O governador do Maranhão usou as páginas do Jornal Pequeno, o matutino que mais fatura verbas pública do estado, para negar que tenha ocorrido qualquer acordo político com o ex-presidente José Sarney durante sua insistente visita ao ex-oligarca do Maranhão. O amigo leitor acredita?

Ora, acordos e tréguas políticas sempre ocorreram no mundo, no Brasil e no Maranhão. Só para ficar em nossas terras, ninguém esquece que o então presidente da República José Sarney deu de mãos beijadas o Palácio dos Leões para seu inimigo Epitácio Cafeteira, como cumprimento de um acerto com o então presidente da Câmara Federal, Ulisses Guimarães (falecido).

Assim como não precisa esforçar a memória para recordar que Roseana apoiou Jackson Lago para a Prefeitura de São Luís como parte de um acordo futuro para que o pedetista fosse ser o governador do nosso estado com o apoio da governadora que buscava o apoio do PDT nacional para torna-se presidente da República.

Quis o destino que surgisse a “Operação Lunus” e Roseana fosse reduzida e desistisse da disputa. Lago voltou ao terreno da oposição ao grupo Sarney e foi eleito pelo governador por José Reinaldo Tavares cinco anos depois.

Colocado por Lula como um dos políticos do atraso, como um câncer para o Brasil, o petista bateu às portas de Sarney e juntos caminham até hoje, embora o ex-presidente esteja preso por corrupção. Fernando Collor de Melo sucedeu Sarney como seu inimigo e não demorou os dois estavam juntos e misturados.

Flávio Dino herdou desde a primeira eleição ampla maioria dos cabos eleitorais dos Sarney. Na reeleição comprou os ainda resistiam e com eles governa como se esses nunca tivessem tido participação nos 50 anos de desmandos.

Querer informar que a conversa entre os dois foi apenas para avaliar o cenário nacional é imaginar que somos tolos ou imbecis como alguém que pede para penetrar e só colocar um pedacinho.

Ao contrário de Dino, Sarney preferiu bem ao seu estilo o silêncio, mas a filha Roseana já diz aos amigos mais reservados que vai disputar em 2022 uma vaga ao Senado Federal. E se tiver o apoio do Palácio dos Leões, melhor ainda.

E por falar em silêncio, estranhamente os veículos de comunicação da família Sarney estão mudos, cegos e surdos em relação aos desmandos do governo comunista.

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