Publicidade

Luís Cardoso – Bastidores da notícia

Bastidores de notícias de política, judiciário, crime e esportes.

Busca em todo o site

Flávio Dino amanhece liderando enquete do Blog para governador

Política
 

Depois de permanecer atrás da ex-governadora Roseana Sarney por algumas horas na noite de ontem, hoje o governador Flávio Dino acordou liderando a enquete do blog mais acessado do Maranhão. Ele conta agora (às 7h7) com 43% e a sua concorrente tem 33%.

A enquete, que não é pesquisa por não possuir caráter científico, começou ontem por volta das 18h e mais de 1 mil e 500 pessoas votaram até o momento. O terceiro colocado é a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que informou sua candidatura ao governo do estado pelo PTN.

Em seguida vem o deputado Eduardo Braide que figura como o quarto, o juiz Marlon Reis como quinto e Roberto Rocha em sexto. Na frente apenas de Edinho Lobão e do senador João Alberto.

A enquete permanece ao lado. Vote. Participe!

OAS quer delatar propina em fundo de pensão de funcionários da Caixa

Política
 

Folha.com

 Para avançar no acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato, a OAS promete entregar casos de pagamentos de propina para dirigentes de fundos de pensão e membros do Judiciário. Um dos alvos da proposta de delação é a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal.

A Funcef fez, em 2014, aporte de R$ 200 milhões na OAS Empreendimentos. Outros R$ 200 milhões seriam direcionados em 2015, mas o fundo suspendeu o repasse por conta do avanço da Lava Jato sobre a empresa baiana.

A OAS já apareceu vinculada à Funcef durante a CPI dos Fundos de Pensão que, em 2015, investigou a aplicação de recursos dos fundos de previdência complementar de funcionários de estatais e servidores públicos.

Um documento da CPI mostrou que executivos da OAS estiveram pelo menos 45 vezes na sede da Funcef entre os anos de 2011 e 2015. Antonio Carlos Mata Pires, filho do dono da empreiteira, César Mata Pires, encabeçou a lista, com 16 visitas. Pires é um dos prováveis delatores da empreiteira e deverá partir dele as revelações sobre fundos de pensão. Seu irmão, César Mata Pires Filho, também negocia acordo de delação.

A Folha apurou que os executivos da OAS também estão dispostos a relatar casos de corrupção envolvendo membros do Judiciário. Até agora, outras empreiteiras entraram pouco nesse assunto.

Antes de a OAS negociar uma delação conjunta de seus executivos, a exemplo do que fez a Odebrecht, Léo Pinheiro, um dos sócios da empreiteira, iniciou tratativas nesse sentido com a Procuradoria.

Um acordo de confidencialidade chegou a ser assinado. Porém, as reuniões foram interrompidas em agosto de 2016, após a revista “Veja” publicar que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli teria sido mencionado nas negociações com o Ministério Público Federal.

Para justificar a suspensão das tratativas com Pinheiro, a Procuradoria afirmou que a reportagem revelou “uma tentativa de forçar os investigadores a aceitar a colaboração mediante pressão externa, a despeito de uma análise apropriada do interesse público envolvido”.

Os executivos da OAS também prometem avançar em episódios narrados nas delações da Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez a respeito de obras em as empreiteiras participaram juntas em consórcio.

A lista de candidatos a delatores da OAS chega perto de 50 pessoas, contando os os dois herdeiros do grupo, executivos e ex-executivos.

Outras dezenas de funcionários participam do processo na condição de lenientes, ou seja, testemunhas que ajudam a detalhar os casos relatados pelos delatores. Os lenientes, porém, não são incriminados por não terem poder de decisão nos fatos em que a empresa cometeu um delito.

Caso a OAS feche a colaboração com essa quantidade de delatores, será o segundo maior acordo em bloco da Lava Jato, depois do da Odebrecht, no qual 77 participaram.

Como a OAS não tinha um departamento destinado a operacionalizar o pagamento de propina, como o setor de operações estruturadas da Odebrecht, o trabalho de apurar as histórias e reunir provas da corrupção foi feito de setor em setor, levantando dados de cada obra e entrevistando os gestores.

OUTRO LADO

A Folha procurou a OAS e o advogado José Luiz de Oliveira Lima, que conduz as negociações, mas ambos não quiseram se manifestar.

