Africanos que pagaram R$ 120 mil por travessia, ficaram 5 dias sem comida, e bebendo urina

As 25 pessoas de diferentes países africanos tiveram que pagar cada um R$ 4,8 mil como passagem para fazer a travessia de  Cabo Verde para a costa brasileira com destino ao Rio ou São Paulo. O montante de R$ 120 mil foi pago para dois coiotes brasileiros, que estão presos na Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, enquanto os refugiados estão alojados no Ginásio Costa Rodrigues aguardando uma decisão do governo brasileiro se serão extraditados ou ficarão no nosso país.

O objetivo dos 25 refugiados e dos dois brasileiros donos do catamarã alugado para a travessia, não deu certo por causa das fortes tempestades que atingiram o mastro da embarcação, deixando todos os tripulantes à deriva por cinco dias.

Já sem comida e nem água, eles tiveram que tomar água do mar e urina. Um deles estava tão debilitado que não aguentaria mais um dia de sofrimento, foi quando um barco pesqueiro do Ceará os encontrou em Camucim, no alto mar, e com outra embarcação que apareceu no local fez o reboque até o cais de São José de Ribamar, na noite de sábado, dia 12 deste.

Defensoria da União

Os dois brasileiros, do Rio de Janeiro, tiveram prisão decretada e permanecem à disposição do Polícia Federal, enquanto os africados estão em alojamentos no Costa Rodrigues tendo toda a assistência do Governo do Estado e da Defensoria Pública Federal.

Os defensores públicos federais Carlos Eduardo Marão e Ana Carolina Valinhas dos Santos  (foto abaixo) estão acompanhando os refugidos diariamente e perceberam neles o sentimento de ficar no Brasil temendo perseguições nos países de origem. O caso vai ser estudado pelo governo Brasileiro e é bem provável que permaneçam em nosso país, com a situação regularizada e aptos para o trabalho.

Embarcação resgatada no Maranhão ficou à deriva por 34 dias com africanos e dois brasileiros

Africanos passaram cinco dias sem comer e brasileiros que estavam na embarcação são presos pela PF

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Pânico e terror em Las Vegas: veja o momento dos tiros que resultaram em 50 mortos e 400 feridos

Os tiros começaram na madrugada de hoje, quando um homem de um hotel disparou rajadas de metralhadora e matou 50 pessoas, deixando feridas mais 400, durante um show ao ar livre na região dos hotéis em cassinos. O atirador foi morto.

Não existem até agora informações de que tem vítimas brasileiras.  Confira o tiroteio:

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Prostituta mata cruelmente cachorro para satisfazer cliente

O vídeo que o amigo leitor verá agora não é de hoje e trata-se de um hábito comum entre prostitutas que cometem atrocidades contra cães indefesos para satisfazer os desejos sórdidos de seus clientes, notadamente os de países asiáticos. O blog foi aconselhado a divulgar em razão de no Brasil, no Nordeste, a prática começa a ganhar adeptos atualmente.

Alguns casos foram registrados em delegacias por maus tratos a animais. Se você souber de algum caso assim, denuncie.

Confira as imagens fortes abaixo:

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Estudos mostram que os homofóbicos são homossexuais enrustidos

Por Mariliz Pereira Jorge

Folha.com

Gabriel Ferrar/GuaraniPress
O jogador Richarlyson é apresentado no Guarani
O jogador Richarlyson é apresentado no Guarani

O Departamento de Psicologia da Universidade da Georgia (EUA) conclui o que muita gente desconfia: homofóbicos são gays enrustidos. Na maioria dos casos, há um conflito tão grande quanto à própria sexualidade que o tormento se transforma em raiva e agressividade.

Os pesquisadores recrutaram homens, declaradamente heterossexuais. Eles enfrentaram uma bateria de perguntas que os dividiu em dois grupos: os que se sentiam mais e o que se sentiam menos desconfortáveis com o assunto homossexualidade.

Em seguida todos foram equipados com um pletismógrafo peniano, aparelho que mede o grau de excitação do pênis em resposta a imagens. Os participantes assistiram a cenas de sexo heterossexual, entre duas mulheres e depois entre dois homens.

