Vacinação contra a gripe A na Secom

    Enquanto o secretário de Saúde reclama a falta de mais lotes de vacina contra a gripe A no Maranhão, algumas secretarias fizeram a farra com as doses para combater a H1N1. A começar pela própria secretária de Saúde.

    Mas foi exatamente na Secom que o caso extrapolou as raias do absurdo. Há duas semanas, uma equipe da Saúde se deslocou até a sede da Secretaria de Estado da Comunicação Social pra vacinar os funccionários alí lotados.

    Antes dos funcionários foram vacinados os parentes do secretário Sérgio Macêdo e da sua adjunta, Carla Georgina. Podê? Sim, na Secom tudo pode.

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    60 crianças já morreram sem vaga em UTI no MA

    Enquanto dezenas de crianças morrem à espera de um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, ou neonatal, um anexo do Hospital Regional Materno Infantil (HMRI) de Imperatriz (MA), que teria capacidade para receber 10 leitos de UTI, está pronto, mas ainda não foi inaugurado. O governo do Estado afirma que o prédio ainda está em fase de conclusão. Independentemente disso, conforme o Ministério Público Estadual do Maranhão (MPE-MA), pelo menos 60 crianças já morreram nos últimos 15 meses esperando uma vaga em uma UTI, mesmo com uma liminar da Justiça maranhense lhe garantisse esse direito.

    De acordo com o promotor João Marcelo Trovão, as obras do anexo do hospital foram iniciadas no segundo semestre de 2008 e, no início do ano passado, houve uma interrupção dos serviços. A construção do anexo foi retomada apenas em julho, por determinação do atual secretário Estadual de Saúde, Ricardo Murad. As obras, no custo de R$ 700 mil, terminaram há cerca de três meses. “O problema é que nunca se definiu como será utilizado esse anexo. Houve até quem imaginasse que ele seria destinado ao setor administrativo. As UTIs, até agora, não saíram do papel”, afirmou o promotor.

    Enquanto não há definição se esse anexo funcionará, ou não, dezenas de crianças morrem esperando por um leito de UTI na cidade de Imperatriz. Ao todo, 59 crianças já morreram desde janeiro do ano passado à espera de UTIs, apesar de terem uma ação judicial que obrigava hospitais públicos, ou privados do município, a garantir uma vaga. Foram 43 óbitos em 2009 e 16 nos três primeiros meses de 2010.

    O MP em Imperatriz já deu um ultimato à Secretaria Estadual de Saúde (SES) e ao Município determinando a ampliação do número de UTIs neonatais e pediátricas na cidade. Conforme inquérito civil público impetrado pelo MP, o Estado tem 90 dias para ampliar a rede. Caso contrário, existe a possibilidade do MP ingressar com uma ação civil pública com a obrigação de fazer contra o Estado e contra o Município.

    Resposta

    O secretário Estadual de Saúde, Ricardo Murad, afirmou por meio de nota, que pretende ampliar o número de leitos de UTI neonatais de 14 para 45 leitos na cidade de Imperatriz e que esse aumento ocorreria após a conclusão do prédio. “A estrutura física do prédio já está pronta. O Estado precisa é definir o que fará com ele”, rebateu o promotor.

    Murad ainda disse que já firmou um convênio com a prefeitura de Imperatriz, no valor de R$ 5 milhões, para instalar mais 10 leitos de UTI infantil no Hospital Municipal. “O Estado não pode ser responsabilizado por essas mortes que ocorreram”, pontuou Murad. Ele ainda disse que não pode confirmar o número de mortes de crianças em Imperatriz por falta de UTIs no município.

    Com informações do UOL Notícias.

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    Editorial

    O desespero da oligarquia

    Parece que algumas pessoas ainda não entenderam que a ditadura militar foi derrotada em 1985. Elas não conseguem conviver com a democracia e a cada movimento que as contraria tentam buscar amparo em palavras e gestos autoritários.

    No Maranhão, então, essas pessoas pensam que vivem ainda no coronelismo, tem até um chefe para chamar assim.

    Coitadas, os tempos são outros.

