Ex-prefeito de Santa Luzia é preso acusado de estuprar criança de 3 anos

Blog do Neto Ferreria

O ex-prefeito de Santa Luzia do Tide, Ilzemar Oliveira Dutra, o Zemar, foi preso em flagrante na noite de ontem (16), em São Luís.

A prisão ocorreu pela acusação de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 3 anos. O caso é acompanhado por delegadas da Casa da Mulher Brasileira.

De acordo com informações, a mãe denunciou na polícia após a criança se queixar de dores, inclusive, a menor chegou a realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

Equipes da Polícia Civil foram em buscar do ex-gestor para prendê-lo, mas o mesmo se apresentou na delegacia onde foi dado voz de prisão em flagrante.

Em Santa Luzia do Tide, Zemar foi prefeito por dois mandatos e aliou-se a atual prefeita da cidade França do Macaquinho.

A reportagem tentou contato com o advogado do ex-prefeito, mas não teve êxito. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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Vídeo: cantora paraense dá um tapa em homem em show no Maranhão e grita: “não pega minha buc…”

A cantora paraense Thaciane estava fazendo o segundo show na cidade maranhense de Bela Vista quando começou a fazer selfie com o público. Um homem se aproximou sem nenhum aparelho na mão e meteu o dedo na parte íntima da artista, que reagiu dando um tapa na cara do intrometido e grito: “me respeita, não pega na minha buc…, caralho”. 

O fato aconteceu no domingo, dia 11, durante show da banda Batidão do Melody, em Bela Vista, no Maranhão.

“Estávamos no segundo show daquele dia, era uma cidade de balneário e era aberto ao público. Era o show mais esperado da noite, tinham muitas pessoas, algumas pessoas estenderam o celular para tirar foto comigo. Eu me abaixei para fazer os cliques durante a terceira música e este homem se aproximou sem celular, com o intuito de se aproveitar de mim. Ele me dedou! Naquele momento, eu congelei, me subiu uma raiva, um ódio e eu o xinguei“, comentou a cantora.

Confira no vídeo abaixo o momento indelicado do homem e a reação de Thaciane:

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Site pornô publica vídeos de médico prefeito abusando de mulheres em consultórios

O prefeito e médico José Hilson de Paiva foi afastado do cargo e cumpre prisão preventiva desde que pacientes denunciaram o abuso que sofriam em dois consultórios, sendo um deles na própria residência do estuprador.  

Assim que foram descobertos os abusos, o ginecologista negou e chegou a processar várias clientes, alegando que se tratava de perseguição política. Porém, os vídeos mostraram o contrário. Só ao site G1 da Globo chegaram 63 vídeos.

Mas o pior veio agora: um site pornô de repercussão nacional começou a divulgar os vídeos do médico abusando de suas clientes e já viralizou. O Tribunal de Justiça do Ceará já entrou em campo.

Durante as consultas na cidade de Uruburetama onde é prefeito no Ceará o médico chamava carinhosamente as pacientes de bebê e as convencia a tirar a roupa e fazer sexo.

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Além de assaltos e pedágios, índios cometem abuso sexual em estradas em Barra do Corda

Primeiro começaram com cobranças de pedágios nas estradas entre Barra do Corda a Grajaú. Depois a prática de assaltos a motoristas e passageiros. Agora, para piorar, estupros. Eles obrigam os carros a parar e levam as mulheres para a reserva dos Cana Brava.

Viatura da PRF em fiscalização na BR 226

O último episódio nojento aconteceu na terça-feira passada, dia 21, quando o condutor de um Honda Civic foi obrigado a parar. Dois índios mascarados entraram no veículo e levaram um casal para a Cana Brava, na BR 226.

Chegando a um matagal, roubaram tudo e começaram a tentar fazer sexo com a esposa do proprietário do veículo, que ainda foi abusada com carícias forçadas e teve a ideia de dizer que estava operada para evitar a penetração.

Uma guarnição do 37º Batalhão de Polícia Militar chegou ao local, mas os índios bandidos conseguiram fugir, levando o produto do roubo.  O registro do Boletim de Ocorrência foi feito na Delegacia de Grajaú.

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PF cumpre mandado de busca e apreensão em residência em São Luís contra a pedofilia

A PF no Maranhão cumpriu mandado de busca e apreensão numa residência localizada no Bairro Cidade Operária, em São Luís/MA, em função da Operação Nêmesis, coordenada pela PF em Brasília/DF, abrangendo oito estados da federação.

