Policiais repudiam exoneração do comandante do GOE de Imperatriz após foto com Bolsonaro

    A exoneração do comandante do Grupo de Operações Especiais (GOE) em Imperatriz, subtenente João Paulo, após ter posado para foto com Jair Bolsonaro (sem partido), durante a visita do presidente à cidade maranhense na semana passada, foi motivo de revolta aos policiais.

    Foto Reprodução

    Embora o governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, tenha afirmado em seu perfil em rede social que não deu ordem para afastamento do policial o caso está sendo tratado como perseguição contra o PM que estava no comando do GOE há mais de 20 anos.

    A Associação Regional de Cabos e Soldados de Imperatriz e Açailândia emitiu nota de repúdio. Confira abaixo.

    NOTA DE REPÚDIO

    A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE CABOS E SOLDADOS DE IMPERATRIZ E AÇAILÂNDIA – MA, com CNPJ 00.840.964/0001-48, entidade representada pelo seu presidente ESMERALDO BATISTA DE SOUSA JÚNIOR, vêm de público manifestar REPÚDIO e ao mesmo tempo prestar total APOIO ao Sub Tenente da Polícia Militar do Maranhão, João Paulo Teixeira Torres, Ex-Comandante do Grupo de Operações Especiais – GOE, que no dia 21/05/2021, pousou em uma foto junto ao Presidente da República Jair Bolsonaro, durante o embarque no aeroporto na cidade de Imperatriz.

    João Paulo e sua equipe estavam escalados de serviço no dia do fato, e tinha a missão de dar apoio à equipe de segurança presidencial, em dado momento foram solicitados pela segurança para se aproximarem do cordão de isolamento durante o embarque do presidente, onde Bolsonaro veio até as equipes de segurança e apoio, e pediu para tirar uma foto, tendo a equipe do GOE se prontificando para não serem deselegante e mal educado, todavia o fuzil que aparece na foto é da Policia do Exercito – PE.

    O Sub tenente foi removido do cargo de comandante do GOE de Imperatriz pelo Comando do CPAI-3, onde se dedicou 21 anos de sua carreira policial, e estava no grupamento desde o início de sua criação.
    Além de comandante, João Paulo, tem 31 anos de carreira na PMMA, era instrutor de várias matérias durante o curso de formação de novos integrantes da PM.

    A Presidência da ARCSPMIA tomou conhecimento oficialmente pelo Sub. Ten. João Paulo que já ouve uma despedida do grupo, de maneira emocionada agradeceu a todos pelos longos anos de bom combate a criminalidade em toda região de atuação do Grupo de Operações Especiais.

    A entidade que subscreve esse documento vem repudiar o ATO ADMINISTRATIVO VELADO, praticado pelo Comanda do CPAI-3, por entender que no Estatuto da Policia Militar do Maranhão e no Regulamento Disciplinar do Exercito – RDE, não constar punição para os militares por fotografar com autoridades políticas, em especial ao Presidente da República.

    Imperatriz – MA, 27 de maio de 2021.

    Esmeraldo Batista de Sousa Júnior

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    “Secretário de Fazenda de Dino não comparece a CPI para explicar o ICMS dos combustíveis”, diz Wellington

    Na manhã desta quinta-feira (20), o deputado estadual Wellington do Curso emitiu nota de repúdio em virtude da ausência do Secretário de Estado de Fazenda no Maranhão na reunião da CPI dos Combustíveis que ocorreu na última quarta-feira. Tanto o Secretário quanto o Presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis – Sindcombustiveis deveriam ser ouvidos, mas somente o último se fez presente. A SEFAZ encaminhou apenas um técnico que não pode esclarecer tudo o que foi questionado, comprometendo assim os trabalhos da CPI.

    Deputado Wellington do Curso

    Em nota, o deputado Wellington afirmou que a ausência do Secretário representa a falta de interesse do governador Flávio Dino em reduzir o ICMS no Maranhão e, consequentemente, o preço dos combustíveis no estado.

    A ausência do Secretário de Fazenda representa a falta de interesse do governador Flávio Dino em discutir propostas para reduzir o preço da gasolina no Maranhão. É isso mesmo: Secretário de Fazenda de Flávio Dino não comparece a CPI para explicar o ICMS dos combustíveis. Trata-se de conduta que demonstra a culpa do Governo do Estado nos sucessivos aumentos no preço do combustível, já que permanece com a 4ª maior alíquota do ICMS do país. É lamentável essa postura, que compromete, inclusive, os trabalhos desenvolvidos por essa CPI. Se não tem a participação do Governo do Estado, querem o quê? Uma CPI que culpe apenas o Governo Federal? Que culpe apenas os donos de postos? Isso é inadmissível. Desde o início dos trabalhos, eu me mantive imparcial, para que a responsabilidade de todos fosse apurada. Ocorre que o Governo do Estado segue de forma omissa e não responde aos questionamentos feitos pela Comissão Parlamentar. A responsabilidade no âmbito estadual é evidente, sendo um exemplo disso o aumento que ocorreu no preço da gasolina nos últimos 05 dias, que não se deu nas refinarias, mas sim por conta do aumento do preço médio ponderado pelo Governo do Estado. Espero, em nome do bom desenvolvimento das atividades parlamentares, que o Governo do Estado mude de postura e participe ativamente das discussões realizadas”, disse o deputado Wellington.

