Os jornalistas Marcos Deça e Décio Sá, hoje nos seus blogues, avaliam que o prefeito Tadeu Palácio perdeu o comando da sua própria sucessão. Ou, na menor da hipóteses, que sua indecisão o tornou coadjuvante no processo. Não concordo.

Aqui no meu blogue disse há dois meses que a indefinição de Tadeu Palácio abria espaços para o avanço, principalmente, da candidatura de João Castelo. Tinha razão. Castelo já ultrapassou seu teto, mas nada que assuste a quem acompanha o processo eleitoral de São Luís. É um filme repetido.

Participei da entrevista coletiva do governador Jackson Lago, no dia 30 de dezembro do ano passado, salvo engano. Indagado sobre a eleição na capital e a demora na escolha do candidato (pergunta feita pela jornalista Kátia Persovisan, do Jornal Pequeno), o governador foi claro ao recomendar a Tadeu que ainda era cedo para indicar seu candidato, dele também.

Recordo como se fosse hoje: O governador alertou ao prefeito para que tivesse cautela. “Ainda é cedo. Se escolher agora teremos dois prefeitos, o que vai atrapalhar a boa adminsitração que ele vem fazendo na cidade. Isso é coisa para o final de maio”, sugeriu Jackson Lago.

Então, a “indefinição” de Tadeu e a sugestão de Jackson podem ser uma combinação clara e transparente. Não creio em racha entre os dois. O prefeito acatou o conselho do experiente governador em eleições municipais. Quem sabe não nos aguarda uma surpresa. Coisas da política.  

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