Foto: Agência PF

No local foram apreendidos computador, pendrives, DVDs e CDs. O investigado não se encontrava no momento da apreensão, mas deverá se apresentar na Sede da PF, nas próximas horas.

Nêmesis faz referência a mitologia, na qual simboliza a indignação pela injustiça, sendo sua função essencial o equilíbrio quando a justiça deixa de ser praticada.

A iniciativa coincide com a semana do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que é celebrado anualmente em 18 de maio. A escolha dessa data é em memória ao Caso Araceli, crime que chocou o país na década de 70. Araceli Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e assassinada em 18 de maio de 1973. Os culpados jamais foram identificados e punidos.

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Empresário é preso em flat de Barreirinhas por estuprar criança de oito anos

Neto Ferreira

O empresário, que não teve a sua identidade revelada, foi preso na noite de sábado (4) em um resort situado em Barreirinhas, a 255 km de São Luís, após ser flagrado abusando sexualmente de uma criança de apenas oito anos.

Segundo a Polícia Militar, que realizou a prisão, o suspeito, que é natural da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, estava hospedado no resort com a sua namorada, uma paulista, e mais a filha dela, quando a mãe da criança saiu por alguns momentos e após retornar flagrou o empresário abusando sexualmente da filha dela.

A Polícia Militar foi acionada, conduziu o empresário para a Delegacia de Polícia Civil de Barreirinhas, onde ele se encontra preso. Durante a prisão do suspeito, a criança revelou aos policiais que já tinha sido abusada em outras circunstâncias pelo empresário durante as viagens em que eles faziam pelo Brasil.

Ainda de acordo com os policiais, a criança também revelou que desde o ano de 2017 os abusos sexuais já vinham acontecendo. A mãe e a criança estão à espera do Conselho Tutelar de Barreirinhas para receber a proteção.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Barreirinhas e o empresário continua preso no município localizado na área dos Lençóis Maranhenses.

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Polícia prende homem acusado de aliciar menores para fazer sexo e filmar os atos

O homem foi preso ontem, sexta-feira (05) no bairro Coquilho, na zona rural de São Luís, sob a acusação de manter conversas que induzem ao sexo com menores de idade. Ele vinha mantendo e filmando relações sexuais com uma adolescente de 16 anos.

Contra José Francisco Santos Batista havia um mandado de prisão preventiva por causa dos assédios sexuais a uma menor de 12 anos. Ele chegou a enviar para a menor um vídeo em que fazia sexo com uma adolescente na tentativa de convencê-la a fazer sexo a três. Neste sentido, a adolescente teve participação direta no convite.

Preso pelos policiais e encaminhado para o Centro de triagem de Pedrinhas, o homem disse que é inocente. Entretanto, policiais não acreditaram na versão dele, que foi enquadrado como estuprador de menor.

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Preso estuprador das próprias filhas com quem tem filhos na Grande São Luís

A Delegacia Especial de Paço do Lumiar/MA, com o apoio do SAISP/LESTE, prendeu ontem, sexta-feira (08), José de Ribamar Veras de Sousa em flagrante delito pela prática dos crimes de estupro, estupro de vulnerável, cárcere privado e posse de munição, na cidade de Paço do Lumiar. 

O homem abusava da filha mais velha desde aos 13 anos, com quem tem quatro filhos apenas registrados em nome da vítima., além de ter estuprado a segunda filha quando ainda era adolescente aos 15 anos. Os fatos aconteceram em Itapera de Mocajituba, em Paço do Lumiar.

Com a segunda tem um filho e, segundo a vítima, os abusos acontecem há sete anos. O pai avó foi transferido para o presídio de Pedrinhas.

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Preso homem que bateu e estuprou idosa em Zé Doca

Foi preso ontem, quarta-feira (06), um homem como suspeito de ter espancado e depois estuprado uma anciã de 68 anos na cidade de Zé Doca.

Davi Gomes Neves ( foto abaixo) escapou de ser linchado quando foi pego por populares revoltados com tamanho crime brutal. 

Policiais chegaram a tempo e evitaram o linchamento e depois constataram que a idosa sofre de distúrbios mentais e por causa das agressões ficou com ferimentos no rosto e em várias partes do corpo, inclusive com hemorragia.

O que mais deixou os populares indignados foi o fato da idosa gritar bem alto por socorro, ser encontrado com ferimentos, e o tarado informar que o sexo foi consentido.

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Defensoria lança campanha de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes

A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), por meio do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (NDCA), lançou, na última segunda-feira (4), uma nova campanha voltada ao enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. O lançamento foi realizado na Escola Comunitária João de Deus, a primeira das instituições de ensino parceiras da Defensoria na campanha.

