Inquérito apura supostas irregularidades em contrato de R$ 8,2 milhões da Prefeitura de Aldeias Altas

    Inquérito apura supostas irregularidades em contrato milionário da merenda escolar da Prefeitura de Aldeias Altas.

    As investigações estão sendo comandas pelo promotor de Justiça de Caxias, Williams Silva de Paiva, que recebeu denúncias sobre irregularidades no processo licitatório e contrato administrativo na modalidade Pregão Eletrônico SRP, sob o nº 01/2023, do tipo menor preço por item, tendo como objeto o registro de preços para contratação de empresa para o fornecimento de gêneros alimentícios, perecíveis e não perecíveis para a merenda escolar, estimada no valor de R$ 8.265.650,00 milhões.

    Visando promover a coleta de informações, depoimentos, certidões, perícias e demais diligências para eventual instauração da ação civil pública, para preservação do patrimônio público e da moralidade administrativa foi instaurado o inquérito.

    A Prefeitura de Aldeias Altas tem 10 dias para se manifestar sobre o caso.

    Por Neto Ferreira

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    A verdade de cada um passa longe de ser a verdade de todos

    Por Abdon C. Marinho.

    A verdade de cada um passa longe de ser a verdade de todos.

    ESSE é um texto para se ler desarmado.

    Em 15 de março de 1985 acordamos estupefatos com a notícia de que Tancredo Neves o presidente eleito e por quem tanto torcemos – antes, na campanha das diretas e depois no embate com Paulo Maluf, no colégio eleitoral, em janeiro do mesmo ano –, fora internado na madrugada e não mais tomaria posse naquele dia. 

    Naquela manhã ainda se debatia se seria dado posse a José Sarney – que ao longo da carreira política até então dera sustentação ao regime militar, inclusive, fora o presidente da ARENA até sair para ingressar no MDB e ser o candidato a vice-presidente na chapa –, ou ao deputado Ulysses Guimarães que fora o líder da oposição ao regime militar durante toda vida política.

    Como sabemos, Ulysses Guimarães foi contra tal arranjo e um dos defensores da normalidade democrática com a posse do vice-presidente eleito, José Sarney, que assumiu interinamente.

    Daquele dia até o 21 de abril seguinte o Brasil acompanhou, com os olhos grudados na televisão ou ouvidos nos rádios, o calvário de Tancredo Neves. Coube ao jornalista Antônio Brito, porta-voz do presidente eleito – e que depois se tornaria governador do Rio Grande do Sul –, anunciar a tragédia. 

    O 15 de março de 1985 teve esse misto de sentimentos: era o fim do regime militar – cujo o último presidente-general, João Baptista de Figueiredo, recusou-se a passar a faixa a José Sarney, deixando-a com um ajudante de ordens –, mas com um amargor de continuidade. 

    Oficialmente a ditadura chegara ao fim.

    O restante da história todos conhecemos (ou deveríamos conhecer). Sarney tirou os cinco anos de mandato sob o signo da desconfiança e da ilegitimidade popular – o povo queria Tancredo –, cumpriu os compromissos da campanha, como retirar da ilegalidade partidos e entidades, conotar eleições livres e uma nova Constituição Federal, entre outros. 

    E o tempo passou.

    Em 15 de março de 2025 comemorou-se os quarenta anos da reinstalação da democracia em nosso país. Muitas saudações, matérias especiais nos jornais para celebrar os fatos de quarenta anos atrás. 

    Num daqueles paradoxos que só a história caberá avaliar, no dia seguinte alguns milhares de pessoas foram às ruas para pedir anistia aos que, dois anos antes, em 8 de janeiro de 2023, supostamente, tentaram “derrubar” o governo eleito. 

    Vejam que situação interessante: em um dia comemoramos quarenta anos do retorno da democracia em nosso país; no dia seguinte, pede-se anistia para aqueles que tentaram romper com o ciclo democrático e “reimplantar” um regime autoritário no país, novamente sob o comando de militares que sessenta anos antes tomaram o poder e só o devolveram às custas de muitos sacrifícios, assassinatos, torturas, banimentos, exílios, vinte e um anos depois. 

    O clima de polarização política impede o cidadão comum, aquele não se encontra nos extremos do debate político, de entender o que vem acontecendo no Brasil e como deve ou se deve se posicionar. 