O surpreendente das reações nessa última situação é que cobaias do grupo com mais tendências homofóbicas tiveram quatro vezes mais aumento de volume peniano do que os do grupo formado por quem não se incomodava com homossexuais. Mais da metade dos “homofóbicos” teve ereção, enquanto menos de um quarto do outro grupo mostrou algum tipo de excitação ao ver as imagens de dois homens transando. Bastante revelador: depois do teste, quando confrontados, todos os homofóbicos negaram o que sentiram minutos antes.

O estudo tem 20 anos. De lá para cá, outras instituições realizaram testes parecidos e o resultado é sempre o mesmo: a atitude negativa, a agressividade, a intolerância e a fobia se manifestam em pessoas que tentam reprimir o desejo sexual que sentem por outros do mesmo gênero.

Essas pesquisas não raramente citam casos de pessoas públicas, homofóbicos engajados, flagrados em relações homossexuais. Podem também ser uma boa explicação para tanto preconceito em ambientes predominantemente masculinos e homofóbicos, como o do futebol.

A sexualidade de um jogador voltou a ser tema de polêmica com a volta de Richarlyson ao futebol brasileiro, depois de uma temporada na Índia e de uma participação no “Dancing Brasil”, na TV Record. Toda a história remete à Idade da Pedra.

O Guarani tentou fazer toda a negociação sem que a imprensa e os torcedores soubessem porque dirigentes temiam rejeição. Depois começou a polêmica nas redes sociais. O clima era mais ou menos assim: “O problema de ter o Richarlyson em campo é que sempre o Guarani vai jogar com um homem a menos.” “Está certo o Richarlyson, em Campinas só tem veadão, voltou pro seu habitat.”

Segunda, dia da apresentação do jogador, o Brinco de Ouro da Princesa, estádio do Guarani, foi alvo de duas bombas atiradas por torcedores. Tanto o clube quanto Richarlyson falam da polêmica em torno de sua contratação sem apontar o real motivo: homofobia.

Richarlyson jamais se declarou gay. Mesmo que seja, parece imprudente sair do armário diante do nível de intolerância que podemos observar. O futebol tem quase 30 mil jogadores profissionais. Alguém acredita que nesse universo não haja homossexuais?

Imagine, então, entre os milhões de torcedores, principalmente entre esses que acham que “bicha” é xingamento, que futebol é coisa de “homem”, expulsam e ameaçam membros da torcida descobertos em relações gays, explodem bombas e fazem piadinhas imbecis na internet. Segundo os estudos: tudo gay enrustido.

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Aplicativo WhatsApp está fora do ar

Logo WhatsApp – Dado Ruvic / Reuters

Um dos principais serviços de mensagem instantânea, o WhatsApp acaba de sair do ar em grande parte do mundo. Desde o início da tarde da tarde de hoje, usuários do aplicativo tem relatado dificuldades para utilizá-lo.

Os países que já confirmaram que estão sofrendo com este problema são o Brasil, México, Peru, Itália, Alemanha. O assunto tornou-se o mais comentado nas redes sociais.

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ONU pede “fim de todo tipo de repressão contra jornalistas”, mas aqui no Maranhão…

Hoje, 3 de maio, é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Em alguns países ela de fato existe, enquanto em outros nem sonhar. Aqui no Maranhão quando denúncias atingem empresários ou políticos logo surgem processos civis e criminais. Um direito de cada ofendido, embora ampla maioria das denúncias seja comprovada.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, é necessário o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas”. Ele pediu que “precisamos que líderes defendam a imprensa livre”.

“Quando protegemos jornalistas, suas palavras e imagens podem mudar o mundo”, disse o representante da ONU. 

E citou que “jornalistas vão aos lugares mais perigosos para dar voz aos sem-voz”.

Ele lembrou que “profissionais de mídia são vítimas de difamação, abuso sexual, detenção, agressões e chegam mesmo a morrer” no exercício da atividade.

Aqui no Maranhão quem ousa denunciar empresários, notadamente os grandes, e agentes públicos, logo são investigados como praticantes de extorsão sem provas concretas ou execrados como aconteceu recentemente na operação Turing da Polícia Federal.

