Garibaldi declara apoio a Sarney

No mesmo instante em que a bancada do PDT decidiu apoiar a candidatura de Tião Viana, o presidente do Senado Federal, Garbaldi Alves, declarava apoio ao nome do colega José Sarney.

Alves afirmou que abriu mão de sua candidatura pela unidade do PMDB e por entender que Sarney tem melhores chances para vencer Tião Viana do PT.

Garibaldi Alves desmentiu que negociou com Sarney a renúncia em troca do cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, mas garantiu que lutará por um alto cargo em uma das principais comissões da Casa.

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Jackson leva PDT a apoiar Tião Viana

Em Brasília, hoje pela manhã, o governador Jackson Lago teve participação decisiva para que a bancada do seu partido no Senado Federal optasse em favor do nome do senador petista Tião Viana.

Um dos primeiros a se pronunciar durante a reunião de Executiva Nacional, na presença da bancada, composta por cinco senadores, o governador do Maranhão criticou duramente o senador José Sarney e cobrou dos companheiros coerência com os princípios do partido.

“Temos que ser coerentes com os princípios do PDT de Leonel Brizola”, exigiu Lago. O governador é o vice-presidente nacional do partido. Em seguida usou da palavra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi que orientou a bancada a votar contra Sarney.

No final, a bancada dos cinco senadores petistas decidiu apoiar a candidatura de Tião Viana à presidência do Senado Federal. A decisão foi comunicada ao presidente Lula por telefone.  

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A que ponto chegamos

Ex-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, juiz Ronaldo Maciel, deu a entender hoje pela manhã em entrevista à Mirante AM que poucos deputados têm condições de apontar o dedo para o Judiciário, a respeito da criação de uma CPI para apurar denúncias de vendas de sentenças judiciais.

Conversei hoje com um prefeito e disse que iria sugeri para alguns deputados a criação de uma CPI para apurar denúncias de desvios de verbas públicas no decorrer e no final do mandato dos gestores municipais.

A reação foi imediata: “como, se a maioria, ou quase 90% recebem dinheiro de prefeitos, principalmente quando da liberação de emendas parlamentares?”.

A que ponto, portanto, chegamos! Prefeitos roubam descaradamente, juízes são acusados de vender sentenças e deputados recebem dinheiro que seriam para abertura de poços, abertura de estradas, construção de escolas e postos de saúde das mãos dos prefeitos.

É a falência da ética, a morte da moral, o enforcamento dos bons costumes, o enterro do bom caráter e a facada na honradez de todos nós. Só há um jeito: continuar sonhando que um dia a esperança possa expulsar o medo.   

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Empregos

O PDT é um partido que não costuma deixar seus membros ilustres a caminho da roça. Acaba de emplacar como adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Social o ex-vereador desempregado Batista Botelho.

Outro ilustre filiado e militante, engenheiro Rubem Brito, ficou sem emprego há duas semanas, mas continua dando as cartas na Caema, inclusive impedindo que fornecedores e prestadores de serviços recebam seus pagamentos.

Brito, segundo fui informado, descansa em São Paulo, após estafante período de inércia e de descaso para com a empresa que recentemente dirigiu.

Por ser membro ilustre, aguarda apenas o retorno dos deputados ao batente para que a Assembléia Legislativa aprove o desmembramento da Secretaria de Infra-Estrutura e Cidades para ser nomeado.  

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Corrupção municipal

Continuo na caminhada contra prefeitos corruptos. Na cidade de Rosário, que foi administrada pelo médico Ivaldo Cavalcante, a corrupção imperou.

O médico, que deveria ter ficado na sua área para ajudar a população que dele necessita, costurou os recursos públicos como uma máquina de costura Zig-Zag: pra frente e pra atrás. Aliás, todo médico quando sai da faculdade quer ir logo trabalhar no interior com uma só intenção: virar prefeito.