Participaram do evento, o defensor público-geral do estado, Alberto Pessoa Bastos; o defensor público Davi Rafael Silva Veras, titular do NDCA; a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Luís (CMDCA), Janicelma Fernandes; a diretora da escola comunitária, Shirley Mendonça; e o presidente do Movimento Popular de Lutas Urbanas, o professor Wenderson Vasconcelos.

Na ocasião, o defensor Davi Rafael Silva Veras apresentou, para professores da escola e representantes de outras instituições da região, a metodologia que será utilizada na campanha, que contará com diversas ações voltadas à prevenção, à notificação e à repressão desse tipo de violência.

De acordo com o defensor Davi Veras, a proposta principal é promover a sensibilização de pais e, principalmente, de profissionais da saúde e professores para potencializar a identificação de possíveis vítimas. “Temos disponíveis dois serviços fundamentais para identificação: o serviço de saúde, que pode identificar uma lesão como potencial violação à dignidade sexual; e a escola, o lugar onde a criança cria um vínculo e sente-se confortável para contar uma situação de violação que está sendo submetida, ou que se percebe no comportamento da criança uma possível situação de risco”, explicou.

Segundo o defensor-geral, a união de esforços com esses agentes é fundamental para o combate ao subregistro. “A Defensoria não ficará limitada em gabinete esperando as reclamações chegarem para ajuizar uma ação. O que queremos, com essa e outras ações, é estar nas comunidades e verificar de que forma vamos solucionar os problemas com foco na sua origem. E, nos casos de violência contra crianças e adolescentes, sabemos que somente juntos conseguiremos vencer essa batalha”, destacou Alberto Bastos.

Para garantir a atuação dos profissionais, serão realizadas capacitações para que os mesmos possam realizar notificações de casos constatados. Inicialmente, já firmaram parceria com a Defensoria 15 escolas da área do bairro João de Deus. A proposta é levar a campanha às demais comunidades de São Luís.

Além da capacitação, também serão realizadas ações como palestras direcionadas aos pais com enfoque na prevenção, a criação de mecanismos de denúncia anônima ou através de meios de notificação à rede de proteção que preservem a integridade dos profissionais, a articulação com os demais atores da rede de proteção à criança e ao adolescente, entre outros.

Além disso, também serão realizadas ações itinerantes nas comunidades,  com  o ônibus-escritório da Defensoria, e a participação de parceiros com oferecimento de diversos serviços nos finais de semana. A primeira delas está agendada para o dia 23 deste mês e será realizada na Praça da Fraternidade, no bairro João de Deus.

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Contradição: João de Deus diz não se lembrar das mulheres que o acusam

Metrópoles

Médium foi ouvido pelo Ministério Público de Goiás. Quando foi preso, ele apresentou outra versão à Polícia Civil e lembrou de alguns nomes

O médium João de Deus, 77 anos, em depoimento ao Ministério Público de Goiás (MPGO) nesta quarta-feira (26/12), afirmou que não se lembra das mulheres que o acusam de abuso sexual, uma vez que atendia aproximadamente 1.500 pessoas por sessão. Ele também negou ter praticado qualquer tipo de violência sexual contra suas seguidoras. As informações foram prestadas pelo advogado do líder espiritual Alberto Toron.

O depoimento dado ao MPGO contradiz a versão apresentada pelo próprio João de Deus à Polícia Civil, quando foi preso, no último dia 16. Na ocasião, ele relatou se lembrar de uma mulher que o acusou de abuso, em uma consulta que teria ocorrido em outro desse ano. Chegou a dizer que deu a ela quadros e pedras, embora tenha negado qualquer tipo de violência sexual.

O advogado criminalista Alex Neder, que também participa da defesa do médium, esclareceu que o depoimento desta quarta foi baseado em três denúncias específicas, não relatadas anteriormente. nenhuma presente anteriormente no inquérito policial. Portanto, segundo o advogado, João de Deus não teria conhecimento de quem são as mulheres.

“Ele teve a oportunidade de rebater cada uma delas e responder que nada ocorreu conforme relatado pelas supostas vítimas”, acrescentou.

Veja trecho do depoimento dado à PCGO, que foi preso:

O depoimento ao MPGO durou cerca de uma hora e meia. “Ele disse que atendia muitas pessoas e que era impossível lembrar pelo nome, até porque não foi mostrada nenhuma foto”, informou Toron. Ao sair da oitiva, o advogado destacou ainda que “só depois de sabermos qual o caso será detalhado na denúncia vamos definir os passos da defesa”.

