Evangelista confirma acordo

    O presidente da Assembléia, deputado João Evangelista, admitiu ontem a existência de braços do governo estadual querendo interferir na eleição da Mesa Diretora do Legislativo para quebrar o acordo que existe entre as bancadas da oposição e da situação. Pelo acerto, a oposição vai indicar quatro das nove vagas, sendo principal a de primeiro-secretário. “O governador Jackson Lago sabe do acordo e aprovou. Temos que manter a palavra”, avisou.

    Há duas semanas surgiram comentários de que a maioria da bancada governista aumentou a gula e deseja o cargo de primeiro-secretário, elevando assim para seis ocupações na Mesa. E foi lançado o nome do líder Edivaldo Holanda para o posto. Chegaram, inclusive, a comentar que trata-se de uma questão de governo.

    A Oposição reagiu duramente. Na noite de segunda-feira, o líder da bancada oposicionista, Ricardo Murad, esteve com os deputados João Evangelista e Marcelo Tavares para tratar da questão. Os dois governistas reafirmaram o compromisso pelo acordo.

    Para surpresa de todos, ontem, ao reassumir o mandato, o deputado Carlos Braide botou lenha na fogueira. Disse que o governo não abre mão do cargo de primeiro-secretário. E, em conversa reservada com alguns parlamentares, argumentou que o governo não pode prescindir do cargo (que administra a AL junto com o presidente) considerando a situação de instabilidade do mandato do governador Jackson Lago.

    Horas depois, o presidente da Assembléia Legislativa reafirmou, na presença de jornalistas e do deputado Ricardo Murad, o acordo. E mais: garantiu que o governador aprovou o acerto. “Não vejo motivos para o descumprimento do acordo”, disse Evangelista.

    Firmes com Pereirinha I

    Um grupo de 11 vereadores reuniu ontem, no Cabana do Sol, com o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isaias Pereirinha, para reafirmar a posição de apoiar sua reeleição. Boa parte já foi assediada para deixar o grupo e apoiar outro candidato, mas a tentativa não teve resultados satisfatórios.

    Firmes com Pereirinha II

    O jovem vereador eleito, Osmar Filho, disse que decidiu apoiar Pereirinha pela referências que tem do seu trabalho à frente da Câmara Municipal de São Luís, que tem sido transparente. “Além do mais, não posso assumir um compromisso e deixar de cumprir logo no início da minha carreira política. Quem exemplo darei, então, para a minha juventude?”, questionou.

    A diferença

    Enquanto o grupo de Pererinha tem apenas um candidato para a presidência da Câmara Municipal de São Luís, o outro lado tem, até agora, três postulantes. São eles: José Joaquim (que reacendeu a candidatura), Chico Carvalho e Holanda Júnior. Como diria o ex-deputado Juruna: “aqui tem mais cacique do que índio”.

         

       

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    Prédio diminuiu

    A Câmara Municipal de São Luís muda para o antigo prédio da Assembléia Legislativa a partir de janeiro. Como toda a alegria de pobre dura pouco, os vereadores herdarão apenas a metade do prédio da rua do Egito. Ocorre que os dois anexos não são de propriedade da AL, mas de particulares, que os aluga por R$ 7 mil mensal cada. Um preço salgado para a Câmara Municipal.

    Portanto, ficará com o prédio central, mas o suficiente para abrigar os 21 vereadores. Antes de mudar, começou a briga por gabinetes. Astro de Ogum se atracou no de Rigo Teles, Augusto Serra se alojou no de R$icardo Murad e Holanda Júnior, claro, ficou com o de Holanda pai.  

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    Boatos

    Andam espalhando boatos de que o secretário de Educação Municipal de São Luís, Altemar Lima, teria caído por causa de desvio de R$ 2 milhões de programa da Pasta. Não é verdade. Lima, que tem trabalho reconhido internacionalmente, tendo recebido diversos prêmios do MEC, permanece tranquilo no cargo.   

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    Maranhão é o terceiro mais miserável do país

    Matéria do jornal O Estado de São Paulo aponta os estados mais pobres do Brasil. O Maranhão, como não poderia deixar de ser, ocupa o terceiro lugar com pior situação de miséria. Abaixo a matéria do Estadão.

