“Nós fizemos… Foi quase R$ 1 bilhão… Ou melhor R$ 300 milhões, especificamente, para leitos de UTI no estado do Maranhão. Cadê os leitos de UTI? Sumiu tudo? O secretário disse que não estamos ajudando. Pra onde foi essa grana? Acho que vou perguntar para a Polícia Federal”, disse o presidente da República, insinuando que os recursos podem ter sido desviados.

Jair Bolsonaro fez a insinuação durante a live presidencial nesta quinta-feira, em Brasília, depois que esteve em Alcântara, no Maranhão, para a entrega de míseros 120 títulos de terras aos quilombolas que foram obrigados a deixar suas terras para ocupação da Base Espacial naquele município.
O presidente respondeu às críticas feito pelo secretário de Saúde, Carlos Lula, de que o governo federal não ajuda na implantação e manutenção dos leitos de UTI para paciente da Covid-19, referindo ao ano de 2021.

“O Maranhão é o estado com menor renda per capta do Brasil. Não é à toa que é governado pelo Partido Comunista do Brasil. Onde o comunismo cresce é exatamente em cima da miséria”, falou. Disse ainda que “nos estados de renda maior, quase não tem deputado desse partido”.

“No ano passado, o governo federal dispensou R$ 18 bilhões para o estado do Maranhão. Desses R$ 18 bilhões, R$ 1,3 bilhão foi para Saúde. E R$ 190 milhões foram exclusivamente para leitos de UTI. Então não justifica qualquer reclamação de não haver leitos de UTI para atender os irmãos maranhenses“, tentou esclareceu Bolsonaro, esquecendo que o Maranhão, assim como outros estados, quando percebeu a queda nos números do novo coronavírus desmontou os leitos de UTI exclusivos para tratamento da doença.

Por essa razão, o governo do nosso estado entrou com uma ação no STF cobrando o aporte financeiro diante da crise da pandemia que aumentou significativamente no Maranhão.

“1. Habilitar leitos de UTI no SUS não é favor, é obrigação legal. 2. Ação judicial que entramos se refere ao exercício de 2021, não de 2020. A pandemia não acabou, infelizmente. 3. O governo do Estado não recebeu o montante que Bolsonaro mencionou“, reagiu o governador Flávio Dino.

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