Partiu do próprio Flávio Dino os primeiros sinais de que, daqui pra frente, vai se impor e ditar as regras da sua sucessão. Em entrevista ao Jornal Pequeno, o governador do Maranhão afirmou que seu vice, Carlos Brandão, é o candidato natural em 2022. E foi mais longe: “Agora há também, infelizmente, outras alternativas”.

Ora, vejam os amigos leitores que Dino considera que outros pré-candidatos dentro do seu grupo político infelizmente queiram tentar entrar na disputa. Então o senador Weverton Rocha estaria sendo um atrapalho em querer democraticamente pleitear ser governador? O deputado federal Josimar do Maranhãozinho não pode ter o mesmo direito?

Em recente episódio, o então vice-governador Washington Oliveira deu uma demonstração de lealdade ao seu grupo, abdicando do cargo para assumir o posto vitalício de Conselheiro do TCE. Nem o PT, naquela ocasião, não o considerou candidato natural à sucessão de Roseana Sarney.

Em outro episódio mais distante, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Albérico Ferreira, renunciou ao cargo para não ser governador em lugar de João Castelo, que saiu para disputar e vencer a eleição de senador. O primeiro vice-presidente do Legislativo maranhense, deputado Ivar Saldanha ocupou o lugar de Ferreira e assumiu o governo por nove meses. Tudo fruto de acordo e lealdade dentro do grupo. Maturidade, para ser mais exato.

Ao jornalista Manoel Santos, do JP, considerou inadequado o debate agora sobre 2022 e falou que a preocupação agora é com a eleição deste ano. Ora, se é precipitado discutir 2022 neste momento então por que já definir quem é o candidato desde já? A quem o governador quer enganar?

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