Duda Mendonça joga Pública para escanteio

A Pública, empresa que descontruiu a imagem de Roseana Sarney na eleição de 2006 e agora contratada pela própria governadora para faze o marketing da sua administração, foi jogada de lado.

A sugestão partiu do marqueteiro Duda Mendonça que, em reunião com a governadora e o secretário de Comunicação, Sérgio Macêdo, desdenhou dos serviços da empresa.

  Ao tomar conhecimento de que ficaria na reserva, o publicitário Melo, um dos proprietários da Pública, foi tomar satisfação no Palácio dos Leões.

Saiu de lá soltando fumaça pela narinas. E ficou mais revoltado quando deu de cara, nas escadarias dos Leões, com um blogueiro do Imirante. Não fosse a pronta intervenção de terceiros, o publicitário teria detonado o jornalista.  

Mas Roseana Sarney decidiu usar os serviços da Pública para descontrução da imagem de Jackson Lago e do seu outro rival, deputado Flávio Dino.

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Escudeiros de João Castelo reagem

Depois que postei a informação de que um instituto realizou pesquisa na capital e concluiu que 65,8% da população reprovam a administração de João Castelo, tenho recebido inúmeros telefones de pessoas ligadas, amigas ou até de fiéis escudeiros do prefeito de São Luís.

Alguns acham que estou fazendo oposição deliberada ao prefeito, outros acreditam que a informação nada acrescenta se o nome do instituto não for publicado. E teve até quem pedisse para “aliviar”.

Ora, não faço oposição a ninguém, mas  fico indignado com os erros presentes, embora até perdoe os do passado. Aliás, nem filiado sou a qualquer partido político.

Citar o nome da empresa que fez a pesquisa, sem a autorização de seu proprietário, deixo por conta de quem assim age para não merecer a confiança de sua fonte de informação.

“Aliviar” ou deixar de informar notícias que não agradem aos gestores públicos ou homens da iniciativa privada, não constam na nossa pauta.

Mas uma reação chamou a nossa atenção: a do jornalista Robert Lobato, membro do PT, que assessora o PSDB, do prefeito João Castelo. Isto, no entanto, não significa dizer que Lobato acenda uma vela pra Deus e assobre o fogo pro diabo.   

Só para acrescentar ou não deixar passar em branco, Robert Lobato assessora também a deputada estadual Gardênia Gonçalves, filha do prefeito João Castelo.

“A impressão que passa é que o colega Cardoso está tão somente querendo achar um “jeitinho oposicionista” de bater na administração João Castelo, seja de forma voluntária ou a pedido de ”forças ocultas”, diz hoje Robert Lobato em seu blogue hospedado no JP Oline.

Não atendo  pedidos de “forças ocultas”. Apenas registro fatos. Acho até que a pesquisa foi generosa  com a péssima administração de João Castelo. Disse isso ao dono do instituto, tão logo tive acesso aos numeros.

“Jeitinho oposicionista” tem alguns que disfarçadamente estão no campo contrário aos seus verdadeiros ideais que apregoam em praças públicas. Alguns bem conhecidos e reconhecidos pela oposição. Creio não seja o caso de Robert Lobato.

Aliás, passei a admirá-lo quando rompeu com a lista do atraso, na qual constava seu nome até poucos minutos antes de iniciar a votação tática para escolha da aliança do PT na sucessão estadual.

Seu voto era dado como certo na lista dos petistas que votaram favoráveis ao ajuntamento com o PMDB de Roseana Sarney. Mas, como pessoa de posição e digna que  é, Robert Lobato voltou às origens, assim que foi declarado que o voto seria em aberto.

Saudações, companheiro! A luta  continua!

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Vidigal pode sair vice de Jackson Lago

A indicação do vice na chapa de Jackson Lago caiu no colo do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira. A escolha não é nada fácil, até porque existem muitos quadros na região Tocantina.

Madeira estaria sendo aconselhado por amigos e correligionários a optar pela recondução do Pastor Porto, que já foi vice de Lago. Porto é macio, mas não agrega a classe política da região.

O prefeito de Imperatriz mandou fazer pesquisa nos maiores municípios e constatou que a aceitação de Jackson Lago independe da escolha de um nome local para vencer a eleição naquele território.

Por isso, passou a assediar o amigo e ex-ministro do STJ, Edson Vidigal, para aceitar a ser o vice da chapa. Jackson Lago na cabeça, pelo PDT,  e Vidigal na vice pelo PSDB.  E mais: José Reinaldo Tavares, pelo PSB, e Roberto Rocha, pelo PSDB para o Senado Federal. 