Segundo Alberto Toron, o depoimento de João de Deus se deu em clima de “absoluta tranquilidade”. “Ele respondeu a todas as perguntas que lhe foram dirigidas. Os promotores agiram com absoluta correção. Nos deixaram olhar o material do inquérito e o deixaram à vontade”, concluiu. O médium está preso desde o dia 16/12, em Aparecida de Goiânia.

Integrantes da força-tarefa que investiga os relatos de abusos sexuais praticados pelo fundador da Casa Dom Inácio de Loyola não pararam de trabalhar durante o Natal. A expectativa é de que a primeira denúncia contra João de Deus seja enviada até domingo (30) à Justiça. A oitiva foi realizada pelos promotores Luciano Miranda Meireles e Paulo Eduardo Penna Prado.

Em Goiás e em outros estados já foram coletados 78 depoimentos formais de mulheres que se apresentam como vítimas de abuso sexual de João Teixeira. Até o momento, mais de 600 mensagens chegaram ao MPGO. Destas mensagens, cerca de 260 apresentam-se como potenciais vítimas do médium, sendo que 11 delas residem no exterior: Estados Unidos (4), da Austrália (3), da Alemanha (1), da Bélgica (1), da Bolívia (1) e da Itália (1).

Mulher vai depor também
A mulher de João de Deus, Ana Keyla Teixeira, 40, também deve depor hoje. Porém, ela vai prestar esclarecimentos à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). O depoimento, por uma questão de logística, será prestado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Ana Keyla é mãe da filha caçula de João de Deus, que tem três anos. O Metrópoles conseguiu falar com a mulher no dia 13, logo após as denúncias virem à tona. Na época, ela disse que o marido era inocente: “Montaram um grande circo”. Mãe e filha estavam em Abadiânia (GO), em uma propriedade que a família mantém a poucos quilômetros do centro de atendimento espiritual.

Armas e dinheiro
Os policiais também devem ouvir João de Deus novamente. O depoimento ainda não tem data marcada. Eles querem saber a origem de R$ 1,6 milhão encontrado escondido em endereços ligados ao médium, bem como das cinco armas sem registro apreendidas. Ao todo, ele pode responder por quatro crimes: estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de arma.

Na última semana, o juiz Liciomar Fernandes da Silva, da Comarca de Abadiânia (GO), acatou pedido de prisão preventiva contra o médium por posse ilegal de arma. O líder espiritual já estava preso preventivamente desde o último dia 16, devido a denúncias de abuso sexual.

O magistrado também autorizou nova busca e apreensão em endereços de João de Deus e alegou suspeitar da existência de uma máfia. “Ao que tudo indica, o médium chefia uma organização criminosa”, pontuou.

Um dia depois, após cumprimento do mandado, os policiais civis de Goiás encontraram uma mala recheada com R$ 1,2 milhão em uma das casas do acusado em Abadiânia. Também foram recolhidos 770 euros e US$ 908 em um imóvel do médium em Anápolis, bem como um revólver calibre .38, uma algema e centenas de pedras das mais variadas tonalidades.

Em apreensões anteriores, R$ 405 mil e cinco armas sem registro já tinham sido apreendidas em endereços de João de Deus.

Abuso sexual
Na última quinta (20), João de Deus foi indiciado por violência sexual mediante fraude. O inquérito foi baseado no depoimento de uma mulher de aproximadamente 40 anos que teria sido abusada pelo líder espiritual em outubro deste ano na Casa Dom Inácio de Loyola.

Segundo o delegado Valdemir Pereira da Silva, mais conhecido como Doutor Branco, titular da Deic, existem provas robustas contra o médium que podem levá-lo a cumprir pena de 2 a 6 anos de prisão.

“Acreditamos na existência de provas suficientes para uma condenação. O depoimento da vítima foi contundente”, disse. De acordo com o investigador, na quarta (19), a mulher foi levada ao centro em Abadiânia e contou, com riqueza de detalhes, o que teria ocorrido na sala de atendimento.

Segundo o relato da vítima, quando a mulher notou o pênis de João de Deus para fora da calça, ele teria interrompido o “tratamento”. Em seguida, o acusado pediu para a paciente não contar sobre o atendimento a ninguém. Na ocasião, o médium presenteou a fiel com dois quadros e uma pedra. “A vítima está assustada, ansiosa e com medo”, explicou.

As denúncias contra João de Deus vieram à tona no último dia 8, no programa Conversa do Bial, da TV Globo. Após ter dois habeas corpus negados, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa do médium recorreu o Supremo Tribunal Federal (STF). No início da semana, João de Deus reforçou sua equipe de defesa e contratou o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para tentar tirá-lo da cadeia.