    Algumas perguntas são importantes para serem feitas:

    Quarenta anos após encerrarmos a ditadura militar, vivemos numa democracia como a festejada no 15 de março?

    Em 8 de janeiro de 2023 vivenciamos uma tentativa de golpe contra essa democracia?

    Se vivemos em uma democracia seria legítimo que se tentasse um golpe para devolver novamente o poder aos militares e seus aliados?

    Se não vivemos em uma democracia o que efetivamente se festejou no 15 de março de 2025?

    Se vivenciamos uma tentativa de golpe contra a democracia em 8 de janeiro de 2023, os seus participantes merecem responder por ela?

    O tema da discussão da anistia me parece ser uma pauta incontornável e quer me parecer urgente diante da severidade (?) das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal – STF aos envolvidos. 

    Quer me parecer que ambas as “facções” políticas utilizam-se da metáfora do “final de campeonato” a seu favor. Essa metáfora é a seguinte: imaginem um final de campeonato importante com o estádio fervilhando de torcedores, todos na incontida emoção; o jogador marca o gol da vitória, corre para o centro do campo e é abraçado, agarrado, beijado por um, por dois, por três ou mais companheiros de time. Se você tirar o final de campeonato, o estádio  lotado, os torcedores emocionados, o clima de euforia, o gol da vitória, o terá será apenas dois, três, quatros ou mais homens se agarrando e se beijando, muda totalmente o contexto. 

    O que acontece na atual quadra política brasileira é mais ou menos isso. De um lado temos a facção que sustenta ter havido uma absurda tentativa de golpe, com desdobramentos inimagináveis, com mortes, assassinatos de autoridades, reimplantação de uma ditadura civil-militar, é tudo que isso possa representar e de outro lado a facção política que sustenta não ter havido nada disso, com pessoas sendo pressas por terem exercido apenas sua liberdade de expressão e de protesto contra o governo que acabara de se instalar. Em tal contexto “pintam” que uma determinada senhora, mãe de família, com dois filhos menores, foi presa e encontra-se em vias de ser condenada, tão somente por haver pichado com batom vermelho a estátua da Justiça, uma outra por ter ido passear na Praça dos Três Poderes por ocasião do ato; ou por ido tirar fotos e escrever sobre os fatos que estavam acontecendo. 

    Ora, em tal contexto, o Brasil seria uma das piores ditaduras do mundo, talvez comparada a ditadura norte-coreana que impõe penas de banimentos ou de trabalhos forçados e até de morte  a alguém que deixou de adorar o ditador de plantão ou que teve um membro da família que fugiu do país. 

    Quem em sã consciência não achará absurdo alguém ser condenado a dura pena por haver pintado com batom uma estátua? Ou mesmo um crime de dano mais grave? Quem achará razoável alguém ser condenado a quase vinte anos de prisão por um crime de dano? Praticamente a mesma pena de um homicídio simples. 

    Quando digo que a verdade de cada um passa longe da verdade de todos é porque acredito que, sim, tentaram um golpe de estado. Golpe esse que vinha sendo ungido desde a ascensão ao poder do ex-presidente através dos seus ataques constantes aos demais poderes e instituições da República, principalmente o Poder Judiciário, em seus diversos segmentos. Essa tentativa de golpe escalou com o resultado das urnas desfavoráveis ao mesmo ex-presidente, os diversos questionamentos à lisura do pleito e a ordem de acampamentos sincronizados em frente aos quartéis como estratégia para forçar as forças armadas a tomarem o poder. 

    Nesse contexto, o movimento de 8 de janeiro de 2023, não foi um movimento político espontâneo, pelo contrário, foi planejado e executado no sentido de provocar uma reação dos atuais inquilinos do poder com possível repressão violenta e derramamento de sangue, capaz de justificar, em um ato derradeiro, a equivocada interpretação do artigo 142 da Constituição Federal.

    Por motivos diversos o plano fracassou, seja porque as forças de segurança não reagiram (ou só foram reagir bem depois já no sentido de reduzir prejuízos e retirar as pessoas dos prédios públicos), seja porque, mesmo com o povo nas ruas, as forças armadas não quiseram participar da falsa quartelada. 

    A tentativa de golpe acabou por se tornar uma espécie de “crime impossível”. 

