Armação pelo dinheiro

Boa parte dos prefeitos que aceitou fazer parte da derrubada da atual diretoria do Cosems o fez com o olhos dentro do bolso dos recursos da Saude.

Os secretários municipais de saúde que derrubaram a direção do Cosems, 166, dos 217, sabiam claramente como era feita a distribuição dos recursos. Fato inegável.

Mas na hora de tramar a queda, comandada pelo secretário Ricardo Murad, todos se fizeram de inocentes, orientados pelos prefeitos.

Boa parte dos 166 prefeitos que orientaram seus secretários pela queda da diretoria do Cosems é ligada aos ex-governadores Jackson Lago e e José Reinaldo Tavares. É tudo armação paga garantir o dinheiro agora e debandar depois.

Querem um exemplo? O prefeito de Barreirinha, Dr. Miltinho, é Jackson Lago até a morte e Zé Reinaldo Tavares até debaixo de água.

Não deseja a reeleição de Roseana Sarney porque disputa o comando de Barreirinhas com o tio da governadora, deputado Albérico Ferreira. Mas não dispensa qualquer ajuda para sua cidade.

Assim como Miltinho, existem dezenas de prefeitos que não fecharão com o grupo da governadora em 2010 e, por isso, preferem receber logo antecipado.

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Ação contra Sarney faz PMDB declarar guerra aos tucanos

A decisão do PSDB de entrar com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (AP), levou o PMDB a declarar guerra aos tucanos.

Líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL) informou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que o PMDB decidiu responder na “mesma moeda” e também irá entrar com representações contra senadores tucanos.

Renan e Guerra trocaram telefonemas nos últimos dias. O líder do PMDB considerou que a questão virou partidária e que o caminho é adotar a mesma estratégia. Renan disse ao tucano que vai ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerado pelos peemedebistas como “réu confesso” por admitir ter recebido empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e contratado um funcionário-fantasma.

“O PSDB acaba de arranjar um jeito de se livrar do Arthur porque ele vai ser processado no conselho. As acusações são mais graves do que as que existem contra Sarney. O PMDB não é partido de frouxo”, disse Wellington Salgado (PMDB-MG), senador da tropa de choque de Renan Calheiros.

O comentário no PMDB era que estava “oficializada a guerra política com os tucanos”. Segundo peemedebistas, a cúpula do PSDB foi avisada de que, numa guerra, não há “corpos apenas de um lado, mas dos dois”, uma referência indireta de que, se Sarney perder o mandato, senadores tucanos também terão o mesmo destino.

Renan e Guerra concordaram que a situação é “muito grave”. O tucano disse a Renan que não vê condições de Sarney continuar à frente da presidência, pois já não tem condições de controlar a crise e as acusações contra ele e a família.

Esse foi também o tom que senadores usaram em telefonemas para o próprio Sarney, que consideraram “muito cansado”. Na cúpula do PMDB, contudo, a ordem é resistir. Sarney afirmou aos peemedebistas que não planeja renunciar.

O PMDB cogita entrar com representação contra outros tucanos, como Tasso Jereissati (CE), que usou verba de passagens aéreas para fazer manutenção de avião particular.

Apesar da ameaça peemedebista, o PSDB -sigla que foi fundada por dissidentes do PMDB nos anos 80- entrou ontem com três representações no Conselho de Ética contra Sarney por quebra de decoro que podem resultar na cassação do mandato dele.

A primeira trata do uso irregular de recursos da Petrobras na Fundação Sarney, e a segunda, dos atos secretos. A terceira é sobre o fato de um neto de Sarney ter atuado no mercado de crédito consignado da Casa.

As representações foram apresentadas quase um mês após denúncias feitas formalmente por Arthur Virgílio.

A diferença entre denúncia e representação é que a segunda, se aceita pelo relator, já dá abertura imediata a um processo por quebra de decoro parlamentar contra o congressista.

Apesar das críticas feitas por Virgílio, o PSDB hesitou em processar Sarney porque não havia consenso na bancada. Além disso, temia-se contra-ataque contra o líder tucano.

Virgílio disse ontem que começou a devolver o dinheiro que um funcionário seu recebeu do Senado enquanto estudava no exterior, um total de R$ 210 mil que serão pagos em quatro prestações.

