Tem dedo de Lula

Tenho acompanhado com atenção ao desenrolar da crise no Senado Federal. Sou contra o nepotimo em todas as esferas. Sarney empregou oito parentes. Existem senadores, inclusive do PT, sem falar nos do PSDB, que colocaram às custas da Casa mais de 12 familiares. Todos praticam atos reprováveis.

A governadora do Pará, Ana Carepa, do PT, colocou irmãos, tios, primos e até o próprio esposo no cabide público. Jackson Lago, em dois anos de governo, empregou irmãos, filhos, sobrinhos, cunhados e até a própria esposa, em total de 23, e não 14 como havia postado logo no início.
Nenhum deles ou quaisquer outros foram tão execrados ou massacrados pela prática de nepotimo. A imprensa nacional não disse nada. Sarney continua na pauta da grande imprensa.

Por tudo que tenho acompanhado e conversado com alguns amigos, cada dia fortalece minha desconfiança de que, além do PSDB, agora o DEM, e o PT, tem dedo oculto do presidente Lula. Podem até achar que estou viajando ou vendo chifres na cabeça de cavalo. A imprensa, é claro, aproveitou a carona. E vai prosseguir na campanha para reduzí-lo a pó.

Eis minhas desconfianças.

Além da derrota imposta ao PT, com a vitória sobre o senador Tião Viana, que deixou profundas sequelas no petismo, Sarney, que demonstrava vigor entre aliados e opositores, tornou-se o homem mais forte da República.

Antes da proposta de criação da CPI da Petrobrás, ninguém falava em nepotismo ou coisas assemelhadas no Senado Federal. A maioria dos 81 senadores sabia da existência da mansão do diretor geral do Senado, Agaciel Maia e da financeira de Adriando Sarney, que consignava empréstimos a funcionários da Câmara Alta para o HSBC. Ninguém comentava nada.
Quando a oposição fortaleceu a idéia da criação da CPI da Petrobrás, o governo sentiu o perfume de Sarney rondando a proposta. Semanas depois, o PT começou a reclamar da omissão do presidente do Senado diante do avanço da CPI.

Sarney, talvez por erro estratégico, caiu no canto de sereia da oposição e imaginando enrijecer mais ainda sua musculatura, diante da fraqueza do governo, fez corpo mole a a CPI passou.

Aí veio a vingança, acredito. Era preciso tirar de foco a CPI da Petrobrás, vingar-se do mais forte aliado, ou ao menos dar-lhe um susto. Quem sabe, diminuir seu peso e fazê-lo refém por longo período.

Pipocaram as denúncias, todas unicamente contra Sarney. Ninguiém da bancada do PT ou do então aliado DEM se manifestou em defesa de Sarney. A coisa engrossou.
Mais denúncias e as dores de cabeça se avolumaram para Sarney, que foi ficando acuado. Lula, até então, não tomava conhecimento.

O presidente do Senado foi jogado aos Leões. Era preciso que os ferozes bichanos lhes arrancassem as vestes e rasgassem a pele. A bancada petista, na minha opinião, exerceu com eficiência o seu papel. Cobrou a licença de Sarney da presidência do Senado.

O ex-presidente caminhava para o calvário. Sozinho. Eis que entra em cena o presidente Lula para lhe resgatar da cova dos leões, cada vez mais profunda. Lula agiu como o salvador da pátria de José Sarney. A bancada petista ainda fez cena e coro com as bancadas de oposição.

Agora, hoje, decidiu sair em defesa da permanência dele no cargo de presidente do Senado Federal. Sarney, quer queira ou não, saiu chamuscado, diminuto e, talvez, sem condições de exercer o papel de maior líder do Congresso Nacional.

De credor passou a ser devedor de Lula e do PT. Ficou, agora, como refém do partido e do presidente da República. Pagou uma fatura mais alta do que ele próprio imaginava. É o que penso, ainda que todos considerem minha leitura uma louca viagem.