    Assim, como acredito que houve uma tentativa de golpe (ou uma organização política para uma subversão à ordem jurídica) acredito, também, que muitos daqueles cidadãos que participaram dos eventos do 8 de janeiro de 2023, em maior ou menor gradação, embora ansiassem pela derrubada do governo recém estabelecido, não tinham consciência de que estavam participando de um golpe de estado ou da gravidade que tal fato tinha. 

    Essas pessoas, esses cidadãos, foram literalmente usados como “bucha de canhão” dos organizadores da falsa quartelada. Imagino até que tenham torcido para que tivessem sido vítimas fatais de uma reação policial. Uns trinta mortos estendidos no chão e estava pronta a desculpa perfeita para o retrocesso institucional. 

    Acredito que o STF (não discutirei sobre a competência nesse texto) cometeu o equívoco de realizar o julgamento dos fatos ocorridos no 8 de janeiro de 2023 “de baixo pra cima” ao invés de julgar “de cima pra baixo”. É dizer: deveria ter iniciado por julgar os “grandes”, os que tramaram, planejaram, anuíram, concordaram ou participaram de alguma forma, inclusive, financeiramente e só depois, analisar e julgar as condutas dos “bagrinhos”, também, com a perspectiva de que muitos são igualmente vítimas, foram usados e iludidos pelos verdadeiros líderes da trama. 

    Essa cautela – e um julgamento justo –, evitaria que se criassem narrativas acerca do que aconteceu e do que se tentou fazer no Brasil. 

    Abdon C. Marinho é advogado. 

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    Ex-prefeito de São Luís Gonzaga é investigado criminalmente por contratos irregulares

    O ex-prefeito de São Luís Gonzaga, Francisco Pedreira Martins Junior, conhecido como dr Júnior, está no bojo de um inquérito criminal por por envolvimento em supostas irregularidades em contratos da saúde municipal.

    Segundo as investigações, o ex-gestor teria atuado supostamente em ilegalidades que resultaram na contratação das empresas Ômega Distribuidora de Medicamentos EIRELI, R.O Carvalho Nascimento e 3 A Distribuidora de Medicamentos Ltda por meio do Pregão Eletrônico nº 13/2022, para fornecimento de medicamentos e outros materiais.

    Com base nos autos, o promotor de Justiça de São Luís Gonzaga, oficiou as empresas envolvidas no caso requisitando em até 10 dias úteis comprovantes de pagamento e do efetivo fornecimento dos materiais ao Município de São Luís Gonzaga do Maranhão, referentes ao Pregão Eletrônico nº 13/2022.

    O ex-prefeito foi notificado também para apresentar cópia integral dos processos de pagamento das empresas contratadas, das portarias dos fiscais dos contratos; dos decretos de delegação de competência para ordenar despesas aos secretários municipais e da lei autorizativa.

    Por Neto Ferreira 

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    Éric volta para para o mandato e Arruda retorna pra casa

    Resolvido o problema criado pelo suplente de deputado estadual, que foi o único prejudicado por alimentar a vaidade de ocupar o cargo por apenas 4 meses, perder dinheiro e entrar para o olho do furacão ao ser relembrado como espancador de mulher.

    O advogado previdenciário Dalton Arruda, em 2016 foi denunciado pela própria esposa por violência. A vítima registrou BO e Arruda chegou a ser preso. Em 2022 se candidatou ao cargo de deputado estadual e ficou na quarta suplência na coligação que tem como
    Titular Éric Costa.

    O suplente Arruda não demorou duas semanas no cargo quando foi detonada pela deputada Drª Vivianne superintendente da Mulher na Alema, assim como as pressões exercidas contra a presidente Iracema Vale pelo afastamento de Arruda do cargo de suplente

    Através de uma manobra que fez Erick se licenciar do cargo, o segundo suplente e o terceiro César Pires. A pera aí custou R$ 800 mil, sendo que Eric Costa embolsou $ 400 mil.

    Com o retorno de  Eric Costa,  Dalton volta pra casa com o prejuízo financeiro e moral.

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    Deputado Wellington preside audiência em defesa das Crianças e Adolescentes e solicita concurso para contratação de profissionais

    O deputado estadual Wellington presidiu, nesta terça-feira (18), uma audiência pública no auditório Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), voltada à defesa dos direitos das crianças e adolescentes. O encontro teve como objetivo discutir a melhoria no atendimento às vítimas de violência, com ênfase na ampliação da equipe de profissionais que atuam na perícia dentro do complexo da criança e adolescente. Durante a audiência, o deputado solicitou ao governo a realização de um concurso público para a contratação de novos profissionais, visto a demanda crescente e a sobrecarga enfrentada pelas equipes.

