A equipe médica que tratou do deputado Clodovil Hernandez anunciou a morte cerebral do parlamentar. Clodovil sofreu um ACV na manhã de segunda feira, fora internado no hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde teve uma parada cardio-respiratória. Amigos e o Ministério Público autorizaram a doação da córnea, rins, fígado e o coração do ex-estilista e ex-apresentador de tevê. Clodovil, embora tenha parentes vivos, não mantinha contatos com nenhum familiar. O deputado morreu aos 71 anos.
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O jovem Maycon Viégas, 18 anos, estava marcado para morrer no Cadeião do sistema de Segurança Cidadã, caso não pagasse o valor de sua vida: R$ 500. Ele escreveu à sua família e solicitou a quantia desejada pelos seus algozes. Como não teve o dinheiro para preservar a vida, Maycon foi morto com 18 facadas, dentro do Cadeião do sistema de Segurança Cidadã. Além de Maycon Viégas, que estava preso por roubar uma bicicleta, outros 16 detentos foram cruelmente assassinados no Cadeião, de janeiro até o último domingo. A reação da secretária Eurídice Vidigal nos deixou perplexos. Ele pediu mais respeito ao morto e condenou o que considera de “exploração a uma coisa dessas”. Vidigal, a secretária de Segurança Cidadã, é claro, estava se referindo ao noticiário da morte do jovem Maycon. Saiu, inclusive, nos telejornais da Globo. Fica explicitamente entendido que Vidigal prefere o silêncio para acobertar seu despreparo e sua incompetência para gerir o sistema de Segurança Cidadã. Então, como deseja Vidigal, façamos o seguinte: nada de noticiar brutais assassinatos no Cadeião ou mortes nas cadeias das delegacias do Maranhão. Assim, a imprensa nacional não repercute, as famílias das vítimas cuidarão dos seus mortos e o Maranhão continuará sendo modelo na área de Segurança Cidadã.
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O deputado Hélio Soares denunciou na Assembléia Legislativa que a Caema, por pouco, não foi entregue para a construtora baiana Camargo Corrêa. O parlamentar revelou que na noite de sexta-feira acontecera reunião na sede da companhia para tratar do assunto. Segundo ele, houve um recuo naquela noite. “Não me confirmaram ao certo se seria a preparação para a privatização da Caema ou uma espécie de contrato de gerenciamento do órgão pela construtora”, disse o deputado minutos depois ao Jornal A Tarde. Soares lembrou que a Caema não pode ser negociada sem o aval da Assembléia Legislativa e lamentou que a situação de caos e de dívidas que tem o órgão seja decorrente da falta de preparo dos seus dirigentes. O parlamentar pede que o presidente da companhia, Augusto Telles se pronuncie a respeito por causa de mal estar instalado na Caema. “O clima é de pânico entre os funcionários”, afirmou.
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A equipe médica que cuida do deputado Clodovil Hernandes, no hospital Santa Lúcia, em Brasília, concederá entrevista coletiva no período da tarde para falar sobre o paciente. Clodovil teve um AVC na manhã de segunda-feira em seu apartamento. Já no hospital, teve parada cardio-respiratória. Hoje pela manhã, os médicos fizeram exames para saber se Clodovil teve cerebral. O resultado está sob o maior sigilo.
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O Palácio dos Leões montou operação absurda para sensibilizar a população a entrar no movimento “balaiada”, de resistência à cassação do mandato do governador Jackson Lago. E para isso vem utilizando deputados na operação. No último final de semana, os deputados Rigo Teles e Nonato Aragão estiveram em reunião no Coroadinho para anunciar obras sociais a serem contruídas naquela comunidade carente. Durante a reunião, começaram a fazer apelos para que os moradores se engajem ao movimento dos balaios, com a promessa de obras imediatas. Um pequeno empresário, dono de uma lan house, interveio e solicitou que fossem detalhadas as “obras sociais” e lembrou que os comunitários não estavam no local para falar de movimentos políticos. Foi o suficiente para que os seguranças dos parlamentares colocassem o empresário no olho da rua.
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Além de deixar a população de Pedreiras, cidade natal do governador Jackson Lago, e Trizidela do Vale sem água potável há mais de cinco dias, a Caema continua fornecendo o líquido precioso com colifermes fecais para as famílias dos dois municípios, que abrigam mais de 60 mil pessoas. Há quase um ano, o juiz da Primeira Vara da Fazenda Pública daquela Comarca, Douglas Martins, acatou denúncias oferecidas pelo Ministério Público de que a água não estava sendo tratada. O juiz, então, expediu liminar obrigando a Caema a implantar o sistema de tratamento da água para evitar danos à saúde dos moradores de Pedreiras e Trizidela do Vale. Arbitrou ainda a suspensão do pagamento das contas até que o problema fosse solucionado. A Caema acertou um ajuste de conduta com a Comarca, mas revolveu a questão apenas em parte. A análise da água fora feito pelo Fundação Nacional de Saúde, que constatou alto teor de coliformes fecais no líquido consumido pela população. O Ministério Público entrou com a ação civil pública para que fosse suspenso o pagamentos das contas e pediu que a questão fosse resolvida no prazo de dez dias. O então diretor-presidente, Rubem Brito, não cumpriu a determinação judicicial e nem mesmo o atual presidente da Caema, Augusto Telles, acatou a decisão na íntegra. Além de ingerir a água com a presença de coliformes fecais (merda), a população das duas cidades não conta há seis dias com o líquido precioso em suas torneiras. Como a Caema não fez o devido tratamento da água, os moradores permanecem sem pagar as contas. Sofre a população porque corre sérios riscos à sua saúde e a Caema perde com a redução do faturamento, o que bem demonstra o despreparo e a falta de sensibilidade dos dirigentes do órgão.
