Por Alex Ferreira Borralho
“São João da Thay”. O que é isso? Seria uma tentativa de imposição de incorporação da cultura nacional em relação ao Maranhão, transformando a cultura regional? Por certo que sim!

É que a preocupação da Thay no Maranhão é voltada para a realização de megashows, com superproduções, toneladas de sons e rios de dinheiro, tornando-se um grande negócio. Nada mais! É a lógica mercadológica da Thay arruinando o viés cultural e prestigiando e priorizando a presença de artistas que estão longe das nossas tradições.

E Thay, com o seu ímpeto e faro, avança no seu deslocamento para vitimar São Luís, fazendo dessa cidade o grande palco que empobrece a cultura de um povo, vendendo um produto (pacote musical) que não possui nenhuma relação com a época junina.
Para esse cenário mercadológico incentivado por pessoas limitadas que, na maioria das vezes, gastam o último centavo para prestigiar tais eventos, não existe qualquer resistência. Aliás, o que subsistem são incentivos em forma de patrocínios, mesmo sendo o São João a expressão de um povo (o nosso povo) e uma das manifestações culturais mais autenticas que existe.
A cultura é o que nos identifica como povo! Nesse sentido, fico imaginando o que sente o turista que não é nordestino e que vem para o nosso estado para participar de comemorações culturais e acaba se deparando com o que não é daqui.

Exemplificado, eu pergunto: quem sairia de Goiás para assistir no Maranhão uma apresentação da dupla Jorge e Mateus? É risível!
É preciso haver uma união entre artistas contra essa descaracterização do São João, com grande mobilização em redes sociais e com a reivindicação de espaços em eventos públicos. E aqui, por pertinente, eu faço uma breve indagação: qual cantor ou atração cultura maranhense já se apresentou, por exemplo, na Festa de Barretos? A resposta deve ser nenhum e isso ocorre porque a referida festividade é dos sertanejos.

Estamos vivenciando, portanto, um verdadeiro acinte às raízes da cultura maranhense, que é desencadeada no São João. E não adianta alegar que uma parte do público, como os aborrecentes, preferem esse modelo de festa. Na verdade, esses seres que na maioria das vezes são inquietos, confusos e aborrecidos, consomem o que lhes é oferecido.
Thay, o São João não tem que ser seu! Tem que ser do bumba boi, das quadrilhas, das danças tradicionais, dos ritmos musicais locais que estão tradicionalmente ligados ao período junino, do forró pé de serra, da sanfona, do triângulo, das matracas, da fogueira, do milho verde, da pamonha, da canjica, das bandeiras, dos balões coloridos e das “bombinhas”.
No mais Thay, você não entende nada da valorização da cultura dos maranhenses. Entende mesmo é de descaracterização da festa e de padronização de eventos. Se assim não fosse, agiria com compromisso e respeito com os artistas do Maranhão, exaltando o povo e os ritmos da cultura do nosso estado. Você deturpa as nossas tradições e nossos valores, sendo uma tradução do mau gosto.
Por fim, para os “defensores” do “São João da Thay”, que propalam que esse tipo de evento mostra as belezas do Maranhão (essa festa sempre inicia ou acaba nos Lençóis Maranhenses), faço uma singela sugestão: mudem o nome para “A Excursão da Thay”.


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