Viana vive situação caótica; até a água sumiu das troneiras

 

Do blog do Neto ferreira

A situação da cidade de Viana é caótica. Comandado por Magrado Barros (PSDB), o município está completamente abandonado, segundo relatam os moradores.De acordo com os denunciantes, há 120 dias que não dá água potável nas torneiras, desse modo obrigando a população se deslocar de suas residências para procurar um local que esteja fornecendo água.Além disso, tem outro agravante. Diversos alunos estão sem aulas, pois poucas escolas estão de fato funcionando, não há também merenda escolar e creches foram fechadas.A saúde de Viana também foi completamente abandonada. O hospital municipal e os postos de saúde estão sem remédios, médicos e enfermeiros.Os moradores listaram outras irregularidades feitas por Magrado. Entre elas estão o fechamento do Restaurante popular, que agora serve de garagem para caminhões limpa-fossa, e a utilização do caminhão da Agricultura Familiar para o carregamento de bebidas alcoólicas.Os setores principais da cidade estão entrando em colapso, mas o prefeito finge não ver. O Ministério Público tem que averiguar tais falhas de gestão.

 

Enquete no blog: se a eleição fosse hoje em quem você votaria para governador do Maranhão?

 

Pesquisas contratadas pelo Palácio dos Leões apontam, claro, resultados favoráveis ao atual governador, enquanto outras encomendadas por partidos políticos  sugerem que existe um empate técnico entre ele e a ex-governadora Roseana Sarney.

Para saber o que pensa o leitor do blog, estamos com uma enquete. Se a eleição fosse hoje em qual candidato você votaria para governador?

Lembrando que enquete não é pesquisa por não possuir caráter científico. Aqui o amigo leitor do blog poderá votar apenas uma vez.

A enquete permanece ao lado. Vote. Participe!

Palácio dos Leões abre os cofres e prefeitos entram no balcão de negócios

 

Totalmente ao contrário do que pregava quando candidato e até o ano passado, o governador Flávio Dino mudou de opinião em relação aos políticos. Agora são todos santos, principalmente os mais ligados aos Sarney. Por isso, foi aberta a temporada de compras. O vale tudo da política começou antes de completar um ano do mês da eleição de 2018.

A citação do nome do governador na operação Lava Jato, por ter sido acusado de receber dinheiro do caixa 2 da Odebrecht, e o próprio desgaste da sua gestão, ao que parece, obrigaram Flávio Dino a se aproximar dos políticos, notadamente dos prefeitos. E pouco importa quem são eles.

E, neste sentido, abriu os cofres e afinou o diálogo para convencer ampla maioria dos prefeitos e receber as ajudas e benesses do Palácio dos Leões e, com isso, fortalecer o projeto de reeleição a qualquer custo.

Ontem, Flávio Dino recebeu o sarneysta Fufuca Dantas, atual prefeito de Alto Alegre do Pindaré, que já foi membro da equipe da ex-governadora Roseana Sarney, para uma conversa que só Deus e as paredes dos Leões sabem. De lá, o prefeito saiu rindo com as paredes e o governador ficou com a certeza de que derrubou menos um apoio à filha de Sayney.

A contrapartida do governo envolve dinheiro direto (convênios) ou indireto através de obras que o Executivo levará, como programas Mais Asfalto, reforma de escolas e outros.

Os próximos passos estão sendo construídos para trazer o maior número de prefeitos aliados da ex-governadora. Com os de Imperatriz e Barreirinhas acordos estão sendo sinalizados.

É aguardar e conferir.

STF decide mandar goleiro Bruno de volta à prisão

Política
 

Extra

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira, pelo retorno do goleiro Bruno Fernandes à prisão. A maioria dos ministros da casa votou contra o habeas corpus que garantia a liberdade do jogador. A decisão foi tomada por três votos a um. Marco Aurélio Mello, que concedeu, em fevereiro deste ano, a liberdade do jogador, foi o único voto a favor. Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Rosa Weber votaram para Bruno retornar à prisão. O ministro Luís Roberto Barroso não participou da votação. Bruno foi condenado pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio, em 2010, e estava solto desde 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF um parecer pedindo a revogação da decisão que libertou Bruno. Desde que teve liberdade concedida, o jogador estava atuando no clube Boa Esporte, de Minas Gerais. O advogado do jogador Luan Veloso, soube da decisão pelo EXTRA e afirmou que irá se reunir com o restante da defesa para definir a estratégia a partir de agora.

