Sucessão na Câmara

O prefeito eleito João Castelo retorna de São Paulo no final de semana. Além de escolher a equipe que fará a transição de governo, vai acompanhar de perto a sucessão na Câmara Municipal.

Castelo, assim, como o president6e Lula e o governador Jackson Lago, prefere que o presidente eleito sejam alguém da sua confiança. Por isso, vai iniciar as conversações com os vereadores eleitos do seu grupo a partir de segunda-feira. Anotem.

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Política tem fila

Um dos argumentos do candidato a prefeito de São Luís, João Castelo, para frear o ímpeto do candidato comunista Flávio Dino, é o do que a política tem fila. Castelo dizia que Dino, sem observar o critério da fila, poderia, até mesmo, sair candidato a governador na próxima eleição, atropelando a Frente de Libertação. Evidentemente que qualquer cidadão, assim como Flávio Dino, tem o direito a postular qualquer cargo eletivo.

Antes que alguns comentaristas flavistas queiram censurar o meu blogue (ou criticar), recorro a análises de bons observadores políticos de expressão nacional. O jornalista Ricardo Noblat lembra que política tem fila, no seu post de ontem. Cita o governador mineiro Aécio Neves, que se não for escolhido o candidato do PSDB à presidência da República, pode esperar sua vez. Flávio Dino, assim como Aécio Neves, é jovem e com chances reais de marcar o futuro da política.   

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Inimigo de Sarney

Nem Jackson Lago e muito menos José Reinaldo Tavares. Hoje, o senador José Sarney tem na cota como seu maior inimigo o ministro da Justiça, Tarso Genro. Ele credita a Genro o fato da Polícia Federal indiciar seu filho, Fernando Sarney, em operações de tráfico de influência.

O senador pelo Amapá quer a cabeça do ministro gaúcho e fez, pessoalmente, seu desejo ao presidente Lula. Ora, Sarney esqueceu apenas que Lulinha (filho do presidente) e Vavá (irmão de Lula) foram alvos de investigações pela Polícia Federal.   

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Sem acordo

Andam espalhando que Jackson Lago teria firmado compromisso em eleger Marcelo Tavares, sobrinho do ex-governador José Reinaldo Tavares, presidente da Assembléia Legislativa. Não é verdade. Não é do estilo de Jackson Lago participar de eleições em casas legislativas. E mais: disse dessa sua posição ao maior cabo eleitoral do deputado Tavares, o presidente João Evangelista.

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Correção

Como dormi cedo, acordei cedo. Lembrei de alguns contatos feitos ontem à noite com pessoas bem próximas do governador Jackson Lago. A primeira pediu que corrigisse a informação postada aqui no blogue de que o governador fará cirurgia de próstata, na França.

Segundo o informante, Lago estará em Paris, sem data marcada, para cumprir agenda internacional de governo, sem nenhuma cirurgia. Depois constatei que a primeira fonte repassou informação incorreta de que Lago iria ser operado em Paris. Como tenho cuidado com a veracidade das informações, creio que o primeiro informante não terá mais crédito no meu blogue.

  

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Não acredito

Ouço dizer que o deputado federal Flávio Dino aguarda apenas a conclusão de inquérito, feito pela Polícia Federal, para saber se vai ou não pedir a anulação da eleição do segundo turno em São Luís com o argumento de que houve compra de votos para beneficiar seu adversário, João Castelo. Não acredito.

Candidato derrotado na eleição de 6 de outubro, Flávio Dino ainda é o advogado do governador na causa patrocinada pelos advogados de Roseana Sarney para cassar o mandado de Jackson Lago. Roseana acusa Jackson Lago de abuso de poder econômico e compra de votos. Dino rebate e argumenta que querem tomar na marra o mandato de Jackson para impedir a manifestação nas urnas do povo maranhense. Seria uma contradição mover ação contra Castelo com os mesmos argumentos da turma roseanista. Por isso, não acredito.

Além do mais, o comerciante Antônio Garcês,  que teria sido flagrado dando dinheiro para quem votasse em Castelo, não tem a menor relação de amizade ou negócios com o prefeito eleito. Garcês, quem tem comércios no João Paulo, fez campanha para Clodomir Paz no segundo turno, já foi candidato a vereador por mais de cinco vezes e nunca comprou votos nem mesmo para sua campanha.  

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disputa na Câmara

A disputa pelo cargo de presidente da Câmara Municipal de São Luís mobiliza três vereadores, dois reeleitos e um eleito: Isaias Pereirinha, Holanda Júnior e Francisco Carvalho. Os dois últimos são da base aliada do prefeito eleito, João Castelo. O terceiro fez campanha para Flávio Dino e saiu derrotado.

Holanda vai para o segundo mandado e desponta como representante da ala jovem, que tem a maioria na composição atual dos eleitos. Pereirinha exerce o terceiro mandato de presidente, tem experiência, mas acumula desgastes, além de não contar com a simpatia dos vereadores que apoiaram Castelo. Carvalho já foi presidente da Câmara Municipa por quatro vezes, é político habilidoso e retorna para seu sexto mandato. Esteve de fora do mandato por oito anos. Apoiou Clodomir Paz no primeito turno e pulou para Castlo na hora certa.