    Um dos conselheiros tutelares presentes destacou que, atualmente, o prazo para a realização de uma perícia pode superar três meses, o que prejudica a celeridade dos processos e compromete o atendimento adequado às crianças e adolescentes. O alerta foi reforçado pelos participantes da audiência, que apontaram que a falta de profissionais especializados é um dos principais fatores para os atrasos e o comprometimento da qualidade do serviço prestado.

    Na ocasião, o deputado Wellington se comprometeu a continuar cobrando ações do governo para que a situação seja solucionada com urgência.

    “Estamos vivendo um momento crítico na defesa dos direitos das crianças e adolescentes em nosso estado. A demora nas perícias é inaceitável e prejudica diretamente a vida dessas vítimas. É fundamental que o governo tome medidas imediatas para contratar profissionais qualificados e garantir que o atendimento seja feito de maneira eficaz e célere. Não podemos permitir que nossas crianças e adolescentes fiquem desprotegidos devido à falta de estrutura”, disse Wellington.

    O evento contou com a presença de conselheiros tutelares de diversos municípios, do promotor de justiça da defesa da criança e do adolescente, Márcio Thadeu, membros da Defensoria Pública e representantes de secretarias estaduais e municipais. Todos destacaram a importância de uma resposta rápida para garantir a proteção dos direitos das crianças e adolescentes no estado. A audiência foi um passo importante para a busca de soluções concretas e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao atendimento desse público vulnerável.

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    Procuradoria abre nova investigação contra 25 Prefeituras do MA; saiba quem são

    Irregularidades em contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) tem levado o Ministério Público Federal (MPF) a abrir inquéritos contra Prefeituras do Maranhão.

    Foto: Reprodução

    O Blog do Neto Ferreira divulgou que, pelo menos, 13 Executivos Municipais já estão na mira do órgão federal (reveja AQUI).

    Nesta quarta-feira (19), o MPF, por meio da Procuradoria da República, divulgou que mais 25 Prefeituras estão no bojo dos inquéritos instaurados para apurar as irregularidades.

    Entre elas estão, São Raimundo das Mangabeiras, São Félix de Balsas, Mirador, São João dos Patos, Loreto, Jatobá, São Pedro dos Crentes, Formosa da Serra Negra, Carolina, Benedito Leite, Barão de Grajaú, Paraibano, Sambaíba, Riachão, São Domingos do Azeitão, Nova Colinas, Tasso Fragoso, Sucupira do Norte, Nova Iorque, Colinas, Balsas, Alto Parnaíba, Feira Nova do Maranhão, Grajaú, Fortaleza dos Nogueiras.

    As investigações estão sob o comando do procurador Herbet Reis Mesquita, que iniciou os procedimentos após o Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o GTI – FUNDEF/FUNDEB, realizar uma inspeção que identificou irregularidades nas contas de alguns entes estaduais e municipais destinadas ao recebimento e movimentação dos referidos recursos.

    Segundo informações divulgadas pelo MPF, o Ofício Circular nº 12/2025 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, reforçou a necessidade da existência de conta única e específica titularizada pela Secretaria de Educação para a movimentação dos recursos do Fundeb.

    Mesquita emitiu uma Recomendação aos prefeitos para que tomem medidas cabíveis para sanar as irregularidades.

    Por Neto Ferreira

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    Senado pode votar redução dos prazos de inelegibilidade

    O Plenário do Senado pode votar na terça-feira (18) a redução dos prazos de inelegibilidade para políticos condenados. É o que prevê o projeto de lei complementar (PLP) 192/2023, que está na pauta do Plenário. A sessão deliberativa também tem projetos sobre alfabetização e sobre saúde.

    Foto: Reprodução

    O projeto de lei complementar altera o início da contagem do prazo e a duração da inelegibilidade por crimes que tenham como consequência a proibição de disputar eleições. O texto, da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), foi aprovado na Câmara e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se for aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.