– Jesus – exclamou o advogado quando soube da decisão – Isso não estava nos nossos planos. Vou conversar com o Lúcio Adolfo para ver o que faremos. Mas não tenho o que comentar nesse momento – disse.

Procurado também pelo EXTRA, Lúcio Adolfo, o outro advogado do jogador, não atendeu às ligações. Nesta segunda-feira, ele comentou a possibilidade de retorno de Bruno à prisão. O advogado disse que o jogador estava “apreensivo”, mas confiante no resultado.

— Não acredito nessa possibilidade. O Ministro Marco Aurélio Mello concedeu a medida liminar, que é algo muito dificil. O Bruno está trabalhando, não esta na gandaia, não fala mal de ninguém. Ele está calmo e tranquilo. Está apreensivo, mas confia no Judiciário. Caso isso aconteça, vamos apresentá-lo e recorrer no que for preciso — disse o advogado.

A defesa de Bruno também comentou as críticas de Rodrigo Janot à equipe. O procurador refutou a tese da defesa sobre a demora do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto o goleiro estava preso.

— Não é absolutamente verdade. Quando um advogado demora pra entregar o processo, o juiz manda ir lá e buscá-lo. Ele não tem o que falar sobre isso. Se o processo atrasou, não foi culpa da defesa — declarou.

Bruno foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em março de 2013. A pena foi de 22 anos e três meses de prisão. Mas como até fevereiro passado ainda não havia confirmação ainda da condenação na segunda instância, Marco Aurélio determinou que ele tivesse o direito de recorrer em liberdade.

Na ocasião, o ministro foi duramente criticado por conceder liberdade ao goleiro. Em entrevista ao jornal ‘O GLOBO’, Maurco Aurélio Mello disse que a decisão “não foi politicamente correta”.

– Nem sempre nós concebemos harmonia com os anseios sociais. Às vezes, o Supremo tem que ser contra majoritário. É função dele tornar prevalecente a ordem jurídica, e foi o que eu fiz. Claro que a minha posição não foi politicamente correta.

 

Mais Buracos nas estradas mostram o descaso do Governo do Maranhão

Política
 

A rodovia estadual parece coisa da década de 80, sem asfalto, expondo motoristas a sérios riscos de morte. Mas na propaganda do governo, as estradas são maravilhas. Mas a realidade é bem diferente do mundo da ilusão.

Presidente da FAMEM consegue em Brasília parcelamento do débito do Fundeb

Política
 

por

O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), prefeito Cleomar Tema (Tuntum), conseguiu, junto ao governo federal, a garantia de que será editada uma Medida Provisória parcelando o pagamento dos recursos referentes ao ajuste do Fundeb 2016.

A conquista obtida por Cleomar Tema beneficia não apenas os municípios maranhenses, que foram penalizadas com um corte de R$ 177 milhões, mas também os governos do Maranhão, Ceará, Bahia e Paraíba, que perderam R$ 47 milhões, R$ 164 milhões, R$ 70 milhões e R$ 35 milhões, respectivamente.

A garantia do parcelamento, o que diminuirá os impactos financeiros causados principalmente as prefeituras, foi dada a Cleomar Tema e aos integrantes da bancada maranhense em Brasília – dentre eles os deputados federais José Reinaldo Tavares, Weverton Rocha, Rubens Pereira Júnior, Juscelino Filho e Júnior Marreca – pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

O parcelamento deverá ser dividido entre 10 a 12 parcelas, de acordo com o entendimento defendido pela entidade municipalista.

Cleomar Tema, que encontra-se em Brasília desde ontem, comemorou a vitória.

“Graças ao empenho da bancada maranhense e a sensibilidade do governo federal, conseguimos ultrapassar este obstáculo, que poderia inviabilizar a educação de todo o Maranhão”, disse o presidente da Federação.

Nessa jornada em Brasília, além da bancada, Tema conseguiu agregar apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e destacou que foi uma luta árdua, mas que valeu pelo resultado.

Parlamentares maranhenses ressaltaram, após a decisão do governo federal, o poder de articulação do presidente da FAMEM, que mostrou muito desprendimento, agilidade e dinamismo num momento de crise como esse.

Sarney completa 87 anos e recebe de presente a certeza de que Roseana será candidata

 

Ao completar ontem, dia 24 deste, 87 anos, o ex-senador e ex-presidente da República, o maranhense José Sarney, ainda goza de muita lucidez e prestígio intelectual e político. O atual presidente Michel Temer foi até a casa de Sarney, em Brasília, para lhe homenagear.  E para completar a festa familiar, a filha Roseana confirmou que vai disputar o Governo do Maranhão.