O prefeito eleito não tem compromisso assumido com ninguém, mas quer na residência do legislativo municipal um vereador de sua confiança, do seu grupo. Antes de embarcar para Brasília, avisou que não participará do processo sucessório da Câmara de Vereadores. Então, a disputa acontecerá no plenário. E vai se eleger quem reunir o maior número de apoios.   

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Ausência de Jackson

O governador Jackson Lago embarca no ínicio da próxima semana para a França. Em Paris, pretende passar duas semanas para realização de uma cirurgia de próstata. Em seguida, deve dar uma esticada até a Espanha e por lá vai pemanecer mais alguns dias. Nada de anormal se não fosse exatamente o período em que a Assembléia Legislativa deve realizar a eleição da futura Mesa Diretora. Ou seja: com a ausência do governador, alguém muito forte do governo deve comandar o processo, ou, pelo menos, acompanhar mais de perto a sucessão de João Evangelista.

Nos bastidores da Assembléia Legislativa, dois deputados da base do governo se articulam para suceder o atual presidente da AL: Edivaldo Holanda e Marcelo Tavares. Um terceiro nome, do deputado Pavão Filho, vem encontrando dificuldades porque o Regimento Interno do Legislativo não permite a reeleição dos membros da Mesa e, até agora, nem aceita a disputa para outro cargos.

O deputado Edivaldo Holanda tem chances maiores porque tem o apoio da ala histórica do PDT, o aval do PSDB, o apoio do prefeito eleito João Castelo, da maioria dos prefeitos eleitos e reeleitos, da maioria dos colegas em plenário, da bancada de oposição e, é claro, a simpatia do governador Jackson Lago, de quem é o homem de confiança e líder na Assembléia Legislativa. O deputado Marcelo Tavares tem o apoio do tio, o ex-governador Jackson Lago, do candidato a prefeito derrotado Flávio Dino e do atual presidente João Evangelista.

Como a eleição das Mesa da AL deve ser antecipada para a primeira quinzena de dezembro, a ausência do governo é muito sintomática. O fato de permanecer fora do Estado no período em que deve acontecer a eleição, é uma demonstração clara de que Jackson Lago quer mesmo ficar de fora do processo. Aliás, não tem sido do estilo do governador se envolver em eleições internas nas casas legislativas.

A sua ausência, segundo observação de analistas políticos, favorece ao deputado Edivaldo Holanda, isto porque o parlamentar tem a simpatia da ala governamental quer mais tem acesso e influência sobre Jackson Lago. Holanda tem larga experiência na vida política. Foi vereador, presidente da Câmara Municipal de São Luís, duas vezes deputado estadual, duas vezes líder do governo e já chefiou a Casa Civil do Governo do Estado, na gestão de Luiz Rocha.   

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Antecipação da eleição na AL

A eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, que deveria ocorrer no dia 15 de fevereiro, pode ser antecipada para o dia 22 de dezembro. Um grupo de deputados, desde ontem, trabalha essa hipótese. A quem interessa antecipar a eleição? O governador jackson Lago não pretende interferir no processo. Prefere que seja mantido calendário atual. Mas a mudança vem sendo trabalhada exatamente pela maioria da sua base de sustentação.  

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Sucessão na Assembléia

Não é do estilo de Jackson Lago interferir em processo sucessório nas casas legislativas. A única vez em que se envolveu, quando prefeito de São Luís, perdeu no plenário da Câmara Municipal. Numa outra eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, a pedido da então governadora Roseana Sarney, encarregou seu vice Tadeu Palácio para eleger Ivan Sarney. Palácio e Roseana, na verdade, arregaçaramas as mangas, montaram no rolo compressor e Ivan Sarney foi eleito.

Jackson Lago não pretende participar ativamente da escolha do sucessor de João Evangelista, mas deseja que o próximo presidente da AL seja um deputado de sua confiança e integrante do seu grupo político. Três deputados estão habilitados: Edivaldo Holanda, Pavão Filho e Marcelo Tavares.  O primeiro tem o apoio do PSDB, do PDT histórico, do prefreito eleito João Castelo, da maioria dos prefeitos eleitos e reeleitos, e é líder do governo na AL. O segundo agrada ao governador pela forma como dirigiu os trabalhos legislativos na ausência de Evangelista, tem a curta administração aprovada em plenário e a simpatia da bancada de oposição, que tem 14 deputados. Encontra, porém, um obstáculo enorme: precisa que seja aprovada emenda que flexibiliza a eleição para que os atuais membros da Mesa possam concorrer a outros cargos. O terceiro é sobrinho de José Reinaldo Tavares, tem o apoio declarado do presidente Evangelista, do candidato derrotado Flávio Dino, mas tem limitações no plenário.

As articulações começaram após a eleição do segundo turno na capital. Ganhará aquele que tiver a simpatia do governador, o apoio das pessoas mais influentes no Palácio dos Leões e a simpatia dos colegas deputados. E provável até que candidaturas impostas de cima para baixo não tenham êxito.    

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