Em Barra do Corda continua tendo aumento nos casos de violência contra mulher

    Por Minuto Barra

    Segundo apurou o Blog Minuto Barra, o número de mulheres que são agredidas na zona urbana é altíssimo. Na zona rural do município, as agressões são ainda mais violentas.

    O Blog Minuto Barra começou a realizar um levantamento quanto aos casos de violência contra mulher no município de Barra do Corda.

    Causa espanto!!

    O Minuto Barra vem recebendo desde o ano passado denúncias e relatos em que mostram que o assunto requer uma atenção ainda mais redobrada por parte das autoridades competentes.

    Na zona urbana os casos de violência contra mulher é muito alto. Elas são agredidas por irmãos, namorados, esposos e companheiros.

    Algumas delas já sofreram agressões até mesmo em motéis da cidade.

    Na zona rural a situação é ainda mais complicada. Os casos de agressões e espancamentos ocorrem mais entre casais. Em apenas um povoado de Barra do Corda, duas mulheres sofrem agressões violentas por parte de seus maridos há muito tempo.

    Em novembro, uma delas chegou a levar uma surra tão grande, onde o agressor usou um cabo de vassoura.

    Ontem domingo(21) o Blogueiro Gildásio Brito ouviu relatos de uma mãe pedindo socorro ao titular deste Blog, pois não suporta mais assistir o seu genro agredindo de forma violenta e covarde sua filha.

    Neste caso, o agressor chegou bêbado e quebrou tudo dentro de casa. Na última semana, ele acertou um murro no olho da esposa.

    O Blog Minuto Barra fará a partir der agora uma campanha para que todos possam denunciar seja quem for, agressores que agridem mulheres em Barra do Corda.

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    Mulher vítima de violência doméstica deve receber benefício do INSS

    AZ Brasil Comunicação

    Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o INSS deve arcar com o afastamento de mulher ameaçada de violência doméstica, por considerar que a mera ameaça pode causar sérios danos psicológicos e assim é devido que elas recebam o auxilio doença.

    A decisão decorreu de um caso em que uma mulher precisou se afastar de suas atividades na empresa em que trabalhava para se recuperar de uma violência sofrida, por medida protetiva, sendo pedido, inclusive, que não fosse considerado como falta injustificada o período que a trabalhadora permaneceu em sua residência se recuperando do ocorrido.

    O STJ entendeu que, mesmo não havendo previsão em lei sobre essa situação específica, que também se relaciona com a lei Maria da Penha, a vítima não pode arcar com danos decorrentes daquele causado sozinha, tendo em vista que uma das funções da Previdência Social (INSS) é justamente a proteção social, pois é um dos responsáveis pelo bem estar daqueles que contribuem com ela.

    O direito social, que o INSS é um dos responsáveis, nada mais é do que a obrigação em de atuar de forma a melhorar as condições de vida dos hipossuficientes, visando a concretização da igualdade social da população.

    Diante disso, além de determinar o pagamento de auxílio doença para a trabalhadora, o STJ determinou que a empresa arcasse com o pagamento dos 15 primeiros dias de afastamento, tal como ocorre em qualquer doença ou acidente do empregado.

    A decisão se baseou na Constituição Federal do Brasil, que prevê a assistência social será prestada a quem dela precisar, e porque a violência doméstica é uma situação que ofende a integridade física e psicológica da vítima e equiparada a uma doença psíquica.

    Ademais, o STJ apenas sanou uma ausência da lei que não previa como hipótese de recebimento de auxílio doença o afastamento por conta de violência doméstica, mas que é totalmente cabível, haja vista que esse auxílio tem por finalidade garantir a subsistência de quem está impossibilitado de trabalhar por questões de saúde.

    Lembramos, por fim, que o pagamento de auxílio doença para trabalhadoras vítimas de violência doméstica, pode ser indeferido administrativamente pelo INSS, por não constar na lei, mas que os trabalhadores poderão pedir esse benefício em ação judicial, tendo como base a decisão do STJ, que se sobrepõe aos demais Tribunais e juízes.

    Mas, ressaltamos que a decisão ainda não transitou em julgado, sendo possível recurso do INSS, no entanto, acreditamos que não deve ser alterada por se respaldar em princípios previstos na Constituição. O próximo a julgar o caso pode ser o STF, que é o guardião da Constituição.

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    Quase 900 mulheres foram vítimas de violência sexual no Piauí em 2018

    Cidade Verde

    O Piauí registrou 6.830 atendimentos às mulheres vítimas de violência sexual nos últimos 15 anos, entre os anos de 2004 e 2018. A violência atingiu todas as faixas etárias, envolvendo desde menores de quatro anos a maiores de 60 anos. Os dados são do Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Samvis). Só em 2018 foram 810 vítimas atendidas, sendo a maioria em Teresina, que registrou 481 casos. Parnaíba vem em seguida com 130 casos.


    As vítimas que mais recorreram ao Samvis, nos últimos 15 anos, tinham de 10 a 19 anos, pois foram 4.012 atendimentos. Em seguida, crianças entre cinco e nove anos (1.133 atendimentos), jovens e adultas de 20 a 59 (979 atendimentos), menores de quatro anos (668 atendimentos) e maiores de 60 anos (38 atendimentos).

    A assistência clínica e psicológica ocorreu por meio dos nove pólos do SAMVIS, localizados nas cidades de Teresina (5.334 atendimentos), Parnaíba (566), Bom Jesus (168), São Raimundo Nonato (153), Picos (409), Floriano (133), Corrente (38), Campo Maior (28) e Pedro II (01).