No Conselho de Ética, o PMDB é o partido com mais integrantes: quatro. Para fazer maioria, depende de integrantes da base aliada, que têm seis membros. Juntos, os governistas detêm dez cadeiras. O conselho tem 15 integrantes. Para aprovar um relatório recomendando a perda do mandato, é preciso metade dos votos mais um. O pedido de cassação segue para ser votado em plenário.

Com informações da Folha online

Representação gráfico do apoio a Sarney

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Ministro confirma inexistência de sigilo de Justiça

No dia 22, quarta-feira passada, durante a posse do novo procurador geral da República, Roberto Gurgel, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que vazamentos de gravações por interceptações telefônica feitas pela Polícia Federal “são naturais”.

Creditou a publicação das conversas grampeadas aos acesso que os advogados têm aos autos dos inquéritos, dando a entender tratar-se de uma manobra política para conturbar o julgamento.  

Ontem, Genro foi mais claro. Criticou o STF por permitir a advogados o acesso aos autos e afirmou que “segredo de Justiça praticamente não existe”, conforme publicado ontem no Portal G1, da Globo.

Genro dormiu quando disse que as publicações das conversas grampeadas só estão sendo possíveis por força de uma súmula vinculante editada pelo STF, em fevereiro deste, que permite o acesso aos advogados aos autos dos inquéritos.

Não é bem assim. Há mais de cinco anos anos virou moda a divulgação por jornais e revistas de grande circulação das conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Quem não lembra?

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Marly Sarney deve ter alta em dois dias

Dona Marly Sarney, esposa do senador José Sarney, deve ter alta em dois dias. É o que sugere o médico David Uip, que acompanha a ex-primeira dama do país, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Caso se confirme a previsão de David Uip, que já participou de ao menos cinco cirurgias da governadors Roseana Sarney, Dona Marly Sarney deve permanecer em São Paulo por mais uma semana, em apartamento da família, acompanhado do senador José Sarney.

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Assim não vale

O Senado Federal, ao que parece, quer persitir no erro ou fazer de conta que somos um país de otários e bestas. O diretor geral da Casa, Haroldo Tajra, acaba de inventar um jeitinho brasileiro para evitar que parentes e protegidos de senadores percam de vez a eterna “boquinha”.

Dos 663 atos que não foram publicados no Diário Oficial do Senado, mas nem por isso secretos, na primeira parcial, concluíram com a demissão de 218. Mas após análises constataram que 152 tiveram seus atos publicados. Como? Números que não batem e enganam nossa matemática.

O grupo que estuda o caso, há mais de duas semanas, indicou que do que restou (aí os número não batem novamente) apenas 100 seram demitidos. Que conta maluca! Dos 218 da primeira parcial, 152 estão regulares, sobrando 100 para a guilhotina. Não entendi nada.

Bom, agora vem o golpe. O diretor geral do Senado Federal já tranquilizou a turma: quem for demitido agora poderá ser readmitido, com ato publicado e tudo. Santa paciência! Quero uma passagem para fora do Brasil. Desde que não seja para países com índices altos da gripe suína.

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Disputa desigual

Segunda-feira ficou só para os endinheirados nos dois maiores cabarés de luxo da cidade: Rosana e Número hum. Pobre não tem vez, nesse dia, com as operárias do sexo.

Na noite de segunda-feira é comum estacionarem carros de luxos. São prefeitos, deputados e grandes empresários  e até juiz federal.

Na noite de ontem, segunda-feira, dia 27, um deputado estadual, esposo de prefeita, que era jackista e agora é roseanista, vai depor por causa de recursos de uma prefeitura com nome de presidente, estava assanhando. E com muito boró no bolso.

Das seis gatinhas que estavam à sua mesa, esperando outro deputado gastador, que é contra o tabaco em ambientes fechados, mas adora virgens em locais públicos, três pulalaram quando entrou aquele juiz federal. O magistrado arrastou todas para o desespero dos deputados e alegria dos donos do local. O homem das leis paga R$ 500 por cada uma.

