Ausência de convite para casamento confirma rompimento de Dino e Brandão, diz site

    O Ministro do STF, Flávio Dino vai se casar no próximo dia 30, no Maranhão. Se por um lado a cerimônia oficializará a união com a mulher que está ao lado dele há 14 anos, por outro selará a ruptura com o seu principal aliado político, o governador do estado, Carlos Brandão (PSB).

    Dino não convidou e nem convidará o governador, que já foi seu vice, para o casório. Ambos amargam um recíproco sentimento de decepção que tem como pano de fundo queixas mútuas de deslealdade.

    Com o apoio de Dino, que deixou o Governo do Maranhão antecipadamente para concorrer ao Senado em 2022, Brandão assumiu o Palácio dos Leões e venceu a corrida no primeiro turno daquele ano. O acordo entre os então colegas de partido previa que Brandão deixasse o cargo em meados de 2026. Assim, o atual vice-governador, Felipe Camarão (PT), assumiria a cadeira e disputaria a eleição tendo o comando da máquina pública.

    Ocorre que, numa reviravolta, Brandão sinaliza agora que permanecerá até o final do mandato, sem abrir espaço a Camarão. E que lançará o sobrinho para a sucessão ao Executivo maranhense. Aliados argumentam que o governador tem seus motivos para recuar no combinado, uma vez que Dino suspendeu indicação feita por Brandão para o prestigiado e estratégico posto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

    Flávio Dino sustenta que a indicação de Flávio Vinícius Araújo Costa, advogado de Brandão, foi barrada por critérios constitucionais após ações movidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo partido Solidariedade. Já o entorno do governador afirma que Dino estaria “com um pé na canoa do Judiciário e manteria o outro na canoa da política”. E que, por ainda nutrir um suposto sonho de disputar a presidência da República, busca evitar que Brandão expanda a influência em seu antigo reduto eleitoral.

    Nos bastidores, o ministro nega qualquer atuação de cunho político, bem como a pretensão de abandonar a toga. Em conversas reservadas, porém, não esconde a decepção com o fato de Brandão ter nomeado parentes para uma série de cargos na administração estadual. Dino alega que, por anos, lutou para tirar uma oligarquia do comando do Maranhão. E que, uma vez no poder, Brandão instalou a sua própria.

    Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou o afastamento de parentes de Brandão em seis órgãos: Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado da Infraestrutura, Conselho da Maranhão Parcerias, Secretaria de Estado da Administração, Empresa Maranhense de Administração Portuária e Companhia de Gás do Maranhão. Antes, no final de 2023, o governador conseguiu nomear o primo Daniel Brandão como conselheiro do TCE-MA.

    As nomeações de familiares pelo governador têm irritado deputados estaduais que perderam espaço na gestão pública. Como consequência, a votação para a presidência da Assembleia Legislativa este mês culminou com um surpreendente empate entre a candidata apoiada por Brandão, Iracema Vale (PSB), e o lançado pela oposição, Othelino Neto (Solidariedade). Ambos receberam 21 votos de seus pares na Casa.

    Como a idade foi usada como critério de desempate, Iracema Vale se sagrou a vencedora para presidir a Assembleia. Agora, Othelino Neto dá sinais de que pretende acionar novamente o STF para tentar reverter o resultado oficializado pelo Legislativo maranhense. Da tribuna, o deputado governista Yglésio Moyses (PRTB) protestou com uma indireta a Dino:

    “Se [o processo] cair nas mãos de quem já teve proximidade com atores locais, as supremas digitais podem se fazer presentes. Esse processo não deve ser judicializado, e a autonomia da Assembleia deve ser respeitada”.

    Ao assumir o comando do Palácio dos Leões, Carlos Brandão ampliou as alianças do governo com partidos de direita, como o PP, o União Brasil e até com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Do colunista Paulo Cappelli, do site Metrópoles

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    Vereadora eleita em Centro Novo do Maranhão não deve assumir por ser cunhada do prefeito

    A candidata Geovana Lima, “eleita indevidamente” para o mandato de vereadora pelo PSDB no município 07463 Centro Novo do Maranhão, Zona 100, nas últimas eleições municipais de 2024, com 657 votos, equivalentes a 6,56% dos votos válidos, não deverá em hipótese alguma ser diplomada e, portanto, não assumirá a vaga por inconstitucionalidade naquilo que se refere a crime eleitoral. Certamente por inobservância pela demanda maciça que requer um período eleitoral e suas nuances, a Justiça Eleitoral não se atentou ao fato da referida candidata ser de direito, inelegível.

