DEM quer Mauro Fecury senador

Além de duas secretarias (Desenvolvimento social e Ciência e Tecnologia) a parti de abril, o PT maranhense negocia com Roseana Sarney a vice na chapa da governadora ou, no mínimo, uma vaga para senador.

Ocorre que o DEM já fechou com o senador peemedebista Mauro Fecury. E não abre mão. Entende o DEM local que o PT não tem nomes para disputar o cargo de senador. E com muita razão.

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Diretor de escola denunciado por pedofilia é protegido

Denunciado pela imprensa nacional, o diretor da escola Gentil Frazão, da cidade de Caxias, José Feitosa Silva Filho, por assedio às alunas do povoado Buriti Corrente, continua sendo protegido pelos políicos mais influentes da região.
Alguns professores que denunciaram o diretor, conforme informações que recebi de um leitor do blogue, foram afastados da escola.
É hora da CPI da Pedofilia da Assembléia Legislativa fazer uma investigação para apurar as denúncias.

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Haickel deve ser secretário

O deputado licenciado Joaquim Nagib Haickel já cogita não disputar a reeleição para a Assembléia Legislativa.

Político experiente (herança do saudoso pai), conhece os caminhos das pedras. E como ninguém os cálculos eleitorais.

Teve sua base invadida por aliados, notadamente os que exercem cargos de secretários, exceto Max Barros.

Refez as contas e concluiu que sua reeleição é uma das mais difíceis, embora seja fiel seguidor da governadora, árduo defensor de Roseana, e amigo pessoal do empresário Fernando Sarney.

Na bolsa de apostas da miaoria dos aliados, Haickel deve ser o próximo secretário de Educação.

Ainda não existe nenhum convite oficial, mas seu nome, vire e mexe, aparece no tabuleiro da reforma administrativa.

Ocorre, porém, que o deputado terá que enfrentar um grave problema. Como sua licença para tratamento de saúe vence somente no final de maio, terá que cumprí-la até lá.

Isto significa dizer que Haickel náo poderá assumir qualquer secretaria quando os deputados se desincompatibilizarem agora no começo de abril.

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Sinais exteriores de…blindagem

Por João Bosco Rabello
Do jornal O Estado de São Paulo

Há pelo menos sete meses a Polícia Federal sabe sobre movimentações milionárias do empresário Fernando Sarney no exterior.

É dessa época, mais exatamente do dia 16 de julho de 2009, matéria do repórter Rodrigo Rangel no Estadão revelando, em primeira mão, remessa de U$ 1 milhão do empresário para a China.

Detectada pela PF na Operação Boi Barrica, a remessa deu origem a um rastreamento de contas e a um pedido de ajuda ao governo chinês para encontrá-las, noticiados pelo jornal na mesma edição e matéria.

A PF já dispunha de e-mails do empresário e escutas telefônicas que indicavam um cenário mais amplo de possível lavagem de dinheiro, com origem em negócios envolvendo recursos públicos e tráfico de influência.

Dias depois o jornal foi notificado sobre a censura determinada pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ele proibiu a divulgação, por qualquer meio, de qualquer informação constante da operação Boi Barrica.

Blindou os Sarney, pai e filho, com o benefício do sigilo de justiça que não deveria ser estendido aos casos em que o interesse público se impõe.

A decisão coincidiu com o público e notório empenho pessoal do presidente Lula de dar sustentação ao então recém-eleito presidente do Senado, José Sarney.

O tempo passou, Fernando Sarney finge alma democrática desistindo da censura e o ministério da Justiça nega qualquer resposta da ajuda pedida à China.

Como movimentações financeiras passam por contas bancárias e a PF tem as informações muito antes do jornal, é razoável a interpretação de que se assiste a um clássico episódio de blindagem política.

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Pernil Lanches é contratada para serviços de telefonia

Sob o processo número 274/2009, a Big Pernil foi contratada pela Secretaria de Estado da Administração para serviços de manutenção corretiva e substituição de peças e acessórios do sistema de telefonia dos Viva Cidadão da Praia Grande e João Paulo.

Valor do contrato? R$ 35.980,00. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 24 de fevereiro passado. E foi assinado pelo secretário Luciano Moreira e pelo representante da Pernil, Antonio Malan Filho.

Aliás, a Big Pernil que opera com lanches, tem sido favorecida pelo atual governo. Soube que realizou idêntico contrato com a Secretaria de Estado da Saúde.