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Fedentina na Litorânea

Caminhar na Litorânea pela manha é um sacrifício. Nas proximidades do Bar da Lenoca, então, um sufoco. A fedentina que exala dos esgotos dos condomínios de luxo é insuportável.

A Secretaria de Saúde não deveria apenas interditar o local para banho, mas buscar solução para o problema. Os donos de bares e restaurantes estão prejudicados, bem como os que fazem caminhadas.

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Foi o mordomo

Encerra hoje às 18h o prazo para que o juizo da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sob a responsabilidade do juiz Ney Belo, responda sobre o vazamento das escutas telefônicas entre o senador José Sarney e o filho, o empresário Fernando Sarney.

A resposta será dada ao corregedor do Tribunal Federal de Recursos, Hamilton Carvalhido, que já fez as mesmas indagações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. As duas últimas alegam não ter nenhuma participação no vazamento dos grampos. A mesma posição deve tomar a 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão.

Então, se não partiu de ninguém a iniciativa de liberar para a grande imprensa trechos das gravações telefônicas, então foi ele. Isso mesmo: o mordomo. É elementar.

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Gilmar Mendes critica desrespeito a sigilo, mas Tarso Genro acha “natural”

Dois dias antes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, criticar o vazamento para a imprensa do conteúdo das escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal em operações de investigação, o ministro da Justiça, Tarso Genro, já dizia que os vazamentos “são naturais”. Como?

Ministro Gilmar Mendes

Se os inquéritos correm sob segredo de justiça, natural sim que os sigilos sejam preservados e não espalhados para atender a interesses de quem quer que seja.

Em um dos 30 trechos das escutas do empresário Fernando Sarney, já em mãos de pelos menos três grandes jornais do país, um deles até eu tinha conhecimento do teor.

Fui informado por um jornalista que uma semana depois sairia gravação de Fernando Sarney, sua filha e o senador José Sarney. Aquele em que Maria Beatriz pede emprego no Senado Federal para o namorado.

Desde sábado, mais uma vez, alguns jornalistas e blogueiros comentavam que as próximas gravações que serão escancaradas tratam de diálogo do senador José Sarney com membros do STF e STF. Bingo! Acertaram uma: com o ministro Galloti, do STJ.

Estão comentando ainda que a próxima escuta seria mais pessoal. Sarney estaria travando longos diálogos.

No meu entendimento, a publicação das escutas compromete as investigações porque deixa claro o jogo de interesses.
O que é pior: expõe o processado como já julgado. Processo não é pena. Existem coisas em tais processos, nas investigações, que perdem não apenas o senso de justiça, mas o senso do ridículo.

Foi assim quando a PF interceptou conversa entre o deputado Sarney Filho e o irmão empresário Fernando Sarney. Os dois conversavam sobre o caso Ópera Prima, que resultou no desvio de R$ 900 mil de recursos da saúde da prefeitura de Caxias para uma empresa de um filho do ex-secretário da Casa Civil, Aderson Lago.

Beirou ao ridículo, Perderam o senso do ridículo e a gravação foi entregue aos jornalistas como se investigação comprometeriam os dois irmãos.

Além disso, a conversa entre eles não faz parte do contexto do que estava sendo investigado.

Em maio, o Conselho Federal de Justiça estabeleceu a proibição para fins de divulgação das escutas, bem como determina que sejam anulados materiais que não façam parte do que está sendo investigado. Nem uma coisa e nem outra.

O ministro do STF, Gilmar Mendes disse que há banalização das escutas e da divulgação delas. O Ministério Público Federal do Maranhão pediu que a Polícia Federal instaure um inquérito para apurar o vazamento dessas gravações.

Como para o ministro da Justiça o vazamento das escutas é natural, talvez nada seja apurado com rigor. E assim as investigações vão acontecendo, condenando antes do julgamento.

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Jackson Indignado

Leio noi blogue do Ricardo Noblat a indignação do governador cassado Jackson Lago. Diz ele que “aqui no Maranhão o governador eleito legitimamente pelo povo nunca nomeou ninguém para cargos federais”.

Tem razão, o ex-governador. Aqui no Maranhão Lago pendurou 14 parentes diretos para cargos no varal estadual, de filhos, mulher e irmãos, a  cunhados. Imagina se tem chance na máquina federal…

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