Do Blog Daniel Matos

O delegado Marcos Affonso Júnior, lotado nos últimos anos na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), afastou-se das funções por três meses para tratamento psicológico. Ex-secretário de Segurança Pública na gestão da ex-governadora Roseana Sarney, Affonso vinha amargando uma série de dificuldades em sua rotina de serviços, como excesso de trabalho e falta de recursos materiais e humanos para realizar com êxito as investigações policiais.

Perseguição implacável: delegado Marcos Affonso não suportou carga excessiva de stress

A versão que corre nos bastidores da Polícia Civil é a de que a licença solicitada pelo delegado foi motivada pela perseguição que ele vinha sofrendo por ter feito parte do governo anterior. Marcos Affonso afastou-se do trabalho no início de abril. Abalado psicologicamente, o ex-scretário disse que precisa de um tempo para colocar a cabeça no lugar, pois sentia-se muito pressionado.

O caso é parecido com o de outro delegado, Sebastião Uchoa, que também foi secretário na gestão de Roseana, na pasta da Justiça e Administração Penitenciária, e é alvo da hostilidade comunista desde o primeiro dia de mandato de Flávio Dino. Persona non grata pelos governistas de agora, ele não poupa críticas à atual gestão da segurança pública, o que já lhe rendeu sucessivas retaliações.

O aumento da pressão sobre servidores do Estado que tiveram vínculo com a gestão anterior coincide com a aproximação da campanha eleitoral. A perseguição, certamente, faz parte da estratégia dos comunistas de intimidar funcionários públicos protegidos pela estabilidade funcional e que por isso não podem ser demitidos.

Diante do impedimento legal de exonerar os desafetos, resta aos comunistas oprimi-los, por meio do assédio moral, precarização das condições de trabalho e outros abusos, com  o único propósito de isolá-los e neutralizá-los, abrindo mão de competências e experiências profissionais que poderiam ser benéficas ao Estado e à sociedade.

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