O trabalho de reinserção familiar é fruto dos investimentos da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior na área da Assistência Social; a partir de intermediação o serviço social da Prefeitura o jovem Deilson Pereira, 25 anos, reencontrou e voltou a morar com familiares

Após passar um período vivendo no Terminal Rodoviário da capital e ser acolhido pelo Abrigo Institucional destinado a pessoas do sexo masculino, equipamento social mantido pela Prefeitura de São Luís, o jovem Deilson Pereira, 25 anos, natural do município maranhense de Vitorino Freire, retornou ao seio de sua família, na manhã desta terça-feira (16), quando reencontrou sua mãe, Raimunda Pereira. O desfecho feliz da situação do rapaz vitorinense que voltou à sua cidade de origem é mais uma história de sucesso entre várias articuladas pelo serviço de reinserção familiar de pessoas em situação de rua, colocada em prática pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, por meio da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), visando ao fortalecimento de vínculos familiares e ao bem-estar da pessoa assistida.

A secretária Andreia Lauande destaca o compromisso das equipes técnicas para esse grande momento. “O trabalho é iniciado na acolhida no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e em outros espaços, e é fruto de uma articulação com diferentes políticas públicas. A reinserção familiar, o retorno ao lar protegido é o ápice desse trabalho, é um momento muito especial, porque é isso que a Assistência Social faz, seguindo orientação do prefeito Edivaldo, muda a vida das pessoas”, disse a secretária.

O serviço de recâmbio é um benefício ofertado pela Prefeitura quando a pessoa que se encontra em situação de rua é de outra localidade do estado ou de outros países. O benefício ocorre com a concessão de passagens terrestres ou aéreas para deslocamento à cidade de origem, após a realização do trabalho de escuta qualificada para levantamento e identificação das referências familiares do abrigado. Após o levantamento das informações, a equipe técnica do abrigo procede com as visitas domiciliares in loco, para obtenção do histórico familiar da pessoa assistida, conhecer os motivos que a levou a se encontrar na situação de rua e articular sua reinserção à família.

Foi esse trabalho articulado que levou o jovem Deilson a voltar para casa e findar um ciclo que ele mesmo diz querer esquecer. O rapaz veio a São Luís em busca de emprego na área de serviços gerais, mas não tinha qualquer referência de colocação no mercado. Ele foi encontrado pela equipe do Serviço de Abordagem Social Busca Ativa da Semcas, no Terminal Rodoviário de São Luís, onde a Semcas realiza o trabalho de identificação de pessoas em situação de rua. Após ser abordado, o rapaz foi conduzido ao Abrigo Institucional destinado a pessoas do sexo masculino, no Centro Histórico, onde permaneceu por cerca de dois meses, até ser concluído o trabalho de articulação para sua reinserção familiar, o que ocorreu nesta terça-feira (16), com a chegada da sua mãe, Raimunda Pereira, 57 anos, e da cunhada, Tatiana Silva, 32 anos, que fizeram questão de vir à Instituição buscá-lo.

“Fui muito bem atendido aqui no abrigo, onde recebi todo o atendimento que precisava, mas é ruim viver longe de casa e sem perspectivas de algo melhor. Agora vou voltar para minha cidade. Estou muito agradecido por tudo o que a equipe do Abrigo fez por mim”, disse Deilson Pereira.

A angústia de não saber o paradeiro do filho e tê-lo longe de casa acabou para dona Raimunda Pereira, que era só felicidade no reencontro com o filho, no abrigo. “Estou muito emocionada de encontrá-lo e ver que ele está bem, apesar de ter vivido um tempo na rua, antes de acolhido pela Instituição. Mãe não descansa o coração quando imagina que o filho pode estar sofrendo alguma privação. Agora só quero ir para casa e levá-lo comigo”, relatou ela.

