Madeira chama Assis Ramos de mentiroso e idiota e que o prefeito forjou uma empresa de lixo

“Esse Assis Ramos é um mentiroso e idiota que mandou um mestre de obras criar uma empresa para coletar lixo com um capital inicial de R$ 120 mil e depois alterou para R$ 2 milhões e ganhar R$ 35 milhões ao ano, o que significará um rombo aos cofres da prefeitura”, assim reagiu o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, ao comentar com o titular do blog sobre as insinuações do prefeito de que a Brasmar teria pago propinas.   

Madeira garantiu que nos dois mandatos gastou apenas R$ 68 milhões com a Brasmar na coleta de lixo e que a Redenção, contratada por Assis Ramos para a coleta de lixo, não tem suporte para realizar os serviços.

Abaixo a nota de esclarecimento do ex-prefeito:

Circulam notícias de que durante minha gestão à frente do Município de Imperatriz, foram efetuados 100 (cem) faturas com valores mensais de R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais), totalizando R$ 200.000.000,00 (Duzentos milhões de reais). Dinheiro esse, gasto com o recolhimento do lixo. Não é verdade!

Vamos aos fatos:

R$ 68.791.438,49 (Sessenta e oito milhões, setecentos e noventa e um mil, quatrocentos e trinta e oito reais, quarenta e nove centavos). Essa é soma total e a verdade dos valores gastos.

Antes de qualquer coisa, os dados fornecidos a seguir estão no Balanço Consolidado do Município de Imperatriz e no Portal da Transparência, portanto, disponíveis a qualquer cidadão, à comunidade, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Inclusive, daqueles que discordarem dos números ora apresentados. A empresa Brasmar prestou serviços de limpeza urbana no período de junho de 2013 à dezembro de 2016, período esse, em que foram pagas 42 (quarenta e duas) faturas, assim somadas, ano a ano:

2013: R$ 7.998.506,29 (Sete milhões, novecentos e noventa e oito mil, vinte e nove centavos);

2014: R$ 16.971.427 , 13 (Dezesseis milhões, novecentos e setenta e um mil, treze centavos);

2015: R$ 20.493.696,94 (Vinte milhões, quatrocentos noventa e três mil, seiscentos noventa e seis reais, treze centavos); 2016: Dois pagamentos:

1.BRASMAR Limpeza Urbana Ltda – EPP

R$ II .941.285,63 (Onze milhões, novecentos quarenta e um mil, duzentos oitenta e cinco reais, sessenta e três centavos);

2.BRASMAR Construções e Incorporações Ltda

R$ I I .386.522,50 (Onze milhões, trezentos e oitenta e seis, quinhentos e vinte e dois, cinquenta centavos.

Portanto, a soma dos valores pagos é de R$ 68.791.438,49 (Sessenta e oito milhões, setecentos noventa e um mil, quatrocentos trinta e oito reais, quarenta e nove centavos). Essa é soma total e a verdade dos valores gastos.

Sebastião Madeira
Ex-prefeito de Imperatriz-MA.

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Prefeito de Imperatriz insinua que empresa de coleta de lixo pagava propina

 “Mais abrangente ainda, seria apurar toda a saída de dinheiro dos cofres da Brasmar. Talvez, assim, saberíamos porque a empresa, depois de tanto tempo de altos faturamentos, não tenha nem como honrar com os seus empregados”, disse o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, sobre o esforço e interesse de um grupo de vereadores para instalar a CPI do lixo e mirando no ex-prefeito Sebastião Madeira, 

As declarações do prefeito insinuam que o contrato superfaturado com a empresa coletora de lixo, a Brasmar, jorrava em lugares (bolsos) diferentes, tanto que ela não tem conseguido pagar seus funcionários.

Assis Ramos estranha ainda que vários setores, incluindo alguns vereadores e outros políticos, lutem “pela manutenção nas entranhas das contas da prefeitura, de uma fornecedora notabilizada por já ter recebido mais de R$ 200 milhões do município sem nunca ter se submetido a uma licitação”.

O prefeito chega a chamar de  “a defesa escancarada pela manutenção de um modelo escandalosamente ilegal que, por sinal, já condenou em segundo grau quem a admitiu”.

Porém, ele pisa na bola ao defender uma empresa (Redenção) despreparada para realizar os serviços da coleta de lixo em Imperatriz. Com um contrato estimado em até R$ 35 milhões, a empresa foi praticamente presenteada pela forma como se deu o processo licitatório.

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Edilázio denuncia abandono do Governo à cidade de Imperatriz

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) externou, na sessão de hoje, no Legislativo Estadual, um apelo feito pelo prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (PMDB) ao governador Flávio Dino (PCdoB), na ocasião de audiência do Parlamento Amazônico realizada naquela cidade, na última quinta-feira.

De acordo com Edilázio, Ramos afirmou que Flávio Dino abandonou a cidade da Região Tocantina após o período eleitoral do ano passado, quando o Palácio dos Leões perdeu a eleição com a então candidata Rosangela Curado (PDT).

“O prefeito Assis Ramos externou não só o sentimento dele, mas de toda a cidade de Imperatriz, de descaso do governador Flávio Dino com aquele município. Ele citou como exemplo o município vizinho, Açailândia, que foi contemplado recentemente com R$ 6 milhões para obras de asfaltamento. Já Imperatriz, foi contemplada com zero”, disse.

“Com muita humildade, o prefeito pediu para que os deputados da base pudessem clamar em favor de Imperatriz. Ele lembrou que durante o período eleitoral o ‘tapa-buracos’, assim como em nossa capital, estava a todo vapor. Porque o Governo tinha uma candidata naquela cidade. Quando derrotada a sua candidata, as máquinas desapareceram e não houve mais um palmo de asfalto sequer”, completou.

Ao concluir o seu discurso, Edilázio repudiou a postura do Governo do Estado em relação à cidade de Imperatriz.

“Que o governador Flávio Dino passe por cima de querelas políticas, de cores partidárias, e que execute direto. Que mande asfalto para a cidade de Imperatriz, que muito precisa. Cidade essa que deu 87% dos votos para ele, mas que hoje é maltratada. Fica o meu apelo e que o governador possa olhar para a cidade de Imperatriz”, finalizou.

Saiba Mais

O secretário de Estado de Infraestrutura, Calyton Noleto (PCdoB), que chegou a atuar como pré-candidato a prefeito de Imperatriz apoiado pelo Palácio dos Leões, é natural da cidade da Região Tocantina. Na condição de pré-candidato, ele chegou a afirmar que contaria com o apoio do Governo numa eventual gestão municipal. Meses depois de ter desistido da disputa e passada a eleição, Noleto não conseguiu mais articular nenhuma ação de infraestrutura para a cidade.

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