O Ministério Público do Maranhão e o Tribunal de Contas do Maranhão criaram um mecanismo para disciplinar os gastos das prefeituras com festas bem na porta do carnaval. Acreditam que assim impedirão os desvios com os recursos públicos. Porém, esqueceram de vez das farras que prefeitos e prefeitas estão fazendo com postos de combustíveis.

Aqui no Maranhão os gastos com óleo diesel e gasolina beiram ao absurdo, inclusive servem para quitar débitos com agiotas, que geralmente são donos de postos de combustíveis, além do superfaturamento e de contratos excessivos. Até cidades de pequeno porte contratam milhões de diesel e gasolina, mesmo com uma frota reduzida. Mas os olhos do MP e do TCE não conseguem alcançar.

Um escandaloso contrato foi feita pela Prefeitura de Codó, no início de 2017, quando assumiu o prefeito Francisco Nagib, com a Green Petróleo, de propriedade de João Moreno Rolim e Magnólia Gomes Rolim. A farra não custou nada menos que R$ 6.928.000,00 para o contribuinte bancar. E o que fizeram o MP e o TCE? Se o amigo leitor não sabe, muito menos o titular do blog.

Mais uma coisa todos devem saber: não existe nenhum posto da referida empresa em Codó. Então os carros devem ser abastecidos em Caxias ou São Luís.

Farras com combustíveis não foram inauguradas por Nagib, mas herdadas do seu antecessor e chefe político Zito Rolim, ex-prefeito daquela cidade. Ele gastou R$ 5.299.750,00 com a Gás Liquefeito de Petróleo em dez meses, conforme consta na publicação do Diário Oficial. E o MP e TCE souberam? Acredito que não.

São centenas de exemplos que temos, incluindo cidades pequenas com frota de até apenas 5 carros gastando  milhões com o petróleo diante dos olhares complacentes do MP e do TCE.

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