A secretaria de segurança Cidadão baixou portaria proibindo o uso de máscaras em locais públicos e fechados durante o período de carnaval.
Como costumo ficar em casa nos dias momescos, não serei incomodado por policiais. A minha máscara é original. Goza de mim mesmo.
Deixando de lado a minha máscara, até porque nem Ivo Pitanguir ajeita, desejo aos foliões um feliz carnaval. Que nesses dias festivos reinem a paz, harmonia e que, sobretudo, o espírito brincalhão possa se soltar nas ruas, praças e avenidas da cidade.
Fui informado que o ministro aposentado e ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal, foi contratado para fazer parte da banca de advogados que sustentarão a defesa do mandato do governador Jackson Lago.
O julgamento foi renovado e começa na sessão plenária do TSE, na quinta-feira, dia 19. Vidigal, ao lado de Francisco Rezek e Eduardo Alkimin farão a defesa oral.
Se confirmada a informação, a defesa ganha musculatura, mas emagrece na essência. Tanto Alkimin quanto Rezek acusam Vidigal de ter tido a candidatura patrocinada pelo governador José Reinaldo Tavares, podendo virar um prato apetitoso para os advogados da coligação de Roseana.
O secretário de Cultura do Estado, Joãosinho Ribeiro mandou distribuir 50 ingressos para imprensa local, principalmente para jornalistas e radialistas que irão fazer a cobertura do Baile da Maranhensidade hoje a amanhã.
Ocorre que tais ingressos não chegaram às redações. Andam em mãos de amigos de alguns membros da equipe de Ribeiro.
Foi na residência da senadora Roseana Sarney que ficou decidido o nome do deputado ACM Neto para a Corregedoria Geral da Câmara Federal.
Neto foi eleito ontem para o cargo de segundo vice- presidente da Câmara e alçado para ser o novo corregedor. A escolha foi feita durante jantar na casa de Roseana, com a participação do senador José Sarney e do presidente da Câmara Federal, Michel Temer.
Leio na edição de hoje do Jornal Pequeno, na Coluna do Othelino, que a Assembléia Legislativa vai me processar por conta de informação aqui postada sobre a proteção de alguns deputados aos prefeitos que desviaram recursos públicos.
A iniciativa do processo, segundo o Jornal Pequeno, é dos deputados Joaquim Haickel, Valdinar Barros e Penaldon Moreira.
Os prefeitos que fizeram saques de verbas do Fundeb, SUS e FPM, no momento que estavam deixando o cargo, para uso pessoal, são, sim, ladrões. Disse e reafirmo.
Quanto aos deputados que não assinam a CPI para investigar o roubo e são ligados aos corruptos, estão, sim, protegendo prefeitos ladrões.
Não sei se os deputados Joaquim Haickel, Valdinar Barros e Penaldon Moreira são ligados politicamente aos prefeitos que fizeram os vultosos saques. É fato que dois deles, Haickel e Barros, se recusam a assinar a CPI. Então, direta ou indiretamente levantam a cerca da proteção.
Liguei para o jornalista Jorge Vieira para saber do processo. Ele, como bom diretor de comunicação, fez contatos com a Procuradoria Jurídica da Assembléia Legislativa. Não existe nada a respeito.
Como a informação foi escrita na coluna dos Othelino pelo jornalista Cunha Santos, creio que existe pela menos a intenção de me processar. Cunha Santos é amigo pessoal de Joaquim Haickel.
O jornalista Régis Marques reclama de matéria postada aqui no blogue sobre mobílias que alguns assessores e deputados levaram do prédio velho da Assembléia Legislativa para suas casas.
Ao não citar os nomes dos parlamentares e dos assessores, a informação acaba levando a todos para a mesma vala comum. Régis Marques tem razão.
Conversei hoje pela manhã com a fonte que deu a informação. Garantiu que ao menos oito deputados fizeram o desvio. Ricardo Murad não faz parte da lista.
Quanto aos nomes dos parlamentares, a fonte pediu para não publicar com receio de perder seu emprego de mais de 20 anos. Tenho legalmente o direito de proteger minhas fontes.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram hoje a proposta do presidente da corte, Gilmar Mendes, para que sejam divulgados no site do órgão a relação dos pedidos de vista, com os nomes dos responsáveis e desde quando estão engavetados.
O pedido de vista tem sido observado como artifício para atrasar julgamentos. O ministro Gilmar Mendes pretendia dar transparência aos trabalhos do STF.
O primeiro a discordar foi o ministro Ricardo Lewandowski, que ontem substituiu ao colega Joaquim Barbosa no processo para cassar o mandato do governador Jackson Lago e do seu vice Pastor Porto.
Lewandowski, autor de vários pedidos de vista, foi quem concedeu liminar que mantém até hoje o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, no cargo.
Como Ricardo Lewandowski substituiu Joaquim Barbosa, o plenário do TSE aprovou por unânimidade a renovação do julgamento do caso Jackson Lago.
A mim não causará surpresas se Lewandowski pedir vista, até porque em nove dias ele não terá condições de analisar mais de mil páginas do processo. Aguardem!
O Governo do Estado tem a garantia de que o Tribunal de Justiça acatará a Ação Direta de Insconstitucionalidade -ADIN – para manter o pagamento do IPVA em três parcelas.
O presidente do TJ, em conversa recentemente com o governador Jackson Lago, informou que questão tributária é prerrogativa do Poder Executivo.
Cutrim entende que a Assembléia não tem poderes para legislar sobre o assunto. A posição do TJ não assustou o presidente da AL, deputado Marcelo Tavares.
Tavares disse a mim, na manhã de terça-feira, que o TJ acataria a ADIN governamental, embora considere o projeto do deputado Pavão Filho viável e respaldado legalmente.
Pavão quer que o parcelamento seja feito em até seis vezes. No Amapá, a AL aprovou lei mais abrangente do que a de Pavão Filho.
O governador amapaense entrou direto com uma ação no Supremo e perdeu. Resta saber agora se Marcelo Tavares enfrentará Jackson Lago no Supremo.