Uma semana antes o governador Flávio Dino direcionou para o deputado Wellington do Curso críticas de que quem se posiciona contra as blitzs da BPRv são amigos do crime e insinuou que o parlamentar faz parte de facção. Hoje, para surpresa dos próprios militares do batalhão, a demissão do tenente-coronel Magalhães, comandante da BPRv. Motivo: político eleitoral. 

Dino estava de posse de uma pesquisa em que aponta a rejeição grande da forma como os agentes tratam motoristas e donos de veículos, além da apreensão dos carros, cobranças de multas e IPVA se estiver até com poucos meses em atraso. No caso da combinação álcool com bebida, a apreensão dos carros, prisão de motoristas com alto teor e multa altíssima, não há o que reclamar.

Os militares obedeciam ordens do comandante Magalhães que apenas cumpria o que determinava o governador. Flávio Dino encontrou na apreensão dos veículos uma indústria que rendeu muitos milhões aos cofres públicos. Quando o dono não tinha como pagar o IPVA, o carro ia pra leilão.

O governador aproveitou também a carona de um episódio que envolveu uma equipe da BPRv e o vereador Gaguinho, que se considerou tratado como bandido durante uma revista ao seu carro na Vila Janaína, na tarde de ontem.

Hoje, o ex-secretário Márcio Jerry participou na Câmara Municipal de São Luís de um ato político em favor da sua candidatura a deputado federal e pelo projeto de reeleição de Flávio Dino. São 25 vereadores da capital engajados nas duas campanhas, mas cinco justificaram as ausências.

Foi bem ai que ficou selado o destino do tenente-coronel Magalhães. A exoneração tirou a força dos comandados. O governador ficou bem na fita ao atender aos pedidos dos vereadores e as fiscalizações serão reduzidas a partir de amanhã, quinta-feira (05).

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