    O fato é que ela é cunhada do atual prefeito, Júnior Garimpeiro, que se reelegeu para um segundo mandato na mesma eleição. Ocorre que segundo a Constituição Federal, no seu art.14, inciso 7° rege que cunhado/a de prefeito no mesmo pleito é inelegível e só seria elegível, se o titular, prefeito, se afastasse do cargo 6 meses antes do pleito. Na escala segue quem são inelegíveis perante a lei nessas circunstâncias: Cônjuges, parentes consanguíneos (pai, mãe, filhos, avós, netos, irmãos), parentes afins (CUNHADOS, genros, noras, sogros e enteados) e parentes por adoção (adotante e ADOTADO). Já se tem jurisprudência suficiente em casos da mesma tipicidade em outras eleições e que pela regra jurídica, foi imediatamente impedido/a da diplomação. No caso da candidata, mesmo a câmara dando-lhe posse, estará desprotegida da lei e deverá ser cassada antes mesmo de assumir a vaga. Neste caso, o primeiro/a suplente deve assumir, favorecendo assim, o direito eleitoral, a Constituição Federal e a democracia que tanto tem sofrido com más interpretações. Que se faça, portanto, cumprir a Lei em Centro Novo do Maranhão. Só para se ter exemplo de como anda atenta a justiça eleitoral não se atentou ao fato da referida candidata ser de direito, inelegível. O fato é que ela é cunhada do atual prefeito, Júnior Garimpeiro, que se reelegeu para um segundo mandato na mesma eleição. Ocorre que segundo a Constituição Federal, no seu art.14, inciso 7° rege que cunhado/a de prefeito no mesmo pleito é inelegível e só seria elegível, se o titular, prefeito, se afastasse do cargo 6 meses antes do pleito. Na escala segue quem são inelegíveis perante a lei nessas circunstâncias: Cônjuges, parentes consanguíneos (pai, mãe, filhos, avós, netos, irmãos), parentes afins (CUNHADOS, genros, noras, sogros e enteados) e parentes por adoção (adotante e ADOTADO). Já se tem jurisprudência suficiente em casos da mesma tipicidade em outras eleições e que pela regra jurídica, foi imediatamente impedido/a da diplomação. No caso da candidata, mesmo a câmara dando-lhe posse, estará desprotegida da lei e deverá ser cassada antes mesmo de assumir a vaga. Neste caso, o primeiro/a suplente deve assumir, favorecendo assim, o direito eleitoral, a Constituição Federal e a democracia que tanto tem sofrido com más interpretações. Que se faça, portanto, cumprir a Lei em Centro Novo do Maranhão. Só para se ter exemplo de como anda atenta a justiça eleitoral, em outros casos envolvendo a eleição de vereadores, no intuito de evitar que municípios maranhenses tivessem excesso de vereadores além do permitido, segundo o Artigo 29 da Constituição Federal, foi recalculado o número de vereadores de 14 municípios que tiveram que diminuir seus vereadores e se alinhar à proporcionalidade com seu número de habitantes. Espera-se por fim, que, no caso da candidata Geovana Lima, CUNHADA do prefeito reeleito, faça-se cumprir imediatamente o regramento da Constituição Federal em nome da Justiça Eleitoral e principalmente respeito ao estado democrático de direito.

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    Wellington do Curso participa de Encontro de Líderes do Partido NOVO em SP

    O deputado estadual Wellington do Curso esteve em São Paulo para participar de um treinamento e do Encontro de Líderes do Partido NOVO. O evento aconteceu nos dias 22 e 23 de novembro, reunindo dezenas de lideranças políticas, como o governador Romeu Zema (MG), o senador Eduardo Girão, os deputados federais Marcel Van Hattem, Ricardo Salles, Adriana Ventura, Gilson Marques, além de diversos prefeitos, como Adriano Silva, de Joinville. Também marcaram presença vários deputados estaduais e vereadores eleitos em 2024.