    Confira abaixo a nota.

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    FETAEMA denuncia assassinato de trabalhador rural em Junco do Maranhão

    Por Brasil Popular
    A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão divulgou hoje, 22, sábado, nota de repúdio e indignação a respeito do assassinato do trabalhador rural Raimundo Nonato Batista Costa, ocorrido no município de Junco do Maranhão, a 280 quilômetros da capital São Luis.

    É a seguinte a íntegra da nota:

    A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (FETAEMA), manifesta sua indignação pela ocorrência de mais um assassinato de trabalhador rural ocorrido no Maranhão. Denunciamos o bárbaro assassinato do trabalhador Raimundo Nonato Batista Costa, 56 anos, encontrado no último dia 19 de agosto de 2020, numa cova rasa, com marcas de tiros, no povoado Vilela/Gleba Campina, em Junco do Maranhão.

    Desde 2010, os(as) agricultores(as) familiares da Associação dos Trabalhadores Rurais do Povoado Vilela/Gleba Campina pleitearam  junto ao Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA) a regularização fundiária da área, e, a partir da solicitação, passaram a ser perseguidos(as) por um fazendeiro originário do Sul do país.

    Na área do povoado Vilela/Gleba Campina vivem atualmente 66 famílias, numa área de 2.250 hectares, desenvolvendo o cultivo de milho, feijão, mandioca, arroz e criação de animais pequeno porte. A comercialização da produção é feita em Junco do Maranhão, boa parte feita por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Diante da situação, esperamos a apuração do fato criminoso e a responsabilização dos envolvidos, bem como a ação fundiária competente para solucionar o conflito agrário, causa da violência permanente na região.

    Alertamos as autoridades constituídas que o clima na localidade é extremamente tenso e preocupa-nos o histórico e o crescente número de violências contra famílias agricultoras familiares, sobretudo, nesse período de pandemia, em todo o Estado do Maranhão.

    A Reforma Agrária e a titulação quilombola continuam sendo caminhos urgentes e necessários para a paz no campo e o fim dos conflitos agrários e para que os trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares possam viver com dignidade no meio rural.

    Direção da FETAEMA.

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    Associação dos Magistrados do Maranhão repudia ameaças ao juiz que decretou lockdown

    A Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA – solidariza-se com o juiz titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís, Douglas de Melo Martins, vítima de graves ameaças publicadas em suas redes sociais, nesta segunda-feira (4).

    A AMMA também repudia os autores das ofensas e agressões dirigidas ao magistrado, as quais se constituem em grave ameaça ao desempenho constitucional da jurisdição e à independência judicial, pilares do estado democrático de direito.

    A polarização de posições ideológicas e políticas, e desproporcionais manifestações de ódio e incitação a atos de violência de toda a ordem, não podem servir como instrumento de desrespeito às instituições e às autoridades constituídas, no livre e fundamentado exercício de suas funções.

    No instante em que tomou conhecimento das ameaças sofridas pelo juiz Douglas de Melo Martins, a AMMA acionou a Diretoria de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Maranhão, que já adotou as providências necessárias para a devida apuração dos fatos, bem como para que o magistrado continue exercendo suas atividades com segurança e independência.A AMMA reitera que se manterá em alerta na defesa da Magistratura, a fim de não permitir que atos covardes e insanos intimidem a atuação do Judiciário.

    São Luís, 4 de maio de 2020
    Angelo Santos
    Presidente da AMMA

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    Sindicato dos jornalistas do Maranhão emite nota por mais dois casos de violência contra a imprensa local

    Blog do Ricardo Santos

    SINDICATO DOS JORNALISTAS

    NOTA DE REPÚDIO

    Mais uma vez nos dirigimos à sociedade maranhense para manifestar nosso repúdio, por mais um caso de agressão  a um jornalista. Desta vez, a vítima foi o jornalista Luís Antonio de Jesus Moreira que é membro da Academia Vianense de Letras.

    Na noite do dia sete do mês fluente, quando se encontrava no centro de Viana, sua cidade natal, sofreu brutal agressão  física por parre de um sujeito que já responde a processo na Justiça.

    Ao Luis Antonio, a nossa solidariedade diante de tamanha desinteligência que investe contra a liberdade de expressão e, por extensão, atenta contra o direito da sociedade à informação.

    Igual a este, já tivemos outro caso que teve como vítima o jornalista José Ribamar Neto Cruz, que foi agredido fisicamente por dois jagunços do prefeito da cidade Presidente Juscelino que tentaram levá-lo para local ermo no que foram impedidos por um morador que socorreu a vítima Neto Cruz, o abrigando em sua casa.

    Esta casso aconteceu em junho passado e foi instaurado um inquérito na Delegacia Regional de Rosário mas, embora tenham se vencido todos os prazos este inquérito, estranhamente, nunca foi enviado à Justiça, estando os agressores e possíveis mandantes, gozando do beneplácito da impunidade.

    Douglas Cunha

    Presidente SINJOR-SLZ

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