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Carro usado no sequestro pertecente a um capitão da PM

O carro (celta prata) usado por bandidos para sequestrar uma jovem estudante, filha de um empresário do ramo da informática, pertence a um capitão da Polícia Militar.
O veículo foi tomado de assalto na quarta-feira, próximo da Forquilha, e horas depois utilizado no sequestro. Hoje, no período da tarde, o Celta foi encontrado e o militar reconheceu os bandidos que lhe tomaram o carro.
Isso demonstra a ousadia dos bandidos, que ainda ficaram de posse do celta por quase 48h, desfilando pelas ruas de São Luís.
Não se pode cobrar do secretário Raimundo Cutrim que, em menos de três meses, reduza os índices de criminalidade a números satisfatários em curto espaço de tempo. Eurídice Vidigal não conseguiu em dois anos e quatro meses.
A polícia de Cutrim tem dado respostas imediatas na elucidação de crimes e na prisão de bandos e quadrilhas que causam insegurança à nossa população. Mas ainda é pouco.
O secretário de Planejamento, Gastão Vieira, liberou R$ 50 milhões para o setor de Segurança. Cabe agora a Raimundo Cutrim saber como utilizar os recursos para frear o ímpeto dos marginais.
Soube hoje que a secretaria de Segurança Pública pretende voltar o programa Patrulha do Bairros, mas em outros moldes, igual ao praticado no Ceará, com resultados positivos.
Não publiquei sobre a atuação de duas viaturas do Patrulha do Bairros porque as vítimas temiam represálias. Três pessoas, em dias diferentes, foram assaltadas com a ajuda dos militares.

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Pode virar onda

O nome do deputado federal Flávio Dino (PC do B) se espalha como fogo de monturo. Impressionante como as pessoas começam a enxergar no jovem parlamentar a alternativa para o futuro político do Maranhão.
Conversei com dois veredores de Mirinzal, há dois dias, e de um deles ouvi o seguinte:
– Não conheço esse deputado, apenas de televisão, de jornais e de emissoras de rádios. Mas lá na nossa Mirinzal é só o que se fala. Esse doutor tá crescendo, amigo!
Nas rodas mais esclarecidas não se fala outra coisa. Por isso, os grupos mais históricos estão de orelhas abertas e olhares mais atentos.
Bem articulado e iniciante na atividade do mandato parlamentar, Dino conseguiu em dois anos aquilo que muitos que estão na Câmara Federal há longos anos nem sonharam.
Além do respeito junto aos seus pares, tem sido o deputado da bancada federal de atuação mais destacada, quer na elaboração de leis ou na participação de importantes debates nacionais.
Não que seja essa postura o passaporte para vôos mais altos ou o documento que lhe credencie a disputar cargos de maior relevância.
Mas chama a atenção a desenvoltura de quem exerce o primeiro mandato quase ganhar a disputa pela prefeitura da capital e começar a ser apontado como alternativa viável para a principal eleição de 2010. Mas ainda é cedo para análises prematuras.

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Índios devem liberar reféns

Os índios guajajaras Tizuo devem liberar em instantes as 13 pessoas que fazem reféns desde terça-feira. Entre elas, cinco técnicos da Seduc e quatro da Funai.
Ontem, os líderes indígenas conversaram demoradamente com o secretário de Educação, César Pires, e ficou acertado o atendimento imediato de algumas reivindicações da tribo.
Da regional da Educação de Imperatriz saíram engenheiros e material de construção para reforma de escolas e ficou acertada a construção de uma unidade de ensino com capacidade para mais de seis salas de aula.
A revolta dos índios decorreu do fato de assinarem convênios com a gestão anterior da Seduc para reforma e construção de escolas e nada sair do campo da promessa.
A ira aumento depois que comprovaram que os recursos foram liberados para construtoras e as obras não serem executadas.

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Estourou o caldeirão na Funac

Mais uma rebelião seguida de fuga aconteceu hoje pela manhã na Funac, da Maiobinha. Os moradores mais próximos, que não conseguem vender as casas, não dormem.
O motivo agora foi causado pela determinação do secretário de Desenvolvimento Social, o ex-deputado federal Costa Ferreira.
Ele simplesmente mandou trocar os funcionários que estão por lá há mais de 20 e que conhecem todo sistema operacional por cabos eleitorais.
Os menins e adolescentes da Funac não aprovaram as mudanças e o tempo fechou. Eles reclamam que não têm boa convivência com os novatos, boa parte evangélicos da igreja de Costa Ferreira.