Se algum prefeito for denunciado pode fingir ser chantageado e registrar BO contra quem o denunciou e a cadeia é um passo para favorecer o corrupto e cercear a liberdade de imprensa. Conheço vários casos em que a Justiça obrigou jornalistas a recuarem como se estivessem equivocados.

Eu mesmo já peguei uma condenação criminal por clara decisão corporativista de juiz para juiz e já apelei ao Supremo. Recordo que ganhei uma do governador Flávio Dino no TSE, por decisão da ministra Carmem Lúcia, hoje presidente do STF. No TRE daqui, havia perdido por quase unanimidade.

Para o ministro Celso de Mello, o exercício da liberdade de imprensa “não é uma concessão das autoridades” mas “um direito inalienável do povo”. O STF não acata pedidos de retiradas de postagens, mas aqui no Maranhão qualquer togado se acha dono de sites.

Mello entende que o exercício concreto, pelos profissionais da imprensa, da liberdade de expressão, “assegura ao jornalista o direito de expender crítica, ainda que desfavorável e em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades”. Igual a ele pensam os outros ministros.

Para finalizar, cito aqui as palavras da presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia:  “não há democracia sem uma imprensa livre. Não há democracia sem liberdade. Ninguém é livre sem acesso às informações”.

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Cerveja Heineken compra a Schin e trará fábrica pro Maranhão

A Heineken, que é uma das cervejas mais  consumidas hoje no Maranhão por não conter milho e nem carboidrato em seu produto, além de pouco açucar, terá uma fábrica no Maranhão e, assim, o preço reduzido ao consumidor. A fábrica deve ficar em Caxias.

Ontem, foi revelado que a Heineken acaba de comprar a Brasil Kirin, a fabricante da Schin, que tem uma sede na cidade de Caxias.

Com a nova aquisição, a cerveja holandesa já saltará para a segunda maior fabricante em nosso país. O valor da transação custou 664 milhões de euros.

Agora, farão parte do grupo Heineken as marcas Schin, Devassa, Baden Baden e Eisenbahn.

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Conheça as ‘lendas’ da tecnologia

Por LF Nerd

Grant Imahara é um engenheiro eletricista especializado em eletrônica e em controle de rádio, ele  trabalhou no programa ‘Caçadores de Mito’ e nos filmes ‘Star Wars’, ele também é especialista em montar robôs.

Ymahara, foi um dos palestrantes do Campus Party 2016, e resolveu compartilhar alguns mitos do mundo da tecnologia, histórias  em torno de aplicações e dispositivos, coisas espalhadas na velocidade da internet.

Engenheiro Grant Imahara, trabalhou no programa de TV 'Caçadores de mito' e nos filmes da saga 'Star Wars'. (Foto: Arquivo pessoa/Grant Imahara)Engenheiro Grant Imahara, trabalhou no programa de TV ‘Caçadores de mito’ e nos filmes da saga ‘Star Wars’. (Foto: Arquivo pessoa/Grant Imahara)

Veja abaixo alguns MITOS do mundo da tecnologia: 
1- SMARTPHONES CAUSAM CÂNCER NO CÉREBRO?

Muitos estudos tentam ligar as ondas emitidas por smartphone ao surgimento de câncer, mas nenhum deles teve êxito. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), conduziu uma pesquisa infrutífera em 2010. No ano seguinte, classificou as radiações eletromagnéticas de um celular como “possivelmente carcinogênico para humanos”.

Ainda assim, a Iarc ressalta que não há nenhum caso registrado. Já o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos foi conclusivo em 2013 ao afastar as emissões como uma dos fatores geradores. “Pesquisas com células de animais e pessoas mostraram que a energia de radiofrequência não causa câncer”, confirma a instituição.

Continue lendo aqui no LF Nerd

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Vocalista do Psirico assume ser gay

Vocalista Márcio Vitor e o suposto amigoMárcio Vitor, vocalista da banda Psrico revelou ser homossexual, após uma foto intima sua vazar na internet. Seus fãs, sempre acreditaram na sua heterossexualidade devido ao teor lírico e letras de suas músicas.

O cantor, por exemplo, é o autor da música “Xenhenhem” que foi sucesso no carnaval de 2015, sendo gravada por vários artistas.  Assim, como a música “Lepo Lepo” que estourou no carnaval da Bahia em 2014.

