Moisés Oliveira Lima, de 24 anos, no dia 26 de março sentiu febres, calafrios, vômitos e dores na nuca, dentro de uma cela UPSL3. Levado ao Socorrão II, os sintomas persistiram. Transferido ao Socorrão I, no Centro, ficou constatado tratar-se de meningite. Lima morreu dois dias depois.

No início deste mês, assim que os detentos, inclusive de outras celas, souberam: o pânico. Familiares exigem que ao menos seja feita um desinfectação na cela e nos alojamentos mais próximo onde o detento estava.

As Secretarias de Administração Penitenciária e de Saúde não se pronunciaram sobre este última caso que deixou a população carcerária apreensiva em razão do contato que o interno tinha com os outros detentos de sua cela e das outras na hora do banho.

Moisés Lima chegou a ser retirado da cela um dia antes e ficou isolado por 24h. No caso da morte da adolescente Taynara Sousa dos Santos, que faleceu dia 11 de março de meningite, estudava na escola da rede estadual de ensino Pedro Álvares Cabral, na Cidade Operária,  onde os técnicos da vigilância sanitária, devidamente protegidos, interditaram o local enquanto durou os serviços de desinfectação.  Taynara morreu na UPA da Cidade Operária.

A adolescente Débora Sales, 17 anos, morreu na Unidade Mista do bairro Bequimão, no dia 3 de março, após passar mal em sua residência. No dia seguinte houve medo por causa do contágio, mas a desinfectação foi realizada.

O estudante de Jornalismo do Ceuma, Lucas Gabriel Martins, de 21 anos, morreu também de meningite. Na Universidade, oito estudantes foram vacinados depois do episódio.

Não existe nenhum surto na capital, mas quatro casos de mortes em menos de um mês já deu para acender ao menos o sinal amarelo. Antes que novas mortes possam surgir e deixar a população apavorada.

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