Uma chapa forte, consideram os aliados mais próximos de Jackson Lago. Uma chapa para ganhar a eleição de governador e eleger um senador, apostam os tucanos. Um palanque ideal para José Serra.

Mas Vidigal reluta em aceitar. Saiu do PSB dos Tavares para se candidatar a senador pelo PSDB de Rocha, Madeira e Castelo.

Com a confirmação de Roberto Rocha para disputar o Senado, diminuiram as chances de Vidigal entrar no páreo pelo mesmo cargo.

Assim pensa Sebastião Madeira, que tomou para sí a difícil tarefa de convencer Vidigal. Missão complicada, mas nada impossível de torná-la exitosa.

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Castelo tem mais de 60% de reprovação em São Luís, aponta pesquisa

Tive acesso hoje a uma pesquisa sobre a aprovação ou não da administração do prefeito João Castelo. Em menos de um ano e meio de gestão, Castelo é reprovado por 65,8% da população da capital. O proprietário do instituto pediu que o nome de sua empresa não fosse publicado.

Na periféria, nas classes D e E, locais que deram larga margem de votos para João Castelo vencer a eleição, a insatisfação é maior ainda: 72% de reprovação.  

O fraco desempenho da administração do prefeito se explica. Castelo trabalha com uma equipe inexperiente, não cumpriu 10% do que prometera e ainda tem a desvantagem das chuvas que estragam ruas e avenidas da cidade quase que diariamente.

Além disso, permitiu que São Luís ficasse jogada às traças, moscas, baratas e ratos por quase 30 dias pelo não recolhimento do lixo residencial e comercial, notadamente nos bairros periféricos.

Apesar de todo esforço para garantir a trafegabilidade, deixa que os serviços de recuperação de rua e avenidas sejam feitos com material de péssima qualidade. O asfalto não resiste ao menor pingo da chuva.

Para piorar a situação da sua fraca administração , os professores da rede municipal de ensino anunciam para esta semana (quinta-feira, talvez) paralisação das aulas.

O governo castelista patina em questões que exigem o mínimo de urgência e tropeça na excessiva centralização da gestão.

Ao contrário da sua administrção no comando do estado, de 1979 a março de 1982, quando a cada semana entregava obras, o prefeito aguarda os últimos dois anos que se aproximam da sua reeleição. É o que parece.

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Sem guardas e sinalização, trânsito vira caos em São Luís.

Oliveira só se preocupa com a escola da sogra

Desde a manhã de hoje, trafegar pelas principais avenidas de São Luís virou exercício de tolerância. Dirigir até agora, 14h30, leva qualquer um à loucura.

Passei agora há pouco na avenida Jerônimo de Albuquerque: um verdadeiro caos. Batidas, trânsito engarrafado, os sinais de trânsito todos desligados e, como era de se esperar, nenhum guarda da SMTT.

Fui entrevistado pela TV Mirante, em um engarrafamento gigante, nas próximidade do Hospital do IPEM. Deu minha opinião e fiz meu desabafo. Duvido muito que vá ao ar.

O secretário da SMTT, José Ribamar de Oliveira inventou uma desculpa esfarrapada. Atribuiu a bangunça a um apagão no sistema de sinalização. Tudo mentira.

O apagão fora provocado pelos guardas e controladores de sinalização para mostrar a força do movimento. Motoristas e pedestres que se danem.

Soube que os guardas de trânsito entraram em greve pela redução da jornada de trabalho. Mas não precisavam desligar os sinais. Minutos depois fui informado que a greve acabara.

E mais: os guardas estariam com alguns secretários municipais comemorando um pré-acerto no resutante Porto Seguro, na Beira Mar, degustando deliciosas peixadas e camaroadas, regadas a cerveja e uisque.

Enquanto isso, motorista padeciam no trânsito louco das principais avenidas da cidade. Mas um guarda, no exato momento, estava trabalhando.

Orientava os veículos na pátio do colégio Upaon Açu, no Altos do Calhau. A escola é de propriedade da sogra do secretário da SMTT, José Ribamar Oliveira, que disponibilizou o agente de trânsito desde que assumiu o cargo.

A presença obrigatória do guarda fora denunciada pelo blogue, mas não deu em nada. Ocorre que o sogro do secretário Oliveira, o empresário Roberto Albuquerque, esposo da dona do Upaon Açu, é dono da Dalcar, Dalban, shoppings e outro bichos automotivos em São Luís e no interior do Maranhão.