O vocalista da banda utilizou seu perfil no instagram, para fazer o desabafo:

“Temos que escolher bem as pessoas que convidamos para entrar no nosso lar sagrado que se chama casa, infelismente confio muito nas pessoas e fui vitima de um falso amigo que registrou um momento intímo dentro da minha casa. Nunca revelei minha opção sexual pra ninguém em respeito ao meu público mas vejo que tenho que dar satisfação aos meus fãs assumindo que sou gay. Segue o fluxo!“, revelou o cantor.

Abaixo os registros;

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Vereadores em Balsas querem CPI para apurar denuncias de desvio de dinheiro da Saúde

A maioria dos vereadores de Balsas apoia a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar  denúncias de um medico de que houve desvio de recursos da Saúde daquele município.

O dono da construtora contratada para realizar obras no setor, e nada fez até agora, garante que o prefeito não lhe repassou o dinheiro. O construtor é pai do presidente da Câmara Municipal, Tião Saraiva que, é lógico, contra a CPI.

A sessão de instalação da CPI será realizada hoje e, apesar de toda movimentação do prefeito Rocha Filho, deve ser criada com o apoio da ampla maioria dos vereadores.

Veha abaixo a matéria do Jornal da Mirante que levou a maioria os vereadores a apurar a denúncias de desvio de recursos:

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Livro expõe vida luxuosa de traficantes brasileiros na Indonésia

Da BBC

A escritora australiana conheceu Rodrigo Gularte (à esquerda) e Marco Archer no 'corredor da morte' na Indonésia (Foto: BBC)A escritora australiana conheceu Rodrigo Gularte (à esquerda) e Marco Archer no ‘corredor da morte’ na Indonésia (Foto: BBC)

Nevando em Bali, livro que expõe em detalhes o submundo das drogas na mais famosa ilha do arquipélago que forma a Indonésia, chama a atenção não apenas pela descrição da mistura de crime e hedonismo no paraíso turístico que recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano.

Muitos dos traficantes entrevistados pela escritora e jornalista australiana Kathryn Bonella para o livro eram brasileiros. Entre eles, Marco Archer, que no último sábado se tornou o primeiro brasileiro executado no exterior.

Para Bonella, no entanto, o mais significativo foi o fato de Archer ter sido também o primeiro ocidental a receber a pena de morte na Indonésia.

‘Bolha’

Kathryn Bonella: "Os brasileiros que conheci em Bali tinham um perfil bem diferente de 'mulas' e traficavam para manter estilo de vida" (Foto: BBC)Kathryn Bonella: “Os brasileiros que conheci em
Bali tinham um perfil bem diferente de ‘mulas’ e
traficavam para manter estilo de vida” (Foto: BBC)

Para a australiana, a morte estourou o que ela chama de “bolha da fantasia” para os brasileiros envolvidos com o tráfico no país.

“A morte de Marco foi decididamente o que se pode chamar do fim de uma fase. Sempre se soube que o tráfico na Indonésia é punido com a pena de morte, mas as autoridades indonésias jamais tinham ido até o fim na punição a ocidentais”, afirma Bonella, em entrevista à BBC Brasil.

“Ao mesmo tempo que isso não vai acabar com o tráfico em Bali, eu imagino que muitos brasileiros vão pensar duas vezes diante da próxima oportunidade de contrabandear drogas para a Indonésia. Mas duvido que isso vá durar para sempre. Há uma grande demanda por drogas em Bali, é um lugar para onde turistas do mundo inteiro vão para se divertir sem os mesmos limites vistos na maioria dos lugares do mundo.”

“Rafael”, um dos traficantes brasileiros mais ativos em Bali, tinha uma mansão que contava com um trampolim para pular do quarto à piscina

Para Bonella, a frequência com que encontrou brasileiros envolvidos com o tráfico na Indonésia – de transportadores de droga a ricos intermediários entre os grandes barões – é explicada pelo perfil da maioria dos viajantes do país para o arquipélago.

“Os brasileiros que encontrei tinham basicamente o mesmo perfil. Eram surfistas que viram no tráfico, em especial de cocaína, uma chance de se manter em Bali e viver uma vida de fantasia, pegando ondas, indo a festas e encontrando belas mulheres. A proximidade do Brasil com os mercados produtores de cocaína na América do Sul ajuda no acesso à droga. E, ao contrário dos habitantes de muitos países, os brasileiros viajam normalmente pelo mundo”, argumenta Bonella.