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Planalto paga pesquisa sobre trunfos eleitorais de Dilma

O Palácio do Planalto pagou R$ 2 milhões por pesquisas que aferem a popularidade de programas de governo e ações às quais a imagem da pré-candidata petista, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), está mais associada, informa reportagem de Marta Salomon, publicada nesta segunda-feira pela Folha.

Segundo a reportagem, relatórios traçados por um especialista em comportamento eleitoral indicam “patamares elevados de desconhecimento” de vitrines do governo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o pré-sal.

Os estudos foram iniciados em 2009, sob encomenda da Secretaria de Comunicação da Presidência. Os resultados são estratégicos para delinear a plataforma eleitoral da ministra.

A lembrança da propaganda oficial do PAC foi considerada “escassa” em relatório de pesquisa qualitativa de maio, que recorreu a entrevistas mais aprofundadas. Essa pesquisa detectou “forte desconfiança”, principalmente entre os mais ricos, em relação ao programa.

Com informações da Folha Online.

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É preciso tirar o Maranhão do atraso", diz Flávio Dino

Ex-juiz federal e deputado federal considerado entre os quatro mais importantes do país, Flávio Dino (PCdoB) abriu espaço em sua agitada agenda para conceder entrevista ao Diário da Manhã. Ele fala sobre a candidatura ao Governo do Maranhão, a elaboração de um programa de desenvolvimento do Estado e as alianças para garantir sua candidatura. As perguntas foram enviadas por e-mail.

Diário Manhã– Que o Maranhão é um dos Estados mais atrasados do Brasil, todos sabem. Acontece que nenhum candidato, em todo esse tempo, apresentou um programa mínimo e razoável para desenvolver o Estado. O Sr. pretende fazê-lo se vier a disputar o governo?

Flávio Dino – Não concebo uma candidatura ao governo e uma campanha sem um sólido e realizável programa. Nós já estamos trabalhando nisso, realizando estudos, promovendo seminários e reuniões de trabalho. Há uma equipe sistematizando a minuta de um programa de governo para ser amplamente debatido e aperfeiçoado. Vamos desde já dizer o que precisa ser feito e como será feito para que o Maranhão se transforme num estado desenvolvido, justo, com oportunidades para todos.

Diário da Manhã – O Sr. tem sinalizado que pretende fugir da velha cantilena Sarney e anti-Sarney. Certo. Agora eu pergunto: é possível fazer política sem críticas ao passado, sobretudo no Maranhão?

Flávio Dino – Não dá pra olhar o Maranhão que temos sem fazer um balanço crítico do passado e também do presente. Somos um estado de imenso potencial econômico, com todas as condições para implementar uma política de desenvolvimento com inclusão social. E se não conseguimos sair da zona dos mais atrasados, dos piores indicadores, é porque a condução política falhou, errou, não foi capaz ou não quis fazer do Maranhão um estado com melhores condições de vida para seu povo. Farei crítica, sim, porque ela é necessária, inclusive para termos a clara definição do que não pode ser feito e do que deve ser feito para corrigir as distorções que tanto afligem o nosso povo.

DM – O vizinho Piauí tem hoje melhores dados sociais que o Maranhão, o que tem gerado elogios ao governador petista Wellington Dias. Que lições podemos tirar dessa administração para o Maranhão?

FD – A principal lição é a de que a mudança no comando da política, nos métodos, na forma de dirigir o estado, gera repercussões positivas na vida das pessoas. O Piauí conseguiu avanços extraordinários e está aí a nos mostrar que é possível fazer isso também aqui no Maranhão, até com mais rapidez e com maior alcance, já que possuímos condições naturais e de infra-estrutura mais favoráveis que o Piauí tinha quando iniciou esse ciclo virtuoso sob comando do governador Wellington Dias. A propósito tenho conversado muito com o governador Wellington e ouvido palavras de estímulo, além de muitas sugestões importantes.

DM – Quando governador, José Reinaldo Tavares reclamava das pressões ao Governo Federal para que o Maranhão fosse posto de lado, inclusive o presidente Lula não esteve no Estado nenhuma vez. Caso venha a ser governador, o Sr. teme que o mesmo venha a ocorrer?

