Justiça Federal revoga prisão de todos os envolvidos na Máfia do Contrabando

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Decisão é do juiz federal substituto Luiz Régis Bomfim Filho. Soltura está condicionada a não existência de outro eventual mando de prisão contra os denunciados

A 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão revogou, nesta segunda-feira 30, a prisão preventiva de todos os suspeitos de participação na chamada Máfia do Contrabando, suposta organização criminosa de contrabandistas de cigarros e bebidas no estado, que teria dentre seus integrantes policiais da alta cúpula da segurança pública estadual maranhense.

A decisão é do juiz federal substituto Luiz Régis Bomfim Filho, e contraria o parecer do Ministério Público Federal (MPF), pela manutenção das prisões preventivas e transferências dos denunciados militares ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Os beneficiados com a decisão são: Rogério Sousa Garcia, Luciano Fábio Farias Rangel, Joaquim Pereira de Carvalho, Fernando Paiva Moraes Júnior, Tiago Mattos Bardal, Reinaldo Francalanci, Galdino do Livramento Santos e Evandro da Costa.

Todos devem cumprir medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana; comparecimento periódico à a sede da Justiça Federal no Maranhão; proibição de manter contato com os demais denunciados e/ou eventuais investigados; proibição de acesso e/ou frequência ao sítio localizado na área conhecida como Arraial, localizada no bairro do Quebra-Pote, zona rural de São Luís.

A soltura está condicionada a não existência de outro eventual mando de prisão e/ou determinação jurisdicional de custódia sujeitos a cumprimento contra eles.

Na decisão, foi ainda mantida a liberdade provisória de José Carlos Gonçalves, Aroudo João Padilha Martins, Ricardo Jefferson Muniz Belo, Edmilson Silva Macedo e Rodrigo Santa Mendes.

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Surpresa: mercadorias de contrabando avaliadas em R$ 100 milhões viram pouco mais de R$ 16 milhões

As mercadorias contrabandeadas e apreendidas em depósitos clandestinos na zona rural de São Luís, que foram informadas pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, como avaliadas em R$ 100 milhões, passaram para a responsabilidade da Justiça Federal como sendo apenas R$ 16.371.371,07. E onde foi parar o restante? Como explicar a diferença desaparecida? 
 
Pelos números informados hoje pelo Ministério Público Federal do Maranhão, a Polícia Civil repassou os seguintes materiais apreendidos: 6 pistolas, revolver, 18 carregadores de pistolas, mais de 200 munições, 2 granadas, 2 rifles e um binóculo de visão noturna.
Além disso, 877 caixas de whisky e 6.165 caixas de cigarros, localizadas em dois galpões de armazenamento, um no porto do Arraial e outro na Vila Esperança. O valor das mercadorias apreendidas, whiskys e cigarros de procedência estrangeira ilegal, totaliza R$ 16.371.371,07, segundo informou a ASCOM do MPF.
Conforme os nomes dos relacionados pelo Polícia Civil foram arroladas 13 pessoas, entre policiais militares, delegado da Polícia Civil, político e empresários, acusadas de integrarem organização criminosa especializada no contrabando de cigarros e descaminho de bebidas para São Luís (MA).
O MPF pediu a manutenção das prisões preventivas e medidas cautelares, além da condenação dos denunciados pela prática dos crimes de organização criminosa, contrabando, descaminho, corrupção, falsidade documental, posse irregular de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Entre os denunciados estão o ex-vice-prefeito de São Mateus (MA) Rogério Sousa Garcia; o delegado da Polícia Civil Tiago Mattos Bardal; o coronel da Polícia Militar (PM) Reinaldo Elias Francalanci; o major da PM Luciano Fábio Farias Rangel; o sub-tenente da PM Joaquim Pereira de Carvalho Filho; o soldado da PM Fernando Paiva Moraes Júnior; o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo; José Carlos Gonçalves; Galdino do Livramento Santos e Evandro da Costa Araújo, que tiveram a manutenção de suas prisões preventivas requerida.

Também foram denunciados Rodrigo Santana Mendes, Edimilson Silva Macedo e o tenente da PM aposentado Aroudo João Padilha Martins, para os quais foram pedidas aplicação de medidas cautelares, que incluem o comparecimento mensal em juízo para justificar sua atividade, proibição de ausentar-se da comarca em que reside e de manter contato com os demais denunciados. O nome do tenente coronel Antonio Erivelton Nunes Araújo, que foi preso, não consta na relação.

A denúncia foi formulada pelos procuradores da República Carolina da Hora Mesquita Höhn, Juraci Guimarães Júnior e Marcilio Nunes Medeiros, designados pela Procuradora-Geral da República Raquel Dodge para atuar conjuntamente na investigação, e baseou-se em laudos elaborados pela Polícia Civil e Polícia Federal, além de depoimentos de testemunhas, policiais civis e militares e apreensão de mercadorias ilícitas e armas sem registros.

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Máfia do contrabando no MA: juiz federal mantém policiais na prisão e solta três de menor importância

De ordem do juiz federal Luiz Régis Bonfim Filho, foram confirmadas as permanências de militares e um delegado de Polícia Civil na prisão e, ao mesmo tempo, liberou três homens com grau de importância menor ou quase nenhuma na quadrilha que contrabandeava mercadorias do exterior para São Luís. São eles: Rodrigo Santana Mendes, Eder Carvalho Pereira e Edmilson Silva Macedo.

 

Da relação dos soltos hoje à tarde, Macedo apenas dirigia a Van que levava homens de São Mateus para trabalharem no sítio onde alguns membros da máfica foram presos. Foi lá no Arraial, no Quebra Pote, que foi desbaratado o primeiro depósito da muamba, composta de cigarros, uisques, drogas e armas.

