Profissionais de enfermagem denunciam falta de EPIs e atraso de salário no HCI, em São Luís

Profissionais de enfermagem encaminharam denúncia com relatos dos absurdos em que estão vivendo junto ao corpo de Profissionais de Saúde que integram o corpo do combate ao coronavírus na linha de frente do Hospital de Clínicas Integradas. Atualmente a unidade é o centro de referência de tratamento à infecção humana pelo novo coronavírus.

Dentre as denúncias, destacam-se a desautorização para uso de EPI’s que são fundamentais para a proteção dos profissionais de enfermagem. Os profissionais relatam que anteriormente faziam uso do macacão químico, mas que agora foi substituído por um capote de mangas longas que não é nem de longe impermeável.

Fora também desautorizado o uso de propés, equipamentos de proteção que criam uma barreira no contato com os sapatos dos profissionais que precisam se deslocam entre todas as unidades de saúde do estado como UPA’s, Hospital da Mulher, Hospital Carlos Maceira, Hospital Real, Hospital Genesio Rego, etc.

Além de todo o caos instalado, os trabalhadores que atualmente são contratados pelo Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana (IADVH) foram convocados de imediato, entregaram as documentações e o Departamento Pessoal extraviou algumas documentações, efetuou registros de admissões na data do dia 22/04 quando os profissionais iniciaram os trabalhos nos dia 06 e 10/4.

Aqueles que receberam salários chegaram a receber 300,00 referente ao período trabalhado como se tivessem entrado no dia 22/4, o que não procede porque há registros de enfermagem e registros médicos que comprovam o início das atividades na data do dia 10/4, já que no dia 06/4 os profissionais não tinham qualquer suporte para realizar registros de intercorrências.

Outro ponto são as frequentes orientações de supervisores e outros profissionais da ponta que tentam obrigar enfermeiros reutilizar material contaminado por COVID ou suspeita em outros pacientes, o que pela legislação vigente é inconcebível e os mesmos estão se recusando em respeito à saúde da população.

Os salários dos enfermeiros estão atrasados desde o dia 8. Os direitos trabalhistas não estão sendo pagos. Profissionais chegaram a fazer horas extras obrigados, mesmo sem receber, e os livros de ponto foram extraviados do setor do departamento pessoal.

Procurada, a direção geral do hospital exigiu que o IADVH providenciasse o pagamento dos profissionais, haja vista que é o mínimo que a empresa tem de fazer, mas até o momento o RH sem omisso, negligente e sem realizar o pagamento dos enfermeiros.

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Prefeito de Presidente Dutra aumenta casos de infectados e decreta calamidade pública

Usando de esperteza, o prefeito de Presidente Dutra, Juran Carvalho, aumentou de 09 casos confirmados de infectados pelo novo coronavírus para 18, no dia 02 deste. E com isso, baixou um decreto de calamidade pública na mesma data, ao mesmo tempo em que baixou decreto com medidas de restrições mais severas, fechando temporariamente comércios e outras atividades não essenciais. 

Para que um município receba mais recursos do Governo Federal e até do Governo do Estado, basta comprovar o estado de calamidade e o avanço do vírus na cidade.

Ocorre, porém, que no dia 02 de maio o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que Presidente Dutra tem apenas 09 casos confirmados, sem nenhum registro de óbito, o que demonstra claramente que Juran Carvalho dobrou os números.  Ontem, terça-feira (05), por exemplo, foram registrados somente 03 casos confirmados.

Confira abaixo o boletim da SES do dia 02 com o município de Presidente Dutra destacado:

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Idoso morre no Hospital Aldenora Bello e corpo desaparece; família aguarda na funerária

O senhor José Gomes Lopes, 78 anos, faleceu hoje por volta das 5h30 no Hospital Aldenora Bello, após parada cardíaca. A funária Pax União ficou de buscar o corpo, que desapareceu e a família permanece até agora, às 20h10 na Central de Velórios. Confira no vídeo abaixo: 

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Corpo de suspeito por covid-19 é carregado na rua ao lado do Hospital UDI, em São Luís

Um homem morreu ontem (13), no Hospital UDI, em São Luís, por suspeita do novo coronavírus. O corpo da vítima foi levado por maqueiros para uma rua ao lado e ser entregue a um carro de uma funerária. Um sobrinho, que é medico, e um filho do homem, que é policial, foram reclamar do descaso, e ainda foram ameaçados.

Uma médica ginecologista da cidade de Pinheiro, ao olhar as imagens do irmão tendo o corpo levado por uma rua, reagiu e fez um desabafo emocionada; confira áudio abaixo. Vejam também a reclamação de pessoas que presenciaram o fato no vídeos abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=KWJi3BwSwJQ&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=6PhmHZdVAZ8&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=zAOVDX8cgg0&feature=youtu.be

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