A escolha do vice-governador como o pré-candidato da base governista para a disputa da sucessão estadual de 2022 estava escrito nas estrelas. A assinatura de um documento pelo qual os líderes de partidos aliados se comprometeram em apoiar um único candidato com base em três critérios foi só encenação, um jogo de cartas marcadas.

Foi exatamente o que percebeu antecipadamente o deputado federal Josimar do Maranhão (PL) que deixou o local da reunião em julho , no Palácio dos Leões, e não assinou a tal Carta-Compromisso. Se afastou do Palácio dos Leões e previu que em 2022 a base estará com a unidade quebrada.

Para o parlamentar, não tinha sentido assinar algo para uma escolha que já estava definida. “Não iria assinar um atestado de besta”, declarou. Espertalhão, o governador deu dois golpes nos abestados: avalizar o candidato pessoal de Flávio Dino e garantir que todos o apoiariam para a vaga de senador da República.

Conhecido por ser cumpridor dos acordos políticos que já fez desde o início da sua carreira na vida pública, Josimar ganhou a confiança de 56 prefeitos, dezenas de ex-prefeitos, centenas de vereadores, bom número de deputados federal e estadual.

“Para honrar meus compromissos, a minha palavra já basta”, lembrou durante entrevista dada para a emissora de rádio Nova FM. Pré-candidato a governador e rompido com Flávio Dino, Josimar tem sofrido perseguições de toda ordem, assim como vários políticos que fazem parte do seu grupo. Porém, recuo e medo são palavras que não fazem parte do dicionário do parlamentar.

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