O Maranhão vive pela primeira vez a péssima experiência da família do governador mandar e desmandar nas áreas administrativa e financeira do nosso lascado estado. O governador colocou secretários marionetes e nomeou parentes e aderentes com poder de decisão, notadamente nos cofres.

José Henrique Brandão, governador Carlos Brandão e Marcus Brandão

O governo de José Sarney era formado, em sua boa parte, por intelectuais e os filhos do então governador ainda eram pequenos. Não se tem conhecimento de grandes escândalos naquela época.

A gestão de Nunes Freire foi a mais transparente e rigorosa de todos os tempos, tendo demitido e mandado prender secretário de Fazenda. João Castelo, que dizem ter sido o mais traquino, foi um tocador de obras e sua equipe tinha liberdade para decidir.

Aí veio Luiz Rocha, quando os filhos, perto da maior idade, não exerciam ingerências e nenhum outro parente se envolvia na gestão, embora tenha sido o pior governo de todos os tempos. Rocha saiu da política como uma luz que se apaga sem conserto.

Cafeteira, a quem atribuem uma série de desvios, não tinha parentes, apenas a mulher, uma filha adolescente e um cunhado vez por outro impedido de entrar com a mão errada.

Lobão teve um filho, que dizem só falar em 30%, não tinha grandes ingerências nas Pastas, exceto na Educação junto com um amigo imortal. Mas não era só um familiar ou uma família quem ditava as normas.

Roseana Sarney não permitiu que os irmãos se assanhassem pra cima do cofre, embora tenha deixado o marido mandar mais do que devia. Foi o grande erro da sua gestão nos quatro mandatos. Não havia Sarney em todos os lugares nos cargos principais.

Zé Reinaldo Tavares teve seu calo, a então esposa Alexandra Tavares, mulher forte, guerreira, que derrotou os Sarney, mas não possuía ingerência nas principais pastas e nem andava com o cofre pra cima e pra baixo.

Veio Jackson Lago, de mandato pela metade, cassado por abuso de poder político e econômico, deixou distante a família do Palácio dos Leões e das decisões do governo e sempre atento para evitar desvios.

Flávio Dino tinha uma turma pequena, mas muito cuidado para evitar manchar o nome. Ainda assim, teve gente que aproveitou o sono do governador ou a boa vontade dele. Nunca teve um familiar no cabide e não deixou que se envolvessem em corrupção.

Foi então que assumiu o governo por nove meses o vice Carlos Brandão, que se reelegeu para um mandato de quatro anos. Tempo suficiente para criar o maior império no Maranhão.

Distribuiu a família nas pastas, colocando irmãos, sobrinhos e primos nos lugares de grande circulação de recursos. Tornou os titulares marionetes e liberou a grande família para comandar o possível e o impossível.

Só para se ter três exemplos, colocou Igo como adjunto da Rainha da Inglaterra na Sinfra, por onde estão passando o dinheiro de todas as obras. Igo é genro do todo poderoso Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão. Na Saúde quem manda é uma ex-secretária de Colinas e na Emap Gilberto Lins, casado com uma sobrinha de Brandão.

Então, é Brandão pra todo lado. É Brandão que escancha em todo o Maranhão. Ah, que vergonha desse pobre Maranhão que não tem sorte!


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O período para solicitação de isenção na taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino ...
Blog do Jorge Vieira As intensas chuvas que têm caído sobre São Luís nos últimos dias ...
Por decisão unânime, a Câmara Municipal de Vereadores de Fernando Falcão aprovou a concessão do título ...
Este domingo (14), ficará marcado na história de Tuntum, pois ficará marcado pela a dedicação a ...

Acompanhe o Blog do Luis Cardoso também pelo Twitter™ e pelo Facebook.