Denúncias
Desde que o escândalo sexual contra João de Deus veio à tona, o Ministério Público de Goiás recebeu 596 relatos por e-mail sobre o caso, sendo 255 de potenciais vítimas. Do total, a maior parte – 40 – é de São Paulo. Em segundo lugar, vem o DF, com 39. Há ainda 20 casos no Rio Grande do Sul e 15 em Minas Gerais.

Os promotores divulgaram que 75 mulheres foram ouvidas até agora. A maioria das vítimas tem entre 19 e 67 anos (70 delas). Mas há também 23 com faixa etária entre 9 e 14 anos, o que pode fazer com que o médium seja denunciado por estupro de vulnerável.

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Cinco ocorrências de importunação sexual registradas em São Luís

Daniel Júnior/ O estado

Um total de cinco ocorrências de importunação sexual foram registradas, até ontem, em São Luís, pela Casa da Mulher Brasileira, após a sanção da Lei 13.718/18 – no último dia 24 de setembro -, que criminaliza os atos de importunação sexual e pune divulgação de cenas de estupro no Brasil. Deste total de casos, dois foram em flagrante e três por denúncia das vítimas, conforme informou a instituição.

Em conformidade com a nova lei, as autoridades competentes em São Luís estão mais atentas a esse crime e dispostas a aplicar a norma à risca e de forma implacável, como garantiu Adriana Meirelles, delegada da Mulher, que atua na Casa da Mulher Brasileira, no bairro do Jaracati, na capital.

“Realizar ato libidinoso na presença de alguém e sem o consentimento é importunação sexual e, agora é crime, que rende de um a cinco anos de prisão ao agressor. Antes, era só uma contravenção penal, que só rendia multas. Passar a mão nas partes íntimas de uma pessoa, se aproveitar de alguém em lugares lotados, são exemplos que caracterizam esse crime”, explicou Adriana Meirelles, enquanto folheava uma pasta, que continha os cinco casos registrados, após a sanção da lei.

A delegada destacou que a maioria dos casos ocorre em transportes coletivos e as vítimas são mais do sexo feminino. “Os dois casos em flagrante ocorreram em ônibus. O primeiro foi no Terminal de Integração do bairro São Cristóvão, dia 31 de outubro, e o outro foi em um coletivo que circulava no centro da capital, no dia 2 de novembro. Os agressores se aproveitam das vítimas em coletivos lotados ou quando têm oportunidades de agir. E essas duas ocorrências foram registradas durante o dia, em horários de pico. A importunação sexual não é só crime se for praticada contra mulheres. Se for contra homens, é crime também, pois a lei não especifica o sexo, e sim alguém. O ato em si é crime, seja contra quem for”, esclareceu a delegada da Mulher.

Um dos casos em flagrante de importunação sexual ocorreu no último dia 31 de outubro, no Terminal de Integração do bairro São Cristóvão, na capital maranhense. José Ricardo Fonseca Carvalho, de 49 anos, foi preso suspeito de cometer esse crime contra uma adolescente de 14 anos.

Conforme a Polícia Militar, testemunhas, que estavam no terminal de integração informaram aos policiais que a adolescente estava sendo assediada por José Ricardo, dentro do ônibus.

Após verificar a situação e constatar o crime, a polícia prendeu o suspeito. José Ricardo Fonseca Carvalho e a adolescente foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), onde José Ricardo ficou à disposição da Justiça. Ele responde pelo crime de importunação sexual.

SAIBA MAIS

Importunação sexual
A Lei 13.718/18, sancionada no dia 24 de setembro deste ano, pela Presidência da República, tendo como base projeto (PL 5452/16), de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aprovado pela Câmara dos Deputados em março deste ano, tipifica crime de importunação sexual e divulgação de cenas de estupro. A pena para quem praticar esse crime é de um a cinco anos de prisão. Também poderá receber a mesma pena quem vender ou divulgar cena de estupro por qualquer meio, seja fotografia, vídeo ou outro tipo de registro audiovisual. A pena será maior ainda caso o agressor tenha relação afetiva com a vítima.

Denúncias
Vítimas de importunação sexual podem registrar boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira, que fica situada na Avenida Professor Carlos Cunha, n° 572, no Jaracati, em São Luís. Além disso, pode acionar a
Polícia Militar (PM).

Primeiro caso de importunação sexual em ônibus é registrado em São Luis e resultou em prisão

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