    Quem leu a nota assinada pelo secretário de Saúde, cunhado de Roseana Sarney e governador de fato, Ricardo Murad, sabe do que estamos falando. Inconformado com a derrota imposta pelos petistas às pretensões da governadora não-eleita Roseana Sarney, o primeiro-cunhado lançou uma nota que está na contramão do ar democrático que respiramos e que nada tem a ver com a história do PT e muito menos com as deliberações do Governo petista de Lula.

    Ele pede a intervenção da direção nacional do PT por conta da decisão democrática do partido que rejeitou a aliança com o atraso. Atraso que a nota do primeiro-cunhado é a prova em palavras.

    Só há o que lamentar.

    Estão inconformados porque queriam de qualquer maneira não deixar que Flávio Dino viesse a ser candidato a governador. Mais uma prova de que se acham os donos do Maranhão. Não são donos nem do mar, quanto mais do Maranhão.

    O PT lúcido escolheu o caminho certo justo para que o atraso e o autoritarismo não vinguem mais neste Estado. E não vingará. Ainda que o primeiro-cunhado espernei, puxe arma ou use de métodos da época das cavernas.

    O Maranhão é livre. Os partidos políticos são livres. Tanto que o coronel padrinho do primeiro-cunhado é senador pelo Amapá. Por aqui ele não se elege nem inspetor de quarteirão.

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    Membros do diretório nacional do PT aplaudem indicação pelo nome de Flávio

    O deputado federal Flávio Dino, ao conceder entrevista coletiva hoje, informou que já recebeu diversos telefonemas de membros do diretório nacional do PT pela indicação de apoio do PT local ao seu nome para disputar o cargo de governador.

    O parlamentar reafirmou que fará uma campanha propositiva, debatendo os problemas com o conjunto da população para colocar o Maranhão em novo rumo.

    Flávio Dino adiantou que o PT indicará o vice da sua chapa, assim como um candidato para disputar uma das duas vagas para o cargo de senador da República.

    E citou como uma das propostas na área de Educação a criação de universidade estaduais em todos os munícpios centrais do estado.

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    Sérgio Macêdo limpa as gavetas

    Sérgio MacedoO secretário de Comunicção Social, Sérgio Macêdo, começou a limpar as gavetas. Vai deixar o cargo agora em abril para cuidar de duas campanhas eleitorais: a do filho, Daniel Macêdo, para deputado estadual, e da reeleição da governadora Roseana Sarney.

    Macêdo não é nenhum expert em campanha política, mas sempre prestou serviços para a família Sarney. Das campanhas que participou diretamente como coordenador, não obteve nenhuma vitória.

    Considerado pé frio, foi derrotado na última campanha que fez para o prefeito Ildon Marques, de Imperatriz, que disputou a reeleição no cargo.

    Sérgio Macedo é mais conhecido pelas campanhas difamatórias que produz. Foi o responsável por uma matéria veiculada no Fantástico da Rede Globo, em que apontava o então deputado federal Sebastião Madeira como mandante de crimes na região Tocantina.

    Desfeita a campanha sórdida, a Globo se retratou e quase rompe o contrato com a TV Mirante, que é afiliada. Anos depois, Macêdo espalhou em Imperatriz que o então prefeito Jomar Fernandes tinha um filho fora do casamento, com uma cunhada. Bem ao seu estilo, Macêdo quase causa estrago entre a família,mas nada que a verdade superasse as desavenças.

    Foi secretário de Comunicação Social do governo de José Reinaldo Tavares, quando se apresentava como inimigo do empresário Fernando Sarney.

    Boa parte das denúncias contra a TV Mirante para a Rede Globo, partiram da imaginação de Sérgio Macêdo. A Globo chegou a fazer uma intervenção branca no setor de jonalismo da sua afiliada no Maranhão.

    Mas Macedo não demorou por muito tempo no cargo. Despreprado e incompetente, mostrou ser ágil m armações que favorecessem empresas amigas.

    Por isso, chegou a seu denunciado pelo Ministério Público por um contrato com a produtora de TV Canal, de Imperatriz. Atualmente, a mesma Canal foi contratada para prestar os mesmos serviços, dentro do mesmo esquema

    Foi exonerado po telefone pela primeira dama, Alexandra Tavares. Macêdo, à época, comprou no cash uma mansão no Calhau por R$ 500 mil, soma incompatível com o salário que percebia como secretário.