Em Rosário, o sucessor Marcone Bimba, que já foi prefeito e não é flor que se cheire, herdou pesadas dívidas. Só com o INSS, Cavalcante deixou débitos da ordem de R$ 2 milhões, não pagou a Cemar e a dívida chega a R$ 1,3 milhão. O funcionalismo público não recebeu salários nos últimos meses. Débito da folha atinge R$ 1,3 milhão.

Então, diante de tanta roubalheira, caberia ao Ministério Público questionar do ex-prefeito a destinação de tais recursos. Ou será que Rosário não tem promotor público e muito menos juiz?

A propósito de prefeitos médicos, caberia, também, ao Conselho Regional de Medicina tomar posição, até porque o desvio de recursos da Saúde compromete a saúde da população, assim como a sua qualidade de vida.   

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"Se você desistir, eles desistem."

TV UOL: Comercial muito interessante e chocante que aborda o tema da devastação da natureza. Foi criado pela Quercus de Portugal. A frase final do vídeo é algo como: “Se você desistir, eles desistem. Parem com o Aquecimento Global”

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“Se você desistir, eles desistem.”

TV UOL: Comercial muito interessante e chocante que aborda o tema da devastação da natureza. Foi criado pela Quercus de Portugal. A frase final do vídeo é algo como: “Se você desistir, eles desistem. Parem com o Aquecimento Global”

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Veja só a tranquilidade


Vídeo interessante da TV UOL

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O silêncio político

Foi o tempo em que partidos e políticos denunciavam atitudes ilícitas e a roubalheira praticada por prefeitos corruptos. Em décadas passadas, não era qualquer cidadão aceito para disputar por legendas partidárias mais à esquerda.

O PT, com linhas mais radicais, e o PDT, preocupado com a ética na política, não permitiam em seus quadros gestores com passado na lama. Hoje, ao que parece, a marca de corrupto é o passaporte para entrada na agremiação.

Mais recentemente prefeitos dos dois partidos roubaram descaradamente recursos da Educação ao término de seus mandatos, no apagar das luzes de 2008. Quase todos foram denunciados pelos novos gestores. São mais de R$ 20 milhões surrupiados do Fundeb.

Não tenho visto até agora nenhum partido, nenhum político e, pasmem os senhores, nem mesmo o Ministério Público tomarem posição. Não ouço a voz dos conselhos de ética dos partidos. Não ouço a voz dos líderes partidários e muito menos os gestos de justiça da Justiça. Então, em quem confiar? 

A impressão que me passa é a de que o silêncio é comprometedor ou de que os prefeitos nada de errado fizeram porque apenas imitam seus representantes partidários.

Até a voz das ruas abafaram. Os professores da cidade de Anapurus foram espancados por policiais militares quando protestavam contra o atraso dos salários, enquanto o prefeito João Carlos, do PDT, fugiu com R$ 800 mil que havia sacado das contas da prefeitura, nos dois últimos dias do seu desastroso governo.

É lamentável, deplorável sob todos os aspectos, mas é essa a realidade que temos que conviver.   

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Deu no Blog do Josias:PSDB virou o 'fiel da balança' na disputa do Senado

José Cruz/ABr

José Sarney e Tião VianaA entrada de José Sarney (PMDB-AP) na briga pela presidência do Senado e a decisão de Tião Viana (PT-AC) de manter sua candidatura criou uma situação inusitada.

A queda-de-braço entre os representantes dos dois maiores partidos do consórcio governista será definida pela oposição. O PSDB tornou-se fiel da balança.

Sarney era avesso à disputa. Queria que seu nome fosse ao plenário como candidato único. Mudou de idéia.

O que o animou a rever a posição foi a perspectiva de reunir em torno de si os votos de três legendas: o seu PMDB e os oposicionistas DEM e PSDB.

Para eleger-se presidente do Senado, um candidato precisa de pelo menos 41 votos dos 81 senadores.

O PMDB dispõe de 20 “eleitores”. Tucanos e ‘demos’, com 13 senadores cada um, somam 26. Com esses 46 votos, Sarney estaria eleito.