    Na ocasião, Wellington participou de debates relevantes sobre o processo eleitoral, o liberalismo na visão do NOVO e a elaboração de soluções efetivas para os desafios do desenvolvimento local, além do crescimento econômico e social do Brasil.

    “É motivo de alegria participar do Encontro de Líderes do Partido NOVO, promovido pelo Instituto Libertas. Agradeço a Deus e ao meu partido por me proporcionar essa oportunidade de capacitação para continuar lutando por um Maranhão melhor, com ações que realmente façam a diferença na vida das pessoas. Estiveram presentes no evento, além do presidente estadual Leonardo Arruda, outros membros do Diretório Estadual: Lariane Teles, Ana Trovão, Mateus, Nilson Takashi e o vereador eleito de Loreto, Leirival Arrais. Nesses dois dias de imersão, conheci muitos bons exemplos e vivi experiências que levarei comigo para transformar a vida das pessoas na nossa querida São Luís e no nosso Maranhão. A fiscalização permanente, a busca pela eficiência na prestação de serviços públicos, a redução de secretarias, a diminuição de impostos, a geração de empregos e a promoção da liberdade econômica são prioridades. Esse é um novo momento!”, afirmou o professor e deputado Wellington do Curso.

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    Reflexões sobre a finitude

    Por Abdon C. Marinho
    ACORDEI com uma musiquinha na cabeça “Quando eu morrer /Não quero choro, nem vela/Quero uma fita amarela/Gravada com o nome dela”, é do samba do imortal Noel Rosa, do qual só lembro a primeira estrofe e que aprendi com a música do também imortal Nelson Gonçalves.

    Embora com diversos assuntos “pautados na mente” decidi escrever sobre a finitude da vida. 

    Diferente de muitos amigos e/ou conhecidos que até evitam falar sobre a única certeza que temos –  a de que ao nascemos, com vida, já ganhamos o bilhete da partida –, esse assunto não me é um “tabu”, devo dizer que até gosto de falar sobre ele. 

    A ela, companheira da qual nessa passagem ninguém pode fugir, apenas peço que me conceda a graça da serenidade da partida, sem dores e/ou sofrimento – de resto está tudo bem.

    Nas manhãs de nostalgia, costumo conversar com o senhor Afrânio a caminho do escritório – como o caminho é longo e os assuntos escassos –, fazemos exercícios para o futuro dizendo um ao outro que daqui 20, 30, 50 ou 100 anos, nada do que ocupa nossas preocupações terá qualquer importância, com sorte talvez sejamos um retrato na parede ou uma vaga lembrança de algum ente querido ou de seus sucessores. 

    Dando asas à imaginação, Afrânio diz que os bisnetos ou tataranetos da crianças que encontramos na estrada ao caminho da escola olharão para meu o meu sítio e dirão: — ah, ai onde hoje é um condomínio – ou uma floresta –, meu avô (ou bisavô) disse que morou um cidadão por nome Abdon, que era uma pessoa assim ou assada. 

    E seguimos rumo ao trabalho conjecturando sobre o futuro distante, o que será feito dos bens que tolamente acumulamos? Quem deles usufruirão? Quem lembrará de nós?

    Mas, como disse, a finitude não é algo que me assuste ou me apavore, a ideia, inclusive, me parece ter uma certa poesia.

    Conheço pessoas que são de tal forma apavoradas a única certeza que temos que até evitam falar sobre os seus entes queridos que partiram antes delas – sim, todos farão a viagem. 

    Tratam aquele pai, aquele tio, primo, aquele melhor amigo que partiu como se nunca tivesse existido. Não sei se conseguem, mas tentam, a todo custo, apagar-lhes a existência. 

    Imagino que seja algo muito penoso, por medo, tentar apagar da memória pessoas que foram tão importantes (ou que tiveram alguma importância) nas suas vidas. 

    Mas cada um sabe de si. Certamente,  muitos,  sequer, terão coragem de ler esse texto. 

    Como sou de família muito grande aprendi, desde cedo, a conviver com a morte. Lembro-me bem daqueles parentes que fizeram a viagem antes de mim. Minha tia Zefa, minha mãe, minha avó, tia Malfisia. Lembro-me de como se deu cada velório e/ou o enterro no cemitério da minha aldeia. 