Detalhe: Roberto Albuquere tem sido o maior doador financeiro das campanhas eleitorais do prefeito João Castelo. Daí a presença de Ribamar Oliveira à frente da SMTT.

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Lideranças reafirmam apoio a Flávio Dino

  Lideranças políticas ligadas à tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) reafirmaram o apoio à pré-candidatura de Flávio Dino. 

O ato político foi realizado sexta-feira (dia 7) no Sindicato dos Ferroviários organizada pelos militantes da CNB Marlon Henrique, Marlon Botão, Ed Wilson Araújo e Ricardo Gonçalves, convidando para a unidade no PT, congregando todas as tendências em torno de uma candidatura do campo democrático-popular.
O ato representa as muitas vozes discordantes da aliança com o PMDB e defensores da unidade petista-comunista. O parlamentar agradeceu a manifestação de apoio, apontando as afinidades históricas com o projeto nacional da eleição de Dilma Roussef.
Estiveram presentes no ato, Moacir Filho (Sindicato dos Comerciários e dirigente da CUT), Soismarino Ramos (PT de São José de Ribamar), Valter Cezar (diretor do Sindicato dos Servidores Federais – Sindsep), Marcos Vandaí (dirigente da CUT), Marla Silveira (Setorial de Cultura do PT) e Luis Domingos Pinheiro (Sindicato dos Comerciários), todos pela CNB,
A mesa de debates foi composta por Nivaldo Araújo (presidente da CUT), Chico Sales (presidente da Fetaema), Eduardo Pinto (presidente do Sindicato dos Ferroviários), pelo jornalista e professor da UFMA Ed Wilson Araújo, e o pré-candidato Flávio Dino.

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Nice Lobão ameaça Luciano Moreira com bengaladas

A deputada federal Nice Lobão não anda nada satisfeita com os boatos distribuídos pelo interior do estado por Luciano Moreira, ex-secretário de Administração.

Inicialmente, Moreira espalhou que Nice Lobão havia havia desistido da reeleição e acordado com ele o apoio para sua primeira candidatura de deputado federal. E mais: que ela teria indicado prefeitos para apoiá-lo.

Até aí, tudo bem. Ocorre que a turma do Luciano Moreira andou dizendo que a esposa do senador Edison Lobão recebera, atravé da Fundação Nice Lobão, soma alta de convênio celebrado com a Administração.

A parlamentar federal reagiu. Em uma reunião com lideranças políticas do interior, Nice Lobão desmentiu tudo e avisou que quando encontrar Moreira, pode até perder a bengala, mas vai bater só na cabeça dele. É aguardar.

E olha que Nice Lobão é uma mulher de garra e coragem. O senador Lobão que o diga.

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Fernando Sarney passa a usar bonés e óculos escuros

O empresário Fernando Sarney já não é mais o mesmo. Desde que passou a frequentar o noticiário da imprensa nacional como quadrilheiro, gestor de instituição financeira irregular e acusado por crime de lavagem de dinheiro, não frequenta mais os lugares badalados de antigamente, em São Luís e nos principais restaurantes e boites de Brasília e do eixo Rio/São Paulo.

Aqui mesmo na capital, quando sai, tem sido visto usando boné (que sempre abominou)  e óculos escuros, como nas duas últimas semanas em um posto de combustível na Ponta da Areia, que abriga um bar e restaurante visitado por seu amigos.

Bastante abatido (dizem que perdeu 10 quilos nos últimos cinco meses), Fernando Sarney teve o seu inferno astral em labaredas ontem, sexta-feira.

O dono dos Sistema Mirante de Comunicação foi indiciado pela Polícia Federal, em São Luís, pelo crime de evasão de divisas.

Conforme matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo,  o novo indiciamento se deve à descoberta, noticiada em julho de 2009 pelo Estadão, de que Fernando Sarney enviara US$ 1 milhão para um banco em Qindao, na China. A remessa, não declarada à Receita Federal, teve como destino a conta da empresa Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, que pelo nome, em inglês, seria uma empresa de peças e acessórios de bicicletas.

Antes de chegar à China, o dinheiro transitou por bancos de Nova York. A autorização para a transferência dos dólares para Qindao foi feita pelo próprio Fernando Sarney, cuja assinatura aparece num dos documentos obtidos pela PF. O Estado apurou que a Prestige existe, de fato, na China. A suspeita é de que a remessa tenha servido para compensar outra transação financeira internacional realizada por Fernando Sarney, numa operação conhecida como dólar-cabo. Além da conexão chinesa, a investigação descobriu indícios da existência de contas em paraísos fiscais do Caribe e da Europa.

