O Ministério do Turismo, pasta ocupada por técnicos em outros governos anteriores aos de Lula e Dilma, sempre esteve envolvido em confusões. Quando o PMDB passou a ter o controle, pipocaram sucessivos escândalos, inclusive na gestão do maranhense Pedro Novais.

Um outro maranhense, Gastão Vieira (foto ao lado), assumiu o Ministério de Turismo e durante toda a sua passagem pela pasta não se tem conhecimento de atos nada republicanos, escândalos, desvios de recursos por obra e graças das mãos tortuosas do PMDB. Tanto que foi o único setor controlado por um peemedebista que não foi citado na Lava Jato, no período dele.

Em artigo abaixo, Gastão Vieira recorda que até prêmio de órgãos controladores sua gestão recebeu. Confira:

LEGADO LIMPO E TRANSPARENTE

Por Gastão Vieira*

Dezesseis de setembro, há seis anos eu assumia o Ministério do Turismo.

Olhando para trás, não posso deixar de revelar a minha felicidade por ver que na denúncia do Procurador sobre as ações do PMDB, do qual fazia parte na época durante os governos Lula e do governo Dilma, não há qualquer citação sobre o Ministério do Turismo.

Isso me remete ao período em que assumi o MTur, quando o mistério vivia uma época conturbada, com 26 servidores presos, com o secretário-executivo e o secretário de obras presos também, uma dificuldade enorme e uma intranquilidade muito grande.

Aceitei o desafio e vi, durante mais de de um mês, repórteres de jornais e revistas de todo o país virem ao Maranhão tentando levantar algo que manchasse a minha nomeação feita pela presidente Dilma. Não conseguiram.

Rapidamente montei a minha equipe. Para a pasta mais importante dentro do ministério, que era de secretário-executivo, não ouvi o meu partido e fui buscar no mercado um técnico de altíssima qualificação, Waldir Simão, que acabou inclusive Ministro do Planejamento no final do governo Dilma.

O imbróglio se deu na pasta de obras, que controlava a maior fatia de recursos do MTur. Eu tinha uma candidata e a nomeei, Drª Suzana Dickman, o PMDB tinha um outro candidato.

Durante dois meses eu sofri intensos ataques da imprensa que tentava a todo custo enfraquecer a minha posição no ministério.

Cedi para sobreviver, mas não permiti que o ministério se transformasse nem em cabide de emprego do partido e nem no lugar que se pudesse fazer coisas nada republicanas.

Vejo, portanto, aquele época como um período muito difícil do ponto de vista político, basta lembrar que eu era o Ministro do Turismo e o presidente da Embratur era o atual governador do Maranhão.

Mas lembro com carinho da maneira como enfrentei todas as adversidades e da equipe que montei no MTur.

Realizamos mudanças profundas e internas no ministério fazendo da transparência o ponto central da nossa administração.

Tudo que se quisesse saber sobre o MTur estava à disposição de qualquer cidadão brasileiro, em tempo real pela internet.

Razão pela qual acabei recebendo dois prêmios que muito me honraram, o de melhores iniciativas de transparência e de melhor sistema de mais eficiente, concedidos pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União.

Não ver o Ministério do Turismo envolvido na denúncia do procurador, desculpem-me, mas me traz um grande sentimento de dever cumprido!

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