    O final do ano de 1994 para o início de 1995 registramos muitas partidas, além de meu pai, perdemos outros três ou quatro tios e tias. Foram tantos funerais que cheguei a “brincar” com a situação. 

    Naquele ano (1994) foi lançado o filme britânico “Quatro casamentos e um funeral”, com os amigos próximos, principalmente a amiga e jornalista Valderina Rocha Silveira, que na época fazia a cobertura da Assembleia e da política em geral para “O Imparcial”, brincava dizendo que comigo deu-se o seguinte: uma derrota (a eleição de Cafeteira) e quatro (ou cinco) funerais. 

    Era 29 de novembro de 1994, uma terça-feira, estava em pleno expediente na Assembleia Legislativa – onde chegava todos os dias antes das sete da manhã –, quando, por volta das dez, meu irmão Dadido (que perdemos há poucos dias) ligou para o gabinete: — papai morreu! Antes que tivesse tempo para qualquer argumentação ou mesmo para saber o que aconteceu, completou: — estou passando aí para te apanhar. 

    Mal tive tempo de avisar os colegas de gabinete e ao deputado com quem trabalhava e que estava em sessão que estava deixando o expediente para ir ao velório e enterro de meu pai. Meia hora depois ele estava no estacionamento dos fundos da ALMA, que funcionava na Rua do Egito,  para irmos ao velório em Governador Archer e para o enterro no Centro Novo, nossa aldeia. A viagem foi em um carro com carroceria (uma pampa ou saveiro), lembro bem porque fui na parte de cima e o vento afastava as lágrimas do rosto. Naquele tempo, embora ache que fosse proibido, não tinha tanta fiscalização, fizemos os mais de trezentos quilômetros sem qualquer problema. 

    Somente em Governador Archer, durante o velório, soube que meu pai saíra de casa para “ir à rua”, como se dizia, e, não andara 30 metro saindo da sua casa, caiu vítima de um ataque cardíaco fulminante. 

    O meu tio Praxedes, o irmão de minha mãe é casado com minha tia Zefa (irmã de meu pai) que veio na saga dos Calheiros do Rio Grande do Norte para o Maranhão, deixou-nos em 2008. 

    Em agosto de 2011 perdemos o último dos “velhos troncos” dos Calheiros Marinho, o nosso tio Pedro, uma espécie de referência para toda família. Uma figura extraordinária que mesmo antes e, principalmente, após a morte de todos os seus irmãos e irmãs passou a ser nossa “bússola”, a pessoa que mais de uma centena de sobrinhos tinha por hábito ouvir. 

    Espirituoso dava conselhos para as irmãs que ficaram viúvas para se casarem novamente. Tio Pedro, apesar de nascido em 1930, foi uma pessoa muito além do seu tempo. 

    Com sua partida encerrou-se um ciclo na vida da família. 

    Outro dia falava com minha irmã mais velha, ela e a outra irmã ainda pesarosas com a passagem de Dadido que nascera entre as duas e que fizera a passagem de forma serena enquanto dormia. Dizia-lhes que tivessem força e confiança pois a vida é apenas uma breve etapa. 

    Com resignação ela me disse: — é, meu irmão, algum de nós teríamos que iniciar essa jornada. 

    Embora sem sem medo ou receio, dei-me conta que já havíamos iniciado um novo ciclo. Assim é a vida. Os ciclos vão se sucedendo sem que ninguém possa parar ou impedir o giro da roda. 

    E é por ter essa compreensão de que tudo é passageiro e que,  daqui a pouco, os bens acumulados, os títulos, as vaidades, os preconceitos, apenas serão parte do passado que procuro seguir a minha vida apenas com o propósito de ser útil e de fazer o bem. 

    Pois é disso que se trata. 

    Mesmo o homem mais rico, mais culto, mais inteligente poderá impedir que o ciclo da vida se complete. Pois todos são pó e todos ao pó retornarão. 

    Cônscio disso e também confiante que vou reencontrar os fizeram a viagem antes de mim, procuro manter viva a lembrança de cada um. 