A PF identificou a remessa para a China durante uma investigação sobre movimentações financeiras suspeitas de empresas da família Sarney. Filho mais velho do presidente do Senado, o empresário Fernando Sarney é o responsável pela administração dos negócios do clã. Fernando Sarney foi indiciado por evasão de divisas após prestar depoimento, em São Luís, ao delegado Márcio Adriano Anselmo, encarregado do caso. Os indiciamentos anteriores ocorreram em julho do ano passado.

Há cinco meses, o governo da Suíça localizou e bloqueou preventivamente uma conta do empresário no País. O governo brasileiro terá de enviar, em breve, documentos para as autoridades suíças caso queira que o bloqueio seja mantido. Os papéis, cuja tramitação passa pelo Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça, devem incluir indícios de que o dinheiro pode ter origem em supostos crimes cometidos pelo empresário no Brasil. O DRCI é subordinado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), comandada por Romeu Tuma Júnior.

O bloqueio foi feito após as autoridades suíças detectarem transferências suspeitas para contas de uma offshore (empresa sediada em paraíso fiscal) em Liechtenstein. As transferências foram realizadas meses depois que a Suíça começou a controlar com mais rigidez as transações em seu sistema bancário, que até então fazia do país um dos mais eficientes paraísos fiscais do planeta.

A investigação sobre os negócios da família Sarney se desdobrou em cinco inquéritos que, além dos crimes pelos quais Fernando já foi indiciado, apuram indícios de corrupção em órgãos do governo federal controlados por apadrinhados políticos de José Sarney. Dois desses inquéritos já estão perto da conclusão e o Ministério Público Federal deverá decidir em breve se denuncia ou não Fernando Sarney à Justiça.

Em julho de 2009, a pedido de Fernando Sarney, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu o Estado de publicar informações sobre a operação que originou os indiciamentos. No final do ano, quando já havia amainado a crise que quase derrubou o pai dele da presidência do Senado Federal, o empresário desistiu da ação. O Estado não concordou com a desistência por preferir que o mérito do processo seja julgado – e que a Justiça, finalmente, se manifeste pela ilegalidade da censura que hoje completa dura 281 dias.

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A candidata quer ser presidente sem sequer saber ser candidata

Por Augusto Nunes – Veja

Dilma Rousseff.Dilma Rousseff.
No ponto final do comentário de Celso Arnaldo sobre a performance de Dilma Rousseff na apresentação conjunta dos candidatos à presidência em Belo Horizonte, pego uma carona para entrar no tema. Fala, Celso Arnaldo:

Coragem, competência e sensibilidade social ─ apregoa o motto de Dilma Rousseff em seu site oficial.

Dos três itens, só a coragem é indiscutível ─ a coragem (que muitos chamariam de cara de pau) de se apresentar como candidata a presidente da República sabendo-se (e não é possível que ela não saiba) tão despreparada.

Coragem sobretudo de se oferecer à comparação com os outros dois candidatos. A esta altura, ninguém tem dúvida, incluindo os mentores de sua própria campanha, que os inevitáveis debates serão a estação mais tormentosa do inferno eleitoral de Dilma.

O 27º Congresso Mineiro de Municípios, realizado ontem em Belo Horizonte, conseguiu a proeza de reunir pela primeira vez, numa mesma tribuna, os três presidenciáveis que dividirão o voto do eleitorado em outubro: sobre o palco, com certeza matemática, estava o futuro presidente da República ─ primazia de um estado que tinha 853 municípios até as 9 da manhã de hoje. À noite, o número pode ser diferente.

Debate? Ainda não. A legislação proíbe, até agosto. Ótimo para Dilma ─ que hoje seria triturada pela viúva do 23 B numa reunião de condomínio.

Mas, de qualquer forma, foi a primeira chance de cotejo. Os três responderam às mesmas perguntas, sem interagir. E o site da Dilma faz hoje uma compilação dos melhores momentos da candidata. Selecionei dois ─ mas poderiam ser 853, um para cada município de Minas.

“Nós jamais olhamos filiação partidária, jamais olhamos a adesão do prefeito ou da prefeita àquele ou àqueloutro partido, aqueloutro proposta de governo”.

Pus as devidas crases por minha conta ─ mas “aqueloutro proposta” é por conta da Dilma. Que os incréus confiram no vídeo: é realmente uma aqueleoutro proposta indecente.