A festa foi um encontro de família, como sempre acontece a cada ano, mas desta vez teve um sabor especial com a presença do presidente Michel e de várias lideranças políticas nacionais.

Sarney anda satisfeito com os resultados de pesquisas que o colocam em primeiro lugar na disputa para as duas vagas de senador pelo Amapá e ficou mais feliz ainda quando a filha Roseana confirmou mesmo que vai disputar o cargo de governador pelo Maranhão agora em 2018.

Irmão procurador condena o caixa 2 e diz que é diferente de Flávio Dino

 

O subprocurador Geral da República, Nicolao Dino, voltou a condenar as práticas de caixa 2 em campanhas eleitoras por considerar a antessala da corrupção. Ele afirmou que “somos pessoas diferentes e com identidades diferentes”, ao se referir ao irmão governador Flávio Dino.

Confira abaixo a entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo:

Caixa dois em eleição é antessala da corrupção, diz procurador eleitoral

Pedro Ladeira/Folhapress
O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, concede entrevista à Folha em seu gabinete
O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, concede entrevista à Folha em seu gabinete
LETÍCIA CASADO
DE BRASÍLIA
fOLHA.COM

Vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, afirma que o “caixa dois é a antessala da corrução”.

Para ele, a legislação brasileira dificulta a investigação desse tipo, sendo necessária uma mudança. Dino defende a proposta contida no projeto das dez medidas contra a corrupção, que tramita no Congresso.

À Folha, ele disse ainda que o caixa dois provoca uma série de consequências para a sociedade, que vão do não pagamento de tributos à facilitação da lavagem de dinheiro. Em uma campanha eleitoral, afirma, favorece o abuso de poder econômico, dando vantagens no processo de “cooptação ilegal” de eleitores.

Dino é um dos candidatos à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro.

*

Folha – Chama atenção a quantidade de suspeitas de pagamento via caixa dois no processo eleitoral. O que isso representa?

Nicolao Dino – O caixa dois é utilizado por empresas e pessoas para movimentar recursos sem a devida contabilização. Em uma empresa, por exemplo, é dinheiro que não fica registrado na contabilidade oficial da pessoa jurídica e, portanto, não está submetido a mecanismos de auditoria e nem à carga tributária.

Transpondo para o âmbito eleitoral, o caixa dois nada mais é que o recurso que ingressa em um partido ou determinada campanha e não é devidamente contabilizado para fins de quantificação das despesas. Ou seja, é um recurso camuflado que pode ser gasto à revelia de quaisquer mecanismos de controle.

O caixa dois favorece em muito o abuso de poder econômico e as práticas de corrupção eleitoral. E pode escamotear uma relação de troca de favores. É destinação a uma campanha mas, na realidade, se trata de uma retribuição por favor já feito ou a ser feito.

Quais as consequências para o pleito?

Hipertrofria dos gastos de campanha, abuso de poder econômico, troca de favores, e, sobretudo, mecânica viciada em que as partes atuam sob perspectiva monetária não visível aos órgãos de controle.

O caixa dois serve para driblar os gastos de campanha e quitar despesa fora do declarado para a Justiça Eleitoral. Isso é uma prática nociva, desigual. Quem consegue arrecadar mais ilicitamente tende a ter vantagem no processo de cooptação ilegal de eleitores.

O que a Lava Jato tem demonstrado, e as investigações eleitorais também, é que as despesas de campanha no Brasil são extremamente elevadas. Por que as campanhas têm de ser milionárias? Até há pouco tempo era pior, havia “showmício”, o comício embalado por apresentação artística para incentivar a participação das pessoas. Isso custa muito dinheiro. O marketing político também tem contribuído para a elevação dos gastos de campanha. Tudo isso acaba por afastar a campanha eleitoral daquilo que deve ser: um debate de ideias.

É possível reduzir os custos?

O debate hoje pode se estabelecer de maneira rápida e eficiente, sem grandes dispêndios, nas redes sociais, por exemplo. Eu defendo enfaticamente a limitação de gastos de campanha, o estabelecimento de tetos de despesas nas campanhas eleitorais, tal como consta na [proposta de] reforma eleitoral que se encontra na Câmara.

Caixa dois é crime difícil de investigar e de provar?