    Gosto de lembrar e de citar as lições que aprendi com o meu pai; os conselhos de tio Pedro; os aconchegos da minha mãe; as “palestras” com os tios amigos, primos, sobrinhos que na inversão da “roda” acabaram indo antes. Frasista gosto de lembrar daquelas que aprendi ao longo da jornada dos meus amigos, frase tal quem disse foi o saudoso amigo WR, que deixou-nos, em 2010; ou Benedito Terceiro, por exemplo. Como gosto de livros, lembro de quais livreiros os adquiri ou de quem ganhei. Em 1986, meu irmão Dadido me presenteou com um livro do Nauro Machado e que em tal livro tinha a frase ou poema que dizia: “os mortos não lêem os epitáfios das manhãs”. 

    Quase quarenta anos e a frase não me sai da lembrança como a dizer que para quem partiu já não interessa o que tens a dizer nos epitáfios. 

    Entretanto, o cultuar, lembrar, gostar e expressar o amor pelos que fizeram a viagem antes de mim faz com que, ao menos para mim, cada um permaneça vivo, como, de fato, vivos estão, nas minhas memórias e no meu coração. 

    Um dos prazeres que tenho é quando a minha família vem passar uns dias comigo e podemos reservar uma manhã ou começo de noite para falarmos dos nossos que já fizeram a viagem. Ao meu irmão Armando, que tem uma memória fabulosa, fico indagando sobre um e outro, quando lembro algo que ele não lembra mais, diz que sou mais velho que ele. 

    A vida, para concluir, não tem qualquer mistério: a cada um é dado um “voucher” com prazo de validade para que aproveitem a estadia. Cabe a cada um fazer o melhor proveito disso. 

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    Consumo de Pornografia: Um Olhar Histórico, Social e Clínico

    Por Ruy Palhano Silva, Médico Psiquiatra

    O consumo de pornografia, especialmente em formatos audiovisuais, tornou-se um dos fenômenos mais disseminados da era digital, impulsionado pelo acesso massivo à internet e pelo anonimato proporcionado pelas plataformas virtuais. Embora seja amplamente consumida e frequentemente normalizada, a pornografia levanta questões profundas sobre suas implicações históricas, sociais, culturais e clínicas, além de despertar preocupações quanto ao consumo precoce e ao potencial de vício.

    A pornografia tem raízes antigas, sendo um reflexo da sexualidade humana em diferentes culturas. Registros históricos indicam que povos antigos, como os egípcios, gregos e romanos, criaram arte e literatura com conteúdos eróticos explícitos. Exemplos notáveis incluem os murais de Pompeia, que retratam cenas sexuais, e os templos indianos de Khajuraho, conhecidos por esculturas eróticas.

    Com a invenção da imprensa no século XV, obras pornográficas começaram a circular de forma mais ampla. Durante o século XVIII, publicações como Fanny Hill (1748) foram pioneiras no gênero erótico, apesar de enfrentarem censura. No século XX, a pornografia evoluiu para filmes, revistas e, mais tarde, conteúdos audiovisuais acessíveis na internet, com a criação de plataformas como o Pornhub, que democratizaram o acesso e transformaram a pornografia em uma indústria multibilionária.

    O impacto da pornografia pode ser medido por sua popularidade global. Em 2023, o site Pornhub, líder da indústria, registrou 15,3 bilhões de acessos mensais. Em termos de consumo por país, os Estados Unidos lideram, seguidos pelo Reino Unido, Japão, França e Alemanha. O Brasil ocupa a oitava posição, sendo responsável por 4,2% do tráfego global.

    Em relação às faixas etárias, o público entre 18 e 34 anos domina o consumo, representando mais de 60% dos usuários globais. Um estudo da ESPM realizado no Brasil em 2021 revelou que o consumo começa, em média, aos 13 anos, embora pesquisas internacionais mostrem que muitas crianças têm contato com pornografia ainda mais cedo, por volta dos 11 anos.

    A divisão por gênero também apresenta mudanças ao longo do tempo. Embora os homens ainda sejam os maiores consumidores, representando cerca de 71% do público, o consumo feminino cresceu para 29% em 2022, revelando mudanças nas dinâmicas culturais e sociais em relação à pornografia.