FD – Não. Sou do PCdoB, partido que mantém uma longa e sólida relação com o PT e como acho que a Ministra Dilma será a próxima presidente do Brasil, inclusive com nosso apoio entusiasmado, tenho certeza absoluta de que manteremos uma relação excelente. Digo mais, é possível inaugurar uma nova relação do Maranhão com o Governo Federal que se traduza em melhorias reais das condições de vida do povo. E se, o que não creio, eu for o governador e o presidente for da oposição ao atual bloco comandado pelo presidente Lula também não creio que haverá discriminação.

DM – Educação e Saúde, dois pontos nevrálgicos do Estado. Como é possível mudá-los?

FD – A principal preocupação da população maranhense hoje é com a saúde. Temos um quadro caótico que precisa ser mudado. Claro que isso não se faz num passe de mágica, é algo que requer vontade política associada à necessária capacidade de gestão no setor com volume alto e bem dirigido de investimentos. Na educação temos também um quadro de muitas dificuldades, o que chega a ser desesperador na medida em que cada vez mais estamos inseridos em uma complexa rede social cuja essência é o domínio de conhecimentos e habilidades. Sem dúvidas dois grandes desafios a serem enfrentados com muita dedicação, criatividade, inovação e muito mais recursos.

DM – Primeiro foram 26 dirigentes do PT de São Luís e agora o PT de Imperatriz também se mostra favorável à pré-candidatura de Flávio Dino. Há, ainda, a possibilidade de que a aliança entre PT, PCdoB e PSB venha a não se concretizar?

FD – Eu creio que iremos montar um grande palanque para a ministra Dilma no Maranhão com a aliança do PCdoB, PT, PSB e os movimentos sociais do estado, bem como fazer uma campanha para o governo capaz de mobilizar o imenso sentimento de renovação e mudança que está no coração e na mente dos maranhenses. A nossa aliança é natural, tem lastro histórico, não é uma invenção de última hora, uma conveniência eleitoral. Não! PCdoB, PT, PSB e movimentos sociais estão vindo de longe, na mesma estrada, e juntos podem ir muito mais longe ainda virando a página e até mesmo construindo uma nova história: a do Maranhão justo, próspero, desenvolvido e plenamente democrático.

DM – Em 2008 a sua candidatura a prefeito de São Luís sofreu todo tipo de ataques, sobretudo os de baixo nível. O Sr. teme que isso venha a se repetir agora em 2010?

FD – Olha, ataques virão, infelizmente. Mas é contra isso que também lutamos, contra a baixa política, contra o amesquinhamento de uma atividade tão importante que é a política. Vamos centrar nossa campanha no diálogo com a sociedade, com todas as forças, mostrando o que é possível fazer para superar esse quadro de atraso econômico e social. Definitivamente, precisamos romper com o atraso, assegurar ao Maranhão e aos maranhenses um outro destino. Como disse, um destino de democracia, igualdade, prosperidade, de oportunidades para todos, um destino de um grande Maranhão à altura de seu potencial e de sua brava e trabalhadora gente.

Com informações do Diário d Manhã

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É preciso tirar o Maranhão do atraso”, diz Flávio Dino

Ex-juiz federal e deputado federal considerado entre os quatro mais importantes do país, Flávio Dino (PCdoB) abriu espaço em sua agitada agenda para conceder entrevista ao Diário da Manhã. Ele fala sobre a candidatura ao Governo do Maranhão, a elaboração de um programa de desenvolvimento do Estado e as alianças para garantir sua candidatura. As perguntas foram enviadas por e-mail.

Diário Manhã– Que o Maranhão é um dos Estados mais atrasados do Brasil, todos sabem. Acontece que nenhum candidato, em todo esse tempo, apresentou um programa mínimo e razoável para desenvolver o Estado. O Sr. pretende fazê-lo se vier a disputar o governo?

Flávio Dino – Não concebo uma candidatura ao governo e uma campanha sem um sólido e realizável programa. Nós já estamos trabalhando nisso, realizando estudos, promovendo seminários e reuniões de trabalho. Há uma equipe sistematizando a minuta de um programa de governo para ser amplamente debatido e aperfeiçoado. Vamos desde já dizer o que precisa ser feito e como será feito para que o Maranhão se transforme num estado desenvolvido, justo, com oportunidades para todos.

Diário da Manhã – O Sr. tem sinalizado que pretende fugir da velha cantilena Sarney e anti-Sarney. Certo. Agora eu pergunto: é possível fazer política sem críticas ao passado, sobretudo no Maranhão?

