Outra série de medidas da Prefeitura de São Luís se somam para elevar a qualidade da educação, integrando o programa municipal Educar Mais. A rede municipal vai contar com mais profissionais, a partir de autorização já assinada pelo prefeito. Serão convocados mais 268 professores, 30 cuidadores da Educação Especial e 10 monitores do transporte escolar aprovados no concurso público da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ainda no conjunto de iniciativas estão oportunidades de formação continuada aos professores; disponibilidade de novos recursos em sala de aula, como os kits pedagógicos do programa Protegendo Sonhos, fruto de parceria da gestão com a Fundação Abrinq, entregues nessa semana para a qualificação da leitura, escrita e matemática; qualificação para a Educação Especial; reforma de mais de 160 unidades de ensino; e modernização das escolas com equipamentos de informática e instalação de internet.

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