    Mapa descreve onde e como vivem os pobres mais pobres do Brasil

    Lisandra Paraguassú

    Os pobres mais pobres do Brasil estão onde o assistencialismo público equivale a pouco mais do que uma esmola social e o trabalho assalariado praticamente inexiste. A combinação desses dois fatores com a baixíssima escolaridade faz do Amazonas o Estado com a pior situação de miséria, seguido do Pará e Maranhão. Nove dos 10 municípios com os muito pobres do Brasil são da Região Norte.

    Esse mapa sobre como vivem e onde vivem os miseráveis brasileiros, a que o Estado teve acesso com exclusividade, foi montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com a ajuda do Cadastro Único, um monumental estoque de informações sobre as famílias assistidas pelo Bolsa-Família. Para organizar esses dados, o governo criou o Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF), que será apresentado amanhã.

    O IDF juntou seis itens – vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação – e revela que onde chega o assistencialismo, mas não há políticas públicas articuladas, o presente dos pobres é quase igual ao passado.

    É assim em Jordão (AC), cidade de pouco mais de 6 mil habitantes, espalhados por mais de 5 mil quilômetros quadrados na fronteira com o Peru. No IDF, Jordão divide com Uiramutã (RR) o título de município onde a população pobre enfrenta mais dificuldades – tem 0,35 em um índice que vai de zero (o pior) a um. Colonizada na época áurea da extração da borracha, Jordão quase desapareceu com o fim do ciclo, na década de 80.

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    Deu no blog do Noblat: 42 anos depois, Vaticano perdoa John Lennon

    John LennonO jornal da Santa Sé “L’Osservatore Romano” informou que a Igreja perdoou John Lennon (foto acima) por ter declarado há 42 anos que os Beatles eram mais populares do que Jesus Cristo. Segundo o Vaticano, foram palavras de um jovem às voltas com a fama instantânea. As palavras do mais polêmico beatle enfureceram os setores cristãos da sociedade americana que queimaram cartazes, discos e revistas com reportagens sobre a banda.

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    Sem sorte

    O vereador eleito Francisco Carvalho, candidato à presidência da Câmara Municipal de São Luís, tentou duas vezes conversar reservadamente com o governador Jackson Lago. Não precisa nem dizer o que iria buscar. Não foi atendido até agora.

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    Pereirinha se fortalece

    Presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isáias PereirinhaO prefeito eleito João Castelo bateu o martelo: não vai participar do processo da sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís. Foi o que confirmou ontem a um grupo de vereadores aliados da campanha, inclusive ao seu amigo José Joaquim Guimarães Ramos.

    Se aceitasse participar, lógico que daria uma penada por José Joaquim. Ocorre que seu grupo tem dois candidatos. Uns vereadores rejeitam JJ e outros a Chico Carvalho. Castelo analisou o quadro e preferiu ficar de fora. Temeu, na verdade, perder a eleição, o que não seria nada bom para seu início de mandato. E se ganhasse, teria no começo ao menos nove vereadores contra sua administração. Preferiu não arriscar.

    O atual presidente Isaias Pereirinha ficou fortalecido com a posição do prefeito eleito. Aglutina hoje em torno do seu nome 11 vereadores. Desses, quatro retirariam o apoio a Pereirinha caso Castelo entrasse para apoiar outro candidato, que não fosse Francisco Carvalho. Soube que Pereirinha partiu para aumentar seus votos buscando o apoio de José Joaquim. É possível. Na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, tudo é possível.

    Pererinha também ficou despreocupado com a inseção do governador Jackson Lago no processo. Numa última abordagem, após entrevista dada ao jornalista Chico Viana, na TV São Luís, Lago garantiu a Pereirinha que jamais participará da questão interna dos vereadores. Na presença de Renato Dionísio e Astro de Ogum.

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    Dançou

    O vereador José Joaquim Guimarães Ramos perdeu o bonde para continuar candidato à presidência da Câmara Municipal de São Luís. Embora seja o aliado mais fiel e histórico do prefeito eleito da capital e com maior número de mandatos consecutivos, entre seus pares, preparado para exercer qualquer cargo da Mesa, não teve habilidade política para convencer João Castelo e nem mesmo os vereadores eleitos e reeleitos para seu projeto.

    Navegou lentamente e acabou perdendo o time na disputa. Em conversa franca ontem com o prefeito eleito, José Joaquim foi praticamente aconselhado a desistir. E já saiu do páreo. Deve ser guindado mais uma vez ao cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora, que administra a Casa burocratimente.

