Os números no meio dos militares cresceram assustadoramente em todo o pais. No sábado, um soldado da PM paulista recorreu ao gesto extremo e ontem, domingo 16, um oficial da PM baiana deu um tiro na própria cabeça. Em todos os casos, a causa foi a depressão, que os governos insistem em não tratar como um problema de saúde pública. O Maranhão, segundo a Revista Exame, ocupa o 12º lugar entre os 27 estados em casos de suicídios entre os militares.

A esquerda soldado PM Jordão; à direita o capitão Carlos

O soldado PM Pedro Henrique de Sousa Jordão suicidou-se no estacionamento da festa do Peão de Americana, após discutir com a esposa. O militar estava passando por problemas depressivos.

Na Bahia, na noite de sábado, dia 15 deste, o capitão Carlos atirou contra a cabeça e levado a um hospital evoluiu a óbito. Ele também vinha em estado de depressão.

Só em São Paulo no ano de 2018 35 casos de suicídios cometidos por policiais militares foram registrados, conforme a Ouvidoria da PM daquele estado, superando em 84% o número do ano anterior.

Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que a depressão atinge 10% da população mundial. Ou seja: 400 milhões de pessoas convivem com a doença, que hoje tem avançado de forma expressiva entre jovens estudantes.

Levantamentos indicam que temos em média por dia 28 óbitos entre militares, incluindo os das Forças Armadas. Médicos especialistas creditam o problema as  intensas pressões que a função exige, como a sobrecarga que causa o estresse e atinge a saúde mental, sem contar o esforço físico e psicológico.

Para o tenente-coronel Trinta Júnior, devem ficar alertas e buscar, em primeiro lugar ajuda de Deus, da família e dos colegas de caserna, especialmente ao serviço psicossocial  da corporação, assim como da Capelania. “Devemos sempre nos observarmos e conhecermos melhor”, sugere o oficial da PM do Maranhão.

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