    Hoje, Macêdo aluga um apartamento de um deputado por R$ 5 mil mensais, embora receba apenas pouco mais de R$ 9 mil líquidos como secretário de estado.

    Ainda assim, reforma s sua mansão ao valor de R$ 300 mil, segundo tive conhecimento.

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    Disputa eleitoral deste ano não é para amadores

    Por Fernando Rodrigues
    da Folha Online

    A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado na Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL). mostra que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre a segunda colocada, Dilma Rousseff (PT).

    Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Serra teve crescimento real. Ele voltou ao seu patamar de dezembro, quando tinha 37%.

    O tucano registrou 36%. A petista pontuou 27%. Um mês atrás, esses percentuais eram de 32% e 28%, respectivamente. É a primeira vez que a petista não apresentou crescimento.

    Para o colunista do UOL e repórter da Folha em Brasília Fernando Rodrigues, o resultado não significa “nem o fim do mundo para Dilma e nem a salvação da lavoura para Serra. Significa apenas que esta é a linha de largada da corrida presidencial neste ano”, diz.

    “Esta não é uma eleição para amadores, é para profissionais”, afirma Rodrigues.

    Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos em dezembro e há um mês.

    A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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    Morre Armando Nogueira

    Faleceu hoje em sua residência, no Rio de Janeiro, o jornalista Armando Nogueira, que comandou o setor de jornalismo da TV Globo por 25 anos.

    Armando Nogueira foi o responsável pla expansão da Globo em todo o país e criador do Jornal Nacional. Nogueira faleceu por volta das 7h de hoje, aos 82 anos

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    A lição de um país civilizado ao grotão dos culpados incomuns

    Por Augusto Nunes

    Confrontado com um caso de polícia, o presidente Lula criou uma nova categoria de inimputáveis ─ a dos homens incomuns ─ para desviar do camburão o chefe do bando. “O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, deliberou em junho o camelô dos palanques, de passagem pelo Cazaquistão, ao saber das bandalheiras nas catacumbas no Senado.

    Confrontado com a ação movida contra o Estadão pelo empresário Fernando Sarney, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, decidiu que, se o pai é incomum, como tal o primogênito também deve ser tratado. Em homenagem à família chefiada pelo patriarca José, de quem ganhou o emprego, o juiz amordaçou o Estadão com a censura prévia.

    Confrontado com a reportagem da Folha que denunciou a existência da conta com 13 milhões de dólares no Suíça, o tesoureiro da capitania hereditária do Maranhão fez outra retirada audaciosa nos fundos da arrogância. “Não me manifesto sobre o que não acontece”, tentou encerrar a conversa com o repórter, com a empáfia de quem se julga condenado à impunidade.

    Confrontada com delinquências financeiras de Fernando Sarney, a presidente da Suíça, Doris Leutrard, escancarou com uma frase o abismo que separa uma nação civilizada das paragens afundadas no primitivismo. “Aqui tratamos todos de forma igual”, resumiu. “Aqui pouco importa se a pessoa é rica ou pobre, famosa ou não”.

    As regras que tratam do sigilo bancário ─ algumas absurdas desde sempre, outras devastadas pela esclerose ─ imploram por mudanças urgentes. Mas ninguém na Suiça é incomum. Os governantes de lá não têm bandidos de estimação. O presidente não ousa atropelar ostensivamente a lei. Não há meliantes especiais. Nem existem sobrenomes intocáveis.

    Dias antes da decretação do bloqueio judicial, como apurou o jornalista Lauro Jardim, o sempre ágil Fernando emagreceu a conta suspeitíssima em 10 milhões de dólares, transferidos para outro esconderijo em Lichtenstein. Foram retidos 3 milhões. Não é muita coisa perto das cifras com que lida a turma liderada por Madre Superiora, Magro Velho, Bomba e outros codinomes bisonhos. Mas é mais que suficiente para amparar a pergunta que resume outra ópera do malandro: alguém pode juntar tanto dinheiro sem ladroagem?