    O consumo prematuro de pornografia é uma das questões mais preocupantes do fenômeno. Crianças e adolescentes frequentemente têm contato com material pornográfico antes de desenvolverem maturidade emocional e sexual, o que pode causar distorções na percepção sobre relacionamentos e sexo.

    Estudos apontam que o consumo precoce pode gerar, hipersexualização precoce: crianças expostas à pornografia tendem a desenvolver um interesse sexual antes do esperado para sua idade, impactos na autoestima: adolescentes podem se comparar de forma negativa aos padrões irreais retratados na pornografia, gerando inseguranças, condicionamento neurológico: a exposição repetida a estímulos pornográficos intensos pode criar padrões de comportamento viciantes e dificultar o prazer em experiências sexuais reais.

    O consumo de pornografia pode se transformar em um comportamento compulsivo, conhecido como vício em pornografia. Este fenômeno é caracterizado pela incapacidade de controlar o uso, mesmo diante de consequências negativas. Estudos mostram que entre 3% e 6% da população global apresenta sintomas de dependência pornográfica. No Brasil, uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul revelou que 20% dos consumidores regulares relatam dificuldade em reduzir ou interromper o consumo.

    Além dos resultados clínicos e psicológicos, o consumo de pornografia tem efeitos sociais e culturais como a normalização da violência sexual: estudos mostram que cerca de 88% das cenas em vídeos pornográficos incluem comportamentos agressivos, o que pode distorcer a percepção sobre autorização e promover a banalização de práticas violentas, afetando nas relações interpessoais e a compreensão do consentimento.

    Os vídeos pornográficos são, atualmente, o formato mais consumido devido à sua capacidade de proporcionar estímulos visuais e auditivos intensos. Diferentemente de textos ou imagens, os vídeos criam uma experiência imersiva, o que pode aumentar o impacto emocional e o potencial de dependência.

    A indústria pornográfica, consciente dessas características, investe em tecnologias como realidade virtual (VR) e inteligência artificial para criar experiências cada vez mais envolventes. Contudo, essa busca por estímulos crescentes pode intensificar os riscos de vício, principalmente entre jovens que já possuem cérebros mais suscetíveis à dopamina liberada durante o consumo.

    O consumo de pornografia é um fenômeno complexo, com raízes históricas profundas e impactos que se estendem por dimensões pessoais, sociais e culturais. Embora a pornografia possa ser vista como uma forma de expressão sexual ou entretenimento, seu acesso precoce e descontrolado levanta preocupações significativas. Dados revelam o consumo em larga escala, desde idades precoces até a vida adulta, enquanto estudos apontam os riscos associados, como dependência, alterações psicológicas e problemas sociais.

    Compreender o impacto da pornografia é essencial para promover uma discussão aberta e embasada sobre sexualidade, saúde mental e educação. Políticas públicas e iniciativas educacionais devem ser implementadas para conscientizar a população sobre os riscos do consumo descontrolado e para mitigar os efeitos negativos de um fenômeno que permeia, silenciosamente, a sociedade contemporânea.

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    Existe uma cela esperando por Bolsonaro!

    Indiciado pela Polícia Federal no inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado do Brasil, após as eleições do ano de 2022, Jair Messias Bolsonaro vive o martírio da espera pela denúncia ser oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). Se isso ocorrer e essa peça acusatória for recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair será julgado, já como réu, por 11 supremos juízes. Vai ser preciso aparecer outro messias para salvar Bolsonaro desse grupo de magistrados, eis que tais autoridades foram  hostilizadas durante todo o governo do mencionado ex-presidente. O alvo político principal de Bolsonaro sempre foram os integrantes da Suprema Corte.

    Foto Reprodução

    E aí, pode piorar? Uma criança de 10 anos sabe a resposta! Para tanto só basta ter tomado conhecimento de que o tio Bolsonaro pode ter participado da trama para matar os malvadões Lula, Xandão e picolé de chuchu, isso no mês de dezembro do ano de 2022.

    Mas um neófito indaga: e tem prova disso? A robustez contida em mensagens, documentos, vídeos, áudios e fotografias, sela o destino de Jair e de seus “parceiros”. O cortejo processual é fúnebre e aniquila qualquer tipo de esperança.