Para o coordenador do Abrigo Institucional, George Costa Madeira, ter a aceitação da família após período de laços familiares fragilizados, é o principal fator impeditivo à inserção da pessoa atendida aos seus lares. “É nesse aspecto que buscamos fazer todo um trabalho para o fortalecimento dos laços familiares, pois em muitos casos não conseguimos mais direcioná-los às suas famílias por não quererem mais recebê-los, devido a diversas circunstâncias que comprometeram suas relações afetivas”, observou o coordenador.

Segundo ele, a equipe do Abrigo está concluindo outro processo de inserção familiar, para beneficiar um outro jovem atendido no abrigo. “Nós já conseguimos articular todo o processo de fortalecimento de vínculos e, em breve, também ele estará de volta à sua casa”, frisou George.

ACOLHIMENTO

O Abrigo para Pessoas em Situação de Rua, no Centro Histórico da capital, é mais uma unidade de acolhimento mantida pela gestão do prefeito Edivaldo. A casa tem capacidade para atender 50 homens, na faixa etária de 18 a 59 anos, mas que estão passando por alguma intervenção social ou de saúde, como tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) ou que estejam em processo de recâmbio. Todos os atendidos pelo abrigo são referenciados pela Central de Acolhimento da Semcas, pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Defensoria Pública e Centro Pop.

O tempo de permanência assegurado no espaço é de até seis meses, porém, em muitos casos esse período é estendido devido às circunstância processuais de reinserção familiar, recâmbio ou inclusão nos serviços de proteção social que lhes garanta viver com dignidade fora da instituição.

No abrigo, as pessoas assistidas recebem seis refeições diárias, kits de higiene e limpeza e pernoitam em dormitório compartilhado. Recebem ainda atendimento multiprofissional nas áreas de saúde, assistência social e psicossocial. Têm apoio também na área de segurança, para retirada de documentos pessoais; e capacitação profissional. Ainda como parte do trabalho para garantir os direitos fundamentais a essas pessoas, a Semcas promove a inclusão delas aos programas sociais como Bolsa Família, auxílio moradia, programa Minha Casa, Minha Vida e inserção no Programa de Prestação Continuada (BPC), quando atender ao perfil exigido pela ação.

Segundo dados estatísticos levantados pelo abrigo, desde 2014, quando foi criada a instituição, já foram acolhidas 747 pessoas, sendo que deste quantitativo cerca de 200 pessoas foram recambiadas às suas cidades de origem ou reinseridas às suas famílias. Só este ano, o abrigo já atendeu 147 homens. A maioria dos assistidos é oriunda do próprio Maranhão, porém, há um número significativo de pessoas dos outros estados. Os dados revelam ainda que o público assistido pela casa tem tempo médio de quatro a cinco anos de vivência em rua, principalmente nas regiões do Mercado Central, Praça Deodoro e outras áreas do Centro Histórico.

Outro aspecto do levantamento aponta que 75% das pessoas atendidas são usuárias de substâncias psicoativas. Quando identificadas nessa situação, são encaminhadas para acompanhamento e tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD).

Os serviços de reinserção familiar desenvolvidos pela área de Assistência Social da Prefeitura de São Luís também é desenvolvido para beneficiar o público infantil. Um dos muitos casos de sucesso registrados nesse sentido foi o do menor R.F.C.R, que retornou ao convívio de sua família, após viver sob custódia do município, na Casa de Passagem. O menor, que também foi beneficiado pelo projeto “Família Acolhedora”, iniciativa desenvolvida também pela Prefeitura com o objetivo de proporcionar a crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos o acolhimento temporário por famílias cadastradas no projeto, foi conduzido ao estado do Rio de Janeiro para viver com uma tia que o acolheu.

R.F.C.R sempre manifestou, desde o início de seu acolhimento institucional, um grande desejo de viver um contexto familiar e verbalizava com muita frequência essa necessidade aos psicólogos e assistentes sociais que o atenderam na Casa de Passagem. Por conta disso, toda a articulação social foi realizada para que ele fosse acolhido por familiares biológicos.

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