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Imprensa pautou Sarney

Não tem jeito. A imprensa do Sul do Brasil, a mídia ligadas ao PSDB, colocou o senador José Sarrney em sua pauta. A ordem é reduzir ao pó o presidente do Congresso Nacional, até que ele renuncie ao cargo do comando do Senado Federal.
Como sabem da importância de Sarney na permanência do PMDB como aliado de Lula para o projeto da eleição presidencial de 2010, os grandes jornais e revistas estão com a lupa mirada para a vida do ex-presidente da República.
Ao que parece, deixaram de lado as denúncias sobre os parentes de Sarney no cabide do Senado, até porque pipocaram denúncias de favorecimento de outros senadores aos seus parentes, principalmente as mais notáveis lideranças tucanas.
Agora surgiu a denúncia de que o presidente do Senado declarou ao Imposto de Renda uma mansão, em Brasília, ao valor de R$ 4 milhões e não declarou à Justiça Eleitoral nas últimas duas eleições. Sarney errou, é verdade.
Ele atribui o erro ao contador, que teria deixado de incluir o imóvel na declaração à Justiça Eleitoral. O jornal O Estado de São Paulo teve acesso a informação e ouviu assessores do senador. Foi solicitado um tempo para que os fatos fossem esclarecidos. O Estadão, à serviço do PSDB, não respeitou o acordo.
Mas a coisa não vai parar por aí. Pode um senador possuir fazenda avaliada em R$ 200 milhões e não declarou ao IR, pouco importa. A vez é de Sarney. Sou favorável a que todas as irregularidades sejam denunciadas. Todas e não apenas algumas.
Não demora muito, o alvo será a governadora Roseana Sarney, até que o pai deixe a cadeira de presidente do Senado e não mais atrapalhe os planos políticos do PSDB de José Serra. Eles não empurram com a bico. Destróem.

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Lula reúne bancada do PT

Deve ser demorada a reunião do presidente Lula com a bancada do PT no Senado Federal. Ao menos três senadores petistas defendem a licença de José Sarney do cargo de presidente. Marina Silva é a mais afoita.
A reunião começou por volta das 21h. Lula argumenta a necessidade da permanência de Sarney no cargo para garantir a governabilidade.
Além disso, o presidente está convencido de que tudo não passa de armação do PSDB para ganhar a vaga de Sarney no tapetão, isto porque o senador Marconi Pirilo assumiria a vaga de presidente.
Lula teme que o comando do Senado nas mãos dos tucanos possa inviabilizar a aliança do PMDB com o governo, visando a eleição presidencial de 2010.
Sem contar que, com o PSDB na direção do Senado, além da CPI da Petrobrás, outras investigações para desestabilizar o governo seriam produzidas.

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Amigo da onça

Conversa ao telefone entre um empresário e um dos mais importantes secretários do novo governo deve causar dores de cabeça para Roseana Sarney.
O empresário, ao conversar com o secretário, ligou o viva voz do aparelho para que outro secretário não menos importante e, portanto, poderoso escutasse cobras e largatos do colega de equipe.
Do outro lado da linha, o homem forte não economizou palavras para dizer o que pensa dos avanços do membro do governo de Roseana. A coisa vai feder. E muito.

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Os inocentes do PSDB

Como se não bastassem as cobranças do paladino da moral e da ética, senador Artur Virgílio, diariamente da tribuna o afastamento ou renúncia de Sarney da presidência do Senador Federal, revelam-se agora as manobras perpretadas pela bancada tucana para ganhar o comando da Câmara Alta do país.
Os senadores foram até a residência de Sarney e propuseram seu licenciamento do cargo pelo período de 6o dias. Seria, então, formada comissão de líderes para dirigir o Senado, adotando medidas moralizadoras e de impactos para acabar com a crise que fincou os pés na Casa.
A bancada tucana indicou nada mais e nada menos que o senador Tasso Jereissati para compor a equipe de notáveis. Jereissati é aquele que paga o aluguel do seu jatinho com verba indenizatória do Senado para ele mesmo usar.

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!2 assaltos em seis meses

12 assaltos foram realizados contra agências bancárias no interior do Maranhão, nos primeiros seis meses de 2009. É um número alarmante, sim, pois daria dois assaltos a cada mês.
Os bandidos praticaram os assaltos nas mesmas agências, na maioria do Banco do Brasil. Os métodos sãos idênticos, o que leva a acreditar que é a mesma quadrilha.
Na terça-feira levaram R$ 1 milhão do BB de Santa Luzia do Tide. Hoje não se sabe a quantia aproximada do assalto realizada no BB de Governador Eugênio Barros. E ainda levaram três reféns, que foram liberados horas depois.

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