Por Luis Cardoso

Completo hoje, dia 10 de setembro, mais um ano de vida, muitas lutas e conquistas, cercado de amigos, filhos, de inimigos também. Rasgo mais um folha sem a presença dos meus pais (saudosos) e avós (amados), mas com a lembrança e belas recordações da infância e adolescência.

Confesso que chegar até aqui já é mais da metade de um sonho realizado, emocional e profissional. Nunca tive moleza na vida. Carrego os tempos duros sofridos no velho e bom bairro do João Paulo, da escola pública, do trabalho a partir dos 14 anos para ajudar no sustento pessoal e um pouco da família.

Depois dos 50 os dias ficam mais curtos, a vida voa como os pássaros rasgam as manhãs. E os sonos já não embalam mais as madrugadas. A experiência de viver além da meia idade, ao contrário de trazer a paz, multiplica preocupações, responsabilidades e aumentam a produção no trabalho, no meu caso, por exemplo. Aliás, quero ir embora trabalhando, sem jamais pensar em aposentar um dia.

Com 36 anos efetivos no jornalismo, descobri o blog, hoje uma ferramenta que virou febre, sendo ora amada e muitas vezes odiada. Porém, fico feliz em ser o mais acessado do Maranhão e um dos mais lidos do Nordeste. Mas tem horas que bate a vontade de ficar na cama e largar tudo, confesso. Como é difícil fazer jornalismo no Maranhão. Como torna-se quase impossível bater de frente e contrariar interesses de empresários e dos poderes, notadamente os do Executivo e Judiciário.

Neste momento em que completo mais um ano de vida olho para minha filha Maria Luisa (Malu), 1 ano e 2 meses, correndo pela sala e falando pouco do que posso entender, como se quisesse dizer que chegou na geração errada. E que eu nada fiz para evitar os tempos mais cruéis que se instalaram.

Quando vejo a mulher com cara de alegria por mais um aniversário aí bate uma vontade enorme de chorar por não voltar ao tempo e fazer melhor do que não pude comemorar hoje.

Chego hoje a mais um aniversário que nada vale comemorar em um mundo destruído, viciado, podre e com o ser humano em acelerada extinção.  Acordo triste imaginando qual o futuro terá Malu. Quais serão seus dias e caminhos? Ainda será possível uma nova transformação?

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