Os dois outros elementos que estavam presos operavam como estivadores no sítio. Posteriormente a polícia desvendou mais dois depósitos com mercadorias. As três cargas estão avaliadas em R$ 100 milhões.

Portanto, permanecem presos um coronel, um tenentes coronel, sargento, major e soldados. O delegado Thiago Bardal, ex-superintendente da Seic, continuará preso por envolvimento com o crime.

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Contrabando: antes, encontrados dinamites e granadas; agora, celulares, notebook e pistola nas celas

Durante as prisões de pessoas envolvidas com a máfia do contrabando no Maranhão, desde o dia 22 de fevereiro passado,  a Polícia encontrou em posse de alguns deles pistolas, dinamites e granadas. Mais recentemente, após varreduras, foram localizados celulares, computadores, e até pistola nas celas da Delegacia Especial da Cidade Operária, onde permanece preso o delegado Bardal, e no Quartel Geral da PM.

De acordo com postagem feita hoje mais cedo pelo site O Informante, o carcereiro Sidney Roberto Abreu Dutra (foto acima) foi descoberto facilitando saídas temporárias durante o período noturno e a entrada de materiais, como celulares e computadores, além de uma pistola carregada que permanecia com um policial.

Preso em flagrante, ele derrubou o serviço e citou como um dos beneficiários das saídas Joelson Costa Correa, policial civil com envolvimento na máfia do contrabando.

O caso será encaminhado para a Justiça Federal, que ainda não assumiu completamente ser de sua competência o acompanhamento da questão.

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Mais um coronel é preso envolvido na máfia do contrabando no Maranhão

Foi preso agora à tarde numa cidade do Pará e está sendo deslocado para São Luís pelo helicóptero do CTA , o tenente coronel Antônio Erivelton por suposta participação na máfia que contrabandeava mercadorias do exterior pra o Maranhão. Ele já foi comandante do 21º BPM.

Com a prisão de Erivelton, sobe para nove o número de militares presos envolvidos na organização criminosa, que foi desbaratada dia 22 de fevereiro passado e que resultou na prisão de 19 pessoas, entre civis e militares, além de fartas mercadorias como uísques, cigarros, armas e outras drogas.

Os policiais, incluindo o delegado Thiago Bardal, ex-superintendente da Seic, davam cobertura na proteção da circulação das mercadorias, que eram atracadas em um porto clandestino no bairro Arraial, no Quebra Pote, Zona Rural de São Luís.

Na medida em que foram presos mais civis e militares, novas mercadorias e depósitos eram estourados pela polícia. Estima-se que o contrabando era avaliado em R$ 100 milhões.

Confira abaixo a relação dos militares presos:

Luciano Fábio Farias Rangel (Major)

Fernando Paiva Moraes Júnior (Soldado)

Joaquim Pereira de Carvalho Filho (Sargento)

Patrick Sérgio Moraes Martins (Soldado)

Paulo Ricardo Carneiro Nascimento (Soldado)

Gleydson da Silva Alves (Soldado)

Reinaldo Elias Francalanci (Coronel)

Aroud João Padilha Martins (Tenente)

Antonio Erivelton (tentente coronel)

O sargento Jonilson Amorim encontra-se foragido e estão presos ainda o delegado Thiago Bardal (ex-superintendente da Seic) e o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo.

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Major PM-MA ganhava R$ 50 mil mensais da máfia do contrabando, aponta inquérito policial

O inquérito que apura a participação de militares e civis na quadrilha de contrabandos de mercadorias, ainda em fase de investigações, aponta que depoimentos informam que o major Luciano Fábio Farias Rangel recebia R$ 50 mil mensais e outros policiais entre cerca de R$ 3 mil a R$ 6 mil, de acordo com a patente. Com a prisão ontem de mais um soldado, subiu para oito o número de militares presos, sendo que um sargento encontra-se foragido.

De acordo com o relatório inicial, em depoimentos, foi revelado que o major Rangel estava recebendo R$ 50 mil todo mês da organização criminosa e que tenentes, sargentos e soldados recebiam quantias mensais que variavam entre R$ 3 mil a R$ 6 mil. O suposto valor recebido pelo coronel Reinaldo Elias Francalanci não foi revelado, assim como do delegado Thiago Bardal.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, estima que a quadrilha tinha em posse mercadorias, entre uisques, cigarros e drogas, avaliadas em R$ 100 milhões.

A participação dos militares era para oferecer cobertura ao livre trânsito das mercadorias contrabandeadas, provavelmente oriundas do Suriname, que deslocadas de grandes embarcações antes de atracarem no Porto do Itaqui, trazidas por barcos para um porto clandestino desbaratado pela polícia, no bairro Arraial, m Quebra Pote, na zona rural de São Luís.

A Polícia já estourou três depósitos, sendo um no Quebra Porte, outro na Vila Esperança e o último no Porto Grande, também zona rural da capital. Nos dois primeiros foram efetuadas prisões e apreensões de mercadorias e caminhões. No último, não havia mais ninguém no local, exceto grande quantidade de mercadorias.

Confira abaixo a relação dos militares presos:

Luciano Fábio Farias Rangel (Major)

Fernando Paiva Moraes Júnior (Soldado)

Joaquim Pereira de Carvalho Filho (Sargento)

Patrick Sérgio Moraes Martins (Soldado)

Paulo Ricardo Carneiro Nascimento (Soldado)

Gleydson da Silva Alves (Soldado)

Reinaldo Elias Francalanci (Coronel)

Aroud João Padilha Martins (Tenente)

O sargento Jonilson Amorim encontra-se foragido e estão presos ainda o delegado Thiago Bardal (ex-superintendente da Seic) e o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo.

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