    O prenúncio das consequências dos atos de Bolsonaro e de seus fiéis seguidores, para ficar só no contexto de um dos inúmeros delitos que podem ser imputados, é acessível para qualquer pessoa através da singela leitura do contido no artigo 359-M, do Código Penal, assim descrito: “Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos, além da pena correspondente à violência.”

    Jair não se dar por vencido e se reportando ao triste episódio que vitimou Francisco Wanderley Luiz, que foi o autor das explosões de bombas na praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), propala: “As instituições têm um papel fundamental na construção desse diálogo e desse ambiente de união. Por isso, apelo a todas as correntes políticas e aos líderes das instituições nacionais para que, neste momento de tragédia, deem os passos necessários para avançar na pacificação nacional. Quem vai ganhar com isso não será um ou outro partido, líder ou facção política. Vai ser o Brasil.”

    Com 49 minutos do segundo tempo e sem VAR para avaliar qualquer jogada, Jair Messias Bolsonaro querer parecer outra pessoa, é como confundir Esqueleto com He-Man, no reino de Eternia. Quem cai nesse lábia de quinta categoria?

    O  momento, portanto, impõe que Jair administre o medo e a depressão, deixando as malas prontas a espera do cárcere. As sentenças já estão prontas e permeiam as mentes dos julgadores, sendo pertinente só cumprir com as necessárias etapas processuais que vão levar as condenações, também, no caso da falsificação dos cartões de vacina e sobre as vendas de joias do acervo presidencial.

    E se alguém questionar o que será do bolsonarismo? É só expressar que continuará solto, mesmo com o seu líder atrás das grades, sendo essencial avaliar a relação custo-benefício dessa caricatura, para não adquirir o status de escárnio do messias de pés de barro.

    Por essencial, há de ser destacado o lado positivo de tudo isso, vez que vivendo no xilindró, Bozo saberá que a língua não pode ser cumprida e que o maior poder sempre foi e será o Judiciário. A propósito, Bozo é um personagem palhaço!

    E agora capitão? Dessa vez não adianta telefonar para o pastor Silas Malafaia para chorar. Engrossa o coro que a hora da cana vai chegar!

    Falando em cana, lembrei que visando uma adaptação melhor com o cárcere, seria adequado Jair se aconselhar com o Lula e uma parte significante de seus seguidores, que fizeram do cubículo de prisioneiros um lar do petismo.

    Que país é esse? Quem presta? Algum eleitor por aí?

    Por Direito e Ordem 

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    Moradores da Península acordam com fogo e fumaceiro grande em terreno da Sá Cavalcante

    Na madrugada deste sábado (23), um incêndio em uma área de vegetação dentro de um terreno da Sá Cavalcante causou preocupação entre os moradores da Península, em São Luís. O fogo, que se espalhou rapidamente, gerou uma densa fumaça, dificultando a visibilidade e causando desconforto na região.

    O Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMA) foi acionado por volta das 3h da manhã e enviou duas viaturas ao local. Após algumas horas de trabalho intenso, a equipe conseguiu controlar as chamas, evitando que o fogo se alastrasse para áreas vizinhas.

    Apesar do susto, não houve registros de feridos ou de danos a propriedades próximas.

    Por Portal O Informante

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    Em entrevista, Iracema Vale afirma que base governista segue sendo maioria na Assembleia Legislativa

    Presidente do Parlamento Estadual foi entrevistada no quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante, nesta sexta-feira.

    A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), afirmou que a base governista segue sendo maioria no Parlamento Estadual. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia Mirante, na manhã desta sexta-feira (22), na TV Mirante.

    “Daqui para a frente vamos manter, dependendo da pauta apresentada”, destacou a parlamentar na conversa com a jornalista Carla Lima, no quadro Bastidores.

    A presidente da Alema avaliou que a base governista pode ser ampliada, diante dos resultados positivos alcançados pela atual gestão estadual. “O governador Carlos Brandão (PSB) é conciliador demais. É tranquilo. É um governador forte, que tem apresentado um grande trabalho para o Maranhão e eu tenho certeza que vamos ter outras adesões à base governista”, pontuou.

