O governador Jackson Lago se licenciou hoje do cargo para se dedicar às últimas duas semanas da campanha eleitoral em favor de seus candidatos. Cometeu dois graves erros. Primeiro deixar o bastão sob o comando do vice Pastor Porto, que troca os pés pelas mãos e tira as calças pela cabeça. Além disso, Porto é o único pastor que nunca dirigiu uma igreja e não tem nem rebanhos. Mas procura sempre aumentar seu cardume. Certa vez, Porto mandou fazer um jantar para seus amigos no Palácio dos Leões. Chamou o Cerimonial e disse como queria o banquete e o que pretendia na festa. O Cerimonial fez que não escutou e os garçons tiraram férias. Jackson estava fora do país. Ainda bem que Porto foi avisado no dia, tendo tempo para transferir a farra para a região Tocantina.  

Segundo, Jackson Lago sabe que mais de 90% do seu secretariado estão envolvidos até a alma em campanhas no interior do Maranhão. A maioria, como bem sabe o governador, tem pretensões eleitorais em 2010 ou quando não alimenta sonhos de eleger seus filhos. A Caema, por exemplo, não paga ninguém, não tem um centavo para tapar os esgotos estourados, mas Rubem Brito faz campanha no interior de manhã, de tarde, de noite e à madrugada. Campanha custa dinheiro. E não é pouco. Se a turma olha o chefe cair no salão, é claro, ninguém quer ficar de fora do rega bofe. E aí todos passam a dançar qualquer música, cada um mostrando ser melhor pé-de-valsa que o outro. É o fim do mundo, ou melhor, do Maranhão.

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