    Manifestação

    Nesta sexta-feira (17), uma manifestação na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina, chama a atenção para o enfrentamento e a necessidade urgente de combater ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes.

    O ato faz referência ao 18 de Maio, Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

    A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e dos Adolescentes, Luciana Evangelista, declarou ao Cidadeverde.com que o ato é uma maneira de sensibilizar a população para esse tipo de crime e orientar às pessoas sobre como denunciar os casos de violência.

    “A violência sexual atinge diversas áreas da pessoas humana. É uma violência física e psicológica. As pessoas que cometem esse tipo de crime contra crianças e adolescentes são referências de confiança para a maioria, como pais, avós e tios. Isso pode desencadear transtorno mental na vítima; um trauma para toda a vida”, comenta Luciana Evangelista.

    Em alguns casos, as crianças e adolescentes chegam a engravidar dos próprios tios, pais e avós ao forçar a conjunção carnal.  Rodrigues alerta que o simples toque já pode ser caracterizado como violência sexual.

    Além disso, as pessoas também podem ser denunciadas por importunação e compartilhamento de imagens envolvendo a sexualização de crianças e adolescentes.

    No Samvis, as vítimas são acolhidas, passam por profilaxia das doenças sexualmente transmissíveis, como AIDS e Hepatite B; anticoncepção de emergência e acompanhamento bio-psico-social.

    Redes Sociais 

    Luciana Evangelista também comentou que a exposição virtual de crianças e adolescentes nas redes sociais é um risco e aumenta os casos de assédio sexual.

    “O assédio sexual pelas redes sociais está forte. às vezes, as pessoas (os responsáveis pelas crianças) postam fotos sem perceber a gravidade disso. Publicam, de certa forma, imagens erotizadas (apenas de calcinha ou com o bumbum à mostra) nas redes sociais. Ninguém sabe quem é pedófilo, se o pai já violenta imagine ‘um estranho’ que está do outro lado da tela”, alerta.

    A orientação é de que os responsáveis evitem postar fotos de crianças nas redes sociais. “Nós precisamos ter mais zelos pelas nossas crianças e adolescentes”, ressalta Luciana.

    Como denunciar

    Luciana Evangelista orienta que os casos envolvendo violência sexual contra criança e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100.

    As denuncias também podem ser feitas por meio dos Conselhos Tutelares, das delegacias especializadas (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), pela direção da escola e pelos hospitais, onde as vítimas podem buscar por atendimento.

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    Casa da Mulher Brasileira promove workshop sobre os cuidados na cobertura dos casos de violência contra a mulher

    Embora os casos de feminicídio na Região Metropolitana de São Luís tenham reduzido em mais de 50%, entre 2017 e 2018, a integração de serviços especializados para o atendimento a mulheres vítimas de violência tem encorajado as denúncias, que ganham cada vez mais espaço nos noticiários.

    Os depoimentos das vítimas ganham preponderante importância nas coberturas feitas pela imprensa. Usadas para dar força e veracidade à reportagem, essas declarações exigem alguns cuidados para evitar que a repetição da violência sofrida acabe se tornando um novo trauma para a pessoa que é entrevistada.

    Embora tenha a responsabilidade social de alertar, conscientizar e sensibilizar a respeito da gravidade do problema, é fundamental que a imprensa tenha um olhar mais cuidadoso ao noticiar os casos. Para garantir um alinhamento da cobertura de forma clara e mais humana, a Casa da Mulher Brasileira (CMB) vai realizar no próximo dia 30, a partir das 8h, na Casa da Mulher Brasileira, o I Workshop Comunicação Humanizada: o cuidado da imprensa em casos de violência contra a mulher.

    O evento, que acontece em alusão ao dia Nacional da Mulher, comemorado neste dia, vai reunir a imprensa da capital para informar sobre os parâmetros éticos e jurídicos que devem ser observados nas coberturas jornalísticas. “Entendemos que é preciso mostrar, informar, mas sabemos também que é importante zelar pela memória das vítimas e dos familiares, pois a exploração de alguns aspectos não acrescenta nada em termos de informação”, destaca Susan Lucena, diretora da Casa da Mulher Brasileira.

    O workshop contará com as presenças de todos os representantes dos serviços oferecidos pela unidade, como a Delegacia Especial da Mulher, as Varas Especializadas, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Secretaria de Estado da Mulher.

    Além dos alertas sobre os cuidados com imagens e voz, os profissionais da imprensa terão ainda a oportunidade de saber mais detalhes sobre o funcionamento da CMB, os últimos números sobre os crimes de gênero, preparativos para redigir uma matéria, que especialistas procurar e os cuidados ao entrevistar uma mulher ou menina que viveu uma situação de violência.

    De acordo com Susan Lucena, uma das metas do workshop é colocar os profissionais do serviço especializado no acolhimento de vítimas como fontes para a imprensa. “Os profissionais desse serviço poderão auxiliar a encontrar uma possível entrevistada que já esteja fortalecida para falar da violência sofrida”, defende a diretora.

    SERVIÇO:

    O quê: I Workshop Comunicação Humanizada: o cuidado da imprensa em casos de violência contra a mulher.

    Quando: 30 de maio

    Hora: 8h

    Local: Casa da Mulher Brasileira, no Jaracaty

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