Perfil diferenciado

"Rafael", um dos traficantes brasileiros mais ativos em Bali, tinha uma mansão que contava com um trampolim para pular do quarto à piscina (Foto: BBC)“Rafael”, um dos traficantes brasileiros mais ativos em Bali, tinha uma mansão que contava com um trampolim para pular do quarto à piscina (Foto: BBC)

Outro fator que diferencia os traficantes brasileiros que a australiana encontrou na Indonésia é o perfil social.

“Eles eram todos de classe média, com escolaridade e conhecimento razoável de inglês. Entraram no tráfico pela curtição, não por uma necessidade econômica. Queriam viver tendo do bom e do melhor. Bem diferentes das ‘mulas’ (transportadores de droga), que recebem pouco dinheiro para muito risco. Um dos brasileiros que conheci em Bali podia ganhar uma fortuna com uma viagem bem-sucedida”, conta a australiana.

Um dos grandes exemplos foi um carioca conhecido como “Rafael”, um surfista que durante anos foi uma das principais engrenagens no tráfico de cocaína em Bali e que não fazia muita questão de esconder seus lucros: dava festas homéricas em sua mansão à beira-mar, onde uma das atrações era um trampolim do qual ele saltava de seu quarto diretamente para a piscina.

A pena capital para o tráfico não impediu a Indonésia de concentrar a circulação e o uso de drogas no Sudeste Asiático

Bonella esteve na Indonésia no fim de semana e acompanhou através da mídia e de relatos de contatos a execução de Marco Archer. Embora faça questão de criticar a opção do brasileiro pelo tráfico, a australiana disse ter ficado chocada com o desfecho de um dos personagens mais citados em Nevando em Bali – numa das passagens, Bonella conta que Archer dominava o fornecimento de maconha em Bali e tinha até registrado a marca de um tipo de erva que vendia, a Lemon Juice.

“Visitei Marco na prisão durante a pesquisa para o livro. Sabia o que ele estava fazendo e de maneira nenhuma endosso o tráfico. Mas ele era carismático e até cozinhou na prisão para mim, e parecia ter muitos amigos na Indonésia, pois recebi uma série de mensagens lamentando sua morte. Sou pessoalmente contra a pena capital, em especial a tortura psicológica que foi Marco ter vivido mais de dez anos com a possibilidade de execução pairando sobre sua cabeça.”

Surfistas brasileiros, segundo Bonella, usaram o tráfico como forma de manter um estilo de vida confortável na Indonésia

Numa das visitas, Bonella foi apresentada a Rodrigo Gularte, o outro brasileiro condenado à morte e cuja execução poderá ocorrer ainda este ano. Foi no livro da australiana que veio à tona uma suposta tentativa de suicídio do brasileiro após o anúncio da sentença, em 2005.

“Não pude comprovar, mas me pareceu claro que Rodrigo tinha sido afetado de maneira bem diferente de Marco”, disse.

‘Mais perigoso’

A pena capital para o tráfico não impediu a Indonésia de concentrar a circulação e o uso de drogas no Sudeste Asiático (Foto: BBC)A pena capital para o tráfico não impediu a Indonésia de concentrar a circulação e o uso de drogas no Sudeste Asiático (Foto: BBC)

A australiana disse não acreditar que a pressão internacional sofrida pela Indonésia nos últimos dias, inclusive com a retirada dos embaixadores de Brasil e Holanda (que também teve um cidadão executado no fim de semana), poderá mudar o destino do brasileiro e dois australianos também no corredor da morte.

“Não me parece que os protestos vão alterar a política de Joko Widodo (o presidente da Indonésia). Há um forte sentimento antidrogas entre a população local”, avalia.

“Os traficantes devem estar assustados, mas o tráfico não vai parar. Há muita demanda, até porque a Indonésia é usada como centro de distribuição das drogas para outros países asiáticos e mesmo a Austrália. Só que agora os envolvidos sabem que a situação ficou ainda mais perigosa”, opina Bonella.

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