O governador adotou desde a metade do ano passado a estrategia de que a disputa pela sucessão estadual de 2018 é entre ele e o ex-presidente da República, José Sarney. Quer queiram ou não, mas o velho cacique há muito não tem boa imagem entre os maranhenses e derrotá-lo significa uma vitória da ampla maioria da população. 

A chapa majoritária mais forte da oposição tem Roseana e Sarney Filho, os dois legítimos representantes do grupo do velho oligarca. Então, Flávio Dino aproveita para espalhar que o embate se dará entre ele e Sarney pai.

E para ajudar na estrategia do Palácio dos Leões, o ex-presidente desistiu de sair candidato ao Senado Federal pelo Amapá e mudou de malas e cuias para o Maranhão, com o único objetivo: eleger a filha governadora e o filho senador.

Então, não há como dizer que a disputa não seja mesmo um plebiscito contra ou a favor de Sarney. O ex-dono do Maranhão deve lembrar da eleição de 2006, quando veio para Maranhão coordenar o segundo turno da eleição em favor da filha, que saiu na frente no primeiro turno com mais de 100 mil votos contra Jackson Lago.

Lago e o então governador José Reinaldo Tavares adotaram o mesmo estilo e acabaram derrotando o grupo Sarney. É aguardar o resultado das urnas.

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