É. Requer evidências muito específicas, que agora no processo eleitoral têm sido observadas em alguns casos. Por exemplo, o estabelecimento de um setor que incumbiu de gerenciar e destinar dinheiro por caixa dois, o setor de operações estruturadas da Odebrecht. De forma geral, existe dificuldade na demonstração do caixa dois. Felizmente, as investigações em curso no âmbito eleitoral têm conseguido demonstrar muita coisa nessa seara.

Como provar entrega de dinheiro vivo?

Tudo depende do caso concreto. Há situações em que foi possível detectar a movimentação de recursos de caixa dois mediante flagrantes, como a distribuição de recursos em igreja evangélica. Temos no artigo 350 do Código Eleitoral a falsidade ideológica —uma omissão na prestação de contas quanto aos recursos que não foram contabilizados. A dificuldade pode ser contornada mediante modernos mecanismos como a colaboração premiada.

É possível fortalecer a investigação desse crime?

A previsão legal do crime de caixa dois ainda não é suficiente. Só haverá crime se o candidato, ao prestar contas, omitir o valor não contabilizado. Há no pacote das dez medidas anticorrupção uma referência mais explícita quanto à simples movimentação dos recursos não contabilizados: manter, movimentar ou utilizar qualquer recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação, independe de prestar contas. Com penas de dois a cinco anos, incorrendo às mesmas penas os gestores de partidos políticos ou comitês e coligações.

Se a defesa de um político alega que ele usou o dinheiro para o partido, e não em benefício próprio, isso é plausível?

É a lei que considera isso como justificativa implausível. Está no Código Eleitoral desde 1965. A corrupção e o caixa dois são zonas muito fronteiriças. O caixa dois é a antessala da corrupção. Não há como relativizar a irregularidade do caixa dois porque pode ser fruto de tráfico, de contrabando ou de dinheiro encaminhado ao exterior de forma irregular, sem ter sido submetido à Receita. O simples fato de não ter a possibilidade de auditar [o dinheiro] já é em si algo perigoso. A obscuridade abre espaço muito fértil à prática de ilicitudes.

O sr. é forte candidato na corrida pela sucessão do procurador-geral da República. Como será sua campanha?

O universo do MP é de mil procuradores num país de dimensão continental, mas minha intenção é estabelecer o máximo de interlocução para apresentar programa e o que penso, além do meu histórico de atuação na carreira em várias áreas: indígena, meio ambiente, combate à corrupção, consumidor.

*Seu irmão é alvo de suspeitas na Lava Jato por causa da delação da Odebrecht. Isso atrapalha? [Um delator disse que a empresa deu R$ 400 mil para a campanha de 2010 do então deputado federal Flávio Dino (PC do B-MA) para o governo do Maranhão. Dino perdeu a disputa de 2010, mas foi eleito governador em 2014]*

Os valores que eu defendo me acompanham desde que eu ingressei na vida pública como procurador da República. Por outro lado, nesta mesma toada, somos pessoas diferentes e com identidades diferentes. Tenho dito que nado não apenas em raias diferentes, mas em piscinas diferentes. Minha vida pública como procurador da República em nada interfere na vida dele como político e vice-versa. Não vejo como misturar essas estações.

Pânico na avenida dos Holandeses: assalto em lanchonete e bandidos levam arma de PM

Assalto / Polícia
 

Bandidos chegaram armados ao Reis Lanche, na avenida dos Holandeses, por volta das 21h, fizeram um raspa nos clientes e ainda por cima levaram uma PT.40 do soldado militar Rodrigues, lotado no 8º BPM, que foi obrigado a se jogar no chão.

Os meliantes estão rodando em um  Voyage branco e ainda não foram localizados. Todo cuidado é pouco. Confira as imagens do assalto:





  • Enquetes

    Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para governador do Maranhão?

    • Flávio Dino (38%, 1.066 Votos)
    • Roseana Sarney (37%, 1.028 Votos)
    • Maura Jorge (12%, 331 Votos)
    • Eduardo Braide (5%, 145 Votos)
    • Roberto Rocha (3%, 76 Votos)
    • Márlon Reis (3%, 73 Votos)
    • João Alberto (1%, 35 Votos)
    • Edinho Lobão (1%, 15 Votos)

    Total de votantes: 2.769

    Carregando ... Carregando ...
  • Conheça a Creche Escola Luluzinha

  • Contatos

    E-mail: [email protected]
    Telefone: 98 3236-1351
    Celular: 98 8722-6094

    Arquivos

    Posts ordenados por data de publicação.