    Iracema Vale falou sobre a votação e aprovação, com ampla maioria, dos Projetos de Lei nº 476, 477, 478/2024, de autoria do Poder Executivo, ocorrida em sessão extraordinária nesta quinta-feira (21). Ela considerou que o ato pode ser tido como um termômetro para o que deve ocorrer na Casa nos próximos dois anos de seu novo mandato.

    A chefe do Legislativo Estadual ressaltou que venceu, no dia 13 de novembro, a segunda reeleição para a Presidência da Casa, após a primeira ter sido judicializada e, por conta de decisões em outros estados, a Assembleia ter se antecipado, se adequando para a realização de novo pleito.

    “Graças a Deus, logramos êxito pela terceira vez”, afirmou, contabilizando as três eleições das quais participou na Alema.

    Ao ser questionada, Iracema Vale também disse não se considerar vítima de violência política, termo citado pela deputada Ana do Gás (PCdoB) na sessão plenária da quinta-feira (21). “Ela já foi secretária da Mulher, é uma deputada que tem experiência de mandatos, ela sabe como a Casa se comportava com deputados homens (na presidência) e sabe como a Casa se comporta agora. Eu mesma não me sinto vítima desse tipo de violência. Eu tento é combater, tento passar tranquilidade, porque o meu papel é de mediação”, observou.

    Forças externas

    A presidente da Assembleia afirmou, ainda, que “forças externas” influenciaram o resultado das eleições para a presidência da Mesa Diretora da Casa, realizada no último dia 13 de novembro. Ao final do escrutínio, Iracema Vale e o deputado Othelino Neto (SDD) terminaram com 21 votos cada, após dois turnos de votação, e a parlamentar se reelegeu pelo critério de idade, conforme determina o Regimento Interno da Assembleia.

    “Havia sim em mim a convicção, passada pelos próprios deputados, que teríamos apenas dois votos contrários. Vimos também que existia um forte trabalho, uma forte influência de forças externas à Assembleia para que esse placar chegasse a 21 a 21”, disse Iracema Vale, durante a entrevista.

    Ela destacou também que não se considera traída pelos seus pares, pois cada deputado tem a liberdade de votar de acordo com a sua convicção. “Eu não quero falar em traição, pois cada deputado é convicto do que quer e da bandeira que representa”, frisou a parlamentar.

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    Polícia Federal no Maranhão promove leilão online de veículos e sucatas

    São Luís/MA – A Superintendência Regional da Polícia Federal do Maranhão está promovendo leilão de veículos documentados, de forma exclusivamente online, através de site do Leiloeiro Público.

    Entre os lotes disponíveis, há Mitsubishi L200 com lance inicial de R$15.000,00, Gol 1.6 a partir de R$5.000,00, Saveiro com lance inicial de R$10.000,00, entre outros.
    O leilão está marcado para 05 de dezembro de 2024 às 10h, em sessão online realizada no site do Leiloeiro Público Daniel Garcia: www.danielgarcialeiloes.com.br
    São oferecidos ao público 16 veículos conservados. O leiloeiro explica que qualquer pessoa, física ou jurídica, pode participar do leilão dos bens.
    Quem quiser fazer lances deve se cadastrar no site do leiloeiro. A equipe responsável pelo leilão está disponível pelo telefone e WhatsApp 0800 278 7431 ou pelo [email protected] para auxiliar com o cadastro e tirar dúvidas.
    A visitação pública dos lotes ocorrerá nos dias 03 e 04 de dezembro de 2024, das 9h às 12h e das 14h às 17h horas, no local onde os bens encontram-se depositados: Depósito da Polícia Federal no Maranhão – Av. Prof. Carlos Cunha, s/n, Bairro Jaracati, São Luís/MA e Delegacia da Polícia Federal em Caxias – Rua do Parnaso, 676 – Bairro Ponte, Caxias/MA, conforme edital.
    A visitação ocorrerá mediante agendamento prévio com o escritório do Leiloeiro, pelo link abaixo:
    https://dgagendamentos.com.br/agendas/
    A relação completa dos bens leiloados pode ser conferida através do link:
    https://danielgarcialeiloes.com.br/leilao/5139/lotes
    Já o cadastro deve ser feito pelo seguinte endereço eletrônico:
    https://www.danielgarcialeiloes.com.br/licitante/cadastro/login
    Informações: 0800 278 7431 / [email protected]

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