Natin, ex-prefeito de Zé Doca tem prisão decretada por não pagar pensão alimentícia

Ex-prefeito de Zé Doca, Raimundo Nonato Sampaio, conhecido por Natin (foto abaixo), teve prisão decretada pela  Justiça do Pará por não pagar pensão alimentícia para um filho menor que teve com Elizângela Rodrigues Flor. São várias prestações vencidas antes e durante o processo em curso em Parauapebas, no Estado do Pará.

Natin já esteve preso em 2015, quando procurado pela SEIC se entregou no dia 07 de maio de 2015, em São Luís. Ele participou de operações de tomada de empréstimos e pagou para a agiotagem com recursos públicos. Com ele foram presos o então prefeito de Bacuri, Nixon Santos; de Marajá do Sena, Edvan Costa; e Josival Silva, agiota conhecido por Pacovan.

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Agiota Pacovan tem R$ 200 milhões entre fazendas, postos de combustíveis e outros “negócios”

Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido por Pacovan, é um homem milionário que começou com a venda de bananas na Ceasa e hoje é dono de patrimônio avaliado em R$ 200 milhões, entre fazendas, terras, vários outros imóveis, postos de combustíveis e dinheiro da agiotagem. Ele foi preso ontem na operação Jenga, junto com a esposa e mais outras 16 pessoas que figuram como laranjas.
Pacovan cumpre sua sétima prisão desde que foi descoberto como o maior agiota que opera com prefeituras emprestando grandes somas para candidatos que deixam como garantias bens móveis e imóveis. Depois de eleitos, os prefeitos são obrigados a entregar para Pacovan o fornecimento de medicamentos, merenda escolar e obras, além do pagamento das parcelas devidas. Quando não quitadas, os imóveis como fazendas e móveis como carros passam a ser propriedade do agiota, como aconteceu em Bacabal com a maior fazenda da região que pertencia ao ex-prefeito Raimundo Lisboa. 

Na operação de ontem, foi descoberto que Pacovan emprestou dinheiro para prefeitos e vinha recebendo como se um dos seus postos estivesse fornecendo combustíveis devidamente legalizados em contratos publicados no Diário Oficial. O recebimento era registrado em caixa, mas o combustível nem sempre era liberado. Em um galpão de propriedade dele, a polícia encontrou 61 caminhões.

Foi a partir dessas movimentações atípicas em postos comandados por laranjas que polícia desconfiou tratar-se de transação ilícita. O resultado da investigação foi a prisão ontem de 18 pessoas, inclusive parentes do agiota. Para o serviço ficar completo, a polícia também precisa apontar quais os prefeitos que estavam negociando combustíveis fantasmas com Pacovan e como até mesmo emendas de parlamentares entraram nos negócios.

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