“O Brasil tem duas palavras que tá na ordem do dia. E eu concluo com elas. Uma é transformação: nós fomos capazes de transformá o Brasil. E a outra é esperança: nós vamos continuá transformando o Brasil”.

O slogan que os marqueteiros pediram para ela decorar tem duas palavras ─ essas que “tá na ordem do dia”. Dilma já conseguiu decorar as duas. Mas ainda tem alguma dificuldade em explicar a segunda ─ daí ter explicado a primeira duas vezes.

Voltei para insistir numa evidência: a cruel amputação de esses e erres, o extermínio das sílabas iniciais, o convívio promíscuo do singular e do plural ─ esses e outros distúrbios informam que a candidata do PT é incapaz de completar uma frase sem erros. Essa é a primeira de duas constatações aflitivas. A segunda é mais inquietante: a sucessora que Lula inventou não consegue raciocinar logicamente. Dilma Rousseff não sabe pensar.

Num trecho do vídeo, a locutora previne que a candidata vai dizer o que pensa da divisão dos royalties do petróleo. Com cara de órfã recente, o olhar oscilando entre as anotações no papel e a plateia, braços enrijecidos na tentativa de camuflar tremores, voz à caça de palavras que não vêm, a voz insegura diz o seguinte:

“A grande questão do pré-sal é o fato de que são recursos que nós sabemos onde estão. São de alta qualidade”.

O que significa isso? Por que os recursos são a “grande questão”? “Onde estão” o quê? “São de alta qualidade o quê? Os recursos ou as jazidas de petróleo? O enigma se torna mais espesso na frase seguinte, que promete explicar como será a partilha do petróleo:

“Ele é parcialmente de quem descobriu e a maior parte fica com o povo brasileiro e a nação”.

“Ele” é o petróleo, pode-se deduzir. Mas e o resto?  Uma parte pertence a quem descobriu o quê? O pré-sal já não foi descoberto? O que está por descobrir não ficará por conta da Petrobras? E qual é o tamanho da “maior parte”? E como será dividida entre “o povo e a nação”. E qual é a diferença entre povo e nação?

Como não se tratava de um debate, José Serra e Marina Silva foram dispensados de perguntas, cobranças e reparos. Terão de fazê-los, com energia e sem acanhamento, nos confrontos de verdade. Candidatos à presidência podem e devem tratar-se com civilidade, mas não se ganha uma eleição tratando gentilmente um adversário como o PT.

No ensaio em Belo Horizonte, comprovou-se que nunca antes neste país houve um candidato à presidência tão vulnerável,despreparado, inconsistente e desprovido de neurônios quanto Dilma Rousseff. Um Jânio Quadros liquidaria o combate por nocaute no primeiro bloco. Marina é suave demais, e a estratégia adotada por Serra talvez recomende uma linha de combate menos agressivo. Seja ela qual for, terá de mostrar com todas as letras, e já no começo do duelo, que uma candidata quer ser presidente sem sequer saber ser candidata.

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PF no Maranhão indicia Fernando Sarney por evasão de divisas

A Polícia Federal  indiciou na tarde desta sexta-feira o empresário Fernando Sarney por evasão de divisas.

Em depoimento na sede da PF em São Luís, Fernando se recusou a responder os questionamentos da PF.

Ele é acusado de enviar ilegalmente para o exterior 1 milhão de dólares.

O governo chinês confirmou que o filho do senador José Sarney remeteu esses valores a partir de uma conta em nome de “offshore” nas Bahamas. Fernando, seus familiares e amigos investigados não declararam à Receita Federal contas que possuem no exterior.

A investigação sobre as transações bancárias do irmão da governadora Roseana Sarney no exterior é um dos cinco inquéritos abertos pela PF na Operação Facktor.

No primeiro, foram analisadas as movimentações financeiras de uma factoring da família Sarney. No segundo, os contratos comerciais e negociações do grupo Marafolia, que a polícia aponta como pertencente a Fernando, mas registrado em nome de terceiros.

Há também um inquérito sobre suposto superfaturamento e desvio de recursos de obras da Valec (estatal vinculada ao Ministério dos Transportes). O quarto é o da evasão de divisas. O quinto foi arquivado pela PF – tratava da suspeita de vazamento de informações sigilosas do caso por um agente da Polícia Federal, mas não houve comprovação do crime.

Nos dois primeiros inquéritos, Fernando Sarney foi indiciado no mês de julho por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e gestão fraudulenta de instituição financeira. Sua mulher, Teresa, também foi indiciada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro.

Com informações do blogue de Raimundo Garrone

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