Para começar a transformar o transporte público de São Luís, tem que ser pelos ônibus. Hoje você espera muito tempo na parada. Tempo que você poderia estar com a sua família. As viagens são demoradas e os ônibus lotados e sem segurança. Essa história vai acabar. Eu vou aumentar o tempo do bilhete único, e para valer na ida e na volta. Garantir a sua segurança com a Guarda Municipal nos terminais. Vou criar, assim como já existe em outras cidades, os ônibus expressos, que vão fazer viagens de terminais para terminais sem parada. As suas viagens vão ficar mais rápidas e seu cartão de passagem não vai mais zerar no final do ano, porque se você comprou o crédito, ele é seu. É assim, com propostas reais e falando a verdade, que você já sabe como sua vida vai melhorar a partir do ano que vem comigo na prefeitura. Estamos juntos e vamos à vitória”.

Eduardo Braide e a primeira dama Graziella

Para quem não lembra, essas foram as palavras de Eduardo Braide, quando candidato a prefeito de São Luís às vésperas da eleição em 2020.

O que mudou desde que assumiu em 2021 ? O mandatário do Executivo municipal da capital simplesmente está enfrentando, em seu primeiro mandato, em apenas um ano de gestão e em menos de seis meses, a segunda greve de ônibus que prejudica milhares de usuários que dependem única e exclusivamente do transporte público. A primeira greve no governo Braide foi em outubro do ano passado e durou 12 dias, encerrando-se em 1º de novembro.

Ontem, 16 de fevereiro, uma nova greve por tempo indeterminado foi deflagrada pelos rodoviários que reivindicam melhorias nunca atendidas.

Hoje em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís se manifestou.

“A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o Município de São Luís vem cumprindo o acordo firmado em novembro do ano passado com os sindicatos dos empresários e rodoviários, no repasse do auxílio emergencial ao sistema de transporte público, no valor de R$ 4 milhões mensais.

A SMTT também informa que o auxílio emergencial foi prorrogado por mais dois meses (fevereiro e março), totalizando R$ 20 milhões ao setor em cinco meses. Desse modo, espera-se o entendimento entre trabalhadores e empresários para o fim da paralisação.”

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