    Atualmente, o impedimento para que um condenado se candidate é de oito anos mais o tempo restante de duração do mandato que ele ocupava. O projeto altera a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64, de 1990) para que o período de vedação de candidatura passe a ser único, de oito anos, contado a partir de uma das seguintes datas, conforme o caso:

    • Decisão judicial que decretar a perda do mandato
    • Eleição na qual ocorreu o ato que levou à condenação
    • Condenação por órgão colegiado
    • Renúncia

    Se aprovadas pelo Plenário sem alteração no texto da Câmara, as novas regras poderão ser aplicadas imediatamente após a sanção presidencial e, caso sejam mais benéficas, podem até mesmo afetar condenações já em curso. Para o relator, senador Weverton (PDT-MA), o projeto acaba com distorções e assegura “isonomia”.

    Outros projetos

    O Plenário também pode votar na terça o projeto que cria o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, para garantir a alfabetização até o final do segundo ano do ensino fundamental (PL 4.937/2024). O texto, elaborado por uma subcomissão da Comissão de Educação (CE) e aprovado conforme relatório do senador Cid Gomes (PSB-CE), torna a União responsável pela coordenação estratégica da política nacional de alfabetização. Com isso, o governo federal terá de oferecer assistência técnica e financeira a estados e municípios para capacitação de professores, melhoria da infraestrutura escolar e aplicação de avaliações diagnósticas.

    Estados e municípios que aderirem ao Compromisso Nacional deverão elaborar políticas próprias de alfabetização, alinhadas às diretrizes da União. A assistência financeira federal será condicionada a critérios como o percentual de crianças não alfabetizadas e a presença de grupos historicamente desfavorecidos, como comunidades indígenas, quilombolas e alunos da educação especial.

    O terceiro projeto na pauta inclui representante da sociedade civil na composição da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) (PL 1.241/2023). A Conitec é o órgão do Ministério da Saúde que avalia a eficácia e segurança de medicamentos, produtos ou procedimentos. O projeto veio da Câmara, com autoria da deputada Rosangela Moro (União-SP), e o relator é o senador Sergio Moro (União-PR).

    Por Agência Senado

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    MPMA oferece denúncia contra ex-prefeito de Rosário por crime de responsabilidade

    Segundo a Promotoria, durante toda a gestão, Calvet Filho contratou servidores sem concurso

    O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Rosário, ofereceu Denúncia, nesta terça-feira, 11, contra o ex-prefeito de Rosário José Nilton Pinheiro Calvet Filho por crime de responsabilidade, referente ao ato de nomear, admitir ou designar servidor sem a realização de concurso público.

    A atitude do ex-gestor contraria o artigo 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal e o artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece o concurso público como regra de ingresso no serviço público, sendo a contratação temporária uma exceção, que só deve ocorrer justificadamente.

    Segundo a promotora de justiça Maria Cristina Lobato Murillo, desde o primeiro ano de mandato, em 2021, o ex-prefeito contratou inúmeras pessoas sem lei autorizativa, mesmo sabendo de decisão judicial que determinava ao Município de Rosário a realização de concurso público e que deixasse de contratar e nomear pessoas para cargos com provimento também por concurso.

    A representante do Ministério Público relatou que várias tentativas foram feitas para enfatizar a necessidade de realização do concurso público, com o envio de ofícios, Recomendação e até reunião presencial com o prefeito Calvet Filho.

    “Ocorre que nada foi feito e a admissão de pessoal continuou, por vezes sob a forma de contratação, por outras por simples nomeação independentemente da natureza do cargo, chegando a comprometer inclusive o limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal”, observou a promotora de justiça.

    No texto da Denúncia, é informado que, a partir do segundo semestre do ano de 2022 e em todo o ano de 2023, conforme relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), o município ultrapassou o limite prudencial com despesa total com pessoal, gerando ao ente as vedações previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Apesar de estar submetido às vedações, nos anos de 2023 e 2024, o gestor municipal realizou mais 1834 contratações. “A realização das contratações, em clara inobservância às vedações previstas em lei, continuou até o último ano do mandato do ex-gestor, demonstrando de forma inequívoca a existência do dolo em infringir as regras estabelecidas, já que desde o início de seu mandato foi inúmeras vezes alertado sobre a necessidade de regularizar o ingresso de pessoal nos quadros do município”, acrescentou Maria Cristina Lobato Murillo.

    Diante das irregularidades, o Ministério Público pede a condenação de José Nilton Pinheiro Calvet Filho nas penas do artigo XIII do Decreto 201-67, por nomear e contratar diante de expressa proibição prevista no artigo 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal e contrariamente à previsão constitucional que estabelece o concurso público como regra de ingresso no serviço público.