Flávio Dino – Não dá pra olhar o Maranhão que temos sem fazer um balanço crítico do passado e também do presente. Somos um estado de imenso potencial econômico, com todas as condições para implementar uma política de desenvolvimento com inclusão social. E se não conseguimos sair da zona dos mais atrasados, dos piores indicadores, é porque a condução política falhou, errou, não foi capaz ou não quis fazer do Maranhão um estado com melhores condições de vida para seu povo. Farei crítica, sim, porque ela é necessária, inclusive para termos a clara definição do que não pode ser feito e do que deve ser feito para corrigir as distorções que tanto afligem o nosso povo.

DM – O vizinho Piauí tem hoje melhores dados sociais que o Maranhão, o que tem gerado elogios ao governador petista Wellington Dias. Que lições podemos tirar dessa administração para o Maranhão?

FD – A principal lição é a de que a mudança no comando da política, nos métodos, na forma de dirigir o estado, gera repercussões positivas na vida das pessoas. O Piauí conseguiu avanços extraordinários e está aí a nos mostrar que é possível fazer isso também aqui no Maranhão, até com mais rapidez e com maior alcance, já que possuímos condições naturais e de infra-estrutura mais favoráveis que o Piauí tinha quando iniciou esse ciclo virtuoso sob comando do governador Wellington Dias. A propósito tenho conversado muito com o governador Wellington e ouvido palavras de estímulo, além de muitas sugestões importantes.

DM – Quando governador, José Reinaldo Tavares reclamava das pressões ao Governo Federal para que o Maranhão fosse posto de lado, inclusive o presidente Lula não esteve no Estado nenhuma vez. Caso venha a ser governador, o Sr. teme que o mesmo venha a ocorrer?

FD – Não. Sou do PCdoB, partido que mantém uma longa e sólida relação com o PT e como acho que a Ministra Dilma será a próxima presidente do Brasil, inclusive com nosso apoio entusiasmado, tenho certeza absoluta de que manteremos uma relação excelente. Digo mais, é possível inaugurar uma nova relação do Maranhão com o Governo Federal que se traduza em melhorias reais das condições de vida do povo. E se, o que não creio, eu for o governador e o presidente for da oposição ao atual bloco comandado pelo presidente Lula também não creio que haverá discriminação.

DM – Educação e Saúde, dois pontos nevrálgicos do Estado. Como é possível mudá-los?

FD – A principal preocupação da população maranhense hoje é com a saúde. Temos um quadro caótico que precisa ser mudado. Claro que isso não se faz num passe de mágica, é algo que requer vontade política associada à necessária capacidade de gestão no setor com volume alto e bem dirigido de investimentos. Na educação temos também um quadro de muitas dificuldades, o que chega a ser desesperador na medida em que cada vez mais estamos inseridos em uma complexa rede social cuja essência é o domínio de conhecimentos e habilidades. Sem dúvidas dois grandes desafios a serem enfrentados com muita dedicação, criatividade, inovação e muito mais recursos.

DM – Primeiro foram 26 dirigentes do PT de São Luís e agora o PT de Imperatriz também se mostra favorável à pré-candidatura de Flávio Dino. Há, ainda, a possibilidade de que a aliança entre PT, PCdoB e PSB venha a não se concretizar?

FD – Eu creio que iremos montar um grande palanque para a ministra Dilma no Maranhão com a aliança do PCdoB, PT, PSB e os movimentos sociais do estado, bem como fazer uma campanha para o governo capaz de mobilizar o imenso sentimento de renovação e mudança que está no coração e na mente dos maranhenses. A nossa aliança é natural, tem lastro histórico, não é uma invenção de última hora, uma conveniência eleitoral. Não! PCdoB, PT, PSB e movimentos sociais estão vindo de longe, na mesma estrada, e juntos podem ir muito mais longe ainda virando a página e até mesmo construindo uma nova história: a do Maranhão justo, próspero, desenvolvido e plenamente democrático.

DM – Em 2008 a sua candidatura a prefeito de São Luís sofreu todo tipo de ataques, sobretudo os de baixo nível. O Sr. teme que isso venha a se repetir agora em 2010?