O problema é que, na fase em que Sarney manteve sua candidatura no armário, Tião Viana avançou sobre o eleitorado do rival.

O candidato petista obteve a promessa de voto de quatro peemedebistas: Jarbas Vasconcelos (PE), Gerson Camata (ES), Pedro Simon (RS) e Paulo Duque (RJ).

Tião seduziu também pelo menos cinco senadores demos: Jayme Campos (MT), ACM Jr. (BA), Kátia Abreu (TO), Marco Maciel (PE) e Eliseu Resende (MG).

Se Tião não for traído, o cesto de votos de Sarney minguaria de 46 para 37 votos. Com mais três votos que espera beliscar no PTB -Gim Argelo (DF), Romeu Tuma (SP) e Epitácio Cafeiteira (MA)- Sarney amealharia 40. Precisaria de mais um voto.

A pergunta é: o PSDB dará seus 13 votos a Sarney? A bancada tucana está dividida. Dos treze senadores do partido, seis pendem para Tião.

São eles: Tasso Jereissati (CE), Mário Couto (PA), Marisa Serrano (MS), Flexa Ribeiro (PA), Eduardo Azeredo (MG) e Lúcia Vânia (GO).

A despeito da divisão, o PSDB deliberou que terá posição unitária. Algo que, se for levado a ferro e fogo, fará com que todos os seus 13 senadores tucanos votem unidos.

Se a opção for por Sarney, Tião Viana estará em apuros. Se, no entanto, o tucanato optar pelo petista, Sarney vai ao plenário em posição menos confortável do que gostaria.

Na noite desta segunda (19), Sarney encontrou-se com Lula. Disse ao presidente que reconsiderou a idéia de não ser candidato.

Foi uma conversa sem testemunhas. Os dois desceram o elevador do Planalto juntos. Lula foi para o Alvorada sem conversar com nenhum assessor.

Não se sabe ao certo, portanto, o que Lula disse a Sarney. Mais cedo, Tião Viana também fora ao Planalto. Reunira-se com Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete de Lula.

Carvalho dissera a Tião que Lula informaria a Sarney que preferia distanciar-se da disputa a ter de pedir ao petista que retirasse a candidatura dele.

Sarney teve pelo menos um encontro privado depois da conversa com Lula. Seu interlocutor revelaria mais tarde que o senador pareceu-lhe contrafeito.

O diálogo com Lula deve ter sido mais acerbo do que Sarney poderia supor. O senador disse que tiraria os próximos dias para ruminar a conjuntura.

Seja como for, Sarney deu nesta segunda (19) passos que podem ter convertido sua candidatura numa trilha sem volta.

Antes da reunião com Lula, conversara com Garibaldi Alves (PMDB-RN), por ora o único candidato oficial do PMDB à cadeira de presidente do Senado.

Garibaldi perguntara a Sarney se era verdade que ele decidira mesmo ser candidato. Sarney brindou o interlocutor com um lero-lero que indicava que, sim, era verdade.

Depois, Sarney telefonou para o tucano Tasso Jereissati, que se encontra na Europa. Disse-lhe que deveria, de fato, lançar-se na disputa.

Tasso repassou a informação à cúpula do PSDB. A bola está agora com o tucanato. O líder tucano Arthur Virgílio também está no exterior. Volta ao país nesta sexta (23).

A ausência de Virgílio empurra a decisão do PSDB para a semana que vem. Até lá, é provável que Sarney simule indecisão.

Nesta terça (20), Lula reúne-se no Planalto com o vice José Alencar e com os ministros que integram a coordenação de governo.

Nesse encontro, o presidente deve fazer um relato da conversa que teve com Sarney na noite da véspera. Logo, logo os detalhes da reunião devem ganhar o noticiário.

PS.: Atualização feita às 14h30 desta segunda (20): O senador Marco Maciel (DEM-PE) manda dizer que é “homem de partido”. Diz que votará no candidato que o DEM escolher.

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