    O vereador, que é o décano da Câmara Municipal de São Luís, se atrapalhou desde o início, ou melhor, desde o final do resultado da eleição. Foi convidado dias depois do resultado por João Castelo para assumir, a partir de janeiro, a SMTT. Não aceitou porque queria mesmo era disputar o cargo de presidente. Soube no período da tarde de hoje que o vereador recuou e aceita ser o substituto de Canindé Barros. Tarde demais.

    O prefeito eleito, segundo fui informado, já convidou o vereador Dr. Gutemberg para compor seu secretariado. Deve assumir, provavelmente, a futura Secretaria de Cultura Municipal. Isto significa dizer que João Castelo não poderá abrir duas vagas dentro do seu partido, o PDSB, em detrimento das demais agremiações que lhe apoiaram no primeiro ou no segundo turno. Além do mais, o segundo suplente de vereador pelo PSDB, Lima, não inspira confiança no grupo vencedor.

    Então, resta a José Joaquim batalhar a vaga de primeiro-secretário. Talvez não encontre obstáculos para conseguir o cargo. De resto, ficou apenas a lição que vem lá do interior: cavalo selado passa uma vez na sua porta. Não montou, dançou.   

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    Lua de mel

    O prefeito Tadeu Palácio embarca hoje para visita a Portugal e Espanha, acompanhado da sua nova esposa Gardênia Pinto, vice-prefeita de Penalva. O casal vai aproveitar para passar a lua de mel na velha Europa. Palácio vai descansar de duas estafantes e derrotadas campanhas. Perdeu no primeiro e sgundo turnos para o prefeito eleito João Castelo.

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    Deu na Folha Online: Além de Cunha Lima, mais sete governadores podem ser cassados pelo TSE

    O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), pode ter sido o primeiro de uma série de outros sete governadores ameaçados de perderem seus mandatos. Depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir, por unanimidade, cassar o mandato do tucano, os demais governadores com processos no TSE correm o mesmo risco. As denúncias são, na sua maioria, por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos.

    Na lista de governadores sob ameaça de cassação, estão Jackson Lago (PDT), do Maranhão, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, Ivo Cassol (sem partido), de Rondônia, Marcelo Déda (PT), de Sergipe, Marcelo Miranda (PMDB), de Tocantins, José de Anchieta Júnior (PSDB), de Roraima, e Waldez Goés (PDT), do Amapá.

    Dos sete processos em tramitação no TSE, o mais adiantado é o de Lago. O governador é acusado de suposta compra de votos, assim como Cassol e Anchieta Júnior –que respondem a processos semelhantes.

    Luiz Henrique é acusado de abuso de poder e propaganda ilegal durante campanha eleitoral. Já o petista Déda responde a processos por abusos de poder econômico e político, assim como Waldez –que ainda é acusado de conduta proibida a agente público.

    O governador de Santa Catarina, por sua vez, teve o julgamento suspenso em fevereiro deste ano. No processo, ele é acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral ilegal do governo em jornais do Estado, emissoras de rádio e televisão –supostamente com as despesas pagas pelos cofres públicos.

    Já o governador de Tocantins responde por propaganda eleitoral irregular e utilização ilegal de meios de comunicação.

    Cassol, por sua vez, obteve no TSE liminar suspendendo a execução de decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia, que determinava o afastamento dele do cargo. O governador nega as acusações.

    Ex-governadores também estão na relação de processados do TSE. O ex-governador de Tocantins Siqueira Campos (PSDB) é denunciado por fazer propaganda eleitoral irregular e utilizar meios de comunicação fora da lei, também para fins eleitoreiros, em 2006.

    Decisão

    Os ministros do TSE decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, cassar o mandato de Cunha Lima e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). Os dois são suspeitos de utilização de programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso Fac (Fundação de Ação Comunitária).

    Os advogados de defesa do governador e do vice informaram que entrarão com recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de preservar os mandatos de ambos.

    As denúncias contra Cunha Lima e Lacerda Neto se referem ao chamado Caso Fac, que trata de suposto uso político de programas assistenciais da entidade.

    Segundo o processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda anexados a propaganda de governo.

    As irregularidades teriam sido cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a Fac e o Fundo de Combate à Pobreza

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