FD – Olha, ataques virão, infelizmente. Mas é contra isso que também lutamos, contra a baixa política, contra o amesquinhamento de uma atividade tão importante que é a política. Vamos centrar nossa campanha no diálogo com a sociedade, com todas as forças, mostrando o que é possível fazer para superar esse quadro de atraso econômico e social. Definitivamente, precisamos romper com o atraso, assegurar ao Maranhão e aos maranhenses um outro destino. Como disse, um destino de democracia, igualdade, prosperidade, de oportunidades para todos, um destino de um grande Maranhão à altura de seu potencial e de sua brava e trabalhadora gente.

Com informações do Diário d Manhã

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Governo acha dinheiro na conta de Fernando Sarney no exterior

Empresário que cuida dos negócios da família, Fernando Sarney enviou US$ 1 milhão, em 2008, para agência do HSBC, na China, sem declará-lo à Receita.

O governo brasileiro obteve documentos que comprovam que o filho do presidente do Senado, José Sarney, movimentou dinheiro no exterior sem declará-lo à Receita Federal.

Autoridades da China informaram ao Ministério da Justiça que o empresário Fernando Sarney opera, pessoalmente, uma conta num paraíso fiscal, em nome de uma empresa “offshore” com sede no Caribe.

No começo de 2008, Fernando usou esse canal financeiro para transferir US$ 1 milhão para uma agência do banco HSBC em Qingdao, na China. A autorização da transação contém a assinatura dele.

Recursos no exterior não informados ao fisco podem ser fruto de sonegação de tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Empresas da família Sarney, que vão de emissoras de rádio e TV a shopping center, são investigadas pela Receita e pela Polícia Federal sob acusação desses crimes.

A operação policial, que levava o nome de Boi Barrica e depois foi rebatizada de Faktor, já indiciou Fernando Sarney sob acusação de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele nega as irregularidades.

A remessa para a China é alvo da Faktor. Em 2009, Fernando negou a movimentação em entrevista à Folha. Laudo enviado pelo governo chinês para o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça contradiz a versão do empresário.

A partir de autorização assinada por Fernando, autoridades chinesas rastrearam a origem do dinheiro e confirmaram que os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (pelo nome, uma empresa de acessórios de bicicleta), conforme ordem bancária.

Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito. Acordos multilaterais permitem ao governo solicitar bloqueio e a repatriação de recursos enviados ilegalmente para fora do país.
Procurado pela reportagem, Fernando disse que não se pronunciaria sobre o assunto por orientação de seus advogados, alegando que o inquérito policial está sob segredo de Justiça.

Conforme a Folha publicou em 2009, as empresas da família Sarney passam por uma devassa feita pela Receita, iniciada a partir do trabalho da PF. Os auditores detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.

Segundo a reportagem apurou, não há nas declarações à Receita das pessoas físicas e jurídicas ligadas à família a menção a nenhuma conta corrente em paraíso fiscal no Caribe.

Durante a Faktor, a PF interceptou com autorização judicial e-mails de Fernando, seus familiares e amigos. Em várias dessas mensagens havia referências ao envio de US$ 1 milhão para a China. Foi numa delas, entre Ana Clara e Teresa Sarney, filha e mulher de Fernando, que a PF capturou a autorização assinada por ele.

Os policiais levantaram também indícios de que Fernando contava com a ajuda do empresário Gianfranco Perasso (chamado por ele de “China” ou “Chinaboy”) para operar contas no exterior em seu nome.

Perasso é apontado pela Polícia Federal como integrante do esquema comandado por Fernando que teria desviado dinheiro de obras e projetos do governo federal.

Empresário vê vazamento de dados “criminoso”

O empresário Fernando Sarney disse à Folha, por e-mail, que a imprensa trata de suas movimentações financeiras de forma “truncada e dissociada da realidade” e que ele é alvo de “vazamento criminoso” de informações sob segredo de Justiça.

“Por essa razão, seguindo orientação dos meus advogados, e até mesmo em respeito ao sigilo estabelecido pela própria Justiça, não me pronunciarei a respeito”, disse.

Fernando respondeu por ele, por sua mulher, Teresa Sarney, e por sua filha, Ana Clara. As duas também são citadas pela PF no inquérito da Operação Faktor, por participação nas transações financeiras da família.

Procurada pela reportagem, a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o assunto não lhe diz respeito e que por isso ele não se manifestaria. Acrescentou que seu filho Fernando é quem tem autoridade para falar sobre o tema.

A reportagem não conseguiu localizar o empresário Gianfranco Perasso.

Com informações da Folha de São Paulo

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