    O Estadão está sob censura há 239 dias. Ninguém no clã dos Sarney sabe o que é sequer uma hora de cadeia. A credibilidade do Poder Judiciário, em seu conjunto, pode entrar em colapso se a população carcerária não incorporar outras estrelas do universo dos corruptos além de José Roberto Arruda, engaiolado provisoriamente. A diferença entre o ex-governador do Distrito Federal e os colegas de ofício é que a Turma do Panetone foi copiosamente filmada em ação.

    No século passado, convencida de que não conseguiria reunir provas suficientes para prender Al Capone por delitos ainda mais graves, a Justiça americana tratou de enquadrar o chefão mafioso em crimes contra o Fisco. A movimentação do dinheiro no exterior não deu as caras nas declarações de renda de Fernando e sua mulher. Que tal percorrer a estrada pavimentada há quase 80 anos?

    Ainda existem juízes no Brasil, e um deles é o ministro César Peluso, novo presidente do Supremo Tribunal Federal. Único integrante da Corte que foi juiz de primeira instância, cumpre a Peluso liderar a luta pela sobrevivência moral do Poder Judiciário. Ele sabe que não pode contar com o Executivo e o Legislativo.

    O presidente da República e o presidente do Senado estão a milhões de anos-luz da Suiça. Lula desafia acintosamente o Tribunal Superior Eleitoral. Sarney é um chefe de famiglia. Ambos são atropeladores compulsivos de regras legais e normas éticas. Também por isso os velhos desafetos descobriram que eram amigos de infância.

    Pelo menos tão cedo o presidente do STF tampouco deve contar com a opinião pública. No Brasil do terceiro milênio, só o julgamento do casal Nardoni conseguiu induzir a multidão a clamar pelo castigo dos culpados. É compreeensível que o assassinato de uma criança provoque tanta comoção. Mas o triunfo dos bandidos incomuns sobre a Justiça consumará o assassinato da esperança dos brasileiros decentes.

    Nenhum outro crime é tão hediondo.

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    Caos vai se instalar na saúde municipal

    Depois de brigar com a Limpfort e deixar a cidade que administra jogada às traças, baratas, ratos e todo tipo de insetos, o prefeito João Castelo arrumou mais uma confusão.

    A briga agora é no setor de saúde. Não paga os serviços terceirizados há mais de quatro meses, principalmente às empresas que  alugam equipamentos hospitalares.

    Por último, decidiu que vai contratar uma empresa de fora em detrimento das locais. E mais: não vai honrar seus compromissos com que já vinham executando os serviços de saúde.

    Por esta razão, as empresas decidiram que a partir de segunda feira vão retirar  seus equipamentos do Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, e do Hospital da Mulher. Agora lascou.

    Embora esteja na direção da saúde municipal, o vereador Gutemberg tem a cara e o estilo da rainha da Inglaterra. Quem manda nas ações financeiras da Saúde é seu adjunto Rafael, afilhado da deputada Gardênia Gonçalves.

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    PF investiga suposta remessa ilegal de Fernando Sarney à China

    A Polícia Federal investiga uma suposta operação simulada de comércio exterior que envolve o empresário Fernando Sarney, filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), diz reportagem publicada na edição desta sexta-feira (26) do jornal “Folha de S.Paulo”. A suposta operação tinha como objetivo a remessa ilegal de recursos para fora do país.

    De acordo com a reportagem, a investigação é um desdobramento da operação Faktor (ex-Boi Barrica), da Polícia Federal, que apura a existência de contas do empresário em outros países. Fernando Sarney e seu advogado não comentaram o assunto.
    O suposto esquema irregular de envio de recursos ao exterior simulava uma operação de comércio exterior com empresas brasileiras e chinesas de fachada. Uma empresa brasileira simulava a compra de produtos chineses. O contrato era registrado no Banco Central para o envio de dólares para a conta da empresa exportadora na China, mas a mercadoria nunca era enviada ao Brasil.

    A reportagem diz ainda que policiais de São Paulo e fiscais já haviam identificado no ano passado um grupo de 40 empresas que poderiam usar do mesmo artifício para remeter dinheiro ilegalmente para o exterior, num total que pode ter sido superior a US$ 800 milhões entre 2005 e 2008. Com informações do G1.

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