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Peças publicitárias publicadas em jornais e inserções veiculadas pelas TVs, segurem que o governo Jackson Lago foi” pioneiro em obra social com o projeto Rio Anil”. Não é verdade. A propaganda é enganosa. Nas mesmas margens do Rio, o Ministério do Interior, na gestão de Mário Andreazza, mais de 5 mil casas foram construídas, beneficiando todas as famílias que moravam à época em cima da lama. Andreazza foi ministro do Interior na gestão do presidente João Figueiredo, As casas do Promorar, na área da Liberdade, foram construídas atendendo pedidos do senador José Sarney, que recebera do então prefeito Murado Fecury detalhes técnicos do projeto. Anos depois, novas palafitas se formaram às margens do Rio Anil pelas mesmas famílias que receberam as casas do Promorar.
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TV UOL: Comercial muito interessante e chocante que aborda o tema da devastação da natureza. Foi criado pela Quercus de Portugal. A frase final do vídeo é algo como: “Se você desistir, eles desistem. Parem com o Aquecimento Global”
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Na última quarta-feira (11), a Comissão de Justiça do Senado esbarrou na história. Pediu desculpas e passou adiante, sem desconfiar de que a história era a história.
Foi a debate um projeto que roça uma das maiores perversidades da legislação penal brasileira: a cana dos delinquentes bem-postos. Chama-se “prisão especial”.
O Aurélio traz um lote de definições para o vacábulo “especial”. Mencionem-se, por oportunas, duas das acepções:
1. Fora do comum; distinto, excelente.
2. Exclusivo, reservado.
Ofereceu-se à comissão do Senado a oportunidade de acabar com a distinção dos criminosos por faixa social e diploma profissional.
Se tivessem aproveitado a ocasião, os senadores teriam aprovado um projeto que daria sentido ao lero-lero segundo o qual todos são iguais perante a lei.
Mas a comissão de Justiça preferiu desperdiçar o seu momento. Malbaratou-o ao conservar um pedaço da lista que torna certos brasileiros mais iguais do que outros.
Excluíram-se do rol de candidatos ao xilindró especial: detetentores de diplomas de curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos…
…Pais de santos e pessoas brindadas pelo Estado com títulos e comendas por supostos e relevantes serviços prestados à nação.
Foram mantidos na fila do ‘Canas’s Inn’: ministros, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; prefeitos e vereadores…
…Oficiais das Forças Armadas; magistrados, conselheiros de tribunais de contas, delegados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública.
Na prática, manteve-se a iniquidade do sistema que mede a severidade da pena não pelo tamanho do delito, mas pela origem social e pelo cargo do delinquente.
Em 2011, ano em que o sucessor de Lula tomará posse, o privilégio da prisão especial fará aniversário de 70 anos.
A aberração foi introduzida no ordenamento jurídico brasileiro em 1941. Naquele ano, aprovou-se a lei que garantiu celas “fora do comum” a cinco categorias de brasileiros: Governadores, prefeitos, secretários de Estado, congressistas e vereadores.
Nos anos subseqüentes, a prerrogativa foi sendo estendida a outros felizardos. Entre eles, os dirigentes sindciais (1956)…
…Os pilotos da aviação civil (1961), os jornalistas (1967), os oficiais da marinha mercante (1970) e os professores (1994).
No ano da graça de 1994, os advogados ganharam o “direito” à “sala de Estado Maior”. Trata-se de hospedaria carcerária seletíssima.
Inclui apartamento com banheiro privativo, roupa de cama limpa, três refeições ao dia, televisão e telefone ao alcance das mãos.
São facilidades que, se estendidas ao comum dos mortais, levaria as favelas brasileiras a fazer fila defronte da carceragem.
O projeto votado na comissão de Justiça, sob a relatoria de Demóstenes Torres (DEM-GO), nascera de uma comissão de juristas criada pelo Executivo em 2000.
Já havia passado pelo crivo da Câmara. Segue agora para o plenário do Senado. Ali, é improvável que sofra alterações redentoras.
O Congresso, como se sabe, prefere legislar em causa própria a fazer história. O mestre Guimarães Rosa ensinava: na vida, “faça pirâmides, não faça biscoitos”.
No Brasil, os legisladores comandam um forno de assar biscoitos. De preferência biscoitos que possam ser saboreados por eles próprios.
– PS.: No vídeo lá do alto, imagens do Carandiru, uma cadeia nada especial. As tomadas foram feitas numa fase em que a penitenciária, já desocupada, esta prestes a ser implodida.
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