    Conforme o decreto, caso seja condenado, o ex-prefeito está sujeito à pena de detenção, de três meses a três anos, e à inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público.

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    Prefeito de Senador La Rocque é investigado por suposta irregularidade em licitação

    O prefeito de Senador La Rocque, Bartolomeu Alves, está no bojo de um inquérito por suposta irregularidade em licitação.

    As investigações estão sendo comandadas pelo promotor de Justiça da cidade, João Cláudio de Barros, que apura possível ato de improbidade administrativa em decorrência de irregularidades constatadas no Pregão Eletrônico nº 012/2023-SRP e na Dispensa de Licitação nº 015/2024.

    O processo licitatório investigado pelo Ministério Público tem como objeto a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de locação de estrutura para a realização de eventos. O contrato foi firmado em 2023.

    Já em 2024, o prefeito autorizou a contratação direta da empresa Wllisses de Castro Jorge – ME pelo montante de R$ 50.700,00 mil para a organização, locação de sistema de sonorização e palco para eventos.

    O promotor destaca que à época da formalização do Pregão Eletrônico nº 012/2023-SRP e da Dispensa de Licitação nº 015/2024, a
    Lei nº 14.133/2021 já vigorava e estabelecia as regras gerais para a realização de licitações e contratos na Administração Pública.

    As diligências já estão em andamento e as investigações seguem avançando.

    Por Neto Ferreira

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    Dr. Hilton Gonçalo recebe a visita do presidente do Simproesema que manifesta desejo de disputar vaga na Câmara Federal pelo Mobiliza

    O presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Maranhão (SIMPROESEMA), professor Raimundo Oliveira, esteve reunido com o presidente do diretório estadual do Mobiliza, Dr. Hilton Gonçalo, para discutir questões relacionadas a educação do Maranhão e alianças políticas visando as eleições de 2026. Acompanhado do vice-presidente do sindicato, Fábio, e do professor Josivaldo, Raimundo Oliveira manifestou o desejo de fortalecer o projeto político do líder maranhense.

    Na ocasião, o sindicalista anunciou sua intenção de se filiar ao Mobiliza e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Com forte atuação na defesa dos direitos dos profissionais da educação, Raimundo Oliveira vê na candidatura uma oportunidade de ampliar sua luta em prol da categoria e da educação pública de qualidade no Maranhão.

    Dr. Hilton Gonçalo, que pretende disputar uma vaga no Senado, destacou a importância da união de forças com lideranças representativas para construir um projeto sólido para o estado. “Raimundo Oliveira tem um histórico de defesa da classe trabalhadora e da educação. Sua pré-candidatura reforça nosso compromisso com um Maranhão mais justo e desenvolvido”, afirmou o líder do Mobiliza.

    A filiação do presidente do SIMPROESEMA ao Mobiliza deve ser formalizada nos próximos meses, consolidando a parceria para as eleições de 2026.

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    Sob o comando de Astro de Ogum e Rosana da Saúde, CCJ realizará primeira reunião nesta terça feira(11)

    A Câmara Municipal de São Luís divulgou, no Diário Oficial do Município (DOM) de terça-feira (25), a composição da Comissão de Constituição, Justiça, Legislação, Administração, Assuntos Municipais e Redação Final (CCJ) para o biênio 2025-2026. Na nova configuração, os escolhidos foram os vereadores André Campos (PP), Astro de Ogum (PCdoB), Coletivo Nós (PT), Marcelo Poeta (PSB) e Rosana da Saúde (Republicanos) como membros titulares e, Beto Castro (Avante), como suplente.

    Já na quarta-feira(26), conforme prevê os artigos 55 e 61 do Regimento Interno, Astro de Ogum e Rosana da Saúde foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente. Na oportunidade, também, foi deliberado que o encontro semanal do órgão colegiado será todas as terças-feiras, logo após o término da sessão ordinária, e no próximo dia 11, com um número considerável de projetos para serem avaliados, já está marcada a primeira reunião.


    À CCJ compete opinar sobre a constitucionalidade, juridicidade e regimentalidade das matérias que lhe forem submetidas por deliberação do Plenário. “Recebi com muita tranquilidade a incumbência me confiada pelos colegas. Sabemos a importância do trabalho da Comissão, e juntos com os demais, iremos contribuir de forma célere para os trabalhos da Câmara de São Luís”, enfatizou o presidente.

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