Por Zel Carvalho

Eu sou leitor assíduo do blog, e às vezes relembro em raros comentários que aqui faço, que o titular do blog já merece meu respeito, por permitir (ao contrário de uns e outros blogueiros) que os leitores expressem suas opiniões, adversas ou não e de forma educada.

Quanto à questão do pobre animal, concordo sim, que todos nós (seres humanos), deveríamos nos responsabilizar pelo custeio e resgate desse e tantos outros animais, em parceria com o poder público. Mas…lembro-me que a coisa de duas décadas exatamente falando, quando carroças e outros meios de transporte de tração animal ainda eram muuuito utilizados em grandes capitais como São Luís, a prefeitura regulamentava e fiscalizava de perto, os donos e condutores, multava e recolhia esses animais, caso o responsável deixasse em via pública!

Segundo a “lei”, o animal poderia transmitir doenças e causar graves acidentes…se fosse recolhido, o dono pra resgatar, pagava multa, ou seja: era muito lucrativo às prefeituras e prejuízo ao dono, se não fosse buscar seu “ganha pão”. Bom, financiamentos de veículos se popularizou nessa última década, e já não foi mais interessante aos antigos donos, custear seus animais.

Pras prefeituras, já não rende lucros recolher os animais, mas e a “lei” que coibia animais de grande porte nas vias, por risco de acidentes e doenças transmitidas pelas fezes e urina. Pois é, deixou de ser observada e cumprida, os animais circulam pelas vias de qualquer bairro, comendo lixo, adoentados e se p.r.o.c.r.i.a.n.d.o aos olhos de todos nós e da prefeitura!

Concordo com os representantes das ONG’s…difícil resolver sem ajuda do poder público, então sejamos humildes e humanos: melhor abater misericordiosamente esses animais, de forma indolor, do que sermos hipócritas, porque não basta estar vivo, qualquer ser vivo precisa ter o mínimo de qualidade de vida.

O titular do blog fez seu papel de divulgar o fato, mas quem tem que dar as soluções pro problema, é o poder público e seus representantes eleitos por nós, justamente pra